Capítulo 19 – Morte do rei Agripa, cognominado o Grande. Sua posteridade. A pouca idade de Agripa, seu filho, é causa de que o imperador Cláudio reduza a judéia a província. Manda para lá, como governador, a Cáspio Fado e, depois, Tibério Alexandre. *

___________________________

* Este registro também se encontra no Livro Décimo Nono, Capítulo 7, Antigüidades Judaicas, Parte I.

O rei Agripa era então muito mais poderoso e mais rico do que podia esperar e não empregou seus bens em coisas vãs, mas começou por cercar Jeru­salém com uma muralha tão forte que, se a tivesse podido terminá-la, os roma­nos em vão teriam feito o cerco da cidade; mas ele morreu em Cesaréia, antes de ter acabado tão grande obra. Reinou três anos como rei, pois nos outros três anos anteriores, fora apenas tetrarca.

Teve de Cipro, sua esposa, três filhas, Berenice, Mariana e Drusila e um filho de nome Agripa. Como este era ainda muito pequeno, o imperador Cláudio reduziu o reino a província e para lá mandou como governador a Cúspio Fado.

Tibério Alexandre sucedeu-o no cargo e um e outro governaram os judeus, em tempo de paz, sem nada alterar em seus costumes.

Herodes, rei da Cálcida, morreu também logo depois, e deixou de Berenice, sua mulher — filha do rei Agripa, seu irmão — dois filhos, de nome Berenício e Hircano, e tivera de Mariana, sua primeira mulher, um filho chamado Aristobulo e um outro que tinha o seu mesmo nome, o qual vivia como um homem privado, e deixou uma filha de nome Jotapá. Estes foram os descenden­tes, filho do rei Herodes, o Grande, e de Mariana. Os filhos de Alexandre, seu irmão mais velho, reinaram somente na Armênia.

Comentários

Tão vazio aqui... deixe um comentário!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Barra lateral