Capítulo 8 – Vespasiano entra em pessoa na Galiléia. Ordem da marcha de seu exército.

Vespasiano resolveu atacar em pessoa a Galiléia e partiu de Ptolemaida, depois de ter organizado a marcha, segundo o costume dos romanos. As tro­pas auxiliares, mais levemente armadas, marchavam na frente, para repelir as escaramuças dos inimigos e fazerem explorações e batidas nos bosques e em outros lugares, onde poderiam haver emboscadas. Uma parte da infantaria e da cavalaria romana seguia, e dez soldados de cada companhia, com suas ar­mas e as coisas necessárias para fazer o acampamento. Os exploradores acom­panhavam-nos para aplanar os caminhos, cortar as árvores que lhes poderiam impedir a passagem e retardar-lhes a marcha. A bagagem dos oficiais ia depois, com a cavalaria, escoltando-a. Vespasiano marchava com tropas escolhidas e alguns lanceiros; tirava, para esse fim, cento e vinte mestres de cada um dos corpos de cavalaria. As máquinas, para a tomada das praças, vinham em segui­da, e depois, os tribunos e os oficiais, acompanhados por soldados escolhidos. Vinha depois a águia imperial, ilustre insígnia dos romanos, que eles julgavam dever colocar à frente de seus exércitos, para mostrar que assim como a águia reina no ar sobre todas as aves, eles reinam na terra sobre todos os homens e que em qualquer lugar ao qual levarem a guerra, ela lhes serve de presságio de que serão sempre vencedores. As outras insígnias, nas quais havia imagens, que eles diziam sagradas, estavam em redor da águia. As trombetas e os clarins vinham depois; marchavam seis a seis, de frente, com oficiais encarregados de conservar a ordem e manter a disciplina. Os servos de cada legião acompanha­vam os soldados e levavam suas bagagens sobre mulas e cavalos. Por último vinham os que traziam os víveres, os operários e outros mercenários escoltados ainda por um bom número de cavaleiros e de soldados de infantaria.

Vespasiano marchou nessa ordem e chegou à fronteira da Galiléia e ali acam­pou, embora tivesse podido então avançar ainda mais; mas ele julgou dever infundir o terror no espírito dos inimigos, com a presença do exército e dar-lhes a oportunidade de se arrepender, antes de travar combate. Não deixou, porém, de pôr em ordem tudo o que era necessário para um cerco.

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