Capítulo 15 – O rei Antíoco Eupátor faz a paz com os judeus. Contra a sua palavra, manda destruir os muros que rodeiam o Templo. Manda cortar a cabeça de Onias, cognominado Menelau, sumo sacerdote, e dá o cargo aAlcim. Onias, sobrinho de Menelau, retira-se para o Egito, onde o rei e a rainha Cleópatra lhe permitem construir, em Heliópolis, um templo semelhante ao de Jerusalém.

Depois dessa resolução, o rei Antíoco mandou dizer a Judas Macabeu e a todos os que com ele estavam sitiados no Templo, por meio de um arauto, que queria oferecer a paz e permitir-lhes viver segundo as suas leis. Eles receberam a proposta com alegria. Depois que o príncipe deu a sua palavra e a confirmou com juramento, saíram do Templo, e Antíoco lá entrou. Mas, tendo observado bem o lugar, viu que era muito forte e, violando o próprio juramento, fez destruir até os alicerces o muro que o rodeava. Depois voltou para Antioquia, levando o sumo sacerdote Onias, cognominado Menelau, e, em Beroé, na Síria, mandou que lhe cortassem a cabeça.

Foi Lísias quem deu conselho para tal, dizendo que se o rei queria que os judeus vivessem em paz e não lhe perturbassem o reino com novas rebeliões, tinha de matar Menelau, porque ele levara o rei seu pai a obrigar o povo a aban­donar a sua religião, causando assim os males que lhes haviam sucedido. Com efeito, o sumo sacerdote era um homem tão mau e ímpio que, para chegar àquele cargo, o qual exerceu por dez anos, não tivera medo de levar a sua nação a violar as santas leis. Alcim, também chamado Jacim, sucedeu-o.

Depois que Antíoco pôs em ordem os interesses da Judéia, marchou con­tra Filipe e encontrou-o já de posse do reino. Mas logo soube castigar o usurpador, pois venceu-o numa grande batalha, aprisionou-o e o mandou matar.

O filho do sumo sacerdote Onias, que era apenas uma criança quando o pai morreu, vendo que o rei, a conselho de Lísias, mandara matar Menelau, seu tio, e dado o cargo a Alcim, que não era da casta sacerdotal, transferindo assim aquela honra para outra família, refugiou-se junto de Ptolomeu, rei do Egito. Foi muito bem recebido por este e pela rainha Cleópatra, sua esposa, que lhe permi­tiram construir na cidade de Heliópolis um templo semelhante ao de Jerusalém, de que falaremos a seu tempo.

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