Capítulo 15 – Hircano, filho de Simão, cerca Ptolomeu no castelo de Dagom. O amor pela mãe e pelos irmãos, que Ptolomeu ameaça matar, impede-o de tomar a praça. Ptolomeu mata-os quando ele levanta o cerco.

1 Macabeus 16. Ptolomeu, não havendo conseguido o que desejava, retirou-se para a fortaleza de Dagom, que está acima de Jerico. Hircano, após ser elevado ao cargo de sumo sacerdote, que seu pai deixara vago ao morrer, e depois de oferecer sacrifícios a Deus, perseguiu-o com um grande exército e o sitiou. Todavia, embora sendo mais forte que o seu inimigo em tudo o mais, deixou-se vencer pelo amor à mãe e aos irmãos, pois Ptolomeu levou-os à mura­lha e os mandou açoitar à vista de todos, com a ameaça de os lançar abaixo se ele não levantasse o cerco.

Hircano ficou imensamente aflito, e o desejo de poupar sangue e tormentos a pessoas tão queridas enfraqueceu sua coragem. Sua mãe, ao contrário, fazia-lhe sinais com a mão para que continuasse o cerco com maior coragem e exortava-o a não se deixar vencer pela fraqueza, mas seguir o movimento de sua justa cólera, a fim de vingá-los daquele detestável inimigo e fazê-lo sofrer o merecido castigo pela sua horrível crueldade. Quanto a ela, morreria com prazer em meio a tormentos, contanto que um homem tão mau recebesse um castigo propor­cional aos seus crimes. Essas palavras animaram Hircano a novos esforços para tomar o castelo. Mas, quando via que se descarregavam novos golpes sobre sua mãe, o ardor arrefecia, e a cólera cedia ao seu extremo afeto por ela.

Assim, o cerco prolongou-se, e chegou o sétimo ano, que é um ano de des­canso para os judeus, o qual veio a livrar Ptolomeu da vingança de Hircano. O traidor, livre do medo, matou a mãe e os dois irmãos de Hircano e fugiu para junto de Zemom, cognominado Cotilã, que havia usurpado o governo na cidade de Filadélfia.

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