Capítulo 12 – Murmuração do povo contra Moisés e o castigo que Deus lhes impõe.

Números 11. O exército havia levantado acampamento perto do monte Sinai e, tendo marchado durante alguns dias, chegaram a um lugar chamado Iseremote.* Ali começaram novamente a murmurar e a lançar sobre Moisés a culpa de todos os seus males, dizendo que fora por sua insistência que haviam abandonado um dos melhores países do mundo; que, em lugar da felicidade que os fizera esperar, viviam oprimidos por toda espécie de misérias; que não tinham água; e que, se o maná lhes viesse a faltar, a morte lhes seria inevitável.

Acrescentavam várias outras injúrias contra Moisés. Mas um dentre eles de­clarou que não deviam esquecer assim os favores que lhe deviam nem desespe­rar do socorro de Deus. Tais palavras, em vez de acalmá-los, irritaram-nos ainda mais, e aumentaram a murmuração. Moisés, sem se admirar de vê-los tão injus­tamente revoltados contra ele, disse-lhes que, embora não tivessem razão algu­ma para tratá-lo daquele modo, prometia obter de Deus carne em abundância, não somente para um dia, mas para vários. E, como não quisessem acreditar nele e alguém lhe perguntasse como poderia dar de comer a tão grande multidão, respondeu-lhe: “Vereis logo que nem Deus nem eu, que somos tão pouco consi­derados por vós, deixaremos de vos ajudar”.

Apenas acabara de dizer essas palavras, todo o acampamento ficou coberto de codomizes, de que cada qual tomou quanto quis. Mas Deus não deixou de castigá-los imediatamente, pela insolência e pela maneira injuriosa com que ha­viam tratado o seu servo. Isso custou a vida a vários deles, o que fez com que se desse a esse lugar o nome que tem ainda hoje: Chibrotaba,** isto é, “sepulcros da concupiscência”.

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* Ou Hazerote.

** Ou Quibrote-Hataavá.

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