Capítulo 12 – Eli, sumo sacerdote, morre de dor pela perda da arca. Morte da mulher de Finéias e nascimento de Icabô.

1 Samuel 4. Um homem da tribo de Benjamim, que com dificuldade sobrevivera à batalha, trouxe a Silo a notícia da derrota e da perda da arca. Logo ecoaram gritos e lamentações. O sumo sacerdote Eli, que estava à porta da cida­de sobre um assento muito elevado, ouvindo aquele clamor, não teve dificulda­de em julgar que sucedera algum grave infortúnio.

Mandou buscar o homem e recebeu com serenidade a notícia da perda da batalha e da morte dos dois filhos, porque Deus já o havia preparado para isso, e os males previstos ferem muito menos que os inesperados. Mas quando soube que a arca fora tomada pelos inimigos, tal desgraça causou-lhe tanta dor que ele caiu do seu assento e morreu, na idade de noventa e oito anos, depois de gover­nar o povo durante quarenta anos. A mulher de Finéias, que estava grávida, ficou tão sentida com a morte do marido que morreu também, mas antes deu à luz um filho, de sete meses, que se chamou Icabô, isto é, “ignomínia”, por causa da vergonha sofrida pelos israelitas nessa funesta jornada.

Eli, de quem acabamos de falar, foi o primeiro dos descendentes de Itamar — um dos filhos de Arão — a exercer o sumo sacerdócio, pois antes ela sempre ficara, passando de pai para filho, na família de Eleazar, que o deixara a Finéias, e Finéias a Abiezer, e Abiezer a Boci, e Boci a Ozi, ao qual Eli sucedeu e em cuja família ficou até o tempo de Salomão, quando voltou à família de Eleazar.

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