romanos

Capítulo 3 – Os que escreveram sobre a guerra dos judeus contra os romanos não tinham nenhum conhecimento dela, por si mesmos, e nada se pode acrescentar ao que Josefo escreveu sobre esse mesmo assunto, nem ao seu cuidado de nada referir contra a verdade.

Quanto a esta última guerra, que nos foi tão funesta, não é estranho que alguns, tendo-a escrito ante à relação de certas coisas, que lhes foram reveladas, sem ter jamais visto os lugares onde ela se travou, nem mesmo deles se aproxi­maram, tiveram, entretanto, a ousadia de querer passar por historiadores? Não se pode dizer… ler mais »

Capítulo 36 – Os judeus que moravam em Alexandria, vendo que os sicários cada vez mais consolidavam a sua posição na revolta, entregam aos romanos os que se haviam refugiado naquele país, para evitar que eles fossem causa de sua ruína. Incrível constância com que os dessa seita sofrem os maiores tormentos. Fecha-se por ordem de Vespasiano o templo construído por Onias no Egito, e não se permite mais aos judeus lá ir adorar a Deus.

Depois da queda de Massada, Silva deixou uma guarnição e retirou-se para Cesaréia porque não havia mais inimigos em todo o país. Mas os judeus que moravam na Judéia não foram os únicos oprimidos por sua ruína; os que estavam espalhados pelas províncias afastadas ressentiram-se também de todos os seus efeitos, e vários dos que… ler mais »

Capítulo 34 – Eleazar, vendo que Massada não podia deixar de ser tomada de assalto pelos romanos, exorta a todos os que defendiam o castelo com ele, a incendiá-lo e a se matarem, para evitar a escravidão.

Mas Eleazar estava muito longe de querer fugir e de permitir a quem quer que fosse tal idéia. A única coisa que lhe veio à mente, quando viu o segundo muro reduzido a cinzas e que não restava mais nenhuma esperança de salva­ção, foi livrarem-se todos, com suas mulheres e filhos, dos ultrajes e dos… ler mais »

Capítulo 33 – Silva ataca Massada e começa a bater nos muros. Os judeus constróem um segundo, com vigas e terra entre os dois. Os romanos incendeiam-no e preparam-se para dar o assalto no dia seguinte.

Depois que Silva construiu este muro, que cercava totalmente os judeus em Massada, começou o ataque à praça. Achou somente um lugar que se podia encher de terra. Além da torre, que fechava o caminho do lado do ocidente, pelo qual se ia ao palácio e ao castelo, havia uma rocha maior do que essa,… ler mais »

Capítulo 28 – Cesênio Peto, governador da Síria, acusa Antíoco, rei de Comagena, de ter abandonado o partido dos romanos e persegue muito injustamente esse príncipe. Mas Vespasiano trata-o, e também aos seus filhos, com muita bondade.

No quarto ano do reinado de Vespasiano, Antíoco, rei de Comagena, sofreu, com toda sua família, o revés de que vou falar. Cesênio Peto, governador da Síria, quer por ódio a este soberano, quer porque fosse verdade, escreveu ao imperador, dizendo que Antíoco e Epifânio, seu filho, tinham abandonado o partido dos romanos, para abraçar… ler mais »

Capítulo 44 – O que os romanos fizeram dos prisioneiros.

Como os romanos estavam cansados de matar e havia ainda uma grande multidão de gente, Tito ordenou que os poupassem e não os passassem a fio de espada a não ser os que ameaçassem defender-se. Mas os soldados não deixaram de matar, contra sua ordem, os velhos e os mais fracos. Conservaram somente os que… ler mais »

Capítulo 42 – Depois que os romanos ergueram aqueles cavaletes, derrubaram com os aríetes um pedaço do muro e fizeram brecha em algumas torres; Simão e joão e os outros revoltosos são tomados de tal terror que abandonam, para fugir, as torres de Hípicos, de Fazael e de Mariana, que só seriam tomadas pela fome, e então os romanos, tornando-se senhores de tudo, fazem uma horrível matança e incendeiam a cidade.

Dez dias depois que os cavaletes haviam sido iniciados, foram acaba­dos, a sete de setembro e os romanos colocaram suas máquinas sobre eles. Então, os revoltosos perderam toda esperança de poder por mais tempo defen­der a cidade. Vários abandonaram os muros para se refugiar no monte Acra ou nos esgotos, porém os mais corajosos atacaram… ler mais »

Capítulo 40 – Tito ordena construírem-se cavaletes para atacar a cidade alta. Os idumeus mandam emissários a ele. Simão os descobre e manda matar uma parte deles e o restante escapa. Os romanos vendem um grande número de pessoas. Tito permite a quarenta mil que se retirem para onde quiserem.

Tito, vendo que não se podia tomar a cidade alta sem o auxílio de cava­letes, por causa de sua posição, que a tornava inacessível de todos os lados, dividiu o trabalho entre seus solados, a vinte de agosto. Não era uma empresa fácil porque, como dissemos, esgotara-se nos trabalhos precedentes, toda a ma­deira que havia,… ler mais »

Capítulo 38 – Os romanos expulsam os revoltosos da cidade baixa e a incendeiam. Josefo faz ainda tudo o que pode para trazê-los ao dever, mas inutilmente; eles continuam com atos de horrível crueldade.

No dia seguinte, os romanos expulsaram os revoltosos da cidade baixa e a incendiaram toda até a fonte de Siloé. Sentiam prazer em ver aquele fogo, mas nada tinham para saquear, porque os revoltosos haviam levado tudo e transpor­tado para a cidade alta. Estavam tão longe de se arrepender de tantos males que haviam causado,… ler mais »

Capítulo 37 – Os revoltosos retiram-se para o palácio, expulsando de lá os romanos, saqueiam-no e matam oito mil e quatrocentos homens do povo que se haviam refugiado no mesmo.

Os revoltosos retiraram-se para o palácio, para onde muitos haviam levado seus bens, porque era um lugar seguro. Expulsaram dali os romanos, mataram a oito mil e quatrocentos homens do baixo povo que lá se haviam escondido, levaram tudo o que lá havia, aprisionaram dois soldados romanos, um da cavalaria e outro da infantaria. Mataram… ler mais »

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