Capítulo 8 – Martírio do quinto dos sete irmãos.

O quinto dos sete irmãos veio então por si mesmo apresentar-se e falou assim a Antioco: “Eu vim sem esperar que me obriguem, a me oferecer, para sofrer por minha religião o mesmo tormento que meus irmãos, a fim de que, multiplicando vossos crimes, a mão de Deus pese ainda mais sobre vós, para vos fazer sentir os terríveis efeitos que deveis esperar de sua justiça. Inimigo dos homens, inimigo da virtude, que fizemos para vos obrigar a nos tratar deste modo? É verdade que professamos adorar o Criador de todas as coisas e de observar suas santas leis; mas é isso motivo para nos fazer morrer no meio dos tormentos e nisso não somos nós, ao invés, dignos de elo­gio?” Quando ele assim falava os carrascos ataram-no e o amarraram pelos joelhos à catapulta com cadeias de ferro, quebrara-lhe todos os ossos da espinha, com cunhas, que enfiavam com força por baixo das cadeias de ferro, e o rolaram na orla da máqui­na, que estava cheia de pontas de ferro, em forma de escorpiões. Mas, embora o corpo do mártir estivesse crivado de feridas e ele suportasse uma dor imensa, seu espírito estava sempre livre e ele disse a Antioco: “Mais esses tormentos são cruéis, mais vós me obrigais contra vossa intenção pelo meio que eles me dão, a testemunhar que nada é capaz de me fazer violar suas santas leis”.

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