Capítulo 12 – Elogios dos sete irmãos.
Esses admiráveis irmãos, exortando-se assim uns aos outros, a sofrer tantos tormentos, mostraram que não somente não os desprezavam, mas sua fé os tornava vencedores sobre o afeto fraterno. Mais elevados por sua resolução, que os reis por seu poderio, e mais livres sob os ferros do que os príncipes mais temíveis sobre o trono, nenhum deles mostrou o menor temor, nem hesitou um minuto sequer em se expor à morte: mas considerando o martírio como um caminho que leva à imortalidade, para lá correram e com alegria. Do mesmo modo que a alma fez mover as mãos e os pés, assim estes sete irmãos, que eram como se animados por uma só alma, impelidos por ela, procuraram uma morte que os tornou dignos, por sua piedade, de viver para sempre no céu. Feliz o número sete que se encontra nesses irmãos. Não tendes uma santa relação com os sete dias que formam o ciclo da semana, empregado por Deus para a criação do mundo e para descansar depois de ter realizado tão grande obra? Não poderíamos, sem estremecer, ouvir falar de vossos sofrimentos; e vós, bem-aventurados mártires, não tendes somente, sem vos assustar, ouvido as ameaças de um príncipe enfurecido; não tendes somente visto sem temor o fogo, as rodas, as unhas de ferro e todos os outros tormentos que vos estavam preparados; mas os sofrestes sem vos comoverdes e mostrastes que o poder que eles tinham sobre vossos corpos era inferior à constância tão maravilhosa como a vossa.
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