Capítulo 7 – Martírio do quarto dos sete irmãos.
As palavras desse glorioso mártir foram seguidas de sua morte, e logo trouxeram o quarto dos sete irmãos. Exortavam-no a não imitar a loucura que tinha custado a vida aos precedentes; ele, porém, respondeu: “Por mais ardente que seja o fogo que acendereis para me queimar, ele não me fará medo. Sei que nada mais se pode acrescentar à felicidade de que agora gozam meus irmãos, bem como à desgraça que experimentará um dia esse cruel príncipe, e nada desejo senão morrer como eles, para gozar como eles de uma vida que não terá fim. Por isso”, acrescentou, falando a Antioco, “inventai novos suplícios a fim de ver se eu não sou um verdadeiro irmão dos que fizestes morrer no meio de tantos e tão horríveis tormentos”. O rei, levado pelo furor, ouvindo-o falar daquele modo, ordenou que lhe cortassem a língua e então ele disse: “Ainda que me priveis do órgão da palavra, Deus não deixará de ouvir a minha voz. Podeis cortar minha língua e eu vo-la apresento para ser cortada, mas não tendes poder sobre meu espírito. Verei com prazer cortarem todas as outras partes de meu corpo para testemunhar com esse sacrifício, que com ele dou a Deus uma prova do meu amor; mas Ele vos castigará bem depressa por cortardes uma língua que eu queria apenas empregar para cantar as suas glórias e seus louvores”. Cortaram em seguida a língua e ele expirou no meio dos tormentos.
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