Capítulo 5 – Martírio do segundo dos sete irmãos.

Os guardas de Antíoco trouxeram depois o segundo dos sete irmãos; puseram-lhe nas mãos uma espécie de manopla de ferro, cujos dedos terminavam, em pontas afiadas, ferindo as unhas; amarraram-no em seguida a um instrumento de suplício, chamado catapulta. Depois perguntaram-lhe, se para evitar outros tor-mentos ele estava disposto a obedecer às ordens do rei. Vendo, porém, que ele continuava firme em sua deliberação, de não obedecer, os carrascos arrancaram-lhe a pele da cabeça e rasgaram-lhe a carne, até o ventre com unhas de ferro. Mas em vez de se queixar, naquelas dores cruéis, ele as suportou com tanta paciência que ainda disse a Antíoco: “Pode haver gênero de morte que não seja suave quan­do se sofre, para não renunciar à religião de nossos antepassados? Não sois mais atormentado do que eu, vendo que meu respeito e meu amor pela lei de Deus me dá a força de triunfar, pela minha constância sobre a vossa espantosa crueldade? O prazer de cumprir o meu dever abranda todos os meus tormentos. Mas os horrí­veis castigos com que Deus ameaça a vossa impiedade não poderiam não tormentar vossa alma e nada será capaz de vos livrar dos raios de sua cólera”.

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