Capítulo 3 – Samuel passa o governo às mãos dos filhos, que se entregam a toda espécie de vícios.

Samuel, depois de haver ajustado tão bem os interesses da nação, esco­lheu algumas cidades onde se deveriam resolver todos os litígios. Ele mesmo lá ia duas vezes por ano para administrar justiça e, como nada tinha em maior interesse que governar a República segundo as leis recebidas de Deus, continuou a fazê-lo durante muito tempo. A velhice, porém, tornava-o incapaz de suportar tal traba­lho, e ele entregou o governo nas mãos de seus filhos, o mais velho dos quais chamava-se Joel, e o mais moço, Abias. Determinou que morassem em Berseba, para julgarem o povo.

A experiência então mostrou que os filhos nem sempre se assemelham aos pais: às vezes, os maus geram homens de bem, e gente de bem, ao contrário, põe no mundo homens maus. Pois eles, em vez de seguir as pegadas paternas, tomaram caminho totalmente oposto. Recebiam presentes, vendiam vergo­nhosamente a justiça, calcavam aos pés as leis mais santas e chafurdavam-se em toda sorte de impurezas, sem temor de ofender a Deus ou de desagradar ao pai, que desejava com ardor vê-los cumprindo o dever.

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