Capítulo 11 – João apodera-se, de surpresa, da parte interior do Templo, que era ocupada por Eleazar, e assim, os três partidos que estavam em Jerusalém reduzem-se a dois.

Os atos de hostilidade cessaram por momentos na parte exterior de Jerusalém e por isso recomeçou uma guerra no seu interior. A quatorze de abril, quando os judeus celebram a festa da Páscoa, em memória da libertação da escravidão do Egito, Eleazar mandou abrir a porta do Templo para receber as pessoas do povo que quisessem vir adorar a Deus. João serviu-se dessa ocasião para executar uma empresa que sua impiedade lhe havia sugerido. Ordenou a alguns dos seus, que eram menos conhecidos e dos quais a maior parte era constituída de profanos e não se importava de se purificar, que escondessem as espadas sob as vestes e se misturassem com os que iam ao Templo. Apenas lá entraram, tiraram os mantos e se apresentaram armados; suscitou-se imediata­mente perturbação e tumulto, e, ante tal estupefação o povo pensou que era um atentado contra ele; mas os do partido de Eleazar compreenderam que era a eles que se visava. Os que estavam encarregados da guarda das portas, abandona­ram-nas; outros, sem ousar colocar-se na defensiva, desceram dos lugares que haviam fortificado para se esconder nos esgotos, e o povo, que se havia retirado para junto do altar e em redor do Templo, era calcado sob os pés, feridos a pauladas, e muitos foram mortos à espada. Aqueles assassinos tomavam como pretexto vingar-se dos inimigos que eram do partido contrário; era suficiente ter ofendido a qualquer um deles, para não poder evitar a morte. Depois de assim se terem apoderado da parte interior do Templo, os três partidos ficaram reduzidos somente a dois, e João continuou mais atrevidamente ainda a fazer guerra a Simão.

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