Capítulo 9 – Augusto manda dizer a Herodes que faça o que quiser com Antípatro. As dores de Herodes aumentam e ele quer matar-se. Aquiabe, um de seus netos, impede-o. Corre a notícia de que ele havia morrido. Antípatro procura em vão subornar aquele que o vigiava para pô-lo em liberdade. Herodes sabe-o e manda matá-lo.
Depois que Herodes deu estas ordens cruéis à sua irmã e ao cunhado, soube por cartas de seus embaixadores em Roma, que Augusto tinha mandado matar Acmé, por se ter deixado subornar por Antípatro e que deixava inteiramente à sua vontade castigar como quisesse aquele pérfido filho, quer exilando-o, quer condenando-o à morte; estas notícias fizeram-no regozijar-se: mas as dores voltaram e tomado de ardente fome, pediu uma maçã e uma faca, pois ele tinha o costume de descascá-la ele mesmo, de cortá-la em pedaços e comê-la. Mas como queria matar-se com aquela faca, olhou para todos os lados e teria executado o seu desígnio se Aquiabe, seu neto, não o tivesse percebido e não lhe tivesse segurado o braço, soltando ainda um grito. Todo o palácio encheu-se então, uma segunda vez, de espanto e de agitação, supondo que o rei tinha morrido. A notícia espalhou-se logo e chegou até Antípatro. Ele acreditou facilmente e não somente sentiu a esperança de se libertar da prisão; chegou a julgar que ainda haveria de reinar, e tudo prometeu ao que o vigiava, para que o pusesse em liberdade. Mas, muito longe de poder suborná-lo, esse homem foi imediatamente avisar ao rei. Herodes, que já tinha tanta aversão por Antípatro, gritou, deu pancadas na cabeça e embora tão fraco como estava, ergueu-se no leito e ordenou a um dos seus guardas que fosse imediatamente matá-lo e que lhe enterrasse o corpo sem cerimônia alguma, no castelo de Hircano.
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