Capítulo 19 – Alguns pormenores do que se passou no ataque de que falamos no capítulo anterior. Os romanos incendeiam outro pórtico do Templo.
Embora os que pereceram nessa ocasião demonstrassem grande coragem, um jovem romano, de nome Longo, distinguiu-se mais que os outros. Os judeus, admirando seu valor e vendo que não o podiam matar, exortaram-no a descer sob sua palavra, que lhe davam, de poder salvar a vida. Por outro lado, seu irmão, de nome Cornélio, rogava-lhe que não humilhasse a sua reputação e a glória do nome romano. Ele ouviu-o e depois de ter elevado a espada tão alto quanto possível para ser vista dos dois lados, a enterrou no peito. Um outro, de nome Artório, salvou-se por sua perspicácia, pois tendo chamado um de seus companheiros, chamado Lúcio, prometeu-lhe fazê-lo seu herdeiro, se o recebesse em seus braços, quando ele se atirasse de lá de cima. Ele aceitou o oferecimento, correu para lá e salvou a vida de Artório, mas oprimido por tão grande peso, caiu e morreu, no mesmo instante. A perda de tantos homens valorosos afligiu os romanos, mas ensinou-lhes ao mesmo tempo a ser mais precavidos, para não caírem noutras emboscadas a que se expunham temerariamente pela ignorância dos lugares e das artimanhas dos judeus. Entretanto, o pórtico foi queimado até a torre que João tinha feito construir sobre as colunas que levavam a esse pórtico e os judeus derrubaram o restante, depois que aqueles que lá haviam subido foram queimados.
No dia seguinte, os romanos incendiaram também o pórtico que estava do lado do vento norte e o queimaram até o ângulo que está do lado do oriente e estava construído no alto do vale de Cedrom, cuja profundidade era tal que não se podia contemplá-la sem horror.
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