Capítulo 9 – Martírio do sexto dos sete irmãos.
Depois da morte do quinto dos irmãos, trouxeram o sexto, que era muito jovem. Antioco perguntou-lhe se ele não queria salvar a vida, comendo a carne que ele havia ordenado comer e ele respondeu: “É verdade que quanto à idade eu sou mais moço que meus irmãos, mas não tenho menor firmeza e coragem do que eles. Como fomos educados juntos e instruídos nos mesmos sentimentos, eu os conservarei como eles, até à morte. Por isso, se resolvestes fazer atormentar-me porque eu não quero comer dessas iguarias, que nossa lei proíbe, não deveis perder tempo”. Estenderam-no então sobre a roda, para queimá-lo a fogo lento, furaram-lhe todas as partes do corpo até às entranhas, com pequenas pontas de ferro, bem agudas, que haviam feito ficar rubras no fogo. Ele permaneceu intrépido nesse combate e disse, dirigindo-se a Antioco: “Feliz e glorioso tormento que, sobre tantos irmãos não lhe puderam vencer a constância, porque todos eles o sofreram pela própria religião e uma consciência pura acompanhada pelas boas obras, é invencível. Inimigo dos servos de Deus, estou pronto a morrer com meus irmãos e a ser como eles para vossa alma criminosa, um objeto de horror que a atormentará sem cessar. Por mais jovens que sejamos, triunfaremos de vossa tirania, sem que esteja em vosso poder fazer-nos experimentar essa comida, de que não poderia eu me servir sem sacrilégio. Nós só encontramos frescura no fogo e alegria nos tormentos, porque desejando executar, não as ordens de um tirano, mas as de Deus, nossa resolução é inquebrantá-vel”. Mal havia acabado de dizer estas palavras, lançaram-no a uma caldeira, onde terminou sua vida mortal para passar à eterna.
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