Capítulo 24 – Tito reúne um conselho para tratar da destruição ou da conservação do Templo e vários foram de opinião que ele fosse incendiado; Tito, porém, se opõe.

No dia seguinte, Tito ordenou que se apagasse o fogo e se aplainasse um caminho ao longo dos pórticos a fim de que o exército pudesse avançar mais facilmente. Reuniu em seguida os principais chefes, isto é, Tibério Alexandre, seu lugar-tenente geral, Sexto Cerealis, que comandava a quinta legião, Largio Lépido, que comandava a décima, Tito Frígio, que comandava a décima quinta, Eternio Fronto que comandava as duas legiões vindas de Alexandria e Marco Antônio Júlio, governador da judéia, além de alguns outros, para deliberarem sobre a resolução que deviam tomar com relação ao Templo. Uns, foram de opinião de se usar do poder que lhes dava o direito da guerra, porque enquanto ele subsistisse, os judeus que ali se reuniram de todas as partes da terra, sempre se haveriam de revoltar. Outros disseram, que se os judeus o abandonassem, sem querer mais defendê-lo, julgavam que então poderia ser conservado. No entanto, se continuassem a fazer guerra, seria preciso incendiá-lo, porque não deveria mais ser considerado como um Templo, mas como uma fortaleza e seria aos judeus somente que se deveria atribuir a ruína do mesmo, porque lhe tinham sido a causa. Depois de terem assim opinado, Tito disse que ainda que os judeus se servissem do Templo como de uma praça de guerra, para continuar na sua revolta, não era justo vingar-se em coisas inanimadas, pelas faltas cometidas pelos homens, reduzindo a cinzas uma obra cuja conservação seria tão grande ornamento para o império. Ninguém mais en­tão pôde duvidar de seus sentimentos; Alexandre, Cerealis e Fronto foram da mes­ma opinião; dissolveu-se o conselho e o príncipe ordenou que se desse descanso às tropas, para pô-las em condições de dar um assalto mais forte ainda, quando fosse necessário. Ordenou em seguida a algumas coortes que apagassem o fogo e fizes­sem uma estrada, pelo meio das ruínas. Os judeus, cansados e esgotados por tan­tas fadigas, nada mais empreenderam naquele dia.

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