Mari, antiga cidade síria às margens do Eufrates, alcançou esplendor entre 2000 e 1700 a.C. sob o domínio amorreu. Escavações revelaram templos, palácio real e mais de 20 mil tabuinhas com registros da época dos patriarcas.
Marib, antiga capital dos sabeus no sul da Arábia, controlava rotas comerciais e abrigava a lendária represa de irrigação. Associada à rainha de Sabá, foi centro religioso e político por séculos até sua decadência no século VI d.C.
Megido, ponto estratégico na Via Maris, teve uma história marcada por conquistas e reconstruções. De santuários cananeus a suas cavalarizas associadas a Salomão, a cidade desempenhou papel importante nos reinos bíblicos e na conquista egípcia.
Nimrod, uma das grandes cidades assírias, teve seu auge entre os séculos XIII a.C. e 612 a.C. Suas escavações revelaram templos, palácios e documentos históricos, como o “obelisco negro” com registros de Jeú, rei de Israel.
Nínive, capital do Império Assírio, floresceu sob os reinados de Senaqueribe e Assurbanipal. Suas escavações revelaram palácios, templos e o famoso arquivo de tabuinhas cuneiformes. Destruída em 612 a.C., permanece uma das maiores cidades antigas.
Nuzi, uma cidade mercantil florescente no terceiro milênio a.C., prosperou sob o reino hurrita de Mitani. Suas descobertas arqueológicas, como mais de 4 mil tabuinhas de argila, oferecem paralelismos com práticas jurídicas e comerciais descritas na Bíblia.
Persépolis, a residência magnífica dos reis persas aquemênidas, foi fundada por Dario I e ampliada por Xerxes. Apesar da destruição causada por Alexandre Magno, suas impressionantes ruínas oferecem um vislumbre do esplendor antigo com influências egípcias e jônicas.
Samaria, fundada pelos israelitas, foi fortificada por Omri e Acab e depois tomada pelos assírios em 722 a.C. Com a chegada de Herodes, a cidade foi transformada em Sebaste, um centro próspero com ruas colunadas, fóruns e teatros. Hoje, as ruínas de Samaria são um marco histórico impressionante.
Schikmona, a única cidade portuária israelita na costa norte do Mediterrâneo, foi fundada pelos egípcios no século XIV a.C. e mais tarde ocupada por israelitas. Com vestígios de arquitetura salomônica e forte influência persa, a cidade foi abandonada após a conquista árabe em 638 d.C.
Sidon, uma antiga cidade fenícia ao sul de Beirute, foi um centro comercial próspero, famosa pela produção de vidro e púrpura. Apesar das várias destruições e dominações estrangeiras, sua história se reflete nas escavações, como as montanhas de conchas de Murex.