Livro Sétimo

Capítulo 32 – Enorme quantidade de munição de guerra e de boca que havia em Massada e por que Herodes, o Grande, a havia levado para lá.

Se a posição e as fortificações dessa praça tornavam-na tão forte, a ma­neira quase incrível com que estava defendida, acrescentava ainda muito à difi­culdade em expugná-la. Havia trigo para vários anos, vinho e óleo em abundân­cia, toda espécie de legumes, grande quantidade de tâmaras. Quando Eleazar tomou esse castelo, lá encontrou tudo isso, tão perfeito… ler mais »

Capítulo 33 – Silva ataca Massada e começa a bater nos muros. Os judeus constróem um segundo, com vigas e terra entre os dois. Os romanos incendeiam-no e preparam-se para dar o assalto no dia seguinte.

Depois que Silva construiu este muro, que cercava totalmente os judeus em Massada, começou o ataque à praça. Achou somente um lugar que se podia encher de terra. Além da torre, que fechava o caminho do lado do ocidente, pelo qual se ia ao palácio e ao castelo, havia uma rocha maior do que essa,… ler mais »

Capítulo 34 – Eleazar, vendo que Massada não podia deixar de ser tomada de assalto pelos romanos, exorta a todos os que defendiam o castelo com ele, a incendiá-lo e a se matarem, para evitar a escravidão.

Mas Eleazar estava muito longe de querer fugir e de permitir a quem quer que fosse tal idéia. A única coisa que lhe veio à mente, quando viu o segundo muro reduzido a cinzas e que não restava mais nenhuma esperança de salva­ção, foi livrarem-se todos, com suas mulheres e filhos, dos ultrajes e dos… ler mais »

Capítulo 35 – Todos os que defendiam Massada, persuadidos pelas palavras de Eleazar, matam-se como ele, com suas mulheres e filhos, e o que ficou por último, antes de se matar, pôs fogo na fortaleza.

Eleazar queria continuar a falar, mas suas palavras causaram tal im­pressão nos espíritos, que todos o interromperam para lhe dizer que queriam começar logo a executar a sua proposta. Estavam tão furiosos que só pensa­vam em se antecipar uns aos outros. A morte de suas esposas, de seus filhos e a sua própria parecia-lhes coisa… ler mais »

Capítulo 36 – Os judeus que moravam em Alexandria, vendo que os sicários cada vez mais consolidavam a sua posição na revolta, entregam aos romanos os que se haviam refugiado naquele país, para evitar que eles fossem causa de sua ruína. Incrível constância com que os dessa seita sofrem os maiores tormentos. Fecha-se por ordem de Vespasiano o templo construído por Onias no Egito, e não se permite mais aos judeus lá ir adorar a Deus.

Depois da queda de Massada, Silva deixou uma guarnição e retirou-se para Cesaréia porque não havia mais inimigos em todo o país. Mas os judeus que moravam na Judéia não foram os únicos oprimidos por sua ruína; os que estavam espalhados pelas províncias afastadas ressentiram-se também de todos os seus efeitos, e vários dos que… ler mais »

Capítulo 38 – Horrível maldade de Catulo, governador da Líbia Pentapolitana, que para se enriquecer com os bens dos judeus, acusa-os falsamente, e entre os outros, também afosefo, autor desta história, de terem levado Jônatas, chefe dos sicarios que tinham sido presos, afazer o que ele tinha feito. Vespasiano depois de se ter informado bem no assunto, manda queimar Jônatas vivo. Tendo sido demasiado clemente com Catulo, vê esse homem morrer de uma maneira espantosa.

Jônatas, chefe dessa pobre gente, que se tinha deixado enganar por ele, escapou; mas procuraram-no com tanto cuidado que ele foi aprisionado e levado a Catulo. Para retardar o seu suplício ele propôs-lhe um meio fácil para se enrique­cer, servindo-se dele para acusar os mais ilustres dos judeus de Cirene de tê-lo levado a fazer… ler mais »

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