Capítulo 7 – Plácido, um dos chefes do exército de Vespasiano, quer atacar a cidade de Jotapate. Mas os judeus o obrigam a abandonar vergonhosamente essa empresa.
Vespasiano empregou o tempo que ficou em Ptolemaida, com Tito, seu filho, em organizar todas as coisas necessárias para seu exército. Plácido, entretanto, percorreu toda a Galiléia e matou a maior parte dos que pôde apanhar. Eram apenas homens sem coragem e incapazes de resistir; todos os que tinham valor retiraram-se para as cidades que Josefo tinha fortificado. Como Jotapate era a mais forte de todas, Plácido resolveu atacá-la, na persuasão de que por um repentino esforço, ele a tomaria, sem muita dificuldade, e conquistaria uma grande reputação perante os generais, pela facilidade que lhes daria, em seguida, aos seus empreendimentos, o terror que as outras cidades sentiriam, por ver cair desse modo a mais importante de todas. Mas os efeitos não corresponderam à expectativa, pois os habitantes de Jotapate descobriram seu desígnio, atacaram suas tropas que não estavam preparadas para a luta. Como eles combatiam pela pátria, por suas esposas e por seus filhos, atacaram-nas com tanto ardor, que os puseram em fuga e feriram a muitos; mas só conseguiram matar sete, quer porque os romanos estavam bem armados e não fugiam em desordem, quer porque os judeus, que não estavam tão bem armados, se contentavam de lançar-lhes dardos de longe, sem travar combate com eles. Perderam, por sua vez, três homens apenas e tiveram poucos feridos. Dessa forma, Plácido abandonou o seu projeto.
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