Capítulo 33 – Os sacerdotes que se haviam retirado para cima do muro do Templo são obrigados, pela fome, a se entregar depois de cinco dias; Tito manda-os ao suplício.

Um menino, que estava sobre o muro do Templo, com os sacerdotes, que lá se haviam refugiado, atormentado por uma grande sede, rogou aos guardas romanos que lhe dessem de beber. Por compaixão, fizeram o que ele pedia, em vista da sua idade e de seu sofrimento. Ele desceu e depois de ter bebido quanto quis, encheu sua garrafa de água e fugiu tão depressa para voltar para junto dos seus, que nenhum soldado daquele corpo de guarda pôde alcançá-lo. Assim, eles contentaram-se em reprovar sua perfídia; mas o menino respondeu que eles o acusavam injustamente, pois não lhes havia prometido ficar com eles, mas fora procurá-los apenas para ter um pouco de água, o que havia feito e não tinha, por conseguinte, faltado à palavra. Aquela resposta, superior à sua idade, fez admirarem-lhe a inteligência, aqueles mesmos, aos quais havia enganado.

Os sacerdotes ficaram cinco dias sobre o muro; a fome obrigou-os a descer. Levaram-nos a Tito, pedindo-lhe que os perdoasse, mas ele respondeu que o tempo de sua clemência havia passado, pois o que o levaria a conceder-lhes aquela graça já não existia e que era justo que os sacerdotes perecessem com o Templo. Assim mandou que fossem todos executados.

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