Capítulo 14 – Tito recusa aos de Antioquia expulsar os judeus de sua cidade, e de apagar seus privilégios das lâminas de cobre, onde estavam gravados.
Os habitantes de Antioquia sentiram tanta alegria por saber que Tito viria à sua cidade, que quando souberam que ele se aproximava, quase todos se dirigiram a trinta estádios, ao seu encontro, com suas esposas e filhos. Colocaram-se em fila, dos dois lados, abrindo alas e assim acompanharam-no até a cidade; elevando as mãos para o céu faziam ecoar gritos de aclamações, misturados com incessantes preces e rogos, para que ele expulsasse os judeus da cidade. Ele, porém, escutava tudo sem responder. Pode-se avaliar o temor dos infelizes judeus, na incerteza do que ele determinaria, num assunto em que se tratava da sua completa ruína. Mas ele não se deteve em Antioquia. Continuou para o Eufrates, até a cidade de Zeugma. Embaixadores de Vologeso, rei dos partos, vieram encontrá-lo e apresentaram-lhe em seu nome, uma coroa de ouro, como sinal da sua participação na glória de ter vencido os judeus. Ele a recebeu e deu um soberano banquete aos embaixadores. Voltando a Antioquia, o Senado e os magistrados rogaram-lhe insistentemente que se dirigisse ao teatro onde todo o povo estava reunido. Ele fê-lo, com demonstrações de bondade, e lá renovaram-lhe o pedido que lhe haviam feito de expulsar os judeus. O sábio príncipe respondeu de uma maneira muito espiritual que não sabia para que lugar relegá-los, pois aquele, para onde os poderia mandar, havia sido destruído e já não podia recebê-los. Ante a recusa, os habitantes pediram-lhe então que pelo menos apagasse os privilégios daquela nação das lâminas de cobre onde estavam gravados. Mas não lhes concedeu ele nem este segundo pedido e partiu para o Egito, deixando as coisas em Antioquia, com relação aos judeus, no mesmo estado em que antes estavam.
Comentários
Tão vazio aqui... deixe um comentário!