Capítulo 11 – Tito dá ordem para atacar o corpo de guarda dos judeus que defendiam o Templo.

Tito assim falou, fazendo-se servir de Josefo para ser entendido em hebraico, mas os revoltosos, em vez de se comoverem ante sua bondade, imaginaram que era por temor que lhes havia falado daquele modo e tornaram-se ainda mais insolentes. Assim, o grande general, vendo que aqueles miseráveis não tinham compaixão de si mesmos, nem desejo de salvar o Templo, resolveu atacá-los; e como aquele lugar não podia conter todo seu exército, tomou de cada companhia de cem homens, trinta dos mais valentes entregou mil homens ao comando de cada tribuno, que ele escolheu e constituiu Cerealis, como chefe de todos; pelas nove horas da noite ordenou que atacassem o corpo de guarda. Ele mesmo quis estar presente à ação, mas seus amigos e os principais oficiais do exército, vendo o perigo, disseram-lhe que seria muito melhor ficar na fortaleza Antônia para dar ordens e ser juiz do valor dos que ele empregava naquela em­presa, porque não haveria esforços que a honra de combater na sua presença não os fizesse fazer, para demonstrar sua coragem. Ele aceitou essas razões e disse às suas tropas que a única coisa que o detinha era querer ser testemunha de seus feitos de valor, a fim de que, tendo em suas mãos o poder de recompensar como o de castigar, nenhum dos que se distinguissem naquela ocasião ficasse sem recompensa, nem os que tivessem medo e vergonha ficassem sem castigo. Depois de ter assim falado, ordenou-lhes que dessem o ataque e subiu a uma guarita da torre Antônia, para dali ver o que ia acontecer.

 

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