tinham

Capítulo 8 – Nada é mais ridículo que essa pluralidade de deuses dos pagãos, nem tão horrível como os vícios de que eles estão de acordo, essas pretensas divindades são capazes. Os poetas, os oradores e os excelentes artistas contribuíram principalmente para estabelecer essa falsa crença no espírito dos povos;porém os mais sensatos e sábios entre os filósofos não a tinham.

Não quero examinar as leis dos outros povos; nós nos contentamos em ob­servar as nossas, sem censurar as dos outros; e nem tampouco zombamos delas, nem maldizemos aquilo que essas nações consideram como deuses, porque nos­so legislador no-lo proibiu, pelo respeito devido a tudo o que traz o nome de Deus. Mas eu não poderia… ler mais »

Capítulo 4 – Resposta ao que Ápio diz ante a afirmação de Possidônio e de Apolônio Molom, que os judeus tinham em seu tesouro sagrado uma cabeça de burro toda de ouro e a uma fábula, que ele inventou, isto é, que se engordava todos os anos no Templo um grego, para ser sacrificado, ao que ele acrescenta uma outra de sacerdote de Apoio.

Penso ter suficientemente respondido ao que Ápio diz contra nós, referente a Alexandria e não saberia admirar assaz a esquisitice de Possidônio e de Apolônio Molom, que lhe forneceram a matéria. Esses dois filósofos nos acusam de não adorar os deuses que as outras nações adoram; dizem mil mentiras sobre isso mesmo, e não se… ler mais »

Capítulo 3 – Os que escreveram sobre a guerra dos judeus contra os romanos não tinham nenhum conhecimento dela, por si mesmos, e nada se pode acrescentar ao que Josefo escreveu sobre esse mesmo assunto, nem ao seu cuidado de nada referir contra a verdade.

Quanto a esta última guerra, que nos foi tão funesta, não é estranho que alguns, tendo-a escrito ante à relação de certas coisas, que lhes foram reveladas, sem ter jamais visto os lugares onde ela se travou, nem mesmo deles se aproxi­maram, tiveram, entretanto, a ousadia de querer passar por historiadores? Não se pode dizer… ler mais »

Capítulo 38 – Horrível maldade de Catulo, governador da Líbia Pentapolitana, que para se enriquecer com os bens dos judeus, acusa-os falsamente, e entre os outros, também afosefo, autor desta história, de terem levado Jônatas, chefe dos sicarios que tinham sido presos, afazer o que ele tinha feito. Vespasiano depois de se ter informado bem no assunto, manda queimar Jônatas vivo. Tendo sido demasiado clemente com Catulo, vê esse homem morrer de uma maneira espantosa.

Jônatas, chefe dessa pobre gente, que se tinha deixado enganar por ele, escapou; mas procuraram-no com tanto cuidado que ele foi aprisionado e levado a Catulo. Para retardar o seu suplício ele propôs-lhe um meio fácil para se enrique­cer, servindo-se dele para acusar os mais ilustres dos judeus de Cirene de tê-lo levado a fazer… ler mais »

Capítulo 18 – Muitos romanos, tendo-se empenhado inconsideradamente num ataque de um dos pórticos do Templo, que os judeus tinham enchido propositalmente de grande quantidade de madeira, de enxofre e de betume, morrem queimados; incrível dor de Tito, por não poder socorrê-los.

Nada se podia acrescentar à resistência, que os que defendiam o Tem­plo ofereciam aos romanos, os quais atacavam-nos do alto de suas platafor­mas. A vinte e sete do mesmo mês de julho, eles resolveram unir a astúcia à força. Encheram de madeira, de enxofre e de betume o espaço do pórtico do lado do ocidente,… ler mais »

Capítulo 26 – Josefo, não podendo dissuadir os que estavam com ele da resolução que tinham tomado de se matar, consegue induzi-los a tirar a sorte, para cada qual ser morto por companheiros e não por si mesmo. Somente ele, com um outro, restam com vida e entregam-se aos romanos. Ele é levado a Vespasiano. Sentimentos favoráveis de Tito para com ele.

Com estas e outras razões, Josefo tentou afastar seus amigos da funes­ta resolução que eles haviam tomado, mas os encontrou surdos à sua voz, porque seu desespero os havia levado a escolher a morte. Em vez de se acalma­rem, irritaram-se ainda mais, vieram a ele de espada na mão, censurando-lhe a fraqueza, e todos pareciam… ler mais »

Capítulo 28 – Floro comunica a Céstio, governador da Síria, que os judeus se tinham revoltado; e eles, por seu lado, acusam Floro perante ele. Céstio manda observadores para se informarem da verdade. O rei Agripa vem a Jerusalém e encontra o povo disposto a tomar as armas se não lhe fizerem justiça contra Floro. Grande discurso ele faz para dissuadi-lo, falando-lhe do poderio romano.

Floro apenas chegou a Cesaréia, procurou novamente pretextos para manter a guerra. Mandou dizer a Céstio, governador da Síria, que os judeus se tinham revoltado e por uma vergonhosa mentira acusou-os de terem feito o mal que ele mesmo fizera. Os principais de Jerusalém não deixaram, por sua vez, bem como a rainha Berenice, de… ler mais »

Barra lateral