Livro Sexto

Capítulo 21 – Espantosa história de uma mãe que matou e comeu em Jerusalém seu próprio filho. Horror que com isso Tito veio a sentir.

Uma mulher chamada Maria, filha de Eleazar, muito rica, tinha vindo com algumas outras, à aldeia de Batechor, isto é, casa de hissope, refugiar-se em Jerusa­lém, e lá se viu cercada. Aqueles tiranos, cuja crueldade martirizava os habitantes, não se contentaram em lhe arrebatar tudo o que tinha levado de mais precioso, tomaram-lhe ainda por… ler mais »

Capítulo 22 – Os romanos, não podendo abrir uma brecha no Templo, embora seus aríetes o tivessem batido durante seis dias, escalam-no e são repelidos com perdas de vários homens e algumas bandeiras. Tito manda incendiar os pórticos.

Quando as duas legiões terminaram as plataformas, Tito, a oito de agosto, mandou recolocar os aríetes na direção dos salões do Templo exterior, que esta­vam do lado do ocidente. O maior dos aríetes bateu nele continuamente, durante seis dias, sem obter nenhum resultado, porque aquele soberbo edifício estava fora das possibilidades de suas máquinas. Os… ler mais »

Capítulo 24 – Tito reúne um conselho para tratar da destruição ou da conservação do Templo e vários foram de opinião que ele fosse incendiado; Tito, porém, se opõe.

No dia seguinte, Tito ordenou que se apagasse o fogo e se aplainasse um caminho ao longo dos pórticos a fim de que o exército pudesse avançar mais facilmente. Reuniu em seguida os principais chefes, isto é, Tibério Alexandre, seu lugar-tenente geral, Sexto Cerealis, que comandava a quinta legião, Largio Lépido, que comandava a décima,… ler mais »

Capítulo 25 – Os judeus dão um ataque tão violento sobre um corpo de guarda dos romanos, que estes não teriam podido sustentar-lhes o ímpeto, sem o auxílio que receberam de Tito.

No dia seguinte, os judeus retomaram coragem e novas forças, pelo descanso. À segunda hora do dia, organizaram um ataque, saindo pela porta do Templo, do lado oriente, para atacar o corpo de guarda dos inimigos, que esta­vam mais avançados. Os romanos receberam-nos com energia e opuseram-lhes como um muro, aquela forma de tartaruga, que… ler mais »

Capítulo 26 – Os revoltosos dão um outro ataque. Os romanos repelem-nos até o Templo, ao qual um soldado põe fogo. Tito faz todo o possível para extingui-lo, mas inutilmente. Horrível carnificina. Tito entra no Santuário e admira-lhe a magnificência.

Quando Tito se retirou para a torre Antônia, resolveu atacar no dia seguin­te pela manhã, dez de agosto, o Templo, com todo seu exército; e assim estava-se na véspera desse dia fatal, em que Deus tinha, há tanto tempo, condenado aquele lugar santo a ser incendiado e destruído depois de uma longa série de anos,… ler mais »

Capítulo 27 – O Templo foi incendiado no mesmo mês e no mesmo dia em que Nabucodonosor, rei da Babilônia, o tinha outrora feito incendiar.

Embora não se possa saber, sem pesar, da destruição do edifício mais esplêndido que jamais existiu em todo o mundo, quer pela sua estrutura, sua magnificência e suas riquezas, quer pela sua santidade, que era como o cúmulo de sua glória, há, entretanto, motivo de nos consolarmos, se considerarmos a necessidade inevitável do fim, que… ler mais »

Capítulo 28 – Continua a horrível matança no Templo. Tumulto espantoso. Descrição de um horrível espetáculo. Os revoltosos fazem tal esforço num ataque, que repelem os romanos e retiram-se para a cidade.

Quando o fogo devorava o Templo, os soldados furiosos saqueavam e matavam todos os que encontravam. Não perdoavam nem à idade, nem à condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e os leigos, eram todos passa­dos a fio de espada; todos eram envolvidos nessa matança geral e os que recor­riam aos rogos não eram… ler mais »

Capítulo 29 – Alguns sacerdotes retiram-se para o alto do muro do Templo. Os romanos incendeiam os edifícios dos arredores e a tesouraria que continha uma quantidade enorme de riquezas.

Alguns dos sacerdotes serviram-se contra os romanos, em vez de dar­dos, dos ganchos que estavam no Templo, e em vez de pedras, do chumbo que eles arrancavam de seus móveis; mas vendo que aquilo de nada lhes servia e que o fogo progredia sempre, retiraram-se para cima do muro, cuja espessu­ra era de oito côvados… ler mais »

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