Capítulo 23 – Qualidades e virtudes estranhas de uma planta zoófita, que vive num dos vales que rodeiam Macherom.
No vale que rodeia Macherom, do lado do norte, encontra-se, no lugar chamado Bara, uma planta que tem o mesmo nome e que se parece com uma chama e lança, à tarde, raios resplandecentes e retira-se, quando a gente a quer apanhar. O único meio de detê-la é atirar-lhe urina de mulher, ou aquele sangue supérfluo, que elas, de tempos em tempos, eliminam. Não se pode tocá-las, sem perigo de morrer, a menos que se tenha na mão a raiz da mesma planta; encontrou-se um outro meio de colhê-la sem perigo. Cava-se em redor, de modo que ela fique presa pela raiz à qual amarra-se um cão; este querendo seguir aquele que o amarrou, arranca a planta e morre imediatamente, como se resgatasse com sua vida a do seu dono. Depois disso, pode-se sem perigo manuseá-la; ela tem uma virtude, que faz não se temer expor a qualquer perigo, para apanhá-la, isto é, os demônios ou as almas dos maus, que entram no corpo dos homens vivos, e que os matariam se não se lhes impedisse, abandonam-nos imediatamente, quando deles se aproxima essa planta.
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