Descubra o propósito eterno de Deus, a importância da fé e do arrependimento na caminhada cristã e a transformação pela renovação da mente.


Transcrição realizada com ajuda de Inteligência Artificial

Saudação e Introdução ao Tema

Boa noite, irmãos. Trago abraços do pessoal lá de Porto Alegre para vocês. Como William falou, muitos já vieram aqui, ou alguns pelo menos, e todos dizem a mesma coisa, pelo menos me disseram a mesma coisa: “Olha, tu vai amar aquele povo lá, eles são muito acolhedores, muito queridos, tu vai gostar muito daquela turma lá.” É um abraço. E deles eu não preciso nem dizer, eles fazem tantos elogios aqui que às vezes a gente fica até com um pouco de ciúme, ciúme santo assim. Mas realmente é um prazer para nós, uma alegria estar aqui com vocês.

William disse que eu prontamente aceitei, não foi tão pronto assim, William. Precisei orar, porque em Recife a régua sobe, né? Então a gente vem tremendo, mas confiando assim no amor e na graça do Senhor também.

O tema, “Caminhando rumo ao propósito de Deus”, é um tema que ao mesmo tempo o Senhor tem me levado a ministrar sobre ele, ou estudar, estudar não é a palavra, mas quando leio a Palavra, estou atento a esse tema, e em algumas vezes também ministrar sobre ele. Mas ao mesmo tempo é um assunto dos mais complicados para falar, porque a gente está acostumado com algumas frases e alguns conceitos. Mas o que Deus me pediu para compartilhar com os irmãos aqui nesses dias, e é o que Ele tem falado comigo, é que nós precisamos realmente ter o nosso coração conquistado pelo propósito de Deus. Então, nesses dias eu quero ir um pouquinho não tão na questão doutrinária, mas embora vá tocar em alguns pontos, é óbvio, do que está na Palavra, mas ver o quanto de prático esse assunto é para as nossas vidas, o quanto ele impacta o nosso dia a dia nesse tempo, que são talvez os últimos dias.

A Urgência do Propósito Eterno de Deus

Aliás, a primeira coisa que a gente precisa lembrar ou esclarecer por esse tema: qual a importância de nós vermos de novo sobre o propósito eterno de Deus, algo que já falamos tantas vezes? Creio que vocês já ouviram isso muitas vezes. Quem já ouviu falar sobre o propósito eterno de Deus? É todo mundo aqui, né? Já ouviram falar sobre porta, caminho e alvo. Então, o Ion já andou por aqui, ele fala muito sobre isso, porque realmente são coisas fundamentais para a nossa vida e muito importantes no tempo que nós estamos vivendo.

Eu não sei os irmãos, mas eu creio assim que nós realmente estamos vivendo aqueles últimos dias que Jesus falou na Palavra. Escatologia não é algo que eu estude muito, não é o meu forte, e muitas vezes eu vejo pessoas se debruçando sobre assuntos do fim para tentar identificar qual a data, qual o ano, qual o evento. Ontem tinha alinhamento dos planetas, amanhã vai ser outra coisa, e 2030 tem agenda da ONU, e quantos anos tem Israel, e assim vai. As contas são muitas e a gente vai se adaptando cada vez que passa um evento, vem uma próxima teoria.

Mas eu creio que de propósito o Senhor não deixou sinais claros sobre data, porque desde o primeiro século a Igreja precisa e está esperando a volta do Senhor. Agora, Ele deixou sinais, e os sinais não são para nós determinarmos quando, mas para nós avaliarmos o nosso coração. Lá em Mateus 24:25, quando Jesus fala dos sinais ali para os discípulos, Ele repete várias vezes: “Vigiai, vigiai, vigiai.”

Então, quando nós vemos esses sinais do fim se aproximando, e são muitos, no mundo, em Israel também, porque não, na natureza, como diz lá em Romanos, a natureza geme e suporta angústias até que os filhos de Deus se manifestem nesses últimos dias. Mas todos esses sinais têm que nos levar para uma atitude que é vigiar e aguardar a volta do Senhor.

Essas verdades precisam ser não só pregadas, mas reforçadas, repetidas e refrescadas no coração constantemente. Não só para aqueles que são novos convertidos, embora a gente sempre pregue para o novo convertido, fala desse assunto, fazemos isso lá, eu imagino que vocês fazem aqui, a gente tem o que a gente chama de fundamentação, depois vem edificação, e esse é um assunto recorrente. Mas para todos nós, não importa quanto tempo temos de caminhada, nós precisamos que o propósito de Deus seja refrescado no nosso coração.

Existe um perigo que eu digo que é o perigo da familiaridade. Quando o assunto é muito familiar, que eu já conheço, eu corro o risco de achar porque eu conheço na mente, ele é uma verdade e uma prática no meu coração. Mas o propósito de Deus tem que ser algo que realmente me conquista, muda minha vida, tem que ser um filtro para tudo que eu faço, tudo que eu penso, tudo que eu falo.

Eu estava ouvindo agora essa música que eu não conhecia, que fala: “Por toda a eternidade serás louvado.” Eu me emocionei, porque quem sou eu para estar diante do Deus que criou todas as coisas? Um Deus tão tremendo. Se nós pudéssemos nos reduzir ao tamanho de um vermezinho desses que a gente faz assim, e nos tornarmos um verme para tentar salvar pelo menos um deles, ainda assim essa distância entre nós e o verme seria nada perto da distância que é entre Deus e o homem. Mas Ele prometeu e Ele vai fazer isso. Nós vamos estar com Ele frente a frente por toda a eternidade. Então, isso tem que mexer o nosso coração, isso tem que mexer a nossa vida no dia a dia. E é por isso que Deus tem me levado a falar ou meditar nesse tema.

Porta, Caminho e Alvo: O GPS da Vida Cristã

Eu gostaria de compartilhar com os irmãos. Eu falei porta, caminho e alvo, né? E o tema do retiro é “Caminhando rumo ao propósito de Deus”.

Hoje nós viemos ali de Olinda, e acho que os irmãos vieram de diferentes lugares de Recife e João Pessoa, não sei mais onde. E se nós não tivéssemos um GPS hoje, a gente não ia chegar aqui, porque o trânsito estava assim absurdamente confuso, e daqui a pouco vinha para lá e daí olhava o outro aplicativo. Então, para a gente andar num caminho hoje em dia, eu sou do tempo que era um mapa ou então ia perguntando na estrada onde é que fica tal coisa. Mas hoje em dia nós temos o tal do GPS.

O que que eu preciso para usar o GPS? Eu preciso de um ponto de partida e um ponto de chegada. Com esses dois pontos, o aplicativo vai traçar um caminho. Então, na vida com o Senhor também é assim. Eu preciso saber da onde eu saí, como que eu, o lugar de onde eu saí, quem eu era, como que eu entrei no reino de Deus, que porta é essa. E eu preciso saber para onde eu estou indo, qual o meu alvo. Se eu tiver isso muito claro, o caminho entre os dois fica mais fácil de entender e andar por ele.

A Porta do Reino: Jesus

O que que é a porta do reino? Alguém pode me dizer? Vamos fazer uma recapitulação. O que que é a porta? O que que nós temos na porta? Fé, arrependimento, batismo, batismo no Espírito. Essas coisas estão na porta.

Agora, acompanha comigo lá em João 10:7-9. Olha o que Jesus diz sobre a porta:

“Então Jesus disse mais uma vez: Em verdade, em verdade lhes digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes deram ouvido. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo, entrará, sairá e achará pastagem.”

Jesus é a porta do reino. E nós vamos encontrar, é claro, nessa entrada do reino a fé, o arrependimento, batismo, batismo no Espírito, porque estas são coisas próprias do Senhor.

Quando eu falo de fé, eu falo em crer nEle. Quando nós falamos de arrependimento, nós estamos falando em deixar para trás toda aquela vida e olhar para o Senhor, porque justamente eu enxerguei quem é Jesus através do Espírito Santo. Ele, por revelação do Espírito Santo, eu vejo quem é Jesus, mas eu também vejo a mim, e aí eu digo: “Eu não quero mais isso, eu quero algo novo.”

A fé, eu sempre costumo dizer isso lá, eu não tenho como gerar fé. Não é estudando ou lendo alguma coisa ou fazendo um curso que eu vou gerar fé em Deus. Eu preciso ler, eu preciso ouvir o evangelho. Romanos diz que a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus. Então, nós precisamos pregar o Evangelho, mas se não houver uma ação do Espírito, nós não vamos enxergar Cristo e o Seu propósito. Então, a fé é alguém que abre a porta por dentro.

O arrependimento é a minha decisão em resposta a essa fé de deixar tudo para trás e entrar no reino, porque eu vejo quem eu sou, inútil que eu sou, como diz lá em Romanos, vejo quem é o Senhor, e eu não quero mais aquilo que ficou para trás, e eu entro então pela porta. E lá dentro vem alguém ou eu mesmo vou lá e fecho a porta. Isso é o batismo, que me separa em definitivo daquele ambiente, daquele lugar onde eu vivia antes.

O Caminho: Jesus

Se Jesus é a porta e nEle nós temos fé, arrependimento e somos inseridos nEle pelo batismo, quem é o caminho ou o que é o caminho? Agora fica mais fácil para vocês responderem, né? O que que Jesus disse? “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Essa conversa Jesus teve com os discípulos ali na Última Ceia, e eles, e Ele dizendo, eu creio que empolgado, apesar de tudo que vinha pela frente, Jesus estava empolgado, porque Ele diz: “Eu vou para o Pai, vou arrumar lugar para vocês, tem muitas moradas na casa de Meu Pai.” E os discípulos: “Senhor, mas para onde que Tu estás indo? Se Ele não souber o caminho.” Então Ele diz: “Eu sou o caminho.”

Se Jesus é a porta e Ele é o caminho, a fé, o arrependimento e o batismo vão nos acompanhar por todo esse caminho. O que está na porta está no caminho. Não sei se alguém é encanador aqui, mas usando uma linguagem encanador, se o registro é de meia polegada, o cano não pode ser três quartos, né? Tem que ser igual, é a mesma bitola. Assim como eu entrei no reino, eu vou caminhar por ali. Jesus é o caminho.

A fé não está só na entrada do reino, ela precisa me acompanhar todos os dias, porque uma vez que nós somos justificados, o que que a Bíblia diz? “O justo viverá pela fé.” Eu preciso crer no Senhor, na Sua Palavra, por todo o caminho. E aí é que entra a importância desse tema, porque nós somos constantemente na nossa caminhada tentados a olhar para outras coisas: os pensamentos do mundo, da nossa carne, as tentações de Satanás. Durante a caminhada eu preciso lembrar da fé no Senhor. Eu vivo porque eu creio no Senhor Jesus e na Sua Palavra. É assim que eu vivo.

E o arrependimento? “Não, mas arrependimento é lá na entrada, né?” Não. Nós temos que ter uma vida de arrependimento. Isso não significa que eu vou ficar pecando, confessando, me arrependendo, pecando, confessando, me arrependendo. Isso acontece muitas vezes. Mas quando a gente fala de arrependimento, eu estou falando de uma postura de sempre negar aquilo que ficou para trás e olhar para a frente.

Quando nós falamos de fé, a essência da fé é a confiança no Senhor. Não é conhecimento. Fé não é conhecimento. Ela começa pelo conhecer, mas ela é fruto de relacionamento com o Senhor. Quanto mais eu conheço Ele, mais eu confio nEle, e mais eu conheço Ele. Isso é uma crescente, isso é fé.

Agora, se a confiança é a essência da fé, a essência do arrependimento é a negação. É uma vida de constante negação do eu, da carne, de mim mesmo, para que a vontade do Senhor prevaleça, porque a vontade dEle é boa, agradável e perfeita.

Estão entendendo? Isso tem que estar sempre na nossa caminhada com o Senhor.

E o batismo? Ah, vai me dizer que o batismo também está durante a caminhada? Sim, está durante a caminhada. Não o evento do batismo. O evento do batismo nós somos mergulhados na água e ele tem muita importância espiritual. Eu lembro, eu não estava nessa vez, mas eu lembro dessa história lá em Porto Alegre. Uma moça se converteu e ela era filha de uma senhora que era envolvida com umbanda, eu acho que ela era mãe de santo, e ela tentou de todas as formas evitar que a filha se batizasse.

O Alvo: Semelhantes a Jesus

O alvo é o propósito eterno de Deus: uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para a glória de Deus Pai.

O alvo é a santidade. O alvo é a semelhança com Cristo.

O Perigo da Familiaridade e a Renovação da Mente

O perigo da familiaridade é achar que porque eu conheço na mente, eu vivo na prática. O propósito de Deus tem que ser um filtro para tudo que eu faço.

Nós somos constantemente bombardeados pelos conceitos do mundo. O mundo ataca a nossa identidade, o que é ser homem, o que é ser mulher. E a cereja do bolo é o ataque aos filhos, por uma razão simples: porque Satanás sabe que o que ele não consegue numa geração, ele consegue na próxima. Então ele investe desde pequenininho, e se ele não puder investir para mudar a próxima geração, ele vai liquidar com ela. Aí tem o aborto e tudo mais que a gente vê por aí.

A cultura desse mundo diz que família, casamento, filhos é uma confusão que não vale a pena. Se vocês entrarem no Instagram, não precisa fazer isso, mas se colocarem para procurar lá sobre casamento e filhos, a maioria das coisas vai ser piada, brincadeira ou coisas dizendo que é problema, não vale a pena, que é muito, que é doloroso, enfim. O que o mundo nos apresenta. Só que essas coisas vão entrando na nossa mente. Talvez os mais velhos não: “Eu tenho os valores muito claros que aprendi com meu pai, com meu avô.” Mas e a nova geração? E os novos? Aqueles que estão na escola, estão entrando na faculdade?

Algum tempo atrás, nós achamos por bem falar um pouco sobre esse período, os últimos 100 anos, e o que a universidade fez, não só universidade, vamos dizer assim, o ensino desse mundo causou nas gerações mais recentes. É muita, muita mudança nesse tempo. Por isso a família é o que é hoje no mundo. É por isso. Mas é diferente no reino de Deus. Tem que ser diferente. Tem que ser diferente no nosso coração.

Eu fico impressionado, irmãos, de ver quantas dificuldades, quantos problemas há entre casais, entre pais e filhos. Se essas pessoas pudessem compreender o propósito de Deus… Eu não estou dizendo que não há maridos que são péssimos maridos, mulheres que não sabem o seu papel, está bem, tudo isso existe, filhos que não correspondem, existem muitas coisas. Mas a vontade do Senhor, o perdão, o amor de Deus passa por cima de tudo isso e nós vamos sendo transformados à imagem de Cristo se compreendemos exatamente isso.

Mas se tudo der errado, o remédio do mundo é o divórcio, aquele que Deus odeia. Esse foi um trabalho devagarzinho do mundo, transformando os conceitos. O problema é que enquanto isso está no mundo, a gente entende. O problema é quando entra na igreja e a nossa mente é conquistada por esses conceitos.

Por isso Paulo fica 11 capítulos de Romanos falando sobre essa transformação, até que ele chega no capítulo 12 e começa dizendo assim:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

O que Paulo está dizendo aqui para os romanos e para nós também é que o Espírito Santo precisa mudar a nossa mente para ela ser igual à mente de Cristo, e só assim nós vamos entender o quão boa e agradável é a vontade do Senhor.

O Exemplo de Rute e Boaz: O Propósito de Deus na História

Esse ano nós tivemos uma inversão de papéis lá em Porto Alegre. O Azar e o Ion, que estão sempre viajando, esse ano ficaram lá no retiro, como tem aqui, estão lá os dois, e alguns outros saíram a viajar, como eu e outros colegas aí, a ministrar em outros lugares. E eu disse que esse ano todo ano lá seria sobre família. Então, nós estamos junto com o Ion, e ele falou assim: “Eu tenho um assunto que eu estou ficando assim bem interessado, que é sobre o livro de Rute.” Acho que ele já ministrou em algum outro lugar, não sei se aqui talvez tenha falado. E aí nós começamos a conversar. Ele disse: “Não sei se se encaixa.” Eu disse: “Encaixa como uma luva.”

Porque se a gente for olhar a história, vocês, não sei se vocês estão acostumados com o livro de Rute, a história de Boaz, de Rute, de Noemi, e de certa forma tem muito a ver com o momento que nós estamos vivendo. O Boaz, eu não sei se vocês lembram, ele era filho de uma prostituta. Lembram? Quem era a mãe do Boaz? Raabe, que foi poupada e começou a fazer parte do povo de Israel porque preservou os espias lá em Jericó. Ela casou com um homem chamado Salmom, que era a sétima geração desde Judá, numa relação confusa também em que Judá teve uma relação com a nora, com a Tamar. Lembram dessa história? Dali foi vindo, chegou até Salmom, filho dele Boaz, com a Raabe.

A Rute, por sua vez, era moabita. Vocês lembram quem era Moabe? Filho de Ló com uma das filhas, uma relação incestuosa. Incesto. Olha só o quadro. Olha só o quadro, né? Só olhando para trás. O período ali de Israel era um período terrível, era o período dos juízes. Às vezes eles eram escravos dos filisteus, daqui a pouco eles conseguiam se libertar, daqui a pouco tinha uma idolatria, e aí era Sansão e não sei, era um período confuso. Se fosse alguém lá sem saber o fim da história, ia dizer: “Daqui não vai sair nada.” Mas Deus estava trabalhando para o cumprimento do Seu propósito nesse quadro horroroso.

Desse quadro horroroso, de um casal improvável, Deus gerou Davi, que foi neto de Boaz, se eu não estou enganado, e é a genealogia de Jesus. Ou seja, não importa a situação que nós estamos vivendo, o Senhor busca por homens e mulheres que têm uma história problemática, que têm uma situação complicada, mas que se entregam para o Seu propósito.

O Boaz não estava atrás de uma paixão da juventude, né? O Boaz devia ser um homem já mais velho. A Rute também, ela tinha, eu calculo que ela tinha aí algo entre 30 e 35 anos, não era uma menininha. Ela ficou 10 anos casada com o filho do, esqueci o nome do marido, né, do outro que faleceu. Então, não era uma paixão da juventude. Eles realmente foram movidos pelo Senhor para o cumprimento do Seu propósito. E Boaz é uma figura de Cristo, resgatador, que nos resgatou para ser a Sua noiva, a Sua esposa.

O que que eu quero dizer com isso, irmãos, e já concluindo aqui? Eu usei família como exemplo porque para mim é uma área que nos toca muito. As outras transformações do mundo, está bom, essa nós não temos muito a ver com elas, mas família sim. Família é algo que nos diz respeito, porque Deus usa a família para cumprir o Seu propósito. A família terrena não é o propósito de Deus, mas ela é um instrumento importantíssimo para que esse propósito se cumpra, para que um dia Deus tenha uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus.

O nosso trabalho de evangelização, de discipulado, de pastoreio, ele é extremamente importante para a expansão do reino, mas ele começa na família. Os nossos filhos são os primeiros discípulos que nós temos, são aqueles que nós primeiro vamos evangelizar. Tanto que outro dia nós estamos lembrando que os requisitos lá para aqueles que trabalham mais efetivamente na obra são, sei lá, 80, 90% relacionados à vida familiar e algumas coisas se ele tem capacidade de fazer isso, aquilo. Deus está interessado nesse e em outros assuntos. Por isso que Satanás se joga contra, porque ele não quer que o propósito de Deus se cumpra. Ele sabe que não vai conseguir, mas ele quer tirar o máximo de pessoas desse caminho.

Há tantas outras coisas na cultura do mundo que não vêm ao caso, mas o fato é que nós precisamos olhar tudo isso pela lente do Propósito Eterno de Deus.

Próximos Passos (Agenda de Estudos)

É isso que eu queria fazer a partir de amanhã com vocês. Eu tentei fazer aqui uma introdução, um resumo, mas eu gostaria de usar o livro de Romanos como base. Por que Romanos? Porque Paulo, ele faz essa caminhada. Paulo começa lá no capítulo 1 dizendo da onde nós saímos: miseráveis. Ele faz uma lista de pecados ali, parece que Paulo vivia em 2025, mas na verdade não é, porque o pecado é o mesmo, produziu lá aquilo, produziu lá em Noé, produziu em todas as épocas. Mas ele começa desse ponto e vai falando depois sobre a obra de Cristo, sobre toda a transformação, até que chega lá em Romanos 12.

Nesse ponto que nós mencionamos ali, amanhã eu queria dar uma olhada então primeiro nesse aspecto de onde nós viemos: Romanos 1, Romanos 2, Romanos 3. Falar um pouco sobre a carne, sobre o pecado, a carne, qual era a nossa situação antes e qual é ainda a ação, até que ponto o pecado tem ação na nossa vida, e como nós lutamos contra esse inimigo que se chama a nossa carne.

E depois, na segunda parte da manhã, falar um pouco sobre o local da onde nós saímos, falar sobre o mundo, esse sistema maligno, como a Bíblia diz, e como nós lutamos ou nos separamos desse inimigo que é o mundo.

Na segunda-feira, aí nós vamos melhorar um pouquinho o assunto, não, melhora bastante. Vamos falar sobre a obra de Cristo, capítulos 3, 4, 5, 6 de Romanos e depois 7, pelo menos em parte. E eu queria dividir em duas partes, dois chamados de Jesus que diz respeito à Sua obra. O primeiro é o “Vinde a mim”, porque a salvação é um “Vinde a mim”, nós não tínhamos o que fazer. Então, o primeiro chamado de Jesus é “Vinde a mim”, e o segundo é o “Vinde após mim”. Também tem um chamado do Senhor para nós sermos discípulos dEle. E tudo isso é a obra de Cristo ali no livro de Romanos.

E na terça-feira, então, eu queria falar um pouquinho sobre a obra do Espírito Santo, aquilo que o Espírito Santo faz em nós, e como nós podemos, apesar de termos uma porta aberta para o Santo dos Santos, ficar fora disso. Eu queria falar um pouquinho sobre isso e finalizar também com algo que está lá no capítulo 13 até o final de Romanos, que são algumas advertências, alguns cuidados dessa caminhada. Mas aí eu quero usar também o livro de Hebreus, porque ele é mais claro e ele dá algumas advertências sobre se nós não olharmos para a frente, nós podemos retroceder. Vocês lembram que o livro de Hebreus termina dizendo assim, falando sobre o fim: “Olhem os seus líderes, os seus guias e considerem o fim da sua vida.” Então, o livro de Hebreus vai fazendo assim dois caminhos: um caminho que cresce em direção a Deus e o outro que vai regredindo. Então, eu queria também tocar um pouquinho nisso no último dia.

Espero que os irmãos tenham paciência comigo até terça-feira. Se não tiverem, tem bastante lugar para passear aí. Mas minha oração é que o Senhor possa realmente falar com todos nós. Tem falado muito comigo nesses assuntos. Eu sei que isso aqui é muito pouco perto do que Deus ainda quer ministrar para Sua igreja, e eu sei da minha falta de capacidade para fazer isso, mas eu confio na graça e no poder do Espírito Santo. Amém.

Oração Final

Senhor, Te damos graças. Queremos realmente Te agradecer por essa obra magnífica que Tu tens feito na nossa vida. Apesar de todas as dificuldades, de todos os problemas, Senhor, nós sabemos que Tu tens sido muito bom, bondoso, misericordioso com cada um de nós. Nós Te damos graças, Senhor. Nós não temos como retribuir, Senhor. A única coisa que nós podemos fazer é nos entregar totalmente a Ti. É isso que nós queremos fazer nesses dias aqui, Senhor. Abre os nossos olhos para enxergar o Teu coração. Abre a nossa mente para compreender a Tua mente. Mais do que isso, Senhor, coloca os Teus pensamentos na nossa mente, Senhor, que a nossa mente seja transformada segundo a mente de Cristo e não mais olhe para nada dessa vida e dessa terra, em nome de Jesus. Amém.

Baixe a transcrição original aqui: