A segunda carta de Paulo a Timóteo revelando o contexto de sua morte, o sentimento de abandono, a perseguição sob Nero e as lições de fé e coragem deixadas por Paulo diante das adversidades


Transcrição realizada com ajuda de Inteligência Artificial

Bom dia, irmãos. Graça e a paz do Senhor. Bênção.

Tivemos um dia ontem como igreja ali em João Pessoa muito bom, com o William e Sheila. Eles nos abençoaram e estavam com a gente lá. A gente teve um encontro de casais abençoado. O William brincou ontem que ele ia lá para bater nos homens. E aí tivemos um encontro com os casais. Depois a gente teve um momento só com os homens e só com as mulheres. A gente brincou ali: “Bata, mas deixe bonito no sepultamento”, ou seja, “Não bata no rosto para nos sepultarem bem”.

Foi muito precioso. Depois a gente teve mais um tempo ali de comunhão em casa e foi uma bênção. Acho que saímos de lá umas 10, 11 horas da noite e foi muito, muito bom.

Aniversário do Filho Mais Novo e o Fim de um Ciclo

Hoje também é um dia especial como família. Hoje é aniversário do Miguelzinho, o mais novo, de dois anos. A gente encerra, e eu falei que já estava dando até vontade de chorar no William, que encerrou o ciclo de bebês lá em casa. Dois anos a gente considera já “bicho velho”. Então, a partir de dois anos, o caldo engrossa. Falei: “Rapaz, estou com saudade de bebê cheiroso. Agora é tudo fedido, não quer tomar banho, aquelas coisas que vocês já sabem”.

A gente está com saudade, mas é muito precioso, cada filho com a sua demanda e com seu jeitinho ali. A gente tem aprendido, a gente aprendeu isso desde que tínhamos o Luquinhas, que o Senhor tem uma bênção para os nossos filhos em cada temporada da vida deles. Então, em cada momento, assim como a gente, em cada momento da vida, a gente precisa de algo especial. A gente precisa de ferramentas para enfrentar desafios específicos daquele momento.

A Bênção da Mansidão para Miguel

Com todos os nossos filhos, sempre que está aproximando o aniversário, a gente reserva um tempo ali para orar, para buscar o Senhor, para entender em que área o Senhor quer abençoar nossos filhos. E para quem conhece Miguelzinho, ele está sendo domesticado, assim. Ele é bem enérgico. A gente deixou de falar que ele era “brabo”, assim. A gente sempre profetiza na vida dele e já pede ajuda à igreja. Então, a igreja já está acostumada: “Vem, Miguel, já põe a mão na cabeça, seja manso e humilde”.

Hoje de manhã a gente acordou, eu fui dar a ele a bênção: “Filho, papai tem uma bênção para você. A bênção da mansidão”. Ele não parecia um gato, assim. A gente foi orar por ele, abençoar e deu para ele a bênção da mansidão. A gente falou: “Filho, para que teu coração seja manso como o de Jesus, para que esse ano aí, esse próximo ano, até fechar o ciclo, até 3 anos, é mansidão que o Senhor quer semear no coraçãozinho dele”. E abençoamos ele também. Ele está por aí.

Novo Tempo para a Família

Cíntia já estava feliz da vida, porque com dois anos a gente pode colocar as crianças na salinha. Cíntia: “Uhu, vou voltar a cultuar!”. Assim, há 9 anos que a gente não desfruta de assistir uma pregação sem filhos. Então, é um novo tempo para nossa vida. Glória a Deus. Bênção, queridos.

Tenho quatro filhos por enquanto. Por enquanto, né, meu irmão, se o Senhor quiser, quatro filhos para a glória de Deus. É, trabalhando para que todos sejam semelhantes a Jesus para a glória Dele.

Origem da Mensagem: Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Queridos, essa palavra que o Senhor colocou no meu coração, o Senhor colocou no meu coração há um certo tempo, coisa de um mês e meio atrás. Ela surgiu ali. Eu sou professor na Universidade Federal da Paraíba e a gente tem um momento toda terça-feira. Inclusive, eu já conto aqui com a oração da igreja. Todas as terças, meio-dia e 15, a gente tem um momento ali na universidade num espaço semelhante a esse, só que bem menor, a gente chama de “coreto”, para proclamar as verdades do evangelho. A gente chama de CV, Compartilhando Vida. Então, é Compartilhando a Vida de Cristo.

Eu estava indo para o CV nesse dia, estava atrasado, tinha acabado de sair de uma reunião e estava chegando, acho que era meio-dia e 20, assim, um pouquinho atrasado. E aí tinha um grupo de estudantes que não foram para participar do CV, simplesmente eles estavam ali e eles me viram. “Professor”, já sabem, eu serei professor deles agora no segundo semestre. “Ah, professor tal, será meu professor?”. Eu já comecei brincando, eu falei: “É, depende, né? Porque pode ser que você não chegue no P2, tudo vai depender do P1”. E aí fui brincando e aí essa palavra assim veio no meu coração.

Compartilhando a Palavra com os Estudantes

Eu comecei a compartilhar com eles ali. Eles estavam muito apreensivos porque iam fazer uma prova no outro dia. Tinha uns 10 alunos assim. E aí no final eu perguntei se podia orar por eles, abençoá-los para que eles fossem bem na prova. E ali o Senhor colocou essa palavra no meu coração. Ministrei com eles rapidamente, porque é uma coisa de 5, 10 minutos. Só que depois eu entendi que poderia expandir isso para o corpo de Cristo.

Confirmação e Contexto Bíblico

A confirmação veio quando eu normalmente não ouço os áudios das palavras que são ministradas aqui em Recife. Geralmente não. Só quando eventualmente tem alguma coisa, alguma indicação: “Ouve essa palavra, vai ser bom” e tal. Mas Cíntia tinha escutado uma palavra que o William ministrou há uns domingos atrás, talvez há uns três ou quatro domingos atrás. E Cíntia falou para mim que era muito boa a palavra: “Amor, acho que você deveria escutar e tal”. E aí eu ouvi e para mim foi uma confirmação.

Até falei para o William no dia algumas coisas que ele citou ali, que a gente vai meditar hoje na segunda carta de Paulo a Timóteo, mais especificamente no capítulo 3, mas a gente vai dar uma pincelada ali em 1, 2 e 4 para a gente entender historicamente o que é que estava acontecendo. E aí foi uma confirmação, eu entendi que deveria compartilhar isso.

A Segunda Carta de Paulo a Timóteo: Último Registro

É interessante analisarmos essa carta especificamente de Paulo, quando Paulo escreve a Timóteo, essa segunda carta, porque ela corresponde ao último registro de Paulo na Bíblia.

Quando Paulo escreve essa carta para Timóteo, ele está numa situação de prisão. Ele está preso na cidade de Roma. Essa é uma segunda prisão de Paulo. Ele já tinha estado preso lá, mas depois ele foi solto. Enfim, dessa vez ele não é mais solto. Ele vai morrer logo depois que ele escreve essa carta. E os estudiosos acreditam que essa carta foi escrita no ano de 67 depois de Cristo. E 67 é o ano que Paulo morreu também. Então, provavelmente esse é um dos últimos escritos. Ele pode ter escrito outras coisas, mas que não estão registradas na Bíblia. Mas na Palavra de Deus, na Bíblia, esse é o último escrito de Paulo. Então, essas são as últimas palavras dele, antes da sua morte.

Análise da Segunda Carta de Paulo a Timóteo: Abandono e Perseguição

O Contexto da Morte de Paulo: Decapitação

Paulo morreu decapitado, e isso foi considerado uma morte de privilégio por ele ser cidadão romano. Nessa época de grande perseguição à igreja pelo Império Romano, sob o imperador Nero, a maior parte dos cristãos era apedrejada ou crucificada. Por ser cidadão romano, Paulo foi poupado dessa morte violenta. A decapitação era considerada uma morte tranquila, praticamente indolor, diferente de ser apedrejado ou crucificado.

Paulo escreve esta carta e logo depois passará por essa decapitação.

O Sentimento de Abandono de Paulo e a Exortação a Timóteo

Nessa segunda carta, Paulo relata sua tristeza, pois estava se sentindo desprezado. As pessoas não queriam mais estar com Paulo, nem estar associadas a ele, exatamente pelo fato de ele estar preso. As pessoas tinham vergonha dessa associação.

Ele escreve esta carta para exortar Timóteo a não ser covarde.

A Coragem de Timóteo e a Vergonha da Associação

Em Segunda Timóteo, capítulo 1, versículos 7 e 8, lemos:

“Porque Deus não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu. Antes, participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus.”

Fica muito claro que Paulo está encorajando Timóteo: “Olha, não tenha medo, não seja covarde de pregar o evangelho e não tenha vergonha de mim.” Paulo também sentia que as pessoas tinham vergonha dele.

O Abandono e a Fidelidade de Onesíforo

Nos versículos 15 ao 18 do mesmo capítulo, Paulo expressa o abandono:

“Bem sabes isto, que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim, entre os quais foram Figelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias. Antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que naquele dia ache misericórdia diante do Senhor. E quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu.”

Paulo vivia essa situação conflituosa de abandono, mas ao mesmo tempo agradecia a fidelidade de pessoas como Onesíforo.

A Reconciliação com Marcos

Em Segunda Timóteo, capítulo 4, versículo 11, Paulo escreve:

“Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.”

Para quem já leu o livro de Atos, sabe que tempos atrás houve um conflito entre Paulo e Marcos, quando Paulo não achava que Marcos estava preparado para uma missão. Barnabé, que era primo de Marcos, teve uma discussão com Paulo, resultando na separação deles.

Este texto mostra que Paulo já estava numa situação de tanto abandono e desespero que alguém que em determinado momento não lhe serviu, agora servia. Paulo até diz: “Aproveita e traz Marcos, porque agora ele vai ser útil para o ministério.”

A Grande Perseguição sob Nero

A carta de Paulo a Timóteo expõe os desafios que a igreja estava enfrentando naquele momento, os seus piores dias. Historicamente, esses primeiros capítulos nos informam sobre a situação política e social da igreja.

O grande incêndio de Roma, considerado uma das maiores catástrofes da antiguidade, aconteceu no ano de 64 d.C. Paulo está escrevendo a carta em 67 d.C. Coincidentemente, três povoados ou cidades dominadas pelo Império Romano que não foram atingidas pelo incêndio tinham um grande número de cristãos.

Ao que tudo indica, o incêndio foi provocado pelo próprio Nero, mas ele usou os cristãos como bodes expiatórios, acusando-os. Daí, por essa loucura do imperador Nero, começa a primeira grande perseguição ao cristianismo, que até então era considerado uma seita impopular.

Nero foi o mais controverso, extravagante e mal-afamado imperador de Roma. Depois do incêndio, no ano 64, Nero pegava os cristãos, melava-os de piche ou betume, pendurava-os em estacas de madeira e tocava fogo. Ele fazia dos cristãos postes de iluminação para clarear as cidades. Os cristãos também eram jogados às feras (esférias) no Coliseu.

O Abandono da Fé e a Dispersão da Igreja

A igreja enfrentava seu pior momento na história da humanidade. O que aconteceu foi que as pessoas começaram a abandonar a fé por medo, a fim de poupar suas vidas.

É comum ouvir que “é na perseguição que a igreja cresce”. Isso não é de todo verdade; é na perseguição que a igreja se espalha. As pessoas que realmente amam o Senhor permanecem com sua fé, mas fogem estrategicamente para poupar suas vidas. Onde elas vão, ali é a igreja do Senhor, o corpo de Cristo espalhado.

A Segunda Prisão de Paulo

Paulo estava preso no calabouço, diferente de sua primeira prisão, que era domiciliar. Ele estava acorrentado e convicto de que ia morrer. Quando ele escreve esta carta, ele tem a convicção de que são suas últimas palavras.

Ele havia sido liberto de uma primeira prisão, chegando a pregar até na Espanha, mas agora ele sabia que eram seus últimos dias.

O Abandono no Julgamento, mas a Fidelidade de Deus

Algo que aconteceu e que Paulo afirma é que em seu julgamento ele se sentiu abandonado. Em Segunda Timóteo 4:16, ele diz:

“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam; que isto lhes não seja imputado. Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me para que por mim fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem. E fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me para o seu reino celestial, a quem seja glória para todo sempre. Amém.”

Paulo fala: “Na minha defesa eu fui lá e não tinha ninguém.” Ele se imagina olhando os soldados romanos, os magistrados, os acusadores, os curiosos, mas não via a igreja do Senhor.

A Lição de Paulo: O Senhor Estava Lá

Apesar do abandono, Paulo não era “mimizento”. Ele diz: “Não tinha ninguém, mas logo em seguida ele [diz]: ‘Mas o Senhor estava lá, isso é o que importa’.”

Isso é uma lição para nós, pois às vezes nos apegamos à situação de abandono ou tristeza: “O irmão, fiquei doente, pastor, 15 dias, o pastor nem foi me visitar.” Mas Deus estava lá te curando. Isso é o mais importante. Paulo enxergava que, mesmo dentro de uma prisão, mesmo dentro de um calabouço, Deus estava com ele.

Ele se sente abandonado, a ponto de estar até com frio, pois neste mesmo capítulo ele convida Timóteo: “Vem a Roma, vem aqui e traz uma capa porque eu estou com frio.” Ele estava precisando de ajuda.

O Foco da Mensagem: Como se Comportar em Tempos Difíceis

Nos dois primeiros capítulos desta carta, vemos conselhos que Paulo dá a Timóteo sobre como ele deveria permanecer pregando a palavra em meio à dificuldade.

O capítulo 3, que é o foco da mensagem, mostra Paulo aconselhando Timóteo sobre como ele deveria se portar nessa situação terrível. A questão é: como eu e você devemos nos comportar em tempos difíceis?

Timóteo havia sido chamado e vocacionado a pregar o evangelho a qualquer tempo e custo. Este é o mesmo chamado que nós temos: fomos chamados para pregar as verdades contidas na Palavra.

Comentário sobre 2 Timóteo 3: Os Tempos Terríveis e o Retrato do Homem nos Últimos Dias

O Alerta de Paulo: Tempos Terríveis

Vamos começar lendo o capítulo 3 de Segunda Timóteo, versículo 1:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis (em algumas versões, tempos trabalhosos).”

Paulo, já neste capítulo 3, avisa Timóteo: “Saiba disso, tenha conhecimento disso. Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis.” Os dias de fato eram terríveis, como já foi mencionado pelo contexto da perseguição.

Irmãos, não é nada diferente do que nós vivemos hoje, apesar de não vivermos essa perseguição tão sangrenta por sermos cristãos. Mas nada é diferente do que vemos hoje: maldade, pecado, ao ligarmos a TV, ao acessarmos a internet, em tudo que está acontecendo. O que há de bom nesse mundo? Nós ficamos espantados com aquilo que temos visto e lido.

A Definição dos “Últimos Dias”

Estes tempos terríveis, quero falar para você, não eram simplesmente os últimos dias da vida de Paulo, mas ele fala ali para Timóteo sobre os últimos dias da humanidade. E os últimos dias perduram até hoje.

Esses últimos dias são um intervalo de tempo entre a ascensão de Cristo e a volta Dele. É este o tempo que nós vivemos. Então, nós vivemos esses últimos dias. O que devemos fazer diante desses dias terríveis?

A Violência Furiosa da “Tempestade”

É interessante que no original, neste versículo 1, o termo que define esses tempos difíceis ou tempos terríveis é a mesma palavra para definir tempestade. Ou seja, é um tempo de violência furiosa.

Quando Paulo escreve que “esses tempos são difíceis”, talvez para nós a tradução “difícil” seja uma coisa muito corriqueira. Às vezes a gente vai fazer uma coisa e não consegue porque é muito difícil. Mas no contexto aqui, essa palavra “difícil” significa que esses dias são de tempestade, de fúria absolutamente violenta.

O que Paulo, então, aproveita para falar para Timóteo? O que Timóteo deve fazer diante desse tempo de violência furiosa? Nós, como igreja hoje, precisamos discernir esse tempo. Não sabemos quanto tempo vão durar esses últimos dias. Mas quando ele diz “últimos dias”, ele não está falando para Timóteo que isso vai acontecer lá na frente. Os tempos difíceis começaram ali naquele momento já. Jesus já tinha ressuscitado.

O Retrato do Homem nos Últimos Dias

Os tempos difíceis começaram depois desse alerta, neste capítulo 3, que Paulo começa fazendo. Ele vai fazer uma fotografia ou um retrato do homem desses últimos dias. E eu queria que você analisasse comigo como são os homens dos últimos dias.

Versículo 2 do capítulo 3:

“Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus.”

E é um alerta para nós, igreja:

“Tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.”

Que lista! Esses homens são os que estão ao nosso redor, são aquelas pessoas com quem a gente se relaciona. Não somos nós, glória a Deus por isso, porque o Senhor já nos resgatou. Assim era o nosso caráter até o caráter de Cristo inundar nossa vida. Mas aquelas pessoas que ainda não tiveram sua vida transformada por Jesus, esse é o retrato da sociedade moderna, que era lá na época de Paulo, mas que perdura até hoje.

A Perspectiva de Paulo: Não Vai Passar Rápido

Quando Paulo escreve isso a Timóteo, ele pede que Timóteo o visite em Roma. Roma era o pior lugar para um cristão estar naquele momento. Se Timóteo fosse lá, poderia ter o mesmo destino de Paulo.

Além de pedir para Timóteo estar com ele, Paulo já fala: “Eu tenho uma péssima notícia para você. Eu não vou aqui ficar te consolando, passando a mão na sua cabeça, falando: ‘Ah, isso vai passar, é só um tempo difícil, mas logo vai passar’.” Como geralmente a gente faz, nosso coração é tendencioso. A gente vai aconselhar uma pessoa e fala: “Ah, é só uma fase, vai passar.”

Mas Paulo não diz que vai passar. Ele fala: “São tempos difíceis e esse é o retrato dos homens dos últimos dias.” E quando é que isso vai acabar? Só quando Jesus voltar. Então, não vai passar tão rápido.

O Resumo do Problema: Egoísmo

Paulo traz diversas características de pessoas que identificamos ao nosso redor, mas toda essa lista, que é tão difícil e pesada, pode ser resumida em egoísmo.

Os homens são mais amantes de si mesmos do que de Deus. Essa é a razão de tudo, de todos os conflitos que a gente vê, sejam eles internos no nosso coração, sejam os conflitos externos. Inclusive, as guerras só acontecem por conta do egoísmo humano. A independência de Deus, o desejo adâmico de sempre fazer a própria vontade, é a razão de todos os problemas de relacionamento, a razão do número crescente de divórcios. É quando o homem fala: “Eu não preciso de Deus, seja feita a minha vontade. Eu me amo mais do que a Deus.”

Esse é o resumo do problema do mundo e que atinge o nosso coração, mesmo quando nós somos igreja.

Aparência de Piedade e Amores Desorganizados

Paulo vai dizer que muitos têm aparência de piedade. É fácil mostrar uma aparência de piedade, mas muitas vezes o nosso coração, os nossos afetos, os nossos amores, eles estão desorganizados e nós caímos no mesmo pecado de sempre, que é amar mais a nós mesmos do que a Deus, e de dizer a Ele: “Eu não quero a Tua vontade, eu quero a minha vontade.”

Paulo alertou os Romanos também: “As pessoas trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram a criatura no lugar do Criador. E por causa disso, Deus os entregou a si mesmos, entregou às suas próprias paixões.”

É interessante que quando Paulo escreve isso, ele não fala que Deus os amaldiçoou e fez cair um raio. Não, Deus simplesmente tirou a mão. Ele simplesmente falou: “Então está bom, faz a tua vontade.” A palavra diz que Deus os entregou a si mesmos, entregou às suas próprias paixões. E a pior coisa que pode acontecer conosco é Deus falar: “Ok, seja feita a tua vontade.” Essa é a pior coisa que podemos ouvir do Senhor: sermos entregues a nós mesmos. Nós corremos o risco de vivermos desordenados com uma aparência de piedade.

O Problema do Amor a Deus

O nosso problema não é que nós não amemos a Deus. Se eu pedisse para levantar a mão quem ama o Senhor, certamente todos levantariam, e não estariam mentindo. O problema é a gente não amar o Senhor como Ele deveria ser amado. O problema é a gente amar Deus, mas não amar tanto a ponto de os nossos desejos e os nossos amores serem maiores do que o nosso amor pelo Senhor. Esse é o problema.

Como permanecer firme em tempos difíceis? Isso é o que devemos nos perguntar. E isso é o que Paulo escreve a Timóteo.

Análise das Características no Original Grego

Vamos voltar ao versículo 2 e analisar essas características.

1.Amantes de si mesmos ( philautous ): No grego, essa palavra é philautous. Philo fala de amor, e autos (com H) de si mesmo. Ou seja, a pessoa tem um amor voltado para si. É o autoamor. O amor está sempre retroalimentando ela mesma.

2.Avarentos ( philargyrous ): Argyros é não repartir, é uma coisa inquebrável, indivisível. Avarento é philargyrous, ou seja, o amor que não é repartido. O avarento é isso: o que ele tem, ele não reparte. O amor serve só para o philautos, só para se alimentar. Tudo que tem é para si, não reparte nada com ninguém.

3.Presunçosos, Arrogantes: Homens que não temem a Deus porque pensam que tudo que eles têm é o que lhes dá segurança para serem o que acham que são.

4.Blasfemos: A palavra no original grego para blasfemo se refere a alguém que não tem respeito por nenhuma espiritualidade. É a pessoa que não tem respeito ou gratidão a nenhuma divindade. É aquela pessoa autossuficiente.

5.Desobedientes (apeitheis): Peitheis significa obediente. O “a” está para negar. Aquele que nega a obediência. Todos esses valores que devem ser carregados por aqueles que amam a Deus, nos últimos dias, os homens farão questão de serem a antítese de tudo isso. Ou seja, os homens naturalmente decidem negar todos os atributos bons.

A Desobediência Institucionalizada

A desobediência aos pais, por exemplo, virou algo institucionalizado e sistematizado nos nossos dias. Os filhos devem fazer o que querem e os pais não podem intervir nisso.

Daí vêm os diagnósticos (TDAH, TOD, etc.). O transtorno de desobediência está no coração do homem desde sempre. Todos nós, se não formos freados pelo Espírito Santo de Deus, teremos um transtorno para obedecer, seremos compulsivos. Isso foi sendo institucionalizado e, eu diria até, romantizado.

Análise Detalhada das Características do Homem nos Últimos Dias (2 Timóteo 3)

A Institucionalização da Desobediência

Queridos, só quem tem uma atividade direta com criança, seja trabalhando na escola ou na área de saúde, atendendo crianças, vai perceber o desafio que é enfrentar esses locais. Isso porque se institucionalizou a ideia de que aquela criança não é desobediente, ela é doente, ela tem um diagnóstico. Quando, na verdade, grande parte dos transtornos se dá pela desobediência.

Certa vez, uma mãe não cristã procurou Cíntia para falar que seu filho de 4 anos foi expulso de uma boa escola privada em João Pessoa devido a queixas frequentes. A diretora chegou a dizer: “Olha, mãe, não dá mais para ele estudar aqui e a gente está desligando ele da escola.”

Cíntia compartilhou que o manual que os instrui a educar os filhos é a Bíblia, e se ela quisesse saber o que a Bíblia fala sobre correção, ela poderia falar. Quando chegaram ao tema da correção, a mãe disse: “Eu até corrigi ele uma vez, eu bati nas perninhas dele, mas depois eu pedi tanto perdão, tanto perdão.”

A Bíblia fala que o filho que não é corrigido fará com que a mãe passe vergonha. Mas isso se institucionalizou, e a mãe logo disse: “Não, mas é porque ele tem um diagnóstico.” Isso foi trazido para a nossa sociedade de maneira tão sutil que muitas coisas que a Bíblia trata como pecado hoje têm um diagnóstico que protege da repreensão. Ou seja, os pais têm perdido a capacidade de educar os seus filhos.

Falta de Gratidão e Amor Familiar

Paulo diz que os homens seriam ingratos, incapazes de agradecer, e ímpios, ou seja, homens sem piedade, sem temor algum.

Ele também afirma que seriam sem amor pela família.

Certa vez, na universidade, após meditar nesta palavra, passei em uma farmácia. Ouvi dois funcionários, um rapaz e uma moça, conversando. Ela falava da idade, e ele brincou: “Ai, mas aí já vai estar com seus seis filhos.” Ela respondeu bem alto: “Está repreendido em nome de Jesus.” Ela estava repreendendo a bênção de ser mãe.

Quando olhamos para a Palavra de Deus, a primeira bênção registrada é: “Deus os abençoou e disse: ‘Sede fecundos’.” A procriação é a bênção de Deus. Mas, naturalmente, temos perdido isso. É muito comum, seja no meio cristão ou fora dele, falar-se cada vez menos em ter filhos. As pessoas têm optado por ter animais e até castram o animal. É um casal sem filhos com cachorro castrado.

O que quero trazer é que isso faz parte de uma mentalidade que, às vezes, nós como igreja embarcamos. Faz parte da mentalidade do homem desses últimos dias, que é um homem cheio de atributos que negam o Senhor.

O Declínio dos Laços Familiares e Sociais

Paulo fala: “Serão homens sem amor pela família.” Antigamente, há 20 ou 30 anos, para convidar para uma festa de aniversário, comprávamos um convite em papel e tínhamos que ir até a casa da pessoa entregar. Hoje é muito mais fácil reunir a família, por exemplo, usando um grupo de WhatsApp. Mas, cada vez mais, a gente faz menos isso.

Percebemos que não conseguimos mais reunir a família. Por quê? Porque sempre vai ter um que está trabalhando, o outro vai estar na igreja, o outro vai estar não sei o quê. Todo mundo tem algo, e é lícito, mas a gente tem perdido naturalmente essa capacidade de amar uns aos outros.

São pessoas que não têm amor pela família. Eles não querem ter família, não querem reunir família, não querem ter filhos. Há uma diminuição populacional. Nós temos perdido esse hábito de constituir e reunir famílias.

Irreconciliáveis e Caluniadores

Serão homens irreconciliáveis, ou seja, não estão dispostos à reconciliação. Eles não querem fazer mais acordo, não há conversa. Se eu não concordo com ele, há uma maneira muito fácil de resolver esse problema: ir lá no meu Instagram e colocar “parar de seguir”. É assim que temos resolvido nossos conflitos. As pessoas desse tempo são irreconciliáveis, elas não querem se reconciliar.

Serão caluniadores. Essa palavra no grego é ** diábolos ** (Diabolos), que significa diabo. Não precisa dizer mais nada. Os homens serão endemoniados, violentos e dispostos a qualquer briga. Não há mais como conciliar, pedir perdão, resolver briga de trânsito.

Cruéis e Inimigos do Bem

Serão sem domínio próprio e cruéis. A palavra grega para cruéis é ** anameros **. Nameros é usado num contexto até animal, significando um animal dócil. Anameros nega que o homem seja dócil, ou seja, ele será selvagem.

Serão inimigos do bem. São pessoas que odeiam todos aqueles que fazem o bem. Às vezes, a pessoa não gosta de você no trabalho e você nem sabe por quê. Quando você vai investigar, é porque você é uma pessoa boa. Incomoda a bondade, incomoda as pessoas desse tempo.

Traidores e Precipitados

Serão traidores, homens que são infiéis às amizades. Minha esposa e eu conversávamos sobre como hoje as nossas amizades são frágeis. Não conseguimos ter amizades sólidas. Mesmo com a facilidade de redes sociais e WhatsApp, é natural da nossa sociedade que não tenhamos essas amizades sólidas.

Serão precipitados. A palavra grega é ** propetes **, que é a mesma palavra de prepotentes. Uma pessoa precipitada é um prepotente, ele não busca conselho.

Amantes dos Prazeres

Serão soberbos e mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus. Ou seja, eles olham para Deus e pensam: “Deus é bom, mas tem algo melhor.” Temos vivido uma sociedade onde as pessoas querem prazer a todo custo.

A Luta Contra o Egoísmo e a Exortação à Fidelidade (Continuação de 2 Timóteo 3)

O Extremo do Prazer Próprio: O Caso do Canadense

Há um exemplo de um homem canadense, chamado Stffony (Stephfonh), que ficou famoso há mais de uma década. Era um homem casado, com filhos, de 46 anos. Um dia, ele reuniu a família e disse: “Eu descobri uma coisa. Eu sou uma mulher presa no corpo de um homem.” Aquilo chocou a esposa e os filhos. Ele decidiu assumir aquela identidade, começou a usar roupas femininas e deixar o cabelo crescer. A esposa se divorciou, pois havia se casado com um homem.

Passado um tempo, essa história real continuou. Ele disse que descobriu uma nova coisa: “Eu sou uma criança de 6 anos presa no corpo de um adulto.” Esse homem adotou a vida de uma menina de 6 anos, usando chupeta e mamadeira. Ele foi adotado por uma família no Canadá, um casal que o criou como uma menina de 6 anos, sendo ele um homem barbado de 50 anos.

Olha a loucura que estamos vivendo. Isso não é um caso isolado, mas ganhou muita repercussão no Canadá. O que Paulo fala ali, quando escreve para Timóteo, é que nesses últimos dias as pessoas vão buscar tanto satisfazer o seu próprio prazer que amarão mais isso do que o próprio Deus. Ou seja, deseja tanto fazer aquilo que ele vai fazer a qualquer custo e não importa o que Deus acha.

Exortação de Paulo a Timóteo: Fuga e Discernimento

É importante notar que Paulo não está dando dicas para Timóteo de como fugir disso ou para onde ir, mas ele fala que em tempos difíceis nós temos que entender que existem pessoas que amam a Deus, que servem a Deus, que são de Deus, e existem pessoas que negam a Deus. E nós precisamos diferenciar essa turma.

Ele faz essa fotografia, esse retrato, e fala: “Isso aqui é o homem que não segue a Deus.” E ele vai terminar o versículo 5 falando: “Destes, você foge.”

A Raiz do Problema: O Egoísmo

Será que em algum ponto desses atributos você se vê? Se você se parece com algum deles, saiba que Paulo faz essa antítese, mostrando o contrário, e fala: “Não sejam parecidos, sequer sejam semelhantes a esses homens.” Ele diz: “Aja segundo os valores da Palavra de Deus.”

A busca constante, quase exclusiva, de satisfação própria se tornará o Deus de muitos. O egocentrismo será uma forma de egolatria. As pessoas vão adorar o próprio eu.

Ponto 1: Fuja do Egoísmo

O que a gente aprende com isso? A gente precisa fugir do egoísmo. A raiz de todos esses atributos ruins é o egoísmo, ou seja, é fazer a própria vontade. Estamos lutando constantemente: fazer a nossa própria vontade, dar vazão ao nosso próprio eu, ou fazer a vontade de Deus. E todas as vezes que a gente fizer a nossa própria vontade, a gente está alimentando esse egoísmo.

O primeiro ponto, se você estiver anotando, é: Fuja do egoísmo.

Ponto 2: Não se Associe aos Falsos (Falsa Espiritualidade)

O segundo ponto é: Não se associe aos falsos.

Segunda Timóteo 3, versículos 5 ao 8:

“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te, porque deste número são os que introduzem pelas casas e levam cativas mulheres nécias, carregadas de pecado, levadas de várias concupiscências, que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.”

O que Paulo escreve aqui é que os últimos dias serão marcados por uma falsa espiritualidade. Isso agora é para a igreja. Os últimos dias serão marcados por uma falsa espiritualidade de homens corruptos de entendimento, que resistem à verdade, pois ela revela seus pensamentos e comportamentos vergonhosos.

A Fidelidade e o Companheirismo na Igreja

Precisamos cuidar do nosso coração para tudo aquilo que a gente tem aprendido e recebido. Em uma reunião de liderança, foi falado sobre companheirismo e resolução de conflitos entre irmãos. Foi dito: “Irmãos, a gente anda juntos como companheiros há mais de 30 anos.”

É para aplaudir de pé quando você vê líderes que andam há mais de 30 anos. Não quer dizer que eles não tiveram problemas. Eles andam juntos porque quem anda junto já vem incluso o problema. Mas andam juntos. Isso é milagre do Senhor, mas também fruto de renúncia, de não fazer a própria vontade. Muitas vezes precisou parar e falar: “Essa é a minha vontade, mas eu vou fazer a vontade do Senhor.”

Os últimos dias serão marcados por homens com falsa espiritualidade. O evangelho é cristocêntrico. Ele retira você do centro da sua vida e coloca a pessoa de Jesus Cristo. Se você não se esforçar para viver isso, de nada adianta você estar aqui. Se no centro da sua vida é você e não a pessoa de Cristo, você está se enganando.

Aqui ele termina falando de Janes e Jambres, que os estudiosos acreditam que sejam aqueles encantadores que resistiram a Moisés. E ele diz: “Como Janes e Jambres, ou seja, aqueles encantadores, eles enganarão muitos na igreja.” Por isso, não se associe aos falsos.

Ponto 3: Resista à Perseguição com Doutrina

O terceiro ponto é: Resista à perseguição com doutrina, com a Palavra de Deus e com vida.

Capítulo 3, versículo 10:

“Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições, tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, em Listra. Quantas perseguições sofri e o Senhor de todas me livrou. E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.”

Quantos? Todos. Paulo fala que todos que querem ter uma vida piedosa, como a de Jesus, vão sofrer perseguição. Ter clareza disso nos livra de muita coisa. Paulo não era “mimizento” porque ele tinha clareza disso.

Não adianta você chorar para mim quando estiver sendo perseguido. Já te avisei. Tem que orar e entender como sair daquilo. Não há surpresa. Se você quer viver piamente em Cristo Jesus, você vai sofrer perseguição.

Claro, talvez não seja a perseguição de ser tocado fogo e ser pendurado no poste, ou ser comido por uma fera. Mas são as perseguições que a gente sofre no nosso trabalho, no nosso dia a dia, na nossa vizinhança, na nossa família. Nós iremos sofrer.

O Testemunho de Paulo: Combati o Bom Combate

Paulo se manteve firme por conta do ensino, da fidelidade à doutrina, de viver aquilo que tinha recebido.

Em Segunda Coríntios 11:24-27, lemos o que Paulo passou:

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado. Três vezes sofri naufrágio. Uma noite e um dia eu passei no abismo. Em viagens, muitas vezes em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigo entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes em fome e sede, em jejum, muitas vezes em frio e em nudez.”

O homem experimentado no sofrimento. Mas quando ele escreve, ele fala: “Apesar das lutas, permaneça firme.”

Segunda Timóteo 4, versículo 7:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”

A maior parte de nós diria: “Rapaz, não valeu a pena, não. Você é maluco.” Mas Paulo termina dizendo isso. Será que nós conseguiremos replicar essa frase?

Segunda Timóteo 1:12:

“Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem eu tenho crido e eu estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu tesouro até aquele dia.”

Será que a gente pode ter esse sentimento de falar: “Eu sei em quem eu tenho crido”? E não só sei, eu estou bem convicto de que Ele é poderoso para guardar o que eu tenho de precioso, o meu tesouro, o meu depósito, até o dia da volta de Cristo.

Exortação Final: Permaneça no que Aprendeu

Para fechar, quando Paulo diz tudo isso para Timóteo, ele diz:

Capítulo 3, versículo 14:

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendestes e de que fostes inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.”

Permaneça naquilo que você aprendeu. Viva aquilo que você tem recebido. Às vezes a gente tem um anseio de aprender muitas coisas, busca em muitas fontes, assiste muitos vídeos, quer ir para muitas conferências. Mas você tem vivido aquilo que você tem recebido aqui no seu grupo caseiro, através da vida do seu discipulador, através dos seus pastores? Permaneça naquilo que você tem recebido, naquilo que você tem aprendido.

Oração

Senhor Deus, nos ajude, Senhor. O nosso coração é tão assediado por viver coisas contrárias à Tua vontade. E as nossas paixões e desejos por vezes estão tão desorganizadas e nós queremos quase que constantemente fazer a nossa vontade, Senhor. E como nós precisamos do Teu Espírito Santo para ordenar isso no nosso coração, como nós dependemos de Ti para viver isso aqui, como Paulo escreveu para Timóteo, para permanecer naquilo que ele aprendeu, Senhor.

Nós queremos permanecer, Senhor, em nome de Jesus. Nós queremos declarar essa verdade nesta manhã. Nós queremos permanecer naquilo que temos recebido, mesmo em meio às lutas, mesmo em meio às dificuldades, mesmo em meio aos desafios, Senhor, que temos enfrentado, às perseguições. Nós não queremos desistir, Senhor. Nós queremos refazer essa aliança, esse pacto, reafirmar, Senhor, esse pacto que temos contigo, que nós permaneceremos, Senhor, até o dia da Tua volta, Senhor, até o dia que formos encontrar o Senhor, permanecermos na Tua Palavra em fidelidade, Senhor, que o Senhor tem ministrado no nosso coração, através dos pastores, através dos discipuladores, Senhor, através dos companheiros, tudo aquilo que temos recebido, Senhor, nós queremos permanecer, Senhor. Para a glória do Teu nome, Senhor.

Abençoa a Tua igreja, nos faz viver, Senhor, essas verdades. Que isso não sejam apenas verdades que tocam no nosso coração, por vezes nos emocionam, mas que não geram em nós fé, não geram em nós arrependimento, Senhor, e não geram em nós disposição de viver isso, Senhor. Que haja essa intenção no nosso coração, essa disposição vinda do Teu Espírito Santo de viver essas verdades, Senhor, para a glória do Teu nome, Pai, no nome de Jesus. Amém.

Baixe a transcrição original aqui: