Livro Quarto

Capítulo 11 – Os judeus, que roubavam nos campos, lançam-se sobre Jerusalém. Horrível crueldade e impiedade que lá praticam. O sumo sacerdote Anano subleva o povo contra eles.

Em tal miséria, as guarnições das cidades, pensando somente em viver, segundo sua vontade, sem se incomodar com a pátria, não cuidavam em defen­der os oprimidos; os chefes dos ladrões depois de se terem unido e organizado, dirigiram-se para Jerusalém. Não encontraram obstáculo, quer porque ninguém tinha autoridade, quer porque a entrada estava sempre aberta… ler mais »

Capítulo 12 – Os zelotes querem alterar a ordem estabelecida, referente à escolha dos grandes sacerdotes. Anano, sumo sacerdote, e outros dos principais sacerdotes incitam o povo contra eles.

Os zelotes (pois esses ímpios davam-se a si mesmos tal nome) para se salvar dos efeitos da ira do povo, fugiram para o Templo e lá fizeram sua fortale­za, estabelecendo nele a sede de seu governo tirânico. Dentre tantos males que causavam, nada era tão intolerável quanto seu desprezo pelas coisas mais santas. Para experimentar… ler mais »

Capítulo 14 – Luta entre o povo e os zelotes, que são obrigados a abandonar o primeiro recinto do Templo e a se retirar para o interior do mesmo, onde Anano os cerca.

Anano, vendo o povo tão bem disposto, escolheu os que julgou mais aptos para tal empresa e os organizou. Os zelotes, que tinham espiões, foram avisados de sua intenção; atacaram-nos com pequenas tropas e confusamente, e não perdoaram a um só dos que puderam apanhar. Anano, então, reuniu o povo. Eram mais numerosos que os… ler mais »

Capítulo 16 – Os idumeus vêm em socorro dos zelotes; Anano recusa-lhes a entrada em Jerusalém. Discurso que Jesus, um dos sacerdotes, lhes faz do alto de uma torre. A resposta.

Aqueles enviados conseguiram sair, sem que Anano nem as sentinelas não só lhes impedissem a passagem, mas nem mesmo vieram a saber do que acontecia; os governadores da Iduméia apenas receberam as cartas, correram como loucos por todo o país, incitando os outros à guerra. Todos tomaram das armas, com tanto entusiasmo para defender a… ler mais »

Capítulo 17 – Sobrevem espantosa tempestade durante a qual os zelotes, sitiados no Templo, saem e vão abrir as portas da cidade aos idumeus, que depois de ter derrotado o corpo da guarda dos habitantes, que cercava o Templo, apoderam-se de toda a cidade onde praticam toda sorte de horríveis crueldades.

Simão falou assim e todos os idumeus demonstraram com gritos que aprovavam o que ele tinha dito; Jesus retirou-se muito triste por ver na disposi­ção em que eles se achavam que a cidade era presa de uma dupla guerra. Os idumeus, por seu lado, não estavam em menor agitação de espírito; eles não podiam tolerar… ler mais »

Capítulo 18 – Os idumeus continuam a praticar atos de crueldade em Jerusalém e particularmente contra os sacerdotes. Matam Anano, sumo sacerdote, e Jesus, outro sacerdote. Elogios desses dois grandes personagens.

Tanto sangue derramado não satisfez o furor dos idumeus; eles continua­ram a derramá-lo por toda a cidade; saquearam as casas e mataram a todos os que encontraram. Pouparam somente o povo, da camada mais baixa, porque não o julgavam digno de sua cólera; eram principalmente os sacerdotes o objeto de sua vingança. Apenas caíam-lhes nas… ler mais »

Capítulo 19 – Continuam as horríveis crueldades em Jerusalém da parte dos idumeus e dos zelotes; maravilhosa constância dos que as sofriam. Os zelotes matam Zacarias no Templo.

Depois que Anano e Jesus foram tão cruelmente massacrados, os zelotes e os idumeus levaram sua raiva contra o baixo povo e fizeram também entre eles uma horrível mortandade. As pessoas da nobreza eram encarceradas, com a espe­rança de que elas passassem para seu lado; nem um sequer, porém, preferiu evitar a morte, a fim… ler mais »

Capítulo 20 – Os idumeus, tendo sido informados da maldade dos zelotes e tendo horror das suas incríveis crueldades, retiram-se para o seu país; os zelotes duplicam ainda sua crueldade.

Os idumeus, não podendo aprovar tantos excessos horríveis, começaram a se arrepender de ter vindo. Um dos zelotes advertiu-os secretamente de tudo o que acontecia. Disse-lhes que era verdade que eles tinham tomado as armas porque lhes haviam feito crer que os habitantes queriam entregar a cidade aos romanos; mas que não se havia encontrado… ler mais »

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