I Parte – Antiguidades Judaicas

Capítulo 11 – Caio ordena a Petrônio, governador da Síria, que obrigue os judeus, pelas armas, a receber a sua estátua no Templo. Petrônio, comovido pelas súplicas dos judeus, escreve em favor deles.

Esse soberbo príncipe, não podendo tolerar que os judeus fossem os únicos a recusar obedecer-lhe, enviou Petrônio à Síria para ser governador em lugar de Vitélio, com ordem de entrar com armas na Judéia e colocar a sua estátua no Templo, em Jerusalém, se os judeus o consentissem, ou de fazer-lhes guerra e obrigá-los a… ler mais »

Capítulo 12 – Dois judeus, Asineu e Anileu, que eram irmãos, de simples cidadãos tornam-se tão poderosos na Babilônia, que causam trabalho aos partos. Seus feitos. Sua morte. Os gregos e os sírios que moravam em Selêucia reúnem-se contra os judeus e estrangulam cinqüenta mil deles.

Os judeus que habitavam a Mesopotâmia, particularmente os da Babilônia, padeceram naquele tempo males que jamais haviam sofrido em sé­culos precedentes. E, como pretendo tratar com muita exatidão esse assunto, sou obrigado a remontar à origem deles. Existe na província da Babilônia uma cidade de nome Neerda, cujo território é tão fértil que, embora seja… ler mais »

Capítulo 1 – Crueldade e loucuras do imperador Caio Calígula. Diversas conspirações feitas contra ele. Chereas, ajudado por vários outros, mata-o. Os alemães da guarda desse príncipe matam em seguida alguns senadores. O senado condena a sua memória.

O furor do imperador Caio não se estendia então somente aos judeus de Jerusalém e das regiões vizinhas, como acabamos de ver. As terras e os mares gemiam sob a sua tirânica dominação, e, dentre as muitas províncias sujeitas ao Império Romano, não havia uma sequer que deixasse de lhe sentir os funestos efeitos. Os… ler mais »

Capítulo 2 – Os soldados deliberam elevar Cláudio, tio de Caio, ao trono do império. Discurso de Saturnino no senado em favor da liberdade. Chereas manda matar a imperatriz Cesônia, mulher de Caio, e sua filha. Boas e más qualidades de Caio. Os soldados resolvem constituir Cláudio imperador e levam-no ao campo. O senado envia deputados para rogar-lhe que desista dessa intenção.

Enquanto o senado deliberava, os soldados, por seu lado, também tro­cavam idéias. Consideradas todas as coisas, pareceu-lhes que, se o governo po­pular fosse restabelecido, seria incapaz de sustentar o peso da direção de tantos reinos e províncias. E, mesmo que fosse possível, eles não teriam nenhuma vantagem. Além disso, se acontecesse de algum dos principais… ler mais »

Capítulo 3 – O rei Agripa fortalece Cláudio na resolução de aceitar o governo. Os soldados que tinham abraçado o partido do senado, abandonam-no e se unem aos que prestaram juramento a Cláudio, não obstante os esforços de Chereas para impedi-los. Cláudio torna-se imperador e condena Chereas à morte. Ele a sofre com maravilhosa firmeza. Sabino, um dos principais conjurados, suicida-se.

Cláudio, ciente de que o senado estava convencido de poder recon­quistar a sua primitiva autoridade, respondeu com muita modéstia, para não chocar os sentimentos deles. Porém não demorou muito a superar os seus temores, em parte pela proteção que lhe prometiam os soldados e em parte pelo fato de Agripa já o haver exortado a… ler mais »

Capítulo 4 – O imperador Cláudio confirma o reino a Agripa e acrescenta-lhe a Judéia e Samaria. Entrega o reino da Cálcida a Herodes, irmão de Agripa, e promulga editos favoráveis aos judeus.

Os primeiros atos de Cláudio, após restaurar o soberano poder, foram a dispensa de todos os soldados que lhe eram suspeitos e a confirmação de Agripa no reino que este havia recebido de Caio. A esse respeito, promulgou um edito pelo qual, depois de lhe dedicar grandes honras e elogios, acrescentava aos seus territórios a… ler mais »

Capítulo 5 – O rei Agripa retorna ao seu reino, coloca no tesouro do Templo a cadeia de ouro que era uma lembrança de sua prisão e designa o novo sumo sacerdote. Irrita-se com a insolência dos dórios, que haviam colocado na sinagoga uma estátua do imperador.

Depois que esses editos, pelos quais o imperador Cláudio demonstrava tan­ta afeto pelo judeus, foram publicados e enviados a Alexandria e a todos os outros países sujeitos ao Império Romano, ele permitiu a Agripa, a quem havia cumulado de honras e benefícios, voltar ao seu reino, e entregou-lhe cartas de recomendação endereçadas aos governadores e… ler mais »

Capítulo 6 – Carta de Petrônio, governador da Síria, aos dórios, acerca da estátua do imperador que eles colocaram na sinagoga. O rei Agripa entrega o sumo sacerdócio a Matias. Marcos é constituído governador da Síria.

“Petrônio, governador, por Tibério Cláudio César Augusto Germânico, aos magistrados dórios. Eu soube que, após o edito de Cláudio César Augusto Germânico, que permite aos judeus viver segundo as suas leis, alguns dos vossos tiveram a insolência de profanar a sua sinagoga, colocando lá uma estátua. Eles ofenderam também à sua religião e à piedade… ler mais »

Capítulo 1 – O imperador Cláudio destitui Marcos do cargo de governador da Síria. Longino o substitui. Fado, governador da Judéia, castiga os sediciosos e ladrões que perturbam a província e ordena aos judeus que reponham na fortaleza Antônia as vestes sagradas do sumo sacerdote. O imperador revoga essa ordem a pedido do jovem Agripa.

Depois da morte do rei Agripa, o Grande, de que acabamos de falar no livro precedente, o imperador Cláudio, para honrar a sua memória e manifestar o quanto o havia amado, tirou de Marcos o governo da Síria, como este mesmo lhe havia muitas vezes solicitado, e o entregou a Longino. Nesse mesmo tempo, Fado,… ler mais »

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