Como preso romano, Paulo tinha muito contato com os soldados e foi nessa situação que ele se inspirou, pelo Espírito Santo, observando as indumentárias daquela farda romana, e nos fez essa alegoria, falando das armas de um soldado romano e trazendo-as para a nossa luta pela fé.


Transcrição realizada com ajuda de inteligência artificial

A Importância da Perseverança

Boa noite, queridos. A graça do Senhor sobre nossas vidas.

Chegamos hoje quase 2h da manhã, depois de uma semana em Porto Alegre, participando de um retiro de pastores e líderes junto com outros queridos amigos. Foi um tempo muito precioso, com mais de 70 cidades representadas, incluindo 68 cidades do Brasil, além de participantes do Canadá, Bélgica e Argentina. É um tempo renovador para nós revermos irmãos que passam pelas mesmas dificuldades, pelas mesmas lutas e também são vitoriosos na caminhada cristã. É muito bom. A cada ano que você vai, você vê o irmão perseverando. Um diz que é o seu 15º encontro, outro o 16º, o 20º, o 12º. Irmãos, isso é muito bom, isso fortalece a nossa fé. Aleluia.

Como a palavra que o Senhor nos trouxe aqui, é necessário perseverar. A igreja primitiva, aquela igreja em que tanto nos inspiramos, que olhamos com tanto carinho e temos como referência, era uma igreja que perseverava. Perseverava no ensino dos apóstolos, no partir do pão, na comunhão e na oração. Eram quatro pilares em que a igreja primitiva perseverava, e a vida cristã é para aqueles que são perseverantes. Amém. Glória a Deus.

A Tristeza de Ver Pessoas se Afastando da Fé

Irmãos, é muito triste – e você deve passar por isso também – quando tomamos conhecimento de pessoas que no passado caminharam com Deus e que hoje estão afastadas do caminho do Senhor. Quantos casos nós tomamos conhecimento, não é? Quantos casos acompanhamos de pessoas que caminhavam aqui conosco, cujos rostos e famílias conhecemos, e que hoje não caminham mais nos caminhos do Senhor. Não estou falando daqueles irmãos que deixaram de congregar aqui e estão congregando em outra localidade, firmes no Senhor. Não é disso que estou falando. Também não estou falando daqueles que estão passando por uma situação difícil na fé, uma luta, ou estão desanimados. Estou falando daqueles que tiveram uma experiência profunda com o Senhor e que abandonaram a fé, vivendo hoje por sua conta e risco.

Você conhece alguém assim? A gente conhece. Seja aqueles que admitem estar nessa condição – já encontrei pessoas que, ao perguntar como estão, são sinceras e dizem: “Eu não estou bem” – ou sejam aqueles que não admitem. Eles deixam de congregar e acham que está tudo bem. A frase mais conhecida é: “Eu deixei de congregar, mas eu nunca vou deixar o meu Deus”. Já ouviu essa frase, queridos? É uma frase para amenizar a consciência, mas que não tem nenhuma base bíblica. É impossível estar vinculado ao Senhor sem estar vinculado à igreja. É impossível estar em comunhão com o noivo e não estar em comunhão com a noiva. É impossível estar inserido na cabeça e não estar inserido no corpo. É uma frase para trazer um alívio.

Independente se a pessoa admite ou não, o que eu queria trazer aqui é que é verdadeiramente muito triste, principalmente quando são pessoas amadas e queridas com quem nos relacionamos. E esta não é uma palavra para nos sentirmos superiores, de jeito nenhum. Não é para pensarmos: “Ah, fulaninho, eu já sabia que ele não ia ficar”. Não, é uma palavra de alerta para mim e para você, para que tenhamos cuidado.

Exemplos Bíblicos de Abandono da Fé

Irmãos, sempre existiram pessoas durante a história que abandonaram a fé. Isso não é algo de hoje; sempre aconteceu. Na própria época de Jesus, tivemos isso. João 6:66 fala assim: “Diante disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele.” A palavra deixa claro que se tratavam de discípulos, não de religiosos, fariseus ou integrantes da multidão. Eram discípulos. Por causa de uma palavra firme que o Senhor deu, muitos deixaram de O seguir.

Segunda Timóteo 4:10 nos apresenta um personagem chamado Demas. A palavra fala que ele abandonou a fé e o texto esclarece o motivo: “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica.” A Bíblia, como um livro verdadeiro, não omite nada, não coloca nada debaixo do tapete. Ela é um livro extremamente claro. Então, sempre existiram pessoas que abandonaram a fé.

A palavra do Senhor também nos adverte que isso continuará a acontecer. Primeira Timóteo 4:1 diz: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” E Primeira Timóteo 1:19 fala que alguns “naufragaram na fé”.

Uma Palavra de Profecia e Oração

Sempre existiram e sempre existirão, infelizmente, pessoas que abandonaram e abandonarão a fé. Mas eu quero profetizar para você que está aqui neste salão que isso não vai acontecer com você, nem vai acontecer comigo. Amém? Aleluia! Pega na mão de quem está a seu lado e diga: “Ninguém solta a mão de ninguém. Nós vamos juntos nos encontrar no céu.” Eu vou lhe procurar lá. Isso não vai acontecer nem com você, nem comigo. Amém. Aleluia!

E nós profetizamos e oramos por aqueles queridos irmãos, parentes e amigos que hoje estão afastados do Senhor. Queremos dar uma palavra, Pai, no nome de Jesus, para que eles voltem para a casa do Pai. Comece a orar por uma pessoa que Deus colocou no teu coração agora. Pode ser um parente, um amigo. Levantamos mãos santas a Ti, Senhor, e declaramos que esse querido, essa querida, volte para a Tua casa. Que agora, nesse momento, eles possam ter uma saudade da vida que viviam, uma saudade gerada pelo Teu Espírito no coração deles, no nome do Senhor Jesus. Aleluia.

Ferramentas para Guardar a Fé: A Armadura de Deus

Por isso, a Bíblia é repleta de passagens para que eu e você possamos guardar a nossa fé. Perseverar na fé não é fruto do acaso. Não é como se alguns fossem “sorteados” para permanecer e outros não. Por isso a palavra nos exorta a lutar e perseverar pela fé que o Senhor nos deu.

Eu queria nesta tarde trazer aqui algumas ferramentas que o Senhor coloca à nossa disposição para que possamos guardar a nossa fé. São ferramentas para que tenhamos uma luta eficaz pela nossa fé. O Senhor disponibilizou ferramentas, e eu queria tratar aqui sobre o que a palavra do Senhor chama de “a armadura de Deus”. Há uns dois meses, o Dani Souza esteve aqui e ministrou sobre a sétima arma da armadura de Deus, que é a oração. Eu queria voltar um pouco e falar sobre as outras seis armas.

Senhor, mais uma vez, nos apresentamos a Ti para sermos ministrados pelo Teu Espírito e pela Tua palavra. Que a nossa mente e o nosso coração estejam rendidos a Ti. Rejeitamos toda dispersão, toda inquietação, toda angústia, toda opressão em nossa mente, no nome de Jesus. Damos uma ordem para que nosso coração se renda à Tua palavra e ao Teu Espírito. Aleluia. Bendito seja o nome do Senhor.

O Contexto da Armadura de Deus em Efésios

A maioria dos estudiosos da Bíblia confirma que Paulo foi o autor da carta aos Efésios. Ele escreveu essa carta quando estava preso em Roma, por volta de 60 a 63 d.C. Nessa mesma condição, ele também escreveu Filipenses, Colossenses e Filemom. Como preso romano, guardado pelo exército de Roma, Paulo tinha muito contato com os soldados. Foi nessa situação que ele se inspirou, pelo Espírito Santo, observando as indumentárias daquela farda romana, e nos fez essa alegoria, falando das armas de um soldado romano e trazendo-as para a nossa luta pela fé.

Vamos ler Efésios 6:10-18:

“Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor и na força do seu poder. Vistam-se de toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis. Portanto, fiquem firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo a couraça da justiça. Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do maligno. Usem também o capacete da salvação e a espada do espírito, que é a palavra de Deus. Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica. E para isso vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos.”

Observações Iniciais sobre a Batalha Espiritual

Antes de entrar nas armas que compõem a armadura, há algumas observações iniciais importantes:

  1. Estamos em uma guerra: Quer você queira, quer não. Aquela frase “não brigam dois quando um não quer” não se aplica aqui. Mesmo que você não queira, você já está na batalha.
  2. A luta não é contra pessoas: Nossa luta não é contra sangue nem carne. Não lutamos contra nossa esposa, marido, vizinho ou chefe. A palavra diz que lutamos contra principados, potestades e forças espirituais do mal.
  3. Haverá dias maus: Precisamos da armadura de Deus porque haverá dias e dias, dias mais difíceis e dias menos difíceis. O texto não diz “se houver dia mau”, mas “no dia mau”. Pode ter certeza de que ele virá. É o dia em que tudo parece dar errado. Para ficar firme nesse dia, precisamos da armadura.
  4. O inimigo usa ciladas: O nosso inimigo lançará ciladas, que são armadilhas difíceis de perceber, astutas.
  5. A responsabilidade de se vestir é nossa: A armadura é de Deus, mas a responsabilidade de vesti-la é minha. O versículo 11 diz “Vistam-se” e o 13 diz “Peguem”. Sou eu que preciso pegar e vestir.
  6. Devemos estar sempre vestidos: Eu preciso estar vestido com a armadura de Deus em todo o tempo, porque não haverá tempo de vesti-la quando o dia mau chegar. Eu já tenho que estar com ela. Amém.

A Realidade da Batalha Espiritual

Os países que estão em guerra, os militares, eles só andam fardados e armados, mesmo que não estejam num front. Muitos países, como Israel, têm serviço militar obrigatório, e os soldados ficam o tempo todo fardados e armados. Estão fazendo faculdade, fardados e armados. Estão no shopping passeando com a família, fardados e armados. Estive com Jojó na Colômbia e, no shopping, vi vários militares com a família, fardados e com um paraquedas aqui atrás. É porque era um país que estava vivendo conflito naquela época, hoje não está mais. Então, em todo tempo, em todo o tempo. Amém. Diga assim: em todo o tempo. Hoje, amanhã, depois, terça, quarta, quinta, em todo tempo. Aleluia. Amém.

O Cinto da Verdade

Vamos tentar ver devagarinho cada um. Vamos lá. Primeira armadura, primeira arma: o cinto. Versículo 14 fala: “Cingindo-vos com a verdade.” Aqui fala do cinto, irmãos. O cinto era a primeira peça que um soldado romano colocava. Depois que ele estava com a roupa dele, a primeira peça que ele colocava era o cinto, e era uma peça fundamental. Cobria completamente o abdômen. E no cinto, ele pendurava outras indumentárias. Então, além de prender as vestes, o cinto conseguia ajustar a couraça e conseguia colocar o suporte onde ele ia colocar a espada. Era mais ou menos assim um cinto de um soldado romano na época em que Paulo escreveu essa carta.

Na alegoria aqui, Paulo compara essa peça com a verdade. Então, o cinto é a verdade. A verdade, irmãos, é a primeira coisa que nós devemos experimentar na nossa vida. Precisamos estar bem cingidos com a verdade. A verdade precisa envolver a nossa vida, abraçar a nossa vida, nortear nossa vida. Aí você pode dizer assim: “Ah, então quer dizer que eu tenho que falar a verdade”. Não é isso que a gente está falando, porque a armadura é de Deus, não é você. O foco não é você. A armadura é de Deus. Então, as verdades de Deus, inclusive sobre nós, precisam nos envolver, nos abraçar e nos nortear. Nós precisamos estar envolvidos com as verdades de Deus sobre a nossa vida, aquilo que Deus pensa sobre mim, não aquilo que eu penso sobre mim, aquilo que o diabo pensa sobre mim, aquilo que o meu vizinho pensa sobre mim, mas aquilo que Deus pensa sobre mim, que é a verdade sobre mim. E as verdades de Deus estão registradas na palavra, não tem como. Então, a gente não pode andar com pensamento vacilante, pensamento próprio. Precisamos ser homens e mulheres de convicção, irmãos. A principal arma que o inimigo tem é a mentira. Nós sabemos disso porque ele é o pai da mentira. Daí a importância de estarmos cingidos com a verdade. Amém. As verdades de Deus é a primeira coisa que um discípulo precisa para combater nessa luta em que estamos. A primeira coisa é você se envolver, se deixar ser abraçado, como o cinto fazia com o soldado romano, pelas verdades de Deus. Amém.

Já falei aqui, mas o Senhor me inclinou para eu falar novamente. Fiquei muito impactado esses dias com o texto de Mateus 4:4. Jesus, porém, respondeu: “Está escrito: O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” O contexto aqui é a tentação de Jesus, onde o diabo estava querendo gerar dúvida acerca da filiação de Jesus. Vocês lembram, né? “Se você é o filho de Deus, jogue-se daí, porque está escrito que o Senhor mandará os seus anjos lhe sustentar. Se você é o filho de Deus, mande que essas pedras se transformem em pão.” O diabo querendo gerar dúvida acerca da filiação de Jesus. Irmãos, mas sobre esse assunto, Jesus estava completamente resolvido. Jesus estava cingido da verdade. “Como assim, eu sou filho de Deus, cara pálida? Eu sou filho de Deus. O Pai falou que eu sou o filho de Deus.” No batismo, o Pai disse: “Este é o meu filho amado.” Pouquinho antes de Ele ir para o deserto, logo depois do batismo, Ele foi para o deserto. Jesus foi envolvido por essa verdade. “Este é o meu filho amado, em quem eu tenho todo prazer.” Eu gosto muito da versão de Lucas 3:22, porque a versão de Lucas 3:22 diz assim: “Veio uma voz que dizia: ‘Tu és o meu filho amado.'” Aleluia. Direto. “Tu és o meu filho amado. Em ti, é isso, né? Você é o meu filho amado. Em você, eu me agrado.” Jesus estava alimentado, irmãos, pela verdade de Deus. Então não tinha dúvida sobre a filiação. Qual era a dúvida? “Se tu és filho de Deus?” Como assim, eu sou filho de Deus? Claro que eu sou. Eu acabei de ouvir o meu Pai falando que eu sou filho de Deus. Como é que tu ainda vem perguntar se eu sou o filho de Deus? Tu está maluco. Isso é alguém que caminha cingido com a verdade. Não caminhamos pelos nossos sentimentos, pelos nossos pensamentos, pela nossa vontade. O inimigo lança mentiras, enganos sobre nós. Irmãos, precisamos estar seguros nas verdades de Deus sobre a nossa vida. Amém.

Esses dias no retiro de pastor, acho que foi no pré-retiro, escutei uma frase lá, um irmão disse uma frase sobre sentimentos. Eu digo, opa, deve ser uma frase bem interessante, né? Sentimentos. Ele disse assim: “Os sentimentos são como uma criança pequena sentada no banco de trás do carro, cantando, falando, brincando. De repente, ela começa a chorar. Está tudo bem. Ela está com você no carro, não tem problema. Mas não podemos deixar que ela vá para o banco do motorista guiar o carro só porque ela está chorando.” Isso é um sentimento. Imagina você dirigindo no carro, bota a cadeirinha do bebê, né? E aí o menino fica ali brincando uma viagem, aí daqui a pouco ele vai começar a chorar, dependendo da idade. Aí você, eita, o bicho está chorando. “Por que você está chorando?” “Porque eu quero ir para a direção.” “Você quer ir para a direção? Venha, venha, irmão.” Ninguém faz isso, irmãos. Assim são os sentimentos. Precisamos saber as verdades de Deus, as verdades que procedem de Deus. Precisamos nos apegar a essa verdade, mas precisamos também declarar essa verdade. Declarar. Jesus falou com a sua boca: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Amém. Aleluia. Podemos falar algumas verdades. Você pode aí da onde você está, declarar uma verdade de Deus da palavra sobre você. Vamos ver. Quem vai ser o primeiro? Calma, não precisa empurrar, irmãos. Um de cada vez. Uma verdade. “Eu sou amado, igreja.” Amém. Aleluia. Aleluia! Que coisa linda. Que coisa linda, Fábio. Amém. “Está comigo até a consumação dos séculos.” Aleluia. “Sim, Jesus que dá a vida pelas suas ovelhas.” Que bênção. Aleluia, irmãos. Quantas verdades, irmãos, nós temos. Nós precisamos nos encher dessa verdade e precisamos declarar essa verdade. Amém. Declarar com a nossa boca.

Primeira verdade. Aliás, a primeira arma é o quê? O cinto da verdade. Verdade de Deus.

A Couraça da Justiça

Segundo: couraça. Versículo 14: “vestindo a couraça da justiça.” Existiam na época diversos tipos de couraça que os soldados romanos usavam. A mais conhecida chamava-se Lorica Segmentata. Que nome esquisito. Lorica Segmentata. Era composta por tiras de metal que se sobrepunham e eram articuladas com dobradiças e fivelas, e parecia que fazia um casco que protegia completamente o soldado. Era mais ou menos assim, protegia completamente o soldado romano daquela época. A palavra couraça tem a mesma raiz da palavra coração. É a mesma raiz, tanto couraça como coração. Justamente porque a finalidade da couraça é proteger a área do coração e do peito. Irmãos, a primeira coisa que o inimigo tenta quando quer nos destruir é atingir o coração. Assim que o diabo age conosco, quer gerar conflito de consciência, sentimento de culpa, condenação. Por causa de quê? Por causa das nossas falhas, dos nossos erros, dos nossos pecados. Então, acontece isso. Ele imediatamente lança. Apocalipse 12:10 chama o diabo de “o acusador dos nossos irmãos”. Ele fica o tempo todo acusando. Para nos protegermos desses ataques, precisamos fazer três coisas. Existem outras, mas eu coloquei três aqui que o Senhor falou comigo. Três coisas importantes:

1.Reafirmar a nossa sujeição a Cristo: Primeira coisa, reafirmar que eu tenho um Senhor sobre a minha vida através da minha boca, com a minha vida e com as minhas atitudes. Reafirmar que eu tenho um Senhor.

2.Recordar que Cristo é a minha justiça: Cristo é a minha justiça. Não são os meus méritos, e sim a justiça de Deus que foi plenamente satisfeita em Cristo. Cristo satisfez a sua justiça em Cristo. Não é que a justiça de Deus ficou fora, não houve. Deus mudou de jeito nenhum. A justiça de Deus tinha que ser eficaz. E foi eficaz na vida de Cristo. Porque pela graça sois salvos. Efésios 2:8: “mediante a fé, isso não vem de vós, é dom de Deus.”

3.Praticar e confessar os nossos pecados: Temos que praticar e confessar os nossos pecados toda vez que nós pecamos, toda vez. Assim vamos viver com a consciência limpa. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” Primeira João 1:9. Confessamos a Deus para receber perdão e paz. Confessamos uns aos outros para recebermos ajuda, para conseguirmos nos libertar de situações que vivem nos cercando. Aleluia! Glória a Deus!

Então, reafirmamos a nossa sujeição a Cristo. “Senhor, Tu és o dono da minha vida.” Recordamos que a nossa justiça é Cristo, e nós temos a prática de abrir o nosso coração e confessar os pecados. Amém. Aleluia. Segunda arma. Então você já está aí com o quê? Quais são? Qual a primeira arma? Está com o cinto da verdade. Aí agora você botou o quê? Couraça. Imagina você assim. Cinto da verdade. Agora a couraça da justiça. Ainda está vulnerável. Vamos continuar.

O Calçado do Evangelho da Paz

Terceiro: calçado. Versículo 15: “Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz.” Antigamente era comum soldados romanos fazerem longas caminhadas, porque as províncias eram longe uma da outra. Essa armadura era pesada, 30 a 50 kg, mais ou menos. Então tinha que ter um bom calçado, e o calçado era chamado de cáligas. Cáligas. Era mais ou menos assim. Era muito resistente. Então, continuando, irmãos, o calçado de um soldado é importantíssimo porque permite ele marchar, avançar, ele conquistar. Não existe soldado andando descalço. Você já viu um soldado na rua aí do exército ou da polícia, todo fardado, descalço? O cara ia dizer: “Rapaz, está sem dinheiro mesmo, viu? O cara está nem um.”

Queridos, isso quer dizer que onde quer que eu chegue, onde quer que você chegue, o evangelho deve chegar. Se eu estou calçado, eu cheguei é sinônimo do evangelho chegar. Eu cheguei é sinônimo da palavra de Deus chegar. Eu cheguei é sinônimo do próprio Cristo chegar. Todos nós já sabemos isso. Mateus 28:19, o texto fala: “Portanto, indo, façam discípulos de todas as nações.” Essa versão fala: “Vão e façam discípulos.” O original, essa palavra significa “portanto, indo”. Eu não sou professor de português. Raquel está aí, não, né? Nem Raul está aí. Raquel, me desculpa, tá, Raquel? Se eu falar, mas se eu não estou enganado, gerúndio é o tempo verbal do movimento, não é? “Indo”, portanto, “indo”. Então, “indo” significa em todo lugar, em todo tempo, faça discípulos, trabalhando, estudando, me relacionando. Eu não preciso de uma campanha evangelística para evangelizar. Não tem nenhum problema. Se tiver a campanha evangelística, eu vou evangelizar, mas eu não dependo de uma campanha evangelística. Não depende, porque aonde eu estou, eu estou calçado com as sandálias, com o evangelho da paz, as boas novas que conseguem trazer paz para quem está desesperado, está comigo. Se eu saio e não proclamo o evangelho onde eu estou, eu estou saindo descalço. E não é bom andar descalço. É verdade ou não é? Mas se eu estou calçado, aonde eu estou, o evangelho que vai trazer paz vai ser pregado. Irmãos, isso é uma maneira de nos proteger de golpes que o inimigo tenta colocar sobre nós. Porque nós saímos do marasmo, saímos da ociosidade, cumprimos o propósito da nossa existência, cooperamos, como Fernando ministrou esses dias, cooperamos para fazer convergir tudo em Cristo. Eu consigo cooperar. Então, a minha mente não fica ociosa, a minha mente não fica completamente vazia, eu não me meto em confusão, não me meto em fofoca, não fico olhando a vida de ninguém, porque eu estou conectado no projeto de Deus. O projeto de Deus é o meu projeto. Eu estou envolvido com os projetos de Deus. Amém. Aleluia. Isso é o caminhar calçado com o evangelho da paz.

Segunda Samuel 11:1-5. Só o versículo 1 fala assim: “Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumavam sair para a guerra, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todo Israel. Eles destruíram os filhos de Amom. Sitiaram a cidade de Rabá, mas Davi ficou em Jerusalém.” Era para o rei estar na guerra, era para o rei estar calçado. Ele resolveu ficar em Jerusalém. Uma tarde, versículo 2, Davi se levantou do seu leito e andava passeando no terraço do palácio real, no ano em que era para o rei estar na guerra. Dali viu uma mulher que estava tomando banho. Ela era muito bonita. Davi mandou perguntar quem era. Disseram: “É Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?” Então Davi mandou mensageiros, já a trouxeram, ela veio, ele se deitou com ela e a gente já sabe essa história como é que termina. Já sabemos essa história como termina. Porque no ano em que Davi deveria estar num fronte de batalha, ele resolveu tirar as sandálias. Disse: “Eu vou andar um pouquinho descalço. Tanto tempo de sandália, né? Fica ruim às vezes, né? Tirar um pouquinho. Vou andar um pouquinho. Quero fazer como é o pessoal falando? ‘Terra é aterramento’. Tem uma história, né? Fazer aterramento. É andar com o pé na terra. Fazer um aterramentozinho aqui, irmãos.” E aí, deu bom ou deu ruim isso aí? Deu péssimo, irmãos. Então, queridos, quando nós expressamos a vida de Cristo, já é um cartão de visita aonde a gente chega. As pessoas sabem os nossos valores, os nossos princípios, a nossa maneira de viver. A gente corta o mal pela raiz. Melhor coisa do mundo é você evangelizar logo o seu setor de trabalho. Porque a pessoa já: “Aí é crente?” “Não, não, isso aí não vou nem me meter com esse cara que esse cara é crente.” Acabou. Você já protegeu. Aleluia. Protegeu. E ninguém vem com nenhuma proposta para você porque ficam com vergonha. A maioria fica com vergonha. Agora, se você fica sendo um agente secreto de Cristo, você está descalço e descalço você pode se ferir. Então, a terceira arma é calçado, calçado do evangelho. Significa ocupado nos projetos de Deus. Deus tem os seus projetos. Eu preciso me ocupar nos projetos de Deus. Amém. Aleluia. Aleluia. Diga para quem está ao seu lado: “Ocupe-se nos projetos de Deus.” Show toda ociosidade no nome do Senhor Jesus. Aleluia. Glória a Deus. Amém.

O Escudo da Fé e os Dardos do Inimigo

Quarto. Estamos terminando. São seis, né? Escudo. Versículo 16: “segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do maligno.” O escudo romano normalmente era oval. Era uma tábua de 5 cm de espessura, revestido de couro, mais ou menos 1 m de altura, era grande o suficiente para cobrir completamente o corpo do soldado.

Normalmente, os escudos eram umedecidos para apagar as flechas incendiárias que eram enviadas contra o exército. O inimigo dispara dardos contra nós, flechas incendiárias que são pensamentos e sentimentos enganosos. Como estamos passivos a isso, irmão? De onde essas coisas vêm? Vem assim do nada, de você parar e pensar: “E se eu pular do oitavo andar?” Você pensa: “Estou doido, por que estou pensando isso?” Irmãos, são dardos. Não sou só eu que passo por isso. Satanás aproveita momentos difíceis de conflito, de desânimo para disparar flechas mentirosas. Por isso a palavra fala que eu preciso segurar sempre, sempre. Às vezes você termina um congresso, um retiro de carnaval, o céu descendo na terra, um mover do Senhor, você vendo pessoas sendo transformadas, vidas sendo restauradas. Quando você chega na quinta-feira, você começa a ser atacado. Você diz: “Rapaz, o que houve? Eu estava tão bem, como é que estão vindo essas coisas?” São dardos que vêm. Nós precisamos levantar o escudo da fé.

Deus providenciou um escudo. Irmãos, nós já vimos isso aqui. A fé é um presente de Deus. Ninguém tem a capacidade de produzir fé. Ninguém. Fé é um presente que Deus dá a mim e dá a você. Mas nós podemos exercitar a fé que temos recebido. Segunda Tessalonicenses 1:3 fala assim: “Irmãos, devemos sempre dar graças a Deus por vocês. Como convém, pois a fé que vocês têm cresce cada vez mais e o amor que todos vocês têm uns pelos outros vai aumentando.” A fé e o amor podem aumentar. Eu posso crescer na medida de fé. Segunda Coríntios 10:15: “Não nos gloriamos além da medida do trabalho que outros fizeram, mas temos a esperança de que, à medida que cresce a fé que vocês têm, seremos cada vez mais engrandecidos entre vocês dentro da nossa esfera de ação.” A fé pode crescer, irmãos. A fé é como se fosse um músculo que, à medida que eu exercito, ele cresce. Se eu não exercito, ele atrofia. Assim é a fé. Alguns acham que a plenitude da fé vem da noite para o dia. Não é, irmãos? É algo que é crescente. À medida que Deus começa a pedir atitudes de fé e eu vou tomando aquelas atitudes de fé, isso vai fortalecendo a minha fé. Fortalecendo. Antes de o Senhor pedir Isaque, o que é que ele disse? “Sai da tua terra, da tua parentela para o lugar que eu vou te mostrar.” Começou. Não foi logo de primeiro Isaque, Isaque é uma prova muito grande. Mas Abraão estava exercitado na fé. Então Deus quer exercitar a nossa fé. Amém. Aleluia. Vou exercitando esse músculo e eu vou, a minha fé vai sendo fortalecida e eu vou ficando menos vulnerável aos ataques. Irmãos, uma flecha que gastava 10 minutos rodando na minha cabeça, quando eu estou com a minha fé exercitada, ela passa 30 segundos e ela vai embora. Ela ricocheteia no escudo. Levantou o escudo, bate e ricocheteia. Agora, quando a gente está com a nossa fé atrofiada, fica aquele pensamento rodando, rodando, rodando. É ou não é? Fica assim, rodando, rodando, rodando. Aí passa um dia, passa dois dias, passa três dias. Por isso temos que levantar o escudo da fé.

Judas 1:20: “Mas vocês, meus amados, edificando-se na fé santíssima que vocês têm, orando no espírito.” John trouxe para nós que a oração em línguas exercita a nossa fé. Não a oração para ser interpretada numa reunião, não é isso que estou falando. É a oração para sua edificação pessoal. Isso é uma prática que vai exercitando a tua fé. É como se fosse um, você começa a orar ali, é aqui, ó. Você está exercitando a tua fé. Como eu admiro a vida do John. Nós conhecemos o John. John, quem tem dúvida disso, irmãos? John ora em línguas o tempo todo. É a fé sendo exercitada. A fé sendo exercitada no nome do Senhor Jesus. Amém. Então, se em algum momento eu percebo que estou desanimado, incrédulo, desesperançoso, irmãos, eu preciso me examinar porque pode ser que eu tenha sido atingido por alguns dardos inflamados do maligno. E o que é que eu faço, Paulo? Quando eu levantei o escudo, o dardo já tinha entrado. Não deu tempo de eu entrar. Eu preciso pedir ajuda, irmão. Por isso que a gente vive em família. Por isso que a gente não é uma massa, a gente tem vínculo. Eu preciso pegar esse querido, eu estou desanimado, eu não sei o que é. Aconteceu alguma coisa? Não aconteceu nada. Eu me acordei assim hoje, sei lá, entende? E socorremos uns aos outros. Eventualmente o inimigo traz uma mentira. Se você, se eu estou com uma dificuldade, uma fraqueza, esse tipo de tristeza que vem assim, então o inimigo traz uma grande mentira que é: “Não precisa falar para ninguém, você tem que vencer sozinho, porque isso é que é exercer a fé.” Acontece que quando Jesus passou por isso, ele reuniu os discípulos mais próximos e disse assim: “A minha alma está profundamente triste. Fiquem aqui comigo e orem.” Amém. Aleluia! Precioso, precioso. Jesus disse isso. Você acha que eu vou fazer diferente? Preciosa, Fernando, preciosa palavra, preciosa colocação. Então, precisamos, podemos desenvolver a nossa fé, irmãos. Aleluia. Serem homens e mulheres malhados na fé. Aleluia. Vamos malhar. Cadê Mirela? Mirela. Vamos malhar, Mirela. Malhar a nossa fé. Não apenas o físico, mas malhar a nossa fé. Aleluia. Então, cinto da verdade, couraça da justiça, já estou calçado com a preparação do evangelho da paz, já estou com o escudo da fé. Aleluia. Você consegue se ver aí?

O Capacete da Salvação

O quinto é o capacete da salvação. Versículo 17: “Usem também o capacete da salvação.” Os capacetes romanos do primeiro século, naquela época, eram de metal, principalmente bronze e ferro. E alguns modelos tinham abas que protegiam as bochechas e o pescoço. O capacete protege a cabeça do soldado. Numa guerra, a cabeça é um outro local que normalmente se tenta acertar, né? Quem já fez aqui aula de tiro ao alvo, já treinou na academia. Auréliano sabe disso, o Éton sabe disso também. Cadê Gabriel? Cadê? É o nosso mais novo policial, Lucas. Não está aqui. Lucas também sabe, queridos, onde tem o 10 é na cabeça e nessa região aqui. É a região do 10. Para você ter a maior nota, não tem que ser no centro, porque são locais que você consegue tirar de combate a pessoa, o seu oponente, né? Aqui e aqui. Então, a cabeça é um outro local extremamente importante, irmãos. Então, estar protegido com o capacete da salvação significa reconhecermos Jesus como autoridade máxima da nossa vida constantemente, constantemente. Romanos 10:9 diz assim: “Se com tua boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo.”

Irmãos, Jesus é nosso salvador. Mas antes de Ele ser o nosso salvador, Ele precisa ser o nosso Senhor. Se você confessar com a sua boca que Jesus é o seu salvador, não, que Jesus é o seu Senhor. Essa palavra significa kyrios. Jesus é o salvador daqueles que Ele é Senhor. Jesus não é salvador daqueles que Ele não é Senhor. Há uma confusão de condições e benefícios. Os benefícios é que Ele é salvador, Ele é supridor, Ele dá, Ele traz muitos benefícios. Mas para eu conseguir atingir um objetivo, Ele precisa ser o meu Senhor. Então, a salvação é um benefício que vem do senhorio de Cristo. A salvação é uma decorrência do senhorio de Cristo. Se Jesus é o meu Senhor, Ele é o meu Salvador. Mas se Ele não é o meu Senhor, se o Senhor da minha vida ainda sou eu, Jesus, Ele não é o meu Salvador. Não é o meu Salvador.

Estou protegido com o capacete da salvação. Quando verdadeiramente Jesus exerce autoridade máxima em todas as áreas da minha vida. Se Ele é o meu Senhor, eu tenho convicção de que Ele é o meu Salvador. Então, eu estou com um capacete da salvação. Eu estou seguro, eu estou tranquilo, estou protegido, porque Ele é o meu Senhor. Minha cabeça está protegida com o capacete da salvação. Então, capacete da salvação significa o senhorio de Cristo em tudo na minha vida, em todas as áreas da minha vida, em todas as áreas. Tudo que eu me relaciono, o senhorio de Cristo tem que se manifestar naquela área, irmãos. Então, por isso que eu não quero nada de fofoca, eu não quero nada de mentira, eu não quero nada de impureza, eu não quero nada que não é para eu ver, nada. O Senhor Ele tem que governar. Na época do imposto de renda, eu já falei isso aqui para os irmãos. Irmãos, eu faço declaração de imposto de renda assim: “Senhor. Isso é uma adoração a Ti, Senhor, porque não tem saúde, não tem segurança, não tem nada e eu tenho que ainda pagar isso aqui, Senhor. Pai, Tu és o Senhor da minha vida, Jesus. Porque só por causa de Ti.” É o Senhor, irmãos. Ele tem que ser Senhor em tudo. Se Ele é o Senhor da minha vida, ah, queridos, Ele é o meu salvador. Eu sei que quando a trombeta tocar, aleluia, eu vou ver o meu Senhor, porque Ele é o Senhor da minha vida. Eu estou seguro. Isso é um capacete da salvação. Você tem convicção da sua salvação? Claro que eu tenho, porque eu abri mão de tudo pelo Senhor. Ele é o dono da minha vida, da minha casa, do meu dinheiro, da minha finança, da minha família, dos meus filhos. É o dono de tudo. Claro que eu tenho segurança na salvação. Sim. Aleluia. Amém. Eu estou seguro com o capacete da salvação. Aleluia.

Cinto da verdade, couraça da justiça, calçado com o evangelho, a preparação do evangelho da paz, escudo da fé, capacete da salvação.

A Espada do Espírito: A Palavra de Deus

E finalmente, para terminarmos, a espada. Versículo 17: “Usem a espada do espírito, que é a palavra de Deus.” Naquela época, a espada era a arma mais eficaz de um soldado, irmãos. Nenhum soldado ia para a guerra, para o campo de batalha, sem uma espada. A espada usada pelos soldados romanos era chamada de Gládio. Gládio era curta, de dois gumes, uma lâmina reta, uma ponta triangular, media de 45 a 60 cm, estava pronta para dar estocadas em combate no corpo a corpo. Era essa mais ou menos a espada. A espada, sem dúvida, é uma das armas principais do soldado. Além da função defensiva, a maioria das armas tem a sua função defensiva. A espada tem a sua função defensiva, mas a principal função dessa arma é o ataque. É para atacar. Amém. Na luta espiritual, a espada é a palavra de Deus. O texto fala isso. A espada é a palavra de Deus. Aleluia.

Então, devemos conhecer a palavra de Deus. Está falando que a espada do espírito é a palavra. Engraçado que ele faz essa comparação, a espada do espírito e a palavra. Algumas pessoas falam: “Essa congregação é muito da palavra.” É uma coisa assim muito soft light plus, sabe? Um negócio bem da palavra, aquele negócio sentado. “Essa outra congregação não, essa outra congregação é pá. Cantamos o quê aqui?” “Ciano foi que louve se criando louve.” “Essa daqui é do fogo. Essa aqui é do espírito.” Irmãos, não existe isso. Não sei quem inventou essa loucura, porque a palavra fala que a espada é o quê? Palavra do espírito. A espada do espírito é que fala que é a palavra do Senhor. A espada do espírito, que é a palavra do Senhor, nós devemos conhecê-la, nós devemos crer, irmãos, mas nós devemos proclamar a palavra. Nenhum inimigo resiste à palavra de Deus proclamada. Não é a palavra aberta no Salmo 91 em cima da mesa que vai fazer algum efeito, irmãos. Pelo amor de Deus, mas Paulo, eu gosto tanto dela. Então, deixa, não tem problema não. Mas saiba que o que precisa é proclamar a palavra. Proclamar. Ela precisa ser proclamada. Amém. Uma frase que eu vi também nesse pré-retiro, o irmão disse assim: “A fé é como a munição e o proclamar aperta o gatilho, ativa e libera o que está dentro.” A fé é uma munição, mas não adianta você estar com a arma assim e chegar assim, fazer, vou fazer assim, ah, não vai atirar, você precisa apertar. E o apertar o gatilho é eu proclamar a palavra do Senhor. Interessante, irmãos, que quando a gente está ministrando para salvação de alguém, a gente já leu esse texto, está? Mas quando a gente está ministrando para a salvação de alguém, a gente fala que para que a salvação haja, a pessoa precisa proclamar com a sua boca o nome de Jesus. Nós aqui já evangelizamos, a gente não manda a pessoa repetir a oração, né? “Proclame com a sua boca, diga: Eu rompo com tudo que é das trevas. Eu rompo, eu entrego minha vida a Jesus.” A gente manda a pessoa proclamar, está certíssimo. Está em linha com o que a gente acabou de ler. Romanos 10:9-10: “Se com a tua boca você confessar que Jesus Cristo é o Senhor e o seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você é salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação.” É importantíssimo confessar. Parece que é só na hora da conversão. Depois que a pessoa se converte, em que se converteu, durante a caminhada, a gente acha que apenas a leitura da Bíblia, entender, interiorizar, ouvir, crer no coração é suficiente. Irmãos, eu tenho aprendido que isso não é verdade, irmãos. A palavra precisa ser proclamada. Proclamada com a boca. Com a boca. Do mesmo jeito que é na conversão. Do mesmo jeito que é na conversão. A importância de proclamar com a boca. Aleluia. As verdades do Senhor. Então eu quero na hora do ataque quero proclamar que eu sou filho de Deus. Eu sou. A Bíblia fala que “todos quanto o receberam, eu recebi a Jesus. Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” Eu sou filho de Deus. Irmãos, proclamar. “Ah, Paulo vai achar que eu estou ficando doido.” Pode ser. OK, não tem problema, irmãos. Mas isso faz efeito, irmãos. Isso não é um positivismo. Isso não é ficar repetindo palavra. “Eu sou filho de Deus, sou filho de Deus.” Não, não, de jeito nenhum. Eu preciso crer no coração e eu preciso proclamar com a minha boca as verdades de Deus. Aleluia. Então, cinto da verdade. Cadê o cinto? Coloca o cinto aí. Está imaginando você com cinto? Sim. A gente viu aqui, não foi? Couraça da justiça. A segunda peça, tuf. Calçado com o evangelho, a preparação do evangelho da paz. Escudo da fé. Pega o escudo. Capacete da salvação e a espada do espírito.

Irmãos, eu falo com muita clareza. Paulo está ali também. Aurelan está. Eu já fiz muito isso, irmãos, para ir para a rua. Você tinha que trocar de roupa, colocava o colete, pegava o cinto, botava, botava arma, botava não sei que lá. Quando eu comecei a ministrar essa palavra, eu me lembrei muito que assim é assim hoje e assim era com os soldados romanos e assim é com a nossa vida, irmãos. Nós precisamos o tempo todo estar com a armadura de Deus. Então, com esses seis recursos, mais o sétimo, que a gente não vai falar aqui porque Dani ministrou com muita graça para nós, mas o sétimo, nós estaremos habilitados, irmãos, para lutarmos e guardarmos a nossa fé. Para terminar, Judas 1:3 fala: “Amados, quando eu me empenhava para escrever-lhes a respeito da salvação que temos em comum, senti que era necessidade, necessário corresponder-me com vocês para exortá-los, animá-los a lutar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” Nós recebemos uma fé, nós precisamos lutar por ela, irmãos. Lutar no nome do Senhor Jesus. E podemos dizer com Paulo: “Completei a carreira, combati o bom combate.” Amém. Aleluia. “Completei a carreira e guardei a fé.” Aleluia. Obrigado, Jesus.

Senhor, que o Teu espírito, Senhor, venha fazer aquilo que cabe só a Ele, Senhor. Que aprofunde no nosso coração, Senhor, essa palavra no nome do Senhor Jesus. Amém.

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