{"id":84,"date":"2015-04-02T19:23:57","date_gmt":"2015-04-02T19:23:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=84"},"modified":"2015-04-02T19:23:57","modified_gmt":"2015-04-02T19:23:57","slug":"capitulo-9-deus-ordena-arao-sumo-sacerdote","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-9-deus-ordena-arao-sumo-sacerdote\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 9 &#8211; Deus ordena Ar\u00e3o sumo sacerdote."},"content":{"rendered":"<p><em>\u00caxodo 28, 29, 30 e 40. <\/em>Tudo estava preparado, e n\u00e3o restava mais que consagrar o Tabernaculo. Deus ent\u00e3o apareceu a Mois\u00e9s e ordenou-lhe que fizesse a Ar\u00e3o, seu irm\u00e3o, sumo sacerdote, porque era mais digno que qual\u00adquer outro para esse cargo. Mois\u00e9s reuniu o povo, falou-lhe das virtudes de Ar\u00e3o e do interesse deste pelo bem p\u00fablico, que tantas vezes o fizera arriscar a vida. E todos n\u00e3o somente concordaram com a escolha, mas o aprovaram com alegria.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o Mois\u00e9s assim lhes falou: &#8220;Todas as obras que Deus havia ordenado est\u00e3o terminadas, segundo a sua vontade e segundo as nossas posses. Como v\u00f3s sabeis, Ele quer honrar este Tabernaculo com a sua presen\u00e7a, mas \u00e9 necess\u00e1rio, antes de tudo o mais, criar o sumo sacerdote, aquele que \u00e9 o mais competente para bem desempenhar esse cargo, a fim de que cuide de tudo o que se refere ao culto divino e ofere\u00e7a a Ele os vossos votos e as vossas ora\u00e7\u00f5es. Confesso que, se essa escolha tivesse dependido de mim, eu teria podido desejar essa honra, seja porque todos os homens s\u00e3o naturalmente levados a desejar incumb\u00eancia t\u00e3o honrosa, seja porque v\u00f3s n\u00e3o ignorais quantas dificuldades e trabalhos sofri pelo bem vosso e da Rep\u00fablica. Mas Deus mesmo, que destinou Ar\u00e3o h\u00e1 muito tempo para esse sagrado minist\u00e9rio, conhecendo-o como o mais justo dentre v\u00f3s, o mais digno de ser honrado, deu-lhe o seu voto e julgou em seu favor. Assim, Ar\u00e3o oferecer-lhe-\u00e1 de ora em diante, por v\u00f3s, ora\u00e7\u00f5es e votos, e Ele os escutar\u00e1 tanto mais favor\u00e1velmente quanto, al\u00e9m do amor que vos tem, eles lhe ser\u00e3o apresentados por aquele que Ele escolheu para ser o vosso intercessor junto dEle&#8221;.<\/p>\n<p>Essas palavras agradaram bastante ao povo, que aprovou por sufr\u00e1gios a escolha feita por Deus. Ar\u00e3o era, sem d\u00favida, o que devia ser elevado a t\u00e3o alta dignidade, quer por causa de sua descend\u00eancia, quer pelo dom de profecia que recebera, quer pela eminente virtude de Mois\u00e9s, seu irm\u00e3o. Ele tinha, ent\u00e3o, quatro filhos: Nadabe, Abi\u00fa, Eleazar e Itamar.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s determinou que o resto do que se ofertara \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Tabern\u00e1culo fosse usado para a confec\u00e7\u00e3o do que era necess\u00e1rio \u00e0 sua cobertura, bem como para se cobrir o candelabro de ouro, o altar de ouro, sobre o qual se fariam as incensa\u00e7\u00f5es, e, do mesmo modo, todos os outros vasos, a fim de que quando se levassem essas coisas para o campo n\u00e3o fossem deterioradas pela chuva, nem pela poeira, nem por algum outro inconveniente do ar. Reuniu de\u00adpois o povo e ordenou-lhe que cada um contribu\u00edsse ainda com meio sido, que \u00e9 uma moeda dos hebreus, cujo valor \u00e9 de quatro dracmas \u00e1ticas. Eles executa\u00adram a ordem imediatamente, e ent\u00e3o seiscentos e cinco mil e quinhentos ho\u00admens deram essa quantia, embora somente as pessoas livres e da idade de vinte e cinco at\u00e9 cinq\u00fcenta anos tivessem contribu\u00eddo. Esse dinheiro foi imediatamen\u00adte empregado em benef\u00edcio do Tabern\u00e1culo.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s, ent\u00e3o, purificou o Tabern\u00e1culo e os sacerdotes, deste modo: tomou quinhentos sidos de mirra escolhida, o mesmo peso de l\u00edrio roxo e a metade de canela e de b\u00e1lsamo. Mandou bater tudo isso num him de \u00f3leo de oliveira, uma medida que cont\u00e9m dois coros \u00e1ticos, e com isso fez um b\u00e1lsamo, ou \u00f3leo, que tinha \u00f3timo perfume e com o qual ungiu o Tabern\u00e1culo e os sacer\u00addotes, e assim os purificou. Ofereceu, em seguida, sobre o altar de ouro, uma grande quantidade de excelentes perfumes, que, para n\u00e3o aborrecer o leitor, n\u00e3o descreverei em particular. E nunca deixou de queim\u00e1-lo duas vezes por dia, para fazer a incensa\u00e7\u00e3o antes do nascer do sol e ao seu ocaso. Guardavam tam\u00adb\u00e9m o \u00f3leo purificado para alimentarem as l\u00e2mpadas do candelabro de ouro, das quais tr\u00eas ardiam durante o dia e as outras tr\u00eas \u00e0 tarde. Bezalel e Aoliabe empregaram sete meses para fazer as obras de que acabo de falar e, ent\u00e3o, pas\u00adsou-se o primeiro ano depois da sa\u00edda do Egito. Eram dois art\u00edfices admir\u00e1veis, principalmente Bezalel, e eles, por si mesmos, inventaram v\u00e1rias coisas.<\/p>\n<p><em>\u00caxodo 40. <\/em>No come\u00e7o do ano seguinte, no m\u00eas que os hebreus denomi\u00adnam nis\u00e3 e os maced\u00f4nios x\u00e2ntico, na lua nova, foi consagrado o Tabern\u00e1culo e todos os vasos que l\u00e1 estavam. Deus ent\u00e3o deu a conhecer que n\u00e3o fora em v\u00e3o que o seu povo trabalhara numa obra t\u00e3o magn\u00edfica, testemunhando o quanto ela lhe era agrad\u00e1vel e como Ele queria ali morar e dar-lhe a honra de sua presen\u00ad\u00e7a. Eis de que modo isso aconteceu: o c\u00e9u era sereno, em toda a sua extens\u00e3o, mas sobre o Tabern\u00e1culo apareceu uma nuvem, n\u00e3o t\u00e3o espessa como as do inverno, mas suficiente para impedir que se pudesse ver atrav\u00e9s dela, e um pe\u00adqueno orvalho caiu, o qual significava, para os que tinham f\u00e9, que Deus lhes ouvira os votos e os honrava com a sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s, depois de recompensar todos os oper\u00e1rios, cada qual segundo o seu m\u00e9rito, ofereceu sacrif\u00edcios \u00e0 entrada do Tabern\u00e1culo, como Deus lhe havia ordenado, isto \u00e9, um touro com um carneiro e um bode, pelos pecados. Direi como se faziam essas cerim\u00f4nias quando falar dos sacrif\u00edcios e enumerarei as v\u00edtimas que eram oferecidas em holocausto e que deviam ser inteiramente quei\u00admadas e quais as que deviam ser comidas, segundo a permiss\u00e3o da Lei.<\/p>\n<p><em>Lev\u00edtico 8. <\/em>Mois\u00e9s borrifou com o sangue dos animais imolados as vestes de Ar\u00e3o e de seus filhos e os purificou com \u00e1gua da fonte e com o b\u00e1lsamo de que h\u00e1 pouco falei, para que fossem feitos sacerdotes do Senhor. E continuou durante sete dias a fazer a mesma coisa. Santificou tamb\u00e9m o Tabern\u00e1culo e todos os vasos, com esse b\u00e1lsamo e com o sangue dos touros e dos carneiros, dos quais todos os dias se matava um de cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><em>Lev\u00edtico <\/em>9. Ordenou em seguida que se festejasse o s\u00e9timo dia e que cada qual sacrificaria segundo as suas posses. Eles obedeceram, com alegria, e ofereceram v\u00edtimas \u00e0 porfia, as quais, apenas eram colocadas sobre o altar, e um fogo prove\u00adniente dele as consumia completamente, de uma vez, como se fosse um raio, na presen\u00e7a de todo o povo.<\/p>\n<p><em>Lev\u00edtico 10. <\/em>Ar\u00e3o sentiu ent\u00e3o a maior dor que podia sentir um pai. Como tinha a alma elevada, julgou que Deus a havia permitido e suportou-a generosamen\u00adte. Nadabe e Abi\u00fa, seus dois filhos mais velhos, tendo oferecido outras v\u00edtimas que n\u00e3o as determinadas por Mois\u00e9s, as chamas se lan\u00e7aram contra eles com tanta vio\u00adl\u00eancia que lhes queimaram o est\u00f4mago e o rosto. E eles morreram, sem que fosse poss\u00edvel socorr\u00ea-los. Mois\u00e9s determinou que o pai e os irm\u00e3os levassem os corpos para fora do acampamento, a fim de serem sepultados honrosamente. E, embora todo o povo chorasse essas mortes t\u00e3o inesperadas, proibiu-lhes que os lamentas\u00adsem, de modo a ensinar-lhes que, tendo sido algu\u00e9m honrado com a dignidade do sacerd\u00f3cio, a gl\u00f3ria de Deus lhe devia ser mais sens\u00edvel que o afeto particular.<\/p>\n<p>Esse santo e admir\u00e1vel legislador recusou em seguida todas as honras que o povo lhe queria conceder, para entregar-se totalmente ao servi\u00e7o de Deus. N\u00e3o subia mais ao monte Sinai para consult\u00e1-lo, mas entrava no Tabern\u00e1culo a fim de ser instru\u00eddo por Ele em tudo o que devia fazer. Continuou sempre, por mod\u00e9stia, quer no vestu\u00e1rio, quer em tudo o mais, a viver como homem simples, sem ser diferente dos outros, exceto no cuidado que tinha da Rep\u00fablica. Dava por escrito ao povo as leis e as regras que deviam observar para viver em uni\u00e3o e em paz e ser agrad\u00e1veis a Deus. E eles nada faziam em tudo isso que n\u00e3o fosse conforme as ordens que dele recebiam.<\/p>\n<p>A seu tempo, falarei dessas leis. \u00c9 preciso, por\u00e9m, acrescentar aqui uma coisa que eu havia omitido no que se refere \u00e0s vestes do sumo sacerdote, e \u00e9 que Deus, para impedir que os que usavam essas vestes, t\u00e3o santas e t\u00e3o magn\u00edficas, pudessem abusar dos homens sob o pretexto do dom da profecia, jamais lhes honrava os sacrif\u00edcios sem dar sinais vis\u00edveis de sua presen\u00e7a, n\u00e3o somente ao seu povo mas tamb\u00e9m aos estrangeiros que l\u00e1 se encontrassem. Quando lhe aprazia fazer esse favor, uma das duas sard\u00f4nicas de que falei (e de cuja natureza seria in\u00fatil dizer algo, porque todos as conhecem bastante) \u2014 a que estava sobre o ombro direito do sumo sacerdote \u2014 lan\u00e7ava tal claridade que podia ser percebida de muito longe, o que, n\u00e3o lhe sendo natural e n\u00e3o acontecendo fora da ocasi\u00e3o, devia causar admira\u00e7\u00e3o \u00e0queles que fingem parecer s\u00e1bios, pelo desprezo que votam \u00e0 nossa religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Eis, por\u00e9m, aqui, outra coisa ainda mais admir\u00e1vel. \u00c9 que Deus se servia ordi\u00adnariamente dessas doze pedras preciosas, que o sumo sacerdote trazia sobre o seu <em>ess\u00e9m, <\/em>ou racional, para pressagiar a vit\u00f3ria. Pois antes que se levantasse o acampamento, delas sa\u00eda t\u00e3o viva luz que todo o povo ficava sabendo que a soberana Majestade estava presente e prestes a ajud\u00e1-los. Isso faz com que todos dentre os gregos que n\u00e3o t\u00eam avers\u00e3o pelos nossos mist\u00e9rios e se persuadiram pelos seus pr\u00f3prios olhos desse milagre chamem o <em>ess\u00e9m <\/em>de <em>logiom, <\/em>que significa &#8220;or\u00e1culo&#8221;, ou &#8220;racional&#8221;. Mas quando comecei a escrever isto, havia duzentos anos que essa sard\u00f4nica e esse racional n\u00e3o lan\u00e7avam mais tal resplendor e luz, porque Deus est\u00e1 irritado conosco, por causa de nossos pecados, como direi em outro lugar. Vou agora retomar o fio da minha narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Tabern\u00e1culo foi consagrado, e terminaram-se todas as coisas referentes ao servi\u00e7o de Deus. O povo, fora de si pela alegria de ver que Deus se dignava morar no acampamento e ficar no meio deles, s\u00f3 pensava em entoar c\u00e2nticos em seu louvor e em oferecer-lhe sacrif\u00edcios, como se n\u00e3o houvesse mais perigos nem males a temer e se tudo fosse suceder-lhes dali por diante segundo desejassem.<\/p>\n<p>As tribos em geral e cada um em particular ofereciam presentes \u00e0 sua ador\u00e1vel Majestade. Os doze chefes e pr\u00edncipes dessas tribos ofereceram seis carros atrela\u00addos cada um com dois bois, para levar o Tabernaculo, e cada um deles ofereceu ainda um vaso do peso de setenta sidos, uma bacia do peso de cento e trinta sidos e um tur\u00edbulo que continha dez d\u00e1ricos, que se enchiam de diversos perfumes. O vaso e a bacia serviam para p\u00f4r-se a farinha misturada com \u00f3leo, que se usava no altar dos sacrif\u00edcios. Para a expia\u00e7\u00e3o dos pecados, ofereciam-se em holocausto um novilho, um carneiro e cordeiros de um ano, juntamente com um bode. Cada um desses pr\u00edncipes oferecia tamb\u00e9m outras v\u00edtimas, a que chamavam salutares e que consistiam em dois bois, cinco carneiros, cordeiros e cabritos de um ano. Isso faziam por doze dias em seguida, cada um somente no seu dia.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s, como eu disse, n\u00e3o subia mais ao monte Sinai, no entanto entrava no Tabernaculo para consultar a Deus e saber dEle que lei queria estabelecer. Essas leis foram t\u00e3o excelentes que s\u00f3 podiam ser atribu\u00eddas a Deus, e nossos antepassados as conservaram t\u00e3o religiosamente durante alguns s\u00e9culos que nunca julgaram que os prazeres da paz ou as necessidades da guerra os pudessem tornar desculp\u00e1veis, se as violassem. Mas me reservarei para falar disso num trabalho \u00e0 parte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00caxodo 28, 29, 30 e 40. 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