{"id":799,"date":"2015-04-03T12:22:06","date_gmt":"2015-04-03T12:22:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=799"},"modified":"2015-04-03T12:22:06","modified_gmt":"2015-04-03T12:22:06","slug":"capitulo-36-combate-naval-onde-vespasiano-derrota-no-lago-de-genesare-a-todos-os-que-haviam-escapado-de-tariqueia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-36-combate-naval-onde-vespasiano-derrota-no-lago-de-genesare-a-todos-os-que-haviam-escapado-de-tariqueia\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 36 &#8211; Combate naval, onde Vespasiano derrota, no lago de Genesar\u00e9, a todos os que haviam escapado de Tariqu\u00e9ia."},"content":{"rendered":"<p>Os navios que Vespasiano mandara construir ficaram prontos, foram postos no lago e ele embarcou com tantos soldados quantos necess\u00e1rios para a empresa que intentava, contra os que haviam fugido para o lago. Ent\u00e3o n\u00e3o lhes restanteu mais esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o ousavam vir por terra, porque l\u00e1 tudo lhes era contr\u00e1rio; s\u00f3 podiam, com extrema desvantagem, combater sobre as \u00e1guas, porque suas barcas, que eram pr\u00f3prias para assaltos e pirataria, eram muito fracas para resistir aos navios e tendo poucos homens em cada uma delas, n\u00e3o ousavam atacar os romanos. Por isso, o mais que podiam fazer, era navegar em redor deles, atirando-lhes pedras, de longe e algumas vezes, mesmo, de per\u00adto; mas quer de um modo quer de outro, causavam-lhes pouco mal, recebendo ao contr\u00e1rio, graves perdas e preju\u00edzos. Aquelas pedras s\u00f3 faziam barulho contra as armas dos romanos e quando se aproximavam eram atirados \u00e0 \u00e1gua, e suas barcas reviradas. Os romanos matavam a golpes de dardos os que lhes estavam ao alcance das armas e a golpes de espada, os que estavam nas barcas. Aprisio\u00adnaram ainda outros com barca e tudo, quando rodeados por mais de uma em\u00adbarca\u00e7\u00e3o; matavam a golpes de flechas, ou faziam afundar com as barcas, os que procuravam salvar-se; cortavam a cabe\u00e7a ou as m\u00e3os, aos que, no auge do de\u00adsespero a eles vinham nadando. Assim aqueles infelizes iam perecendo um por um, de maneiras diferentes, at\u00e9 que, inteiramente derrotados e querendo fugir para a terra, foram mortos no lago, a flechadas, e os outros, que estavam perto da terra, bem como os que j\u00e1 tinham desembarcado n\u00e3o tiveram melhor sorte, de tal modo, que nem um s\u00f3 escapou com vida, naquela horr\u00edvel matan\u00e7a. O lago estava todo vermelho de tanto sangue, suas margens, cheias de n\u00e1ufragos e ambos cobertos de cad\u00e1veres.<\/p>\n<p>Poucos dias depois, aqueles corpos inchados e l\u00edvidos corromperam o ar de tal modo, com seu mau cheiro, que toda aquela regi\u00e3o ficou contaminada. O espet\u00e1culo era t\u00e3o horr\u00edvel que n\u00e3o somente causava espanto aos judeus, mas obrigava os romanos a se lastimarem tamb\u00e9m, embora eles mesmos fossem os culpados de tudo. Tal o desenlace do combate naval, que pereceram nele e na cidade cerca de seis mil e quinhentos homens.<\/p>\n<p>Vespasiano, depois desses dois feitos, subiu a Tariqu\u00e9ia, ao seu tribunal, para deliberar com os principais do seu ex\u00e9rcito, se haveria de tratar menos favoravel\u00admente do que aos habitantes, os estrangeiros que tinham sido causa da guerra ou se lhes perdoaria tamb\u00e9m, conservando-lhes a vida. Todos foram de opini\u00e3o que os matassem, porque jamais ficariam em paz, se continuassem em liberda\u00adde, mas obrigariam a fazer novas guerras, \u00e0queles com os quais convivessem. Vespasiano n\u00e3o duvidava de que eles eram indignos de perd\u00e3o e de que se lho concedesse, n\u00e3o se insurgiriam contra os que lhes haviam salvado a vida; mas estava hesitante de como faz\u00ea-los morrer, porque se os fizesse executar em Tariqu\u00e9ia, seus habitantes veriam com grande dor, derramar-se o sangue daque\u00adles pelos quais haviam intercedido e n\u00e3o queria dar tal desgosto aos que se havi\u00adam entregue ao seu dom\u00ednio, ante a promessa de trat\u00e1-los bem. Julgou, entre\u00adtanto, n\u00e3o se dever opor aos sentimentos de tantos oficiais, que afirmavam n\u00e3o haver rigor de que se n\u00e3o devesse usar contra os judeus e que era necess\u00e1rio preferir o \u00fatil ao honesto numa ocasi\u00e3o em que, como naquela, n\u00e3o se podia satisfazer a ambos. Assim, permitiu aos estrangeiros que se retirassem pelo \u00fanico caminho que leva a Tiber\u00edades; e como se acredita facilmente naquilo que se deseja, eles partiram sem temer, nem que se tentasse contra sua vida, nem que se lhes tirasse o dinheiro. Os romanos, para impedir que algum escapasse, leva\u00adram-nos a Tiber\u00edades e os encerraram na cidade. Vespasiano chegou logo depois e mandou coloc\u00e1-los no lugar dos exerc\u00edcios p\u00fablicos. Ali fez matar todos os velhos e os incapazes de pegar em armas, em n\u00famero de mil e duzentos; man\u00addou a Nero seis mil homens fortes e robustos para trabalhar no istmo da Mor\u00e9ia. O povo foi feito escravo; foram vendidos trinta mil e quatrocentos deles; o res\u00adtante foi dado a Agripa, para fazer o que quisesse dos que eram do seu reino. Os outros eram da Tracon\u00edtida, da Galaunita, de Hipom e v\u00e1rios de Gadara, dos quais a maior parte eram revoltosos e fugitivos, que n\u00e3o podendo viver em paz, tinham insuflado a guerra. Haviam sido aprisionados no dia oito de setembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os navios que Vespasiano mandara construir ficaram prontos, foram postos no lago e ele embarcou com tantos soldados quantos necess\u00e1rios para a empresa que intentava, contra os que haviam fugido para o lago. Ent\u00e3o n\u00e3o lhes restanteu mais esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o. 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