{"id":656,"date":"2015-04-03T03:11:19","date_gmt":"2015-04-03T03:11:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=656"},"modified":"2015-04-03T03:11:19","modified_gmt":"2015-04-03T03:11:19","slug":"capitulo-12-um-certo-judas-galueu-estabelece-entre-os-judeus-uma-quarta-seita-sobre-as-outras-tres-seitas-que-ja-existiam-e-particularmente-a-dos-essenios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-12-um-certo-judas-galueu-estabelece-entre-os-judeus-uma-quarta-seita-sobre-as-outras-tres-seitas-que-ja-existiam-e-particularmente-a-dos-essenios\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 12 &#8211; Um certo Judas, gal\u00fceu, estabelece entre os judeus uma quarta seita. Sobre as outras tr\u00eas seitas que j\u00e1 existiam e, particularmente, a dos ess\u00eanios."},"content":{"rendered":"<p>Quando os pa\u00edses dominados por Arqueiau foram reduzidos a Prov\u00edncia, Augusto deu-lhes o governo a Cop\u00f4nio, cavaleiro romano. Durante sua adminis\u00adtra\u00e7\u00e3o, um galileu, chamado Judas, levou os judeus a se revoltarem, censurando-os, porque pagavam tributo aos romanos, quase igualando homens a Deus, pois os reconheciam tamb\u00e9m como senhores. Judas foi o autor de uma nova seita, inteiramente diferente das tr\u00eas outras, das quais a primeira era a dos <em>fariseus, <\/em>a segunda, a dos <em>saduceus <\/em>e a terceira, a dos <em>ess\u00eanios, <\/em>que \u00e9 a mais perfeita de todas.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o judeus de nascimento; vivem em estreita uni\u00e3o e consideram os prazeres como v\u00edcios, que se devem evitar, e a contin\u00eancia e a vit\u00f3ria sobre suas paix\u00f5es como virtudes, que muito se devem estimar. Rejeitam o casa\u00admento, n\u00e3o porque julgam dever-se destruir a esp\u00e9cie humana, mas para se evitar a intemperan\u00e7a das mulheres que n\u00e3o guardam fidelidade aos seus maridos. N\u00e3o deixam, entretanto, de reconhecer as crian\u00e7as que lhes s\u00e3o dadas para instru\u00edrem e educ\u00e1-las na virtude, com tanto cuidado e caridade como se fossem seus pais, e alimentam e vestem todas da mesma maneira.<\/p>\n<p>Desprezam as riquezas: todas as coisas s\u00e3o comuns entre eles, com uma igual\u00addade t\u00e3o admir\u00e1vel que, quando algu\u00e9m abra\u00e7a a seita, despoja-se de toda pro\u00adpriedade, para evitar, por esse meio, a vaidade das riquezas, poupar aos outros a vergonha da pobreza e em t\u00e3o feliz uni\u00e3o viver juntos como irm\u00e3os.<\/p>\n<p>N\u00e3o toleram a un\u00e7\u00e3o do corpo com \u00f3leo, mas se isso sucede a algu\u00e9m, ainda que contra a vontade, eles limpam aquele \u00f3leo como se fossem manchas e jul\u00adgam-se limpos e bastante puros, quando suas vestes s\u00e3o sempre brancas.<\/p>\n<p>Escolhem para ec\u00f4nomos, homens de bem, que recebem todas as suas ren\u00addas e as distribuem segundo as necessidades de cada qual; n\u00e3o t\u00eam cidade certa onde morar; est\u00e3o espalhados em v\u00e1rias, onde recebem os que desejam entrar em sua sociedade; ainda que jamais os tenham visto, dividem com eles o que t\u00eam como se os conhecessem h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>Quando fazem alguma viagem nada levam consigo, apenas armas para se defenderem dos ladr\u00f5es. Eles t\u00eam em cada cidade alguns dos seus, para receber e alojar os de sua seita, que por ali passam e para lhes dar vestes e outras coisas de que podem ter necessidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o mudam de roupa, sen\u00e3o quando as suas j\u00e1 est\u00e3o rotas ou muito usadas. Nada vendem e nada compram entre si; mas permutam uns com os outros tudo o que t\u00eam.<\/p>\n<p>S\u00e3o muito religiosos e piedosos para com Deus, s\u00f3 falam de coisas santas; antes que o sol desponte fazem ora\u00e7\u00f5es, que receberam por tradi\u00e7\u00e3o, para pedir a Deus que o fa\u00e7a brilhar sobre a terra. Depois v\u00e3o trabalhar, cada qual em seu of\u00edcio, segundo o que lhes \u00e9 determinado. \u00c0s onze horas, re\u00fanem-se e cobertos com um pano de linho, lavam-se em \u00e1gua fria. Retiram-se em seguida para suas celas, cuja entrada s\u00f3 \u00e9 permitida aos da seita e, tendo-se purificado desse modo, v\u00e3o ao refeit\u00f3rio, como a um santo Templo, onde, depois de sentados, em gran\u00adde sil\u00eancio, p\u00f5em, diante de cada qual, um p\u00e3o e um pouco de alimento num pequeno prato. Um sacerdote aben\u00e7oa as iguarias e n\u00e3o se pode toc\u00e1-las en\u00adquanto n\u00e3o termina a ora\u00e7\u00e3o. Oram depois da refei\u00e7\u00e3o para terminar como co\u00adme\u00e7aram, com louvores a Deus, a fim de testemunhar que somente de sua libe-ralidade eles recebem tudo o que t\u00eam para sua alimenta\u00e7\u00e3o. Deixam ent\u00e3o suas vestes que consideram sagradas e voltam ao trabalho. Fazem a ceia \u00e0 noitinha do mesmo modo e recebem seus h\u00f3spedes, se os houver.<\/p>\n<p>jamais se ouve barulho em suas casas; nunca se v\u00ea a menor perturba\u00e7\u00e3o; cada qual fala por sua vez e sua posi\u00e7\u00e3o e seu sil\u00eancio causam respeito aos estran\u00adgeiros. T\u00e3o grande modera\u00e7\u00e3o \u00e9 efeito de sua cont\u00ednua sobriedade; n\u00e3o comem nem bebem mais do que \u00e9 necess\u00e1rio para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o lhes \u00e9 permitido fazer coisa alguma, a n\u00e3o ser com a anu\u00eancia de seus superiores, exceto ajudar os pobres sem que qualquer outra raz\u00e3o os leve a isso \u2014 a compaix\u00e3o pelos infelizes; quanto aos parentes, nada lhes d\u00e3o se n\u00e3o lhes for concedida a permiss\u00e3o.<\/p>\n<p>T\u00eam imenso cuidado de reprimir a c\u00f3lera; amam a paz e cumprem t\u00e3o inviolavelmente o que prometem, que se pode prestar f\u00e9 \u00e0s suas simples pala\u00advras, como a juramentos. Eles os consideram mesmo como perj\u00farios, porque n\u00e3o podem crer que um homem n\u00e3o seja um mentiroso quando tem necessidade, para que nele se creia, de tomar a Deus por testemunha.<\/p>\n<p>Estudam com cuidado os escritos dos antigos, principalmente no que se refere \u00e0s coisas \u00fateis \u00e0 alma e ao corpo, e adquirem grande conhecimento dos rem\u00e9dios pr\u00f3prios para curar as doen\u00e7as e a virtude das plantas, das pedras e dos metais.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o recebem imediatamente em sua comunidade os que querem abra\u00e7ar a sua maneira de viver, mas fazem-nos esperar um ano onde eles t\u00eam cada qual uma ra\u00e7\u00e3o, um c\u00e2ntaro de \u00e1gua, uma veste, de que falamos, e um h\u00e1bito branco. D\u00e3o-lhes em seguida um alimento mais parecido ao deles e permitem-lhes lavar-se na \u00e1gua fria, a fim de se purificar, mas n\u00e3o os deixam comer no refeit\u00f3rio at\u00e9 que tenham, durante dois anos, experimentado os seus costumes, como antes experi\u00admentaram a sua contin\u00eancia. Ent\u00e3o s\u00e3o recebidos, porque s\u00f3 assim, s\u00e3o tidos como dignos, mas, antes de se sentar \u00e0 mesa com os outros, juram solenemente honrar e servir a Deus de todo o cora\u00e7\u00e3o, observar a justi\u00e7a para com os homens, jamais fazer voluntariamente mal a ningu\u00e9m, mesmo quando isso lhes fosse ordenado, ter aver\u00ads\u00e3o pelos maus, ajudar sempre aos homens de bem, de todos os modos poss\u00edveis, manter fidelidade a todos e particularmente aos soberanos, porque eles recebem o seu poder de Deus. A isso acrescentam que, se forem constitu\u00eddos num cargo, n\u00e3o abusar\u00e3o do poder para maltratar os inferiores; que nada ter\u00e3o mais que os outros, nem em suas vestes, nem no que se refere \u00e0s suas pessoas, que ter\u00e3o um amor inviol\u00e1vel pela verdade, e repreender\u00e3o severamente os mentirosos; que conserva\u00adr\u00e3o as m\u00e3os e as almas puras de todo roubo e de todo desejo de lucro injusto; que nada ocultar\u00e3o aos seus confrades dos mist\u00e9rios mais secretos de sua religi\u00e3o e nada revelar\u00e3o aos outros, mesmo quando fossem amea\u00e7ados de morte, para obrig\u00e1-los a isso; que s\u00f3 ensinar\u00e3o a doutrina que lhes foi ensinada e que guardar\u00e3o cuidadosa\u00admente os livros bem como os nomes daqueles de quem a receberam.<\/p>\n<p>Tais as promessas que s\u00e3o obrigados a fazer todos os que querem abra\u00e7ar a sua maneira de viver, e ao faz\u00ea-lo, tem de ser solenemente, a fim de fortalecer a virtude contra os v\u00edcios. Se contra elas cometeram faltas graves, s\u00e3o afastados de sua com\u00adpanhia e a maior parte dos que s\u00e3o assim rejeitados morre miseravelmente, por\u00adque, n\u00e3o lhes sendo permitido comer com os estrangeiros, s\u00e3o obrigados a comer erva como os animais e chegam a morrer de fome; por isso, \u00e0s vezes, a compaix\u00e3o que se tem de sua extrema mis\u00e9ria, faz com que sejam perdoados.<\/p>\n<p>Os desta seita s\u00e3o muito justos e exatos em seus ju\u00edzos; seu n\u00famero \u00e9 de quase cem; os que eles pronunciam e o que uma vez determinaram, tornam-se imut\u00e1veis.<\/p>\n<p>Veneram de tal modo, depois de Deus, o seu legislador, que castigam com a pena de morte os que dele falam com desprezo e consideram mui grande dever obedecer aos antepassados e ao que v\u00e1rios deles lhes ordenam.<\/p>\n<p>S\u00e3o t\u00e3o atenciosos uns para com os outros que, de dez, nenhum ousa falar se os outros nove n\u00e3o consentirem; consideram grande grosseria estar no meio deles ou \u00e0 sua direita.<\/p>\n<p>Observam mais religiosamente o s\u00e1bado do que qualquer outro judeu e n\u00e3o somente preparam o alimento na v\u00e9spera, para n\u00e3o serem obrigados a faz\u00ea-lo no dia de descanso, como n\u00e3o ousam nem mesmo mudar um objeto de lugar, nem satisfa\u00adzer, se n\u00e3o forem obrigados a isso, \u00e0s necessidades da natureza. Nos outros dias, eles o fazem; num lugar afastado e com aquela ferramenta de que falamos cavam um buraco na terra de um p\u00e9 de profundidade onde, depois de se terem descarregado, cobrindo-se com suas vestes, como se tivessem receio de serem manchados pelos raios do sol que Deus faz brilhar sobre eles, enchem o buraco com a terra que dali tiraram. Porque, ainda que seja uma coisa natural, n\u00e3o deixam de a considerar como impureza, que devem evitar e depois lavam-se para se purificar.<\/p>\n<p>Os que fazem profiss\u00e3o dessa maneira de viver, est\u00e3o divididos em quatro classes; os mais jovens t\u00eam tal respeito pelos mais velhos, que quando os tocam s\u00e3o obrigados a se purificar como se tivessem tocado num estrangeiro.<\/p>\n<p>Vivem tanto tempo, que alguns chegam a cem anos, o que eu atribuo \u00e0 sim\u00adplicidade da vida e ao fato de eles serem muito met\u00f3dicos em tudo.<\/p>\n<p>Desprezam os males da terra, vencem os tormentos com a const\u00e2ncia e preferem a morte \u00e0 vida, quando o motivo \u00e9 honroso. A guerra que travamos contra os roma\u00adnos fez ver de mil modos que sua coragem \u00e9 invenc\u00edvel. Eles sofreram o ferro e o fogo, tiveram quebrados todos os ossos, mas n\u00e3o disseram uma palavra contra seu legislador, nem comeram os alimentos que lhes eram proibidos, nem no meio de tantos tormentos derramaram uma \u00fanica l\u00e1grima, nem disseram uma palavra para abrandar a crueldade dos carrascos. Ao contr\u00e1rio, zombavam deles, sorriam e mor\u00adriam alegremente, porque esperavam passar desta vida para a melhore acreditavam firmemente que, embora nosso corpo seja mortal e corrupt\u00edvel, nossas almas s\u00e3o imortais e incorrupt\u00edveis \u2014 de uma subst\u00e2ncia et\u00e9rea, muito sutil, encerrada no corpo, como numa pris\u00e3o, onde uma inclina\u00e7\u00e3o natural as atrai e ret\u00e9m \u2014 e que apenas se v\u00eaem livres destes la\u00e7os carnais, que as prendem em dura escravid\u00e3o, quan\u00addo elevam-se ao ar e voam com alegria. Nisto est\u00e3o de acordo com os gregos, que julgam que as almas felizes t\u00eam sua morada al\u00e9m do Oceano, numa regi\u00e3o onde n\u00e3o h\u00e1 chuva, nem neve, nem calor excessivo; mas um doce z\u00e9firo a faz sempre agrad\u00e1vel; e que ao contr\u00e1rio, as almas dos maus t\u00eam por morada lugares gelados, agitados por cont\u00ednuas tempestades, onde eles gemem eternamente em sofrimentos infinitos. \u00c9 assim, parece-me, que os gregos querem que seus her\u00f3is, aos quais d\u00e3o o nome de semideuses, morram nas ilhas a que chamam de felizes e as almas dos \u00edmpios estejam sempre atormentadas no inferno, como eles dizem, de S\u00edsifo, T\u00e2ntalo, Ixion e T\u00edtio.<\/p>\n<p>Esses mesmos ess\u00eanios julgam que as almas s\u00e3o criadas imortais, para se da\u00adrem \u00e0 virtude e se afastarem do v\u00edcio; que os bons se tornam melhores nesta vida pela esperan\u00e7a de serem felizes depois da morte, e os maus, que imaginam po\u00adder esconder neste mundo suas m\u00e1s a\u00e7\u00f5es, s\u00e3o castigados com tormentos eter\u00adnos. Tais os seus sentimentos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 excel\u00eancia da alma, dos quais n\u00e3o se afastam uma vez persuadidos. H\u00e1 entre eles alguns que se vangloriam de conhe\u00adcer as coisas futuras, quer pelos estudos nos livros santos e nas antigas profecias, quer pelo cuidado que t\u00eam de se santificar.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma outra esp\u00e9cie de ess\u00eanios que est\u00e3o de acordo com os primeiros, no uso de certos alimentos, dos mesmos costumes e nas mesmas leis, mas diver\u00adgem no que se refere ao casamento. Estes acreditam que \u00e9 querer abolir a ra\u00e7a humana renunciar ao mesmo, pois que, se todos fossem dessa opini\u00e3o, ver-se-ia em breve a fam\u00edlia humana completamente extinta. Mas nisso procedem tamb\u00e9m com tanta modera\u00e7\u00e3o, que, antes de se casarem, observam durante tr\u00eas anos se a pessoa com quem se querem casar tem sa\u00fade suficiente para poder criar os filhos; quando depois de casadas se tornam gr\u00e1vidas, n\u00e3o dor\u00admem mais com a esposa durante a gesta\u00e7\u00e3o, para mostrar que n\u00e3o foi a voluptuosidade, mas o desejo de dar homens ao mundo e \u00e0 rep\u00fablica, que os induziu a se casarem; quando as mulheres se lavam, cobrem-se com um pano, como os homens. Assim, pelo que acabo de relatar, conhecemos os costumes e usos dos ess\u00eanios.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s duas primeiras seitas de que falamos, os fariseus s\u00e3o tidos como os mais perfeitos conhecedores de nossas leis e de nossas cerim\u00f4nias. O principal artigo de sua cren\u00e7a \u00e9 tudo atribuir a Deus e ao destino; entretanto, na maior parte das coisas, depende de n\u00f3s fazer o bem ou o mal, embora o destino possa ajudar-nos muito. Eles dizem tamb\u00e9m que as almas s\u00e3o imortais; que as dos justos passam depois desta vida a outro corpo e que as dos maus sofrem tormentos que duram para sempre.<\/p>\n<p>Os saduceus, ao contr\u00e1rio, negam absolutamente o destino e cr\u00eaem que, como Deus \u00e9 incapaz de fazer o mal, Ele n\u00e3o se incomoda com o que os homens fazem. Dizem que est\u00e1 em n\u00f3s fazer o bem ou o mal, segundo nossa vontade nos leva a um ou a outro, e as almas n\u00e3o s\u00e3o nem castigadas nem recompensadas num outro mundo. Enquanto os fariseus s\u00e3o soci\u00e1veis e vivem em amizade uns com os outros, os saduceus s\u00e3o naturalmente rudes e vivem mesmo grosseiramente entre si, como se fossem estrangeiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os pa\u00edses dominados por Arqueiau foram reduzidos a Prov\u00edncia, Augusto deu-lhes o governo a Cop\u00f4nio, cavaleiro romano. 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