{"id":609,"date":"2015-04-03T02:45:44","date_gmt":"2015-04-03T02:45:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=609"},"modified":"2015-04-03T02:45:44","modified_gmt":"2015-04-03T02:45:44","slug":"capitulo-11-antigono-ajudado-pelos-partos-cerca-inutilmente-fazael-e-herodes-no-palacio-de-jerusalem-hircano-e-fazael-deixam-se-persuadir-e-vao-procurar-barzafarnes-general-do-exercito-dos-part","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-antigono-ajudado-pelos-partos-cerca-inutilmente-fazael-e-herodes-no-palacio-de-jerusalem-hircano-e-fazael-deixam-se-persuadir-e-vao-procurar-barzafarnes-general-do-exercito-dos-part\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 11 &#8211; Ant\u00edgono, ajudado pelos partos, cerca inutilmente Fazael e Herodes no pal\u00e1cio de Jerusal\u00e9m. Hircano e Fazael deixam-se persuadir, e v\u00e3o procurar Barzafarnes, general do ex\u00e9rcito dos partos, que os faz prisioneiros e manda soldados a Jerusal\u00e9m para prender Herodes. Ele se retira de noite. \u00c9 atacado em caminho e sempre leva vantagem. Fazael mata-se. Ingratid\u00e3o do rei dos \u00e1rabes para com Herodes, que vai a Roma, onde \u00e9 declarado rei da jud\u00e9ia. *"},"content":{"rendered":"<p>____________________________<\/p>\n<p>* Este registro tamb\u00e9m se encontra no Livro D\u00e9cimo Quarto, cap\u00edtulos 23, 24, 25 e 26, Antig\u00fcidades judaicas, Parte I.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dois anos depois, quando Barzafarnes, um dos maiorais entre os partos, governava a S\u00edria, com Pacoro, filho do seu rei, Lis\u00e2nias, que tinha substitu\u00eddo a Ptolomeu, seu pai, filho de Mineu, prometeu-lhe mil talentos e quinhentas mu\u00adlheres para derrubar Hircano do trono e l\u00e1 colocar Ant\u00edgono. Assim, puseram-se em campo. Pacoro marchou pela costa mar\u00edtima, e Barzafarnes, pelo centro. Os de Ptolemaida e de Sidom abriram as portas a Pacoro, mas os de Tiro recusaram-se a receb\u00ea-lo. Mandou ent\u00e3o a ele, na Jud\u00e9ia, um corpo de cavalaria, comanda\u00addo por seu gr\u00e3o-mordomo, de nome Pacoro, como ele, para explorar o pa\u00eds e ordenou-lhe que agisse em uni\u00e3o com Ant\u00edgono. A maior parte dos judeus que moravam no monte Carmelo foi logo procurar Ant\u00edgono para fazer tudo o que lhes ordenasse, e ele mandou-lhes que se apoderassem daquela parte do pa\u00eds que tem o nome de Druma. Ali se travou um combate no qual eles tiveram vantagem, e depois de ter posto os inimigos em fuga e se fortificado com um n\u00famero maior de homens, marcharam logo para Jerusal\u00e9m, avan\u00e7ando at\u00e9 o pal\u00e1cio real. Fazael e Herodes * receberam-nos com muita energia e tendo-os repelido, depois de um grande combate que se travou perto do mercado, obri\u00adgou-os a se refugiar no Templo. Herodes colocou em seguida uma guarda de sessenta homens nas casas vizinhas, mas o povo, incitado pelo \u00f3dio contra os dois irm\u00e3os, incendiou as casas. Herodes n\u00e3o tardou muito em se vingar; atacou os inimigos, matando um grande n\u00famero deles. N\u00e3o se passava um s\u00f3 dia em que n\u00e3o se travassem escaramu\u00e7as; a festa a que chamam de Pentecostes aproxi\u00admava-se, e toda a cidade e os arredores do Templo estavam repletos de pessoas que vinham de todas as partes para celebrar a festa; a maior parte dos homens estava armada. Fazael defendia as muralhas, e Herodes, o pal\u00e1cio, com um pe\u00adqueno n\u00famero de soldados. Ele fez uma arremetida t\u00e3o forte do lado do norte, contra os que estavam nos arredores, e tendo-os surpreendido, matou v\u00e1rios, p\u00f4s o restante em fuga e os obrigou a se refugiar na cidade, no Templo ou atr\u00e1s das defesas que estavam pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________________<\/p>\n<p>* No grego lemos Hircano e Fazael, mas devemos aceitar que seja Herodes e n\u00e3o Hircano, como se poder\u00e1 ver no Livro D\u00e9cimo Quarto, cap\u00edtulo 24, n\u00famero 607, Antig\u00fcidades Judaicas, Parte I.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00edgono prop\u00f4s, em seguida, receber Pacoro, o gr\u00e3o-mordomo, para tra\u00adtar da paz. Fazael deixou-se persuadir, e assim este parto entrou na cidade com quinhentos cavaleiros, com o pretexto de acalmar a perturba\u00e7\u00e3o, mas, na verda\u00adde, com o fim de ajudar Ant\u00edgono. Ele aconselhou Fazael a ir procurar Barzafarn\u00e9s, para tratar das condi\u00e7\u00f5es de um acordo, e ele decidiu-o, mas contra a opini\u00e3o de Herodes, que conhecia a perf\u00eddia desses b\u00e1rbaros, que lhe dizia que procurasse antes matar aquele traidor do que deixar-se apanhar na armadilha que lhe prepa\u00adrava. Pacoro, para tirar todo motivo de suspeita a Fazael, seguiu-o com Hircano, e deixou com Herodes alguns dos cavaleiros a que os partos chamam de livres. Quan\u00addo chegaram \u00e0 Galil\u00e9ia, os governadores das pra\u00e7as vieram armados \u00e0 sua presen\u00ad\u00e7a, e Barzafarn\u00e9s, para ocultar a trai\u00e7\u00e3o, recebeu-os com muita cortesia e deu-lhes mesmo alguns presentes; mas ele colocou soldados de emboscada no caminho por onde eles deviam passar, depois de o terem deixado. Levaram-nos a uma casa vizinha do mar, chamada Edipom, onde lhes disseram que Ant\u00edgono tinha prome\u00adtido aos partos mil talentos e quinhentas mulheres, no n\u00famero das quais as suas deviam estar e que esses b\u00e1rbaros j\u00e1 os teriam detido; eles s\u00f3 esperavam que Herodes o tivesse sido tamb\u00e9m em Jerusal\u00e9m, para que n\u00e3o se salvasse, se viesse a saber de sua deten\u00e7\u00e3o. Bem depressa compreenderam que aquele aviso era mui verdadei\u00adro, pois viram chegar os guardas. Aconselharam, ent\u00e3o, a Fazael que fugisse; Of\u00e9lio, ao qual Saramalla, o mais rico de todos os s\u00edrios, tinha manifestado esse intento, insistiu muito com Fazael, mas ele n\u00e3o quis abandonar Hircano e tomou a delibe\u00adra\u00e7\u00e3o de ir procurar Barzafarn\u00e9s. Fez-lhe graves censuras e disse-lhe que como era apenas o desejo de ter dinheiro que o levara a tra\u00ed-lo, ele lho poderia dar mais, para salvar a vida, do que Ant\u00edgono para obter o reino. O b\u00e1rbaro protestou com jura\u00admento que nada havia de mais falso, e foi, em seguida, procurar a Pacoro. Apenas ele partira, aqueles que haviam recebido a ordem, prenderam Hircano e Fazael, que outra coisa n\u00e3o puderam fazer para deplorar sua perf\u00eddia. No entanto, Pacoro, que Barzafarn\u00e9s tinha mandado para prender Herodes, fez tudo o que p\u00f4de para atra\u00ed-lo para fora do pal\u00e1cio. Mas como ele desconfiava sempre dos partos, e n\u00e3o duvidava de que as cartas que Fazael lhe tinha escrito para avis\u00e1-lo da trai\u00e7\u00e3o tinham sido interceptadas, n\u00e3o quis sair do pal\u00e1cio, embora Pacoro tudo tivesse feito para persuadi-lo a ir encontrar-se com os que as traziam, pois ele j\u00e1 sabia que Fazael estava preso, e a m\u00e3e de Mariana, que era filha de Hircano, e mulher de intelig\u00eancia, tinha-lhe rogado que n\u00e3o confiasse naqueles p\u00e9rfidos, dos quais ele n\u00e3o podia desconhecer os maus intentos.<\/p>\n<p>Pacoro, vendo que agindo abertamente ser-lhe-ia imposs\u00edvel surpreender um homem t\u00e3o h\u00e1bil como Herodes, pensava como deveria proceder para engan\u00e1-lo com algum ardil, quando ele resolveu partir secretamente, \u00e0 noite, e levar consigo as pessoas mais queridas, os parentes, para se retirar \u00e0 Idum\u00e9ia. Os par\u00adtos apenas souberam-no, puseram-se em sua persegui\u00e7\u00e3o. Ele mandou na frente sua m\u00e3e e seus irm\u00e3os, Mariana, que ele tinha desposado, e o jovem irm\u00e3o de Mariana; deteve-se com o restante das tropas e depois de ter matado num com\u00adbate um bom n\u00famero daqueles b\u00e1rbaros, retirou-se para os castelos de Massada. Os judeus causaram-lhe mais dificuldades naquela ocasi\u00e3o, que os mesmos par\u00adtos, pois o atacaram quando ele estava longe de Jerusal\u00e9m, apenas uns sessenta est\u00e1dios. O combate foi longo, mas Herodes obteve ainda a vit\u00f3ria. Muitos dos inimigos morreram no campo de batalha e, para perpetuar a mem\u00f3ria deste feito, ele mandou construir naquele mesmo lugar um soberbo pal\u00e1cio e um cas\u00adtelo fortificado a que deu o seu nome, chamando-o de Herodiom.<\/p>\n<p>Suas tropas aumentaram naquele retiro e quando ele chegou a Tersa, na Idum\u00e9ia, Jos\u00e9, seu irm\u00e3o, veio encontr\u00e1-lo, e o aconselhou a mandar a outra parte uma por\u00e7\u00e3o daqueles que o haviam seguido, mais de nove mil pessoas, porque Massada n\u00e3o era bastante grande para aloj\u00e1-los. Herodes aprovou essa sugest\u00e3o e mandou todos os in\u00fateis para a Idum\u00e9ia, com v\u00edveres; deixou seus parentes em Massada, com as pessoas necess\u00e1rias para servi-los e oitocentos soldados providos de tudo o de que viessem a precisar, para sustentar um cerco; tomou, em seguida, o caminho de Petra, capital da Ar\u00e1bia.<\/p>\n<p>No entanto, os partos saqueavam, em Jerusal\u00e9m, as casas dos que haviam fugido e at\u00e9 o pal\u00e1cio real, sem tocar, no entanto, em mais de trezentos talentos que pertenciam a Hircano; mas n\u00e3o encontraram tudo o que esperavam, porque Herodes, que conhecia sua perf\u00eddia, tinha mandado \u00e0 Idum\u00e9ia o que ele tinha de mais precioso e os que se haviam arriscado \u00e0 sorte, tinham feito a mesma coisa. Esses b\u00e1rbaros n\u00e3o se contentaram de saquear a cidade, devastaram tamb\u00e9m os campos, destru\u00edram Marissa e n\u00e3o somente fizeram Ant\u00edgono rei, mas entrega\u00adram-lhe Hircano e Fazael, acorrentados. Ele mandou cortar as orelhas ao primei\u00adro, a fim de que, sobrevindo alguma mudan\u00e7a, ele fosse tido como incapaz de exercer o sumo sacerd\u00f3cio, porque nossas leis pro\u00edbem conceder-se essa honra aos que t\u00eam algum defeito corporal. Mas a coragem de Fazael libertou-o do seu poder; embora ele n\u00e3o tivesse nem espada nem a liberdade de se servir de suas m\u00e3os, soube encontrar um meio de se matar, batendo a cabe\u00e7a contra uma pedra, fazendo ver, por esse ato t\u00e3o digno da gl\u00f3ria de sua vida, que ele era um verdadeiro irm\u00e3o de Herodes e n\u00e3o um covarde, como Hircano. Alguns dizem que Ant\u00edgono mandou-lhe cirurgi\u00f5es que em vez de usarem rem\u00e9dios para cur\u00e1-lo, envenenaram suas feridas; antes de exalar o \u00faltimo suspiro, ao saber por uma pobre mulher que Herodes se tinha salvo, disse que morria sem tristeza, pois deixava um irm\u00e3o que o vingaria de seus inimigos.<\/p>\n<p>Embora os partos tivessem tido um grande desprazer, porque Ant\u00edgono n\u00e3o lhes pudera dar as quinhentas mulheres prometidas, n\u00e3o deixaram de estabelec\u00ea-lo em Jerusal\u00e9m e levaram Hircano como prisioneiro ao seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Herodes, que ainda n\u00e3o sabia da morte de seu irm\u00e3o^e conhecia a avareza dos partos, vendo que o \u00fanico meio de o tirar de suas m\u00e3os era dar-lhes dinhei\u00adro, dirigiu-se rapidamente para a Ar\u00e1bia, para obt\u00ea-lo do rei dos \u00e1rabes. Esperava que, se a lembran\u00e7a da amizade que esse pr\u00edncipe tivera por Ant\u00edpatro, seu pai, n\u00e3o era poderosa assaz para lev\u00e1-lo a conceder-lhe a gra\u00e7a, ele n\u00e3o recusaria, pelo menos conced\u00ea-la, a rogo dos t\u00edrios, dando-lhes seu sobrinho como ref\u00e9m, filho de Fazael, que ent\u00e3o tinha somente sete anos de idade e que ele levava consigo; estava resolvido a empregar trezentos talentos para esse fim, mas a morte de Fazael tirou-lhe os meios de demonstrar-lhe sua extrema amizade, por um ato t\u00e3o generoso e t\u00e3o louv\u00e1vel. No entanto, os fatos n\u00e3o corresponderam ao que ele devia esperar dos \u00e1rabes. Malce, seu rei, ordenou-lhe que sa\u00edsse ime\u00addiatamente de seus territ\u00f3rios, tomando por pretexto que os partos o obrigavam a assim fazer; mas o verdadeiro motivo era que sua ingratid\u00e3o o levava a n\u00e3o querer cumprir aos filhos de Antipatro com as obriga\u00e7\u00f5es que devia ao pai e os que podiam muito sobre seu esp\u00edrito n\u00e3o tinham vergonha de lev\u00e1-lo a n\u00e3o lhes restituir o dep\u00f3sito que lhe fora confiado.<\/p>\n<p>Herodes, vendo que aquilo que lhe deveria ter conquistado o afeto dos \u00e1ra\u00adbes, ao contr\u00e1rio, os havia tornado inimigos, respondeu o que seu ressentimento lhe sugeriu, marchou para o Egito e chegou \u00e0 tarde a um Templo, onde tinha deixado v\u00e1rios dos que o acompanhavam. No dia seguinte dirigiu-se a Rinossura, onde soube da morte de Fazael. Depois de ter dado o que n\u00e3o podia recusar aos primeiros sentimentos de t\u00e3o violenta dor, prosseguiu seu caminho.<\/p>\n<p>No entanto, este rei dos \u00e1rabes arrependeu-se, mas muito tarde, por t\u00ea-lo tratado t\u00e3o indignamente, e mandou sem demora algu\u00e9m dizer-lhe que voltasse, mas n\u00e3o puderam alcan\u00e7\u00e1-lo, t\u00e3o rapidamente ele havia caminhado, para se dirigir a Pelusa. L\u00e1 chegando, uns marinheiros que iam a Alexandria recusaram-se receb\u00ea-lo em seu navio. Ele dirigiu-se aos magistrados; o respeito por sua condi\u00e7\u00e3o e pela sua pessoa f\u00ea-lo obter tudo o que desejava deles. A rainha Cle\u00f3patra recebeu-o em Alexandria, com toda esp\u00e9cie de honras, na esperan\u00e7a de que ele aceitaria o co\u00admando de um ex\u00e9rcito que ela preparava para executar um grande plano, mas ele desculpou-se; n\u00e3o obstante o rigor do inverno e as perturba\u00e7\u00f5es que agitavam a It\u00e1lia, resolveu continuar sua viagem para Roma. Assim, embarcou, tomou o rumo da Panf\u00edlia e depois de ter sido acossado por uma terr\u00edvel tempestade, que os obrigou a lan\u00e7ar ao mar uma grande quantidade de tudo o que havia no navio, chegou por fim a Rodes, que a guerra contra C\u00e1ssio tinha destru\u00eddo quase comple\u00adtamente. L\u00e1 foi recebido por seus amigos Sapinas e Ptolomeu e, embora ele tivesse falta de dinheiro, n\u00e3o deixou de fazer equipar uma grande galera, na qual embar\u00adcou com os amigos. Chegou a Br\u00edndisi e de l\u00e1 foi a Roma, onde Ant\u00f4nio foi o primeiro a quem se dirigiu, por causa do afeto que tivera por Antipatro, seu pai. Contou-lhe todas as suas desgra\u00e7as, disse-lhe que fora obrigado a deixar as pesso\u00adas que lhe eram mais caras num castelo onde estavam cercados, e o rigor do inverno e os perigos do mar n\u00e3o puderam impedi-lo de embarcar, para vir pedir-lhe aux\u00edlio. Ant\u00f4nio, comovido com esta mudan\u00e7a da sorte, pela estima em que tinha o m\u00e9rito de Herodes, pela lembran\u00e7a da amizade que prometera a seu pai e, principalmente, pelo \u00f3dio contra Ant\u00edgono, que considerava um sedicioso, inimi\u00adgo dos romanos, resolveu constituir Herodes rei dos judeus, como outrora o havia constitu\u00eddo tetrarca, e julgou que lhe era tanto mais f\u00e1cil faz\u00ea-lo, quanto n\u00e3o duvi\u00addava de que Augusto t\u00ea-lo-ia feito de mais boa vontade ainda do que ele, porque o ouvia freq\u00fcentemente falar dos servi\u00e7os prestados por Antipatro e C\u00e9sar no Egito, da maneira como o havia recebido em sua casa, do afeto que lhe havia dedicado e da estima particular que fazia do m\u00e9rito e da coragem de Herodes. Assim, mandou reunir o Senado, em que Messala e ele falaram na presen\u00e7a de Herodes, dos servi\u00ad\u00e7os prestados, com tanto afeto ao povo romano por Antipatro, seu pai e por ele, e que Ant\u00edgono, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o somente fora sempre um inimigo declarado de\u00adles, mas tinha demonstrado tal desprezo pelos romanos, que recebera a coroa das m\u00e3os dos partos. Esse discurso irritou o Senado contra Ant\u00edgono, e Ant\u00f4nio acres\u00adcentou que, na guerra que se travaria contra os partos, seria sem d\u00favida muito vantajoso constituir Herodes rei da jud\u00e9ia. Todos aceitaram essa proposta e, ao sair do Senado, Ant\u00f4nio e Augusto puseram Herodes no meio deles; os c\u00f4nsules e os outros magistrados caminhavam diante deles, e foram oferecer sacrif\u00edcios, e puse\u00adram no Capit\u00f3lio o decreto do Senado. Ant\u00f4nio deu em seguida um banquete ao novo pr\u00edncipe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>____________________________ * Este registro tamb\u00e9m se encontra no Livro D\u00e9cimo Quarto, cap\u00edtulos 23, 24, 25 e 26, Antig\u00fcidades judaicas, Parte I. &nbsp; Dois anos depois, quando Barzafarnes, um dos maiorais entre os partos, governava a S\u00edria, com Pacoro, filho do seu rei, Lis\u00e2nias, que tinha substitu\u00eddo a Ptolomeu, seu pai, filho de Mineu, prometeu-lhe mil&#8230; <a href=\"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-antigono-ajudado-pelos-partos-cerca-inutilmente-fazael-e-herodes-no-palacio-de-jerusalem-hircano-e-fazael-deixam-se-persuadir-e-vao-procurar-barzafarnes-general-do-exercito-dos-part\/\">ler mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[154,220,271,341,401,465,525,814,830,1219,1288,1289,1448,1516,1520,1611,1640,1693,1773,1849,1905,2033,2151,2166,2232,2325,2366,2376,2546,2623,2675,2875,3107,3110,3111],"class_list":["post-609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livro-primeiro-ii-parte-guerra-dos-judeus-contra-os-romanos","tag-ajudado","tag-antigono","tag-arabes","tag-atacado","tag-barzafarnes","tag-caminho","tag-cerca","tag-declarado","tag-deixam-se","tag-exercito","tag-faz","tag-fazael","tag-general","tag-herodes","tag-hircano","tag-ingratidao","tag-inutilmente","tag-jerusalem","tag-leva","tag-manda","tag-matase","tag-noite","tag-palacio","tag-partos","tag-persuadir","tag-prender","tag-prisioneiros","tag-procurar","tag-rei","tag-retira","tag-roma","tag-soldados","tag-vai","tag-vantagem","tag-vao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/609\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}