{"id":595,"date":"2015-04-03T02:42:59","date_gmt":"2015-04-03T02:42:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=595"},"modified":"2015-04-03T02:42:59","modified_gmt":"2015-04-03T02:42:59","slug":"capitulo-4-diversas-guerras-feitas-por-alexandre-rei-dos-judeus-sua-morte-deixa-dois-filhos-hircano-e-aristobulo-e-constitui-regente-a-rainha-alexandra-sua-mulher-ela-da-excessiva-autoridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-4-diversas-guerras-feitas-por-alexandre-rei-dos-judeus-sua-morte-deixa-dois-filhos-hircano-e-aristobulo-e-constitui-regente-a-rainha-alexandra-sua-mulher-ela-da-excessiva-autoridade\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 4 &#8211; Diversas guerras feitas por Alexandre, rei dos judeus. Sua morte. Deixa dois filhos, Hircano e Arist\u00f3bulo, e constitui regente a rainha Alexandra, sua mulher. Ela d\u00e1 excessiva autoridade aos fariseus. Sua morte. Arist\u00f3bulo usurpa o reino de Hircano, seu irm\u00e3o mais velho. *"},"content":{"rendered":"<p>_____________________<\/p>\n<p>* Este registro tamb\u00e9m se encontra no Livro D\u00e9cimo Terceiro, cap\u00edtulos 23 e 24, e no Livro D\u00e9cimo Quarto, cap\u00edtulo 1, Antig\u00fcidades Judaicas, Parte I.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta paz de que Alexandre gozava foi perturbada pelo rei Ant\u00edoco, cognominado Dion\u00edsio, irm\u00e3o de Dem\u00e9trio e o \u00faltimo da fam\u00edlia de Seleuco. Como este pr\u00edncipe tinha vencido os \u00e1rabes e Alexandre teve receio de que ele entrasse em seu reino, mandou fazer, desde as montanhas de Antipatro at\u00e9 \u00e0s margens de Jope, uma grande fortifica\u00e7\u00e3o com um muro muito alto na frente, guarnecido com torres de madeira. Nada, por\u00e9m, foi capaz de reter Ant\u00edoco. Ele queimou as torres, encheu as trincheiras e passou com seu ex\u00e9rcito. Transferiu para outro tempo a vingan\u00e7a sobre Alexandre e marchou contra os \u00e1rabes. Aretas, seu rei, retirou-se para lugares fortificados e quando Ant\u00edoco pensava nada mais ter de temer, ele veio atac\u00e1-lo com dez mil cavaleiros. Foi muito encarni\u00e7ado o combate; e embora nessa luta Ant\u00edoco tivesse perdido muita gente, sustentou-a enquanto lhe restanteu um pouco de vida, fazendo tudo o que compete a um grande comandante. Mas sua morte fez os seus perderem a coragem e eles aca\u00adbaram por fugir. Os \u00e1rabes fizeram ent\u00e3o uma grande mortandade; o restante salvou-se fugindo para a aldeia de Cana, onde quase todos morreram de fome.<\/p>\n<p>O \u00f3dio que os de Damasco tinham por Ptolomeu, filho de Meneu, levou-os a fazer alian\u00e7a com Aretas, ao qual reconheceram como rei da baixa S\u00edria. Ele entrou na Jud\u00e9ia, venceu Alexandre e retirou-se em seguida, ap\u00f3s um tratado feito entre eles.<\/p>\n<p>Este rei dos judeus, depois de ter tomado Pella, atacou Gerasa, para se apoderar dos tesouros de Teodoro. Ele sitiou a pra\u00e7a com uma tr\u00edplice ordem de defesa e assim conseguiu apoderar-se dela. Tomou depois Gaulam, Sel\u00eaucia e o vale de Ant\u00edoco, o castelo-fortaleza de Gamala, onde fez prisioneiro a Dem\u00e9trio, que lhe era o comandante e que tinha cometido tantos crimes. Depois de ter empregado tr\u00eas anos nestas diversas expedi\u00e7\u00f5es, ele voltou triunfante a Jerusa\u00adl\u00e9m, que depois de tantos e felizes resultados, recebeu-o com alegria.<\/p>\n<p>O fim da guerra foi o in\u00edcio da enfermidade desse pr\u00edncipe. Ele foi tomado de forte febre intermitente e, imaginando que o trabalho lhe poderia devolver a sa\u00fade, entregou-se a novas expedi\u00e7\u00f5es. Mas seu corpo estava muito fraco para suportar tantas fadigas e ele morreu nesses trabalhos excessivos, depois de ter reinado trinta e sete anos.<\/p>\n<p>Como ele sabia que a rainha Alexandra, sua mulher, era de um car\u00e1ter diferente do seu e jamais aprovara seu proceder, pois o julgava demasiado vio\u00adlento, ele a constituiu regente, na esperan\u00e7a de que os judeus lhe haveriam de obedecer de boa vontade; e n\u00e3o se enganou. Pois a reputa\u00e7\u00e3o de piedade dessa princesa fez com que todos se submetessem, sem dificuldade, a uma mulher t\u00e3o instru\u00edda nos costumes do reino e que sempre tinha demonstrado tolerar, com grave desgosto, que se violassem nossas santas leis. Ela tinha dois filhos, de Ale\u00adxandre; fez sumo sacerdote ao mais velho, de nome Hircano, quer por causa da idade, quer porque sendo de car\u00e1ter manso, n\u00e3o tinha motivo de temer que ele suscitasse alguma revolta. Ela quis ainda que o mais jovem, de nome Arist\u00f3bulo, vivesse como um cidad\u00e3o privado, porque era muito ativo e empreendedor.<\/p>\n<p>Essa princesa tinha grande esp\u00edrito de piedade e os fariseus tinham tamb\u00e9m a fama de ser muito piedosos e muito mais instru\u00eddos que os outros, em coisas de reli\u00adgi\u00e3o; ela teve tanta confian\u00e7a neles, deu-lhes tanta autoridade, que se podia dizer que os havia associado ao governo. Eles se insinuaram de tal modo em seu esp\u00edrito, pouco a pouco, e abusaram tanto de sua bondade, que atra\u00edram sobre si mesmos o poder principal. Perseguiram e favoreciam a quem muito bem entendiam; davam e tiravam a liberdade; gozavam de todas as vantagens da realeza e s\u00f3 deixavam \u00e0 rainha as despesas e os cuidados aos quais essa condi\u00e7\u00e3o obriga. Essa virtuosa princesa era, no entanto, capaz de grandes empreendimentos e trabalhava com tanta solicitude em aumentar as for\u00e7as de seu Estado, que preparou diversos ex\u00e9rcitos, tomou grande n\u00famero de estrangeiros ao seu servi\u00e7o e assim tornou-se n\u00e3o somente muito poderosa em seu reino, mas tamb\u00e9m mui tem\u00edvel aos pr\u00edncipes e povos vizinhos. Era uma rainha que, ao mesmo tempo, dominava com poder absoluto e obedecia aos fariseus. Estes mandaram matar um homem ilustre de nome Di\u00f3genes, que tinha sido muito estima\u00addo do falecido rei, porque o acusavam de ter participado da crucifica\u00e7\u00e3o daqueles oitocentos homens, de que falamos. Eles insistiam com a princesa que n\u00e3o perdoasse a todos os demais que tinham tomado parte naquela a\u00e7\u00e3o; sua mui grande considera\u00ad\u00e7\u00e3o para com eles, impedia-lhe de recus\u00e1-lo e eles assim mandavam matar a quantos bem entendiam. Tantas pessoas da nobreza viam-se assim em t\u00e3o grande perigo que recorreram a Arist\u00f3bulo e ele persuadiu a rainha, sua m\u00e3e, que se contentasse de mandar para fora de Jerusal\u00e9m os que ela julgava culpados e deixasse os outros em paz. Assim, aqueles cidad\u00e3os retiraram-se para diversos lugares do reino.<\/p>\n<p>Essa princesa, tomando como pretexto que o rei Ptolomeu perturbava continua\u00admente a cidade de Damasco, para l\u00e1 mandou seu ex\u00e9rcito e apoderou-se do lugar, sem que nessa ocasi\u00e3o se passasse algo de memor\u00e1vel; Tigrano, rei da Arm\u00eania, sitiou a rainha Cle\u00f3patra, em PPtolemaida, e ela mandou presentes a esse pr\u00edncipe e o levou a fazer propostas de acordo. Mas ante a not\u00edcia de que L\u00facullo tinha entrado com um ex\u00e9rcito romano em seu reino, ele se retirou.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, Alexandra caiu gravemente enferma e Aristobulo, o mais jovem dos seus filhos, tomou essa oportunidade para p\u00f4r em pr\u00e1tica seus grandes projetos. Reuniu todos os servidores e os homens dispostos a segui-lo pela semelhan\u00e7a de car\u00e1ter ardente e inquieto como o seu, apoderou-se de to\u00addas as fortalezas, empregou o dinheiro que encontrou ali, para reunir muitas outras tropas e revestiu-se das ins\u00edgnias da dignidade real. Hircano queixou-se \u00e0 rainha, sua m\u00e3e, dessa usurpa\u00e7\u00e3o. Ela, para content\u00e1-lo, mandou p\u00f4r a mulher e os filhos de Aristobulo na fortaleza Setentri\u00e3o, outrora chamada Baris e que foi depois chamada Ant\u00f4nia, por causa de Ant\u00f4nio, do mesmo modo que Sebaste e Agrip\u00edada assim foram denominadas por causa de Augusto e Agripa.<\/p>\n<p>Alexandra morreu daquela enfermidade, depois de ter reinado nove anos, sem ter tido tempo de libertar Hircano, que ela tinha declarado rei, da opress\u00e3o de Aristobulo, que o sobrepujava de muito em for\u00e7a e ousadia. Tudo o que ela p\u00f4de fazer foi deixar-lhe seus bens. Os dois irm\u00e3os travaram batalha para decidir, pelas armas, aquela grave diverg\u00eancia. A maior parte das tropas de Hircano deixou-o para passar para o lado de Aristobulo; ele fugiu com o restante para a fortaleza Ant\u00f4nia, onde a mulher e os filhos de Aristobulo se encontravam e assim o salva\u00adram de uma ru\u00edna completa. Tendo nas m\u00e3os ref\u00e9ns t\u00e3o preciosos, ele confabulou com seu irm\u00e3o, sem esperar chegar ao \u00faltimo extremo. As condi\u00e7\u00f5es do acordo foram: que o reino ficaria com Aristobulo e Hircano contentar-se-ia de gozar das honras que pode pretender um irm\u00e3o do rei. Esse acordo se fez no Templo, em presen\u00e7a de todo o povo. Os dois irm\u00e3os abra\u00e7aram-se com demonstra\u00e7\u00f5es de afeto. Aristobulo estabeleceu-se no pal\u00e1cio real e deixou o seu a Hircano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>_____________________ * Este registro tamb\u00e9m se encontra no Livro D\u00e9cimo Terceiro, cap\u00edtulos 23 e 24, e no Livro D\u00e9cimo Quarto, cap\u00edtulo 1, Antig\u00fcidades Judaicas, Parte I. &nbsp; Esta paz de que Alexandre gozava foi perturbada pelo rei Ant\u00edoco, cognominado Dion\u00edsio, irm\u00e3o de Dem\u00e9trio e o \u00faltimo da fam\u00edlia de Seleuco. 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