{"id":573,"date":"2015-04-03T02:32:55","date_gmt":"2015-04-03T02:32:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=573"},"modified":"2015-04-03T02:32:55","modified_gmt":"2015-04-03T02:32:55","slug":"capitulo-6-felix-governador-da-judeia-manda-assassinar-eleazar-sumo-sacerdote-e-os-seus-assassinos-cometem-outros-crimes-ate-mesmo-no-templo-ladroes-e-falsos-profetas-castigados-grande-diverg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-6-felix-governador-da-judeia-manda-assassinar-eleazar-sumo-sacerdote-e-os-seus-assassinos-cometem-outros-crimes-ate-mesmo-no-templo-ladroes-e-falsos-profetas-castigados-grande-diverg\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 6 &#8211; F\u00e9lix, governador da jud\u00e9ia, manda assassinar Eleazar, sumo sacerdote, e os seus assassinos cometem outros crimes, at\u00e9 mesmo no Templo. Ladr\u00f5es e falsos profetas castigados. Grande diverg\u00eancia entre os judeus e os outros habitantes de Cesar\u00e9ia. O rei Agripa constitui Ismael sumo sacerdote. Viol\u00eancias dos sumos sacerdotes."},"content":{"rendered":"<p>Os neg\u00f3cios na Jud\u00e9ia iam de mal a pior. Estava cheia de ladr\u00f5es e de magos que enganavam o povo, e n\u00e3o se passava um dia sem que F\u00e9lix mandas\u00adse castigar algu\u00e9m. Um dos mais destacados entre os ladr\u00f5es era Eleazar, filho de Dineu, que era seguido por um numeroso bando de homens semelhantes a ele. F\u00e9lix intimou-o a vir procur\u00e1-lo, com promessa de n\u00e3o lhe fazer mal algum, mas quando ele apareceu, prendeu-o e o enviou a Roma. O governador odiava J\u00f4natas, sumo sacerdote, porque este o repreendia pelo seu mau proceder. Ent\u00e3o, para que nenhuma censura reca\u00edsse sobre ele, porque fora a seu pedido que o imperador lhe concedera aquele governo, resolveu desfazer-se de J\u00f4natas, pois nada \u00e9 mais insuport\u00e1vel aos maus que as advert\u00eancias.<\/p>\n<p>Para realizar o seu intento, prometeu uma grande quantia a um certo Dora, de Jerusal\u00e9m, a quem J\u00f4natas considerava um amigo \u00edntimo. Esse homem per\u00adverso, para cumprir o acordo de matar J\u00f4natas, assalariou alguns ladr\u00f5es. Eles vieram \u00e0 cidade sob pretexto de devo\u00e7\u00e3o, mas com punhais escondidos sob as vestes, e, misturados aos servidores de J\u00f4natas, mataram-no. Esses assassinos n\u00e3o foram castigados por esse crime e continuaram a aparecer do mesmo modo nas festas que aconteceram depois. Misturando-se \u00e0 multid\u00e3o, matavam tamb\u00e9m aqueles que odiavam ou os que haviam determinado matar a troco de dinheiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o se contentavam em cometer os assassinatos na cidade, mas protagonizando uma das mais detest\u00e1veis impiedades e um dos mais horr\u00ed\u00adveis sacril\u00e9gios, matavam at\u00e9 no Templo. Quem, portanto, h\u00e1 de se admirar de que Deus tenha olhado para Jerusal\u00e9m com vistas de c\u00f3lera? Sua Casa sagrada perdera a pureza que a tornava vener\u00e1vel, e Ele ent\u00e3o enviou os ro\u00admanos para castigar com ferro e fogo a miser\u00e1vel cidade e levar escravizados os seus habitantes, com as suas mulheres e filhos, de modo que esse terr\u00edvel castigo nos fa\u00e7a refletir.<\/p>\n<p>Enquanto os ladr\u00f5es enchiam Jerusal\u00e9m de crimes, os magos, por seu lado, enganavam o povo e o levavam ao deserto, prometendo lhe mostrar milagres e prod\u00edgios. Mas F\u00e9lix castigou-os imediatamente, por sua loucura; mandou prender e matar a v\u00e1rios. Por esse mesmo tempo veio um homem do Egito a Jerusal\u00e9m, que se vangloriava de ser profeta. Persuadiu a um grande n\u00famero de pessoas que o seguisse ao monte das Oliveiras, que estava muito perto da cidade, apenas distante uns cinco est\u00e1dios e garantiu-lhes que, depois de ter ele proferido algumas palavras, veriam cair os muros de Jerusal\u00e9m, sem que mais fossem necess\u00e1rias as portas para l\u00e1 se entrar. Logo que F\u00e9lix soube disso, foi atac\u00e1-los com um grande n\u00famero soldados; uns quatrocentos foram mortos e duzentos feitos prisioneiros, mas o impostor eg\u00edpcio salvou-se.<\/p>\n<p>O castigo infligido aos ladr\u00f5es n\u00e3o assustou os que ficaram; continuaram a excitar o povo a se revoltar contra os romanos, dizendo que n\u00e3o era mais poss\u00edvel tolerar um jugo t\u00e3o insuport\u00e1vel, e pilhavam e incendiavam as aldeias dos que n\u00e3o queriam segui-los.<\/p>\n<p>Aconteceu, nesse mesmo tempo, uma grande perturba\u00e7\u00e3o em Cesar\u00e9ia, entre os judeus e seus habitantes, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preced\u00eancia. Os judeus preten\u00addiam-na, porque Herodes, um de seus reis, tinha constru\u00eddo a cidade: os s\u00edrios afirmavam que deviam ser preferidos, porque ela subsistia desde muito tempo sob o nome de Torre de Estrat\u00e3o, quando ali n\u00e3o havia um s\u00f3 judeu. Os governa\u00addores das prov\u00edncias tomaram conhecimento dessa diverg\u00eancia e mandaram vergastar com v\u00e1rias os que nela haviam tomado parte, de ambos os lados. Mas os judeus, que confiavam nas suas riquezas, recome\u00e7aram a desprezar e a mal\u00adtratar com palavras, os s\u00edrios. Entre estes, havia v\u00e1rios de Cesar\u00e9ia e de Sebaste, que serviam nas tropas romanas, as quais lhes respondiam insolentemente. Das palavras, passaram \u00e0s pedradas e v\u00e1rios foram mesmo mortos, muitos feridos, de parte a parte: os judeus levaram a melhor. F\u00e9lix, vendo que essa diverg\u00eancia j\u00e1 havia tomado um aspecto de guerra, rogou aos judeus que se moderassem; mas, como n\u00e3o lhe obedeciam, ele mandou soldados contra eles, os quais mataram a muitos e prenderam tamb\u00e9m a v\u00e1rios, saquearam, sem que eles pudessem impe\u00addir, suas terras e suas casas, onde encontraram grandes riquezas. Os mais ilustres e os mais sensatos dos judeus, vendo t\u00e3o grande desordem, temendo-lhe as conseq\u00fc\u00eancias, rogaram a F\u00e9lix que ordenasse aos soldados que se retirassem, para que os que se tinham deixado levar inconsideradamente pela paix\u00e3o, refle\u00adtissem e n\u00e3o continuassem a lutar; e ele concordou.<\/p>\n<p>Nesse mesmo tempo o rei Agripa deu o sumo sacerd\u00f3cio a Ismael, filho de Fabeu, e os supremos-sacerdotes iniciaram ent\u00e3o uma luta com os sacerdotes ordi\u00adn\u00e1rios e os chefes de Jerusal\u00e9m. Todos se faziam acompanhar por soldados armados, que eram escolhidos entre os mais revoltosos e os mais obstinados. Come\u00e7avam por se injuriarem mutuamente, depois passavam \u00e0s pedradas, sem que nem se decide separ\u00e1-los; parecia que n\u00e3o havia magistrados da cidade que tivessem o poder de impedi-los fazer, com plena liberdade, tudo o que lhes agradava. A imprud\u00eancia e a ousadia dos sumos sacerdotes foi t\u00e3o longe, que eles mandavam seus homens \u00e0s granjas, retirar as d\u00e9cimas que pertenciam aos sacerdotes, alguns dos quais, sendo mui pobres, morriam de fome; a injusti\u00e7a era assim espezinhada pela viol\u00eancia des\u00adses facciosos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os neg\u00f3cios na Jud\u00e9ia iam de mal a pior. Estava cheia de ladr\u00f5es e de magos que enganavam o povo, e n\u00e3o se passava um dia sem que F\u00e9lix mandas\u00adse castigar algu\u00e9m. 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