{"id":559,"date":"2015-04-03T02:29:15","date_gmt":"2015-04-03T02:29:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=559"},"modified":"2015-04-03T02:29:15","modified_gmt":"2015-04-03T02:29:15","slug":"capitulo-7-a-extrema-imprudencia-de-silas-general-das-tropas-de-agripa-leva-esse-principe-a-po-lo-numa-prisao-fortifica-jerusalem-mas-o-imperador-claudio-o-proibe-de-continuar-suas-excelentes-q","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-7-a-extrema-imprudencia-de-silas-general-das-tropas-de-agripa-leva-esse-principe-a-po-lo-numa-prisao-fortifica-jerusalem-mas-o-imperador-claudio-o-proibe-de-continuar-suas-excelentes-q\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 7 &#8211; A extrema imprud\u00eancia de Silas, general das tropas de Agripa, leva esse pr\u00edncipe a p\u00f4-lo numa pris\u00e3o. Fortifica Jerusal\u00e9m, mas o imperador Cl\u00e1udio o pro\u00edbe de continuar. Suas excelentes qualidades. Seus soberbos edif\u00edcios. Motivo de sua avers\u00e3o por Marcos, governador da S\u00edria. Ele entrega o sumo sacerd\u00f3cio a Elioneu. Morre de maneira horr\u00edvel. Deixa como sucessor o seu filho Agripa. Horr\u00edvel ingratid\u00e3o dos habitantes de Cesar\u00e9ia e de Sebaste para com a sua mem\u00f3ria. O imperador Cl\u00e1udio envia Fado para governar a jud\u00e9ia, por causa da menoridade de Agripa."},"content":{"rendered":"<p>Silas, general das tropas do rei Agripa, como dissemos, lhe fora t\u00e3o fiel durante as adversidades, que jamais se recusou a tomar parte com ele nos peri\u00adgos e nunca deixou de se expor \u00e0s situa\u00e7\u00f5es mais arriscadas para lhe dar provas disso. Por\u00e9m o m\u00e9rito adquirido junto do rei por tantos servi\u00e7os prestados con\u00adcebeu nele tal confian\u00e7a que ele n\u00e3o admitia ser tratado como subalterno. Es\u00adquecendo o respeito que devia ao soberano, falava-lhe sempre em tom de reprimenda e com uma liberdade que n\u00e3o se usa ao falar com os reis, e discorria sobre a sua infelicidade passada, exagerando na rememora\u00e7\u00e3o dos favores que lhe prestara e dos sofrimentos que experimentara por causa dele.<\/p>\n<p>Essa aborrecida e imprudente maneira de agir tornou-se insuport\u00e1vel ao pr\u00edncipe, porque nada \u00e9 mais enfadonho que a renova\u00e7\u00e3o das lembran\u00e7as desagrad\u00e1veis nem mais rid\u00edculo que a men\u00e7\u00e3o insistente dos favores e servi\u00e7os que se prestou a algu\u00e9m. Por fim, o descontentamento que Agripa sentiu foi t\u00e3o grande que, cedendo \u00e0 c\u00f3lera mais que \u00e0 raz\u00e3o, n\u00e3o somente privou Silas de seu cargo como tamb\u00e9m o encerrou numa pris\u00e3o, na cidade de seu nascimento. Algum tempo depois, no entanto, acalmou-se, ao recordar os favores que dele recebera, e mandou cham\u00e1-lo para tomar parte num banquete que oferecia aos amigos.<\/p>\n<p>Silas, todavia, por ser incapaz de dissimular e porque estava convencido de que o rei lhe fizera uma grave injusti\u00e7a, assim falou aos convidados: &#8220;V\u00f3s estais vendo a honra que o rei hoje me faz, mas ela n\u00e3o durar\u00e1 muito. Dela ele me ir\u00e1 privar, do mesmo modo como me destituiu \u2014 de maneira ultrajosa \u2014 do cargo que a minha fidelidade havia conquistado. Poder\u00e1 ele persuadir-se de que eu deixarei de falar com liberdade? Como a minha consci\u00eancia de nada me censura, publicarei sempre em alta voz as dificuldades de que o livrei e as amarguras que experimentei em prol de sua conserva\u00e7\u00e3o e para a sua gl\u00f3ria, bem como as cadeias e a escurid\u00e3o de um c\u00e1rcere que me foram dadas como recompensa. T\u00e3o grande inj\u00faria n\u00e3o \u00e9 daquelas que se podem esquecer, e dela n\u00e3o me recordarei somente durante o resto de minha vida, mas tamb\u00e9m ap\u00f3s a minha morte&#8221;. Esse homem, t\u00e3o imprudente quanto fiel, n\u00e3o se contentando em falar desse modo aos convidados, rogou que o dis\u00adsessem ao rei. E este, percebendo ent\u00e3o que aquela loucura era incur\u00e1vel, tornou a mand\u00e1-lo para a pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Agripa dirigiu depois os seus cuidados a Jerusal\u00e9m. Empregou o dinheiro p\u00fablico para aumentar e reedificar os muros da nova cidade, e a teria tornado t\u00e3o forte que ela seria inexpugn\u00e1vel. Por\u00e9m Marcos, governador da S\u00edria, avisou o imperador, e este ordenou a Agripa que n\u00e3o continuasse o trabalho, e ele n\u00e3o ousou desobedecer.<\/p>\n<p>Esse rei dos judeus era t\u00e3o liberal e ben\u00e9fico e t\u00e3o afei\u00e7oado aos seus s\u00faditos que n\u00e3o lhes poupava despesa alguma. E, por suas louv\u00e1veis a\u00e7\u00f5es, alcan\u00e7ou celebridade e cr\u00e9dito junto deles. Era muito diferente de Herodes, seu av\u00f4, que era cruel e preferia os gregos aos judeus, como se pode julgar pelas vultosas somas que ele investiu para construir e embelezar cidades, Templos, teatros, banhos e outros suntuosos edif\u00edcios fora de seu pa\u00eds, sem jamais se ter dignado empreender algo semelhante na Jud\u00e9ia. Agripa, no entanto, era manso e af\u00e1vel para com todos. Tratava bem os seus s\u00faditos e os estrangeiros e tinha uma satisfa\u00e7\u00e3o particular em aliviar os aflitos. Fazia a sua moradia ordinariamente em Jerusal\u00e9m, e n\u00e3o se passava um dia sem que ele oferecesse sacrif\u00edcios a Deus, como ordenam as nossas leis, pois ele era muito religioso e observava os costumes de nossos antepassados.<\/p>\n<p>Durante uma viagem que ele fez a Cesar\u00e9ia, um doutor da lei, chamado Sim\u00e3o, teve a ousadia de acus\u00e1-lo publicamente, em Jerusal\u00e9m, de ser um viciado, ao qual se devia recusar a entrada no Templo, pois tal s\u00f3 era permitida \u00e0s pessoas castas. O governador da cidade avisou Agripa do ocorrido, e ele solicitou-lhe que fosse buscar aquele homem. Sim\u00e3o foi avisado, e, quando chegou a Cesar\u00e9ia, o pr\u00edncipe j\u00e1 se encontrava no teatro. Agripa convidou-o a sentar-se junto de si e falou-lhe com voz suave e sem se irritar: &#8220;Dizei-me, eu vos pe\u00e7o, quais s\u00e3o os v\u00edcios de que me acusais?&#8221; Aquele homem ficou t\u00e3o confuso que, n\u00e3o sabendo o que responder, suplicou ao rei que o perdoasse, e este o perdoou no mesmo instante, dizendo que os reis devem preferir a clem\u00eancia ao rigor e fazer com que a c\u00f3lera seja vencida pela modera\u00e7\u00e3o. A sua bondade foi ainda al\u00e9m, pois ele despediu Sim\u00e3o com presentes.<\/p>\n<p>Muitas cidades sentiram os efeitos da generosidade desse soberano. Ele nada poupou para erigir em Berito um suntuoso teatro e um anfiteatro, banhos e galerias que n\u00e3o lhe eram inferiores em beleza. Diversos concertos de m\u00fasica e outros divertimentos tiveram lugar pela primeira vez nesse teatro. Com o prop\u00f3\u00adsito de divertir o povo e para que se visse no meio da paz uma imagem da guerra, mandaram vir ao anfiteatro mil e quatrocentos homens condenados \u00e0 morte, que foram divididos em dois grupos. O combate foi t\u00e3o obstinado e san\u00adgrento que, de todo esse grande n\u00famero, nem um s\u00f3 ficou com vida.<\/p>\n<p>Depois disso, ele foi de Berito a Tiber\u00edades, cidade da Galil\u00e9ia. E os pr\u00edn\u00adcipes seus vizinhos \u2014 Ant\u00edoco, rei de Comagena; Sampsigeram, rei de Emesa: Cotis, rei da Pequena Arm\u00eania; Polemom, pr\u00edncipe do Ponto; Herodes, rei da C\u00e1lcida, irm\u00e3o de Agripa \u2014 vieram procur\u00e1-lo, porque muito o estimavam. Ele, por sua vez, tratou-os com a bondade e a magnific\u00eancia correspondentes \u00e0 dig\u00adnidade de receber visitas t\u00e3o honrosas. Quando estavam todos reunidos, Marco, governador da S\u00edria, veio tamb\u00e9m visit\u00e1-lo. Agripa, querendo prestar-lhe a honra que era devida ao poder e \u00e0 grandeza romana, foi encontr\u00e1-lo sete est\u00e1dios an\u00adtes, o que foi a primeira causa de desentendimento entre eles, pois aqueles reis que tinham vindo visitar Agripa estavam com ele no mesmo carro, e Marcos considerou aquela uni\u00e3o prejudicial ao imp\u00e9rio, declarando que deviam todos regressar aos seus territ\u00f3rios. Isso deixou Agripa muito ofendido, motivo pelo qual da\u00ed em diante se tornaram inimigos.<\/p>\n<p>Nesse mesmo tempo, ele tirou o sumo sacerd\u00f3cio de Matias e entregou-a a Elioneu, filho de Citeu. E, no terceiro ano de seu reinado, celebrou na cidade de Cesar\u00e9ia, antes conhecida como a torre de Estrat\u00e3o, jogos solenes em honra ao imperador. Os principais do reino e toda a nobreza da prov\u00edncia reuniram-se nessa festa. No segundo dia dos espet\u00e1culos, Agripa chegou bem cedo pela manh\u00e3 ao teatro. Usava uma veste trabalhada com muita arte, cujo forro era de prata, e, quando o sol o iluminava com os seus raios, emitia t\u00e3o vivos reflexos de luz que n\u00e3o se podia olhar para ele sem se sentir tomado por um respeito misto de temor. Ent\u00e3o alguns mesquinhos bajuladores, com palavras mel\u00edfluas, mas que destilam veneno mortal sobre o cora\u00e7\u00e3o dos pr\u00edncipes, come\u00e7aram a dizer que at\u00e9 ent\u00e3o haviam considerado o seu rei um simples homem, por\u00e9m dali em diante o iriam reverenciar como a um deus, rogando-lhe que se lhes mostrasse favor\u00e1vel, pois parecia que ele n\u00e3o era como os demais, de condi\u00e7\u00e3o mortal.<\/p>\n<p>Agripa tolerou essa impiedade, que deveria ter sido castigada com muito ri\u00adgor. E logo ele levantou os olhos e viu uma coruja por sobre a sua cabe\u00e7a, pousa\u00adda numa corda estendida no ar, e lembrou-se de que aquela ave era agora um press\u00e1gio de sua desgra\u00e7a, tal como outrora havia sido o prenuncio de sua prosperidade. Soltou ent\u00e3o um profundo suspiro, ao mesmo tempo que come\u00ad\u00e7ou a sentir as entranhas ro\u00eddas por uma dor horr\u00edvel. E, voltando-se para os seus amigos, disse-lhes: &#8220;Aquele que pretendeis fazer acreditar que \u00e9 imortal est\u00e1 prestes a morrer. A provid\u00eancia divina veio desmascarar a vossa mentira. Mas \u00e9 preciso aceitar as determina\u00e7\u00f5es de Deus, apesar de eu ter sido muito feliz, a ponto de n\u00e3o haver pr\u00edncipe de quem eu invejasse a felicidade&#8221;.<\/p>\n<p>Dizendo essas palavras, ele sentiu que as dores aumentavam. Levaram-no ao pal\u00e1cio, e a not\u00edcia de que ele estava prestes a exalar o \u00faltimo suspiro espalhou-se imediatamente. Logo todo o povo, com a cabe\u00e7a coberta por um saco, segundo o costume de nossos pais, fez ora\u00e7\u00f5es a Deus pela sua sa\u00fade, e todo o ar ressoava com gritos e lamenta\u00e7\u00f5es. O pr\u00edncipe, que estava no quarto mais alto do pal\u00e1cio, vendo-os de l\u00e1 prostrados em terra, n\u00e3o p\u00f4de reter as l\u00e1grimas. As dores, por\u00e9m, continuaram por cinco dias a fio e o levaram desta vida, aos cinq\u00fcenta e quatro anos de idade e sete de reinado. Foram quatro anos sob o imperador Caio, dos quais nos tr\u00eas primeiros ele governou apenas a tetrarquia que pertencera a Filipe, sendo-lhe acrescentada no quarto ano a de Herodes. Nos tr\u00eas anos em que reinou sob Cl\u00e1udio, esse imperador deu-lhe tamb\u00e9m a jud\u00e9ia, Samaria e Cesar\u00e9ia. E, embora as suas rendas fossem muito altas,* ele era t\u00e3o liberal e magn\u00e2nimo que se via obrigado a pedir emprestado grandes somas.<\/p>\n<p>___________________________<\/p>\n<p>* &#8220;Mil e duzentas vezes dez mil&#8221;, diz o texto grego, sem nada mais especificar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes que a not\u00edcia de sua morte se tivesse divulgado, Cheicias, general das tropas, e Herodes, o pr\u00edncipe da C\u00e1lcida, ambos inimigos de Silas, mandaram que Aristo o matasse na pris\u00e3o, fingido ter recebido ordem do rei para isso.<\/p>\n<p>O pr\u00edncipe, que possu\u00eda grandes qualidades, deixou, ao morrer, um filho de dezessete anos, chamado Agripa, como ele, e tr\u00eas filhas, das quais a mais velha, de nome Berenice, que ent\u00e3o contava dezesseis anos, havia desposado Herodes, seu tio. Mariana, que era a segunda, de dez anos, era noiva de J\u00falio Arqueiau, filho de Cheicias. E a terceira, de nome Drusila, que tinha apenas seis anos de idade, era noiva de Epif\u00e2nio, filho de Arqueiau, rei de Comagena.<\/p>\n<p>Quando a not\u00edcia da morte do rei Agripa se tornou p\u00fablica, os habitan\u00adtes de Cesar\u00e9ia e de Sebaste esqueceram todos os benef\u00edcios que dele haviam recebido. A sua horr\u00edvel ingratid\u00e3o levou-os a querer enxovalhar a sua mem\u00f3ria com inj\u00farias e ultrajes que eu n\u00e3o teria coragem de referir aqui. Ent\u00e3o os v\u00e2ndalos (e entre eles alguns soldados), que eram em grande n\u00famero no meio do povo, tiveram a insol\u00eancia de arrancar do pal\u00e1cio as est\u00e1tuas das princesas filhas do rei e lev\u00e1-las a lugares infames, onde uma vergonhosa prostitui\u00e7\u00e3o re\u00fane as infelizes v\u00edtimas da impudic\u00edcia p\u00fablica. E, depois que foram expostas \u00e0 vista de todos, acrescentaram-lhes todas as ofensas e indignidades que imaginaram.<\/p>\n<p>Esses p\u00e9rfidos indiv\u00edduos chegaram a promover banquetes nas ruas, onde, com coroas de flores sobre a cabe\u00e7a e cabelos perfumados, ofereceram sacrif\u00edcios a Charom e beberam \u00e0 sa\u00fade uns dos outros, demonstrando grande alegria pela morte do soberano. A\u00e7\u00f5es t\u00e3o insolentes e ofensivas foram a prova que eles deram de sua ingratid\u00e3o, depois dos muitos benef\u00edcios que deviam a Herodes, o Grande, seu av\u00f4, que n\u00e3o somente constru\u00edra aquelas cidades como tamb\u00e9m as havia embelezado com suntuosos Templos e com aqueles portos admir\u00e1veis que as tornaram t\u00e3o c\u00e9lebres.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, o jovem Agripa se encontrava em Roma, sendo educado junto ao imperador. Cl\u00e1udio ficou muito sentido com a morte de Agripa e enfurecido contra os habitantes de Sebaste e Cesar\u00e9ia. A fim de cumprir o seu juramento, pensou em mandar imediatamente o jovem pr\u00edncipe para tomar posse do reino. Por\u00e9m os amigos e libertos, que tinham grande autoridade perante ele, o fizeram mudar de id\u00e9ia, alertando-o de que era perigoso conceder o governo de um reino t\u00e3o extenso a um jovem que n\u00e3o tinha experi\u00eancia suficiente para administr\u00e1-lo, quando a tarefa j\u00e1 era \u00e1rdua at\u00e9 mesmo para um homem maduro.<\/p>\n<p>Assim, ele decidiu enviar outro governador para a Jud\u00e9ia, o qual teria autoridade em todo o reino. Sabedor de que Marcos e o falecido rei Agripa se haviam desentendido, julgou que prestaria melhor essa honra \u00e0 mem\u00f3ria do pr\u00edncipe entregando o cargo a um amigo, em vez de a um inimigo. Assim, enviou C\u00faspio Fado, recomendando-lhe, antes de tudo, que castigasse severamente os habitantes de Cesar\u00e9ia e Sebaste pelos ultrajes que haviam feito \u00e0 mem\u00f3ria de Agripa e \u00e0s princesas filhas dele. Ordenou-lhe tamb\u00e9m que enviasse ao Ponto as cinco coortes e o resto dos soldados que estavam naquelas duas cidades e pusesse em seu lugar um corpo retirado das legi\u00f5es romanas da S\u00edria. A \u00faltima ordem, no entanto, n\u00e3o foi executada, pois aqueles enviaram delegados ao imperador, os quais lhe acalmaram o esp\u00edrito e obtiveram dele permiss\u00e3o para ficar na Jud\u00e9ia. E isso foi o princ\u00edpio de muitos males que depois vieram a afligi-la e a semente da guerra que sucedeu sob o governo de Floro. Vespasiano estava t\u00e3o convencido de ser esse o motivo que, ap\u00f3s subjugar o pa\u00eds, removeu-os da prov\u00edncia, como relataremos em seguida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Silas, general das tropas do rei Agripa, como dissemos, lhe fora t\u00e3o fiel durante as adversidades, que jamais se recusou a tomar parte com ele nos peri\u00adgos e nunca deixou de se expor \u00e0s situa\u00e7\u00f5es mais arriscadas para lhe dar provas disso. 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