{"id":543,"date":"2015-04-03T02:23:44","date_gmt":"2015-04-03T02:23:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=543"},"modified":"2015-04-03T02:23:44","modified_gmt":"2015-04-03T02:23:44","slug":"capitulo-11-caio-ordena-a-petronio-governador-da-siria-que-obrigue-os-judeus-pelas-armas-a-receber-a-sua-estatua-no-templo-petronio-comovido-pelas-suplicas-dos-judeus-escreve-em-favor-deles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-caio-ordena-a-petronio-governador-da-siria-que-obrigue-os-judeus-pelas-armas-a-receber-a-sua-estatua-no-templo-petronio-comovido-pelas-suplicas-dos-judeus-escreve-em-favor-deles\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 11 &#8211; Caio ordena a Petr\u00f4nio, governador da S\u00edria, que obrigue os judeus, pelas armas, a receber a sua est\u00e1tua no Templo. Petr\u00f4nio, comovido pelas s\u00faplicas dos judeus, escreve em favor deles."},"content":{"rendered":"<p>Esse soberbo pr\u00edncipe, n\u00e3o podendo tolerar que os judeus fossem os \u00fanicos a recusar obedecer-lhe, enviou Petr\u00f4nio \u00e0 S\u00edria para ser governador em lugar de Vit\u00e9lio, com ordem de entrar com armas na Jud\u00e9ia e colocar a sua est\u00e1tua no Templo, em Jerusal\u00e9m, se os judeus o consentissem, ou de fazer-lhes guerra e obrig\u00e1-los a aceit\u00e1-la \u00e0 for\u00e7a, caso a rejeitassem. Petr\u00f4nio, logo que chegou \u00e0 S\u00edria, reuniu o que p\u00f4de de tropas auxiliares para unir \u00e0s duas legi\u00f5es romanas que o acompanhavam e estabeleceu quart\u00e9is de inverno em Tolemaida, com a inten\u00e7\u00e3o de iniciar a guerra assim que chegasse a primavera. Ele escre\u00adveu a Caio informando-o dessa decis\u00e3o, e o imperador louvou a sua dilig\u00eancia e ordenou-lhe que n\u00e3o deixasse de guerrear os judeus, se estes permaneces\u00adsem obstinados.<\/p>\n<p>No entanto, v\u00e1rios dentre os de nossa na\u00e7\u00e3o foram procurar Petr\u00f4nio em Tolemaida para rogar-lhe que n\u00e3o os obrigasse a fazer uma coisa t\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 sua religi\u00e3o. Declararam que, se ele estava absolutamente resolvido a colocar a est\u00e1tua do imperador no Templo, ent\u00e3o devia come\u00e7ar por mat\u00e1-los todos, pois, enquanto vives\u00adsem, jamais permitiriam que se violassem as leis que haviam recebido de seu admir\u00e1\u00advel legislador, as quais eles e seus antepassados observavam havia tantos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Petr\u00f4nio respondeu-lhes: &#8220;As vossas raz\u00f5es poderiam comover-me, se o go\u00advernador se orientasse pelos meus avisos, mas sou obrigado a obedecer-lhe, e a isso n\u00e3o poderia eu faltar sem correr o risco de ser morto&#8221;. Os judeus retruca\u00adram: &#8220;Se estais resolvido a executar a todo custo as ordens do imperador, tam\u00adb\u00e9m n\u00f3s estamos decididos a observar as nossas leis e a imitar a virtude de nos\u00adsos antepassados, pondo toda a nossa confian\u00e7a no aux\u00edlio de Deus. Acaso pode\u00adr\u00edamos, sem impiedade, preferir a conserva\u00e7\u00e3o de nossa vida \u00e0 obedi\u00eancia que devemos a Ele ou n\u00e3o nos expor ao perigo a fim de permanecermos em nossa santa religi\u00e3o? E, como Deus sabe que \u00e9 somente para lhe prestarmos a honra que lhe \u00e9 devida que estamos prontos a nos arriscar, esperamos a sua prote\u00e7\u00e3o. Tudo o que nos possa acontecer, mesmo a morte, ser-nos-\u00e1 mais f\u00e1cil de suportar que a vergonha e a dor de uma obedi\u00eancia covarde e a viola\u00e7\u00e3o de nossas leis, que atrairia sobre n\u00f3s a c\u00f3lera de Deus, a qual, v\u00f3s mesmo podeis julgar, \u00e9 muito mais tem\u00edvel que a do imperador&#8221;.<\/p>\n<p>Essas palavras convenceram Petr\u00f4nio de que ele n\u00e3o poderia vencer a obstina\u00e7\u00e3o dos judeus e que seria absolutamente necess\u00e1rio recorrer \u00e0s armas e derramar muito sangue antes que pudesse colocar a est\u00e1tua no Templo. Ent\u00e3o ele partiu para Tiber\u00edades, acompanhado somente pelos seus amigos e dom\u00e9sticos, para julgar melhor do estado das coisas. E os judeus, que n\u00e3o podiam ignorar o perigo que os amea\u00e7ava, embora temessem muito mais a viola\u00e7\u00e3o de suas leis, foram, em grand\u00edssimo n\u00famero, procur\u00e1-lo em Tiber\u00edades para pedir-lhe ainda que n\u00e3o os reduzisse ao desespero e nem insistisse em colocar no Templo aquela est\u00e1tua, que iria profanar-lhe a santidade.<\/p>\n<p>Petr\u00f4nio ent\u00e3o inquiriu: &#8220;Estais mesmo resolvidos a fazer guerra ao impera\u00addor, sem considerar o seu poder nem a vossa fragilidade?&#8221; Eles responderam: &#8220;N\u00f3s n\u00e3o tomaremos as armas, por\u00e9m morreremos todos antes de violar as nos\u00adsas leis&#8221;. Depois de assim falar, eles se lan\u00e7aram por terra e, apresentando a garganta, mostraram que estavam dispostos a sofrer at\u00e9 mesmo a morte. Esse espet\u00e1culo t\u00e3o comovente continuou por quarenta dias, e os judeus, durante esse tempo, abandonaram a cultura de suas terras, embora fosse a \u00e9poca de semear, t\u00e3o firmes estavam na resolu\u00e7\u00e3o de morrer a permitir a consagra\u00e7\u00e3o daquela est\u00e1tua.<\/p>\n<p>Estavam as coisas nesse p\u00e9, quando Arist\u00f3bulo, irm\u00e3o do rei Agripa, acompa\u00adnhado por Elcias, cognominado o Grande, dos principais dessa fam\u00edlia e dos mais ilustres entre os judeus, foi procurar Petr\u00f4nio para pedir-lhe que considerasse, pois a resolu\u00e7\u00e3o daquele povo era inflex\u00edvel; que n\u00e3o os levasse ao desespero, mas comunicasse ao imperador que eles n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o alguma de se revoltar; que somente o temor de violar as suas leis fazia com que eles preferissem morrer a receber aquela est\u00e1tua; que eles haviam at\u00e9 mesmo abandonado o cultivo de seus campos, e, n\u00e3o havendo semeadura, aconteceriam muitos roubos e saques, e eles n\u00e3o teriam meios de pagar o tributo ao imperador; que o pr\u00edncipe se comovesse com tais raz\u00f5es e n\u00e3o se deixasse levar a medidas extremas contra uma a\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tinha nenhuma caracter\u00edstica de revolta; e que, se ele permanecesse firme em sua resolu\u00e7\u00e3o, nada impediria que se come\u00e7asse a guerra.<\/p>\n<p>Arist\u00f3bulo, depois de falar com muito entusiasmo, conseguiu comover Petr\u00f4nio, ante as considera\u00e7\u00f5es que fizera, bem como pela presen\u00e7a de tantas outras pessoas da nobreza, pela import\u00e2ncia do assunto, pela invenc\u00edvel confian\u00e7a dos judeus e pela convic\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a que ele cometeria ao sacrificar um t\u00e3o grande n\u00famero de homens s\u00f3 para satisfazer a loucura de Caio, sem falar que, por ter ofendido a Deus, iria viver dali em diante na expectativa de um castigo. Petr\u00f4nio ent\u00e3o achou melhor escrever ao imperador e apresentar a dificuldade que encontrava na execu\u00e7\u00e3o de suas ordens, embora soubesse que isso iria provocar-lhe um grande acesso de ira, por n\u00e3o ver imediatamente cumpridas as suas determina\u00e7\u00f5es, e que, al\u00e9m de tudo, corria um grande perigo. Por\u00e9m, ainda que n\u00e3o pudesse acalm\u00e1-lo e, em vez de faz\u00ea-lo mudar de opini\u00e3o, atra\u00edsse a c\u00f3lera do imperador contra si, estava certo de que era seu dever, como homem de bem, n\u00e3o temer expor a pr\u00f3pria vida para salvar a de um grande povo.<\/p>\n<p>Depois de tomar essa resolu\u00e7\u00e3o, ordenou que os judeus viessem a Tiber\u00edades. Eles acorreram em grande n\u00famero, e ele assim lhes falou: &#8220;N\u00e3o foi por minha pr\u00f3pria iniciativa que reuni tantas tropas, mas a isso fui obrigado para executar uma ordem do imperador, cujo poder \u00e9 t\u00e3o grande e absoluto que corre grave perigo quem tarda em obedecer-lhe. E a isso sou tanto mais obrigado quanto foi ele mesmo que me elevou a esta dignidade. No entanto, como n\u00e3o poderia condenar o vosso zelo pela observ\u00e2ncia de vossas leis e nem concordar que o pr\u00edncipe tente profanar o Templo de Deus, prefiro a vossa salva\u00e7\u00e3o \u00e0 minha seguran\u00e7a e \u00e0 minha sorte. Escreverei ent\u00e3o ao imperador para apresentar-lhe as vossas raz\u00f5es e os vossos sentimentos e nada esquecerei, no que depender de mim, para tentar persuadi-lo a n\u00e3o os tomar em mau sentido. Queira Deus, cujo poder est\u00e1 t\u00e3o acima da for\u00e7a dos ho\u00admens, se for do seu agrado, ajudar-me em manter a vossa religi\u00e3o na sua integridade, n\u00e3o castigando o imperador pelo pecado que a sua paix\u00e3o por ser honrado o faz cometer. Se ele se julgar ofendido com o que vou escrever, que volte a sua c\u00f3lera contra mim. Consolar-me-ei com tudo o que me fizer sofrer, ainda que me venha a tirar a vida, contanto que eu n\u00e3o veja perecer uma t\u00e3o grande multid\u00e3o de gente cujas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o louv\u00e1veis e justas. Assim, retornai todos a vossas casas e recome\u00e7ai o cultivo das terras, pois me encar\u00adrego de escrever a Roma e de vos ajudar com todas as minhas for\u00e7as, tanto por mim mesmo quanto por meio de meus amigos&#8221;.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o tardou a demonstrar o quanto aprovava o proceder desse s\u00e1bio governador e a dar a toda aquela assembl\u00e9ia um testemunho vis\u00edvel de seu aux\u00edlio. Apenas Petr\u00f4nio encerrou as suas palavras, exortando ainda os judeus a criar \u00e2nimo e a cultivar as terras, o ar, que estava sereno e sem a menor sombra de nuvem, transformou-se completamente, e caiu uma chuva abundante, contra todas as expectativas, ante uma seca t\u00e3o forte como a que ent\u00e3o se atravessava e que levava ao desespero os homens, at\u00e9 ali muitas vezes enganados pela apar\u00eancia carregada de alguns dias nublados, mas que n\u00e3o lhes traziam \u00e1gua.<\/p>\n<p>Assim, os judeus ficaram convencidos de que os servi\u00e7os que o seu governador lhes prometia prestar n\u00e3o seriam in\u00fateis. O pr\u00f3prio Petr\u00f4nio ficou impressionado com aquele prod\u00edgio, tanto que n\u00e3o p\u00f4de duvidar de que Deus cuidava daquele povo. N\u00e3o deixou de escrever ao imperador e aconselhou-o a n\u00e3o lan\u00e7ar no desespero uma na\u00e7\u00e3o, tentando destru\u00ed-la, nem obrig\u00e1-la por uma luta sangrenta a abandonar a religi\u00e3o que professava. Havia tamb\u00e9m a considerar as grandes rendas de que se privaria e a maldi\u00e7\u00e3o que esse ato atrairia sobre ele nos tempos futuros. A isso acrescentou que Deus havia manifestado por meio de sinais sens\u00edveis o seu poder e o quanto aquele povo lhe era querido.<\/p>\n<p>O rei Agripa, que ent\u00e3o estava em Roma e era cada vez mais estimado pelo imperador, deu-lhe um banquete, t\u00e3o suntuoso que sobrepujou em magnific\u00eancia, em cortesia e em toda esp\u00e9cie de iguarias a todos os que antes se lhe ofereceram, sem mesmo se excetuarem os do pr\u00f3prio imperador, tal era o seu esfor\u00e7o para se manter agrad\u00e1vel \u00e0quele pr\u00edncipe. Caio, admirado de tanta suntuosidade e comovido pelo fato de que Agripa, a fim de agrad\u00e1-lo, n\u00e3o temia fazer uma despesa que ia al\u00e9m de suas posses, n\u00e3o quis se mostrar inferior em generosidade. Assim, no meio da alegria, quando o vinho come\u00e7ava a deix\u00e1-lo excitado, disse a Agripa, que bebia \u00e0 sua sa\u00fade: &#8220;N\u00e3o \u00e9 de hoje que reconhe\u00e7o a vossa afei\u00e7\u00e3o. Dela me destes provas, mesmo com perigo, vivendo ainda Tib\u00e9rio, e vejo que continuais a tudo fazer para manifestar a vossa boa vontade para comigo. Assim, como me seria vergonhoso deixar-me sobrepujar por v\u00f3s, quero reparar tudo o que deixei de vos fazer at\u00e9 agora e acrescentar grande generosidade \u00e0 minha liberalidade precedente, e que a vossa felicidade futura sobrepuje em muito a que agora desfrutais&#8221;.<\/p>\n<p>Caio, assim falando, n\u00e3o duvidava de que Agripa lhe haveria de pedir grandes extens\u00f5es de terra ou os tributos de algumas cidades. Agripa, no entanto, havia muito tempo estava preparado para pedir uma outra gra\u00e7a, tomando aquela ocasi\u00e3o para obt\u00ea-la, sem manifestar, todavia, que era um des\u00edgnio premedita\u00addo. E respondeu que, quando se havia unido a ele contra a vontade de Tib\u00e9rio, n\u00e3o o fizera com o fim de se aproveitar disso, mas somente pelo desejo de conquistar-lhe as boas gra\u00e7as. E os benef\u00edcios com que ele o honrara haviam sobrepujado as suas maiores expectativas. E acrescentou: &#8220;Pois, ainda que me pud\u00e9sseis conceder outras gra\u00e7as, j\u00e1 me satisfizestes plenamente quanto ao que eu poderia desejar de vossa bondade&#8221;.<\/p>\n<p>Caio, admirado de t\u00e3o grande modera\u00e7\u00e3o, insistiu que ele pedisse o que desejava, se estivesse em seu poder conced\u00ea-lo. Ent\u00e3o Agripa respondeu: &#8220;Senhor, uma vez que a vossa extrema bondade para comigo faz com que me julgueis digno de vossos favores, far-vos-ei um pedido que n\u00e3o se refere ao acr\u00e9scimo de meus bens, pois a vossa liberalidade me p\u00f4s em condi\u00e7\u00f5es de n\u00e3o mais precisar disso. A gra\u00e7a que vos suplico granjear\u00e1 para v\u00f3s uma grande fama de piedade, conquistar\u00e1 o favor de Deus em todos os vossos des\u00edgnios e me ser\u00e1 mais vantajosa que qualquer outra, dentre as tantas que j\u00e1 me concedestes. O meu pedido \u00e9 que revogueis a ordem que destes a Petr\u00f4nio de p\u00f4r a vossa est\u00e1tua no Templo, em Jerusal\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p>Agripa, ap\u00f3s enunciar o seu pedido, n\u00e3o ignorava que arriscava nisso nada menos que a pr\u00f3pria vida, pois estava se contrapondo a uma ordem do col\u00e9rico imperador. Mas Caio, cujo esp\u00edrito Agripa havia acalmado pelos servi\u00e7os que lhe prestara, teve vergonha de recusar-lhe uma gra\u00e7a que ele pr\u00f3prio insistira em conceder diante de diversas testemunhas. N\u00e3o poderia, daquele modo, faltar \u00e0 palavra que empenhara. Ele admirou-se da generosidade de Agripa, que o fazia preferir a conserva\u00e7\u00e3o das leis de seu pa\u00eds e do culto ao Deus que ele adorava ao progresso de seu reino e ao acr\u00e9scimo de suas rendas.<\/p>\n<p>Assim, concedeu-lhe aquela gra\u00e7a e escreveu a Petr\u00f4nio louvando-o por haver reunido as tropas com tanta solicitude a fim de executar o que ele lhe havia ordenado. E, caso j\u00e1 houvesse colocado a est\u00e1tua no Templo, que deixasse as coisas como estavam. Mas, se l\u00e1 ela ainda n\u00e3o estava, que desse descanso \u00e0s tropas e regressasse \u00e0 S\u00edria sem nada mais fazer, porque estava concedendo aquela d\u00e1diva aos judeus, a rogo de Agripa, a quem muito estimava para lhe negar alguma coisa. Era isso que o dizia a carta. Por\u00e9m, vindo a saber que os judeus amea\u00e7avam tomar as armas e considerando aquela ousadia uma atitude atrevida e intoler\u00e1vel contra a sua autoridade, ficou muito encolerizado, pois n\u00e3o sabia moderar-se, fossem quais fossem os motivos, antes, vangloriava-se de se deixar levar pela paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, escreveu a Petr\u00f4nio imediatamente, nestes termos: &#8220;Uma vez que preferistes os presentes dos judeus \u00e0s minhas ordens e n\u00e3o tendes receio de me desobedecer para agrad\u00e1-los, \u00e9 meu desejo que sejais v\u00f3s mesmo o vosso juiz quanto ao castigo que mereceis, pois atra\u00edstes sobre v\u00f3s a minha c\u00f3lera, e que o vosso exemplo ensine ao s\u00e9culo presente e aos futuros o respeito que \u00e9 devido \u00e0s ordens dos imperadores&#8221;. A viagem de navega\u00e7\u00e3o daqueles que levavam a carta, que era mais uma senten\u00e7a de morte que uma missiva, foi muito demorada, e Petr\u00f4nio, ao receb\u00ea-la, j\u00e1 havia sido informado da morte de Caio. Nisso Deus mostrou que n\u00e3o havia esquecido o perigo ao qual Petr\u00f4nio se havia exposto, pela sua honra e para obsequiar o seu povo, e manifestou um sinal de sua vingan\u00e7a sobre esse \u00edmpio imperador, que ousava igualar-se a Ele.<\/p>\n<p>T\u00e3o generosa a\u00e7\u00e3o de Petr\u00f4nio n\u00e3o somente lhe granjeou a estima de todas as prov\u00edncias submetidas ao imp\u00e9rio como at\u00e9 mesmo a de todos os romanos, particularmente dos senadores, ao quais esse mau imperador tinha prazer em perseguir. Direi a seu tempo a causa da conspira\u00e7\u00e3o que se tramou contra ele e a maneira como foi executada. Mas aqui devo acrescentar que Petr\u00f4nio, ap\u00f3s receber a primeira carta, que lhe foi entregue por \u00faltimo, n\u00e3o se cansava de admirar o proceder e a provid\u00eancia de Deus, que t\u00e3o prontamente o havia recompensado por seu respeito ao Templo e pelo aux\u00ed\u00adlio que prestara aos judeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse soberbo pr\u00edncipe, n\u00e3o podendo tolerar que os judeus fossem os \u00fanicos a recusar obedecer-lhe, enviou Petr\u00f4nio \u00e0 S\u00edria para ser governador em lugar de Vit\u00e9lio, com ordem de entrar com armas na Jud\u00e9ia e colocar a sua est\u00e1tua no Templo, em Jerusal\u00e9m, se os judeus o consentissem, ou de fazer-lhes guerra e obrig\u00e1-los a&#8230; <a href=\"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-caio-ordena-a-petronio-governador-da-siria-que-obrigue-os-judeus-pelas-armas-a-receber-a-sua-estatua-no-templo-petronio-comovido-pelas-suplicas-dos-judeus-escreve-em-favor-deles\/\">ler mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[287,454,630,1126,1175,1281,1468,1727,2069,2121,2247,2487,2838,2919,2945],"class_list":["post-543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livro-decimo-oitavo","tag-armas","tag-caio","tag-comovido","tag-escreve","tag-estatua","tag-favor","tag-governador","tag-judeus","tag-obrigue","tag-ordena","tag-petronio","tag-receber","tag-siria","tag-suplicas","tag-templo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/543\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}