{"id":503,"date":"2015-04-03T02:13:43","date_gmt":"2015-04-03T02:13:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=503"},"modified":"2015-04-03T02:13:43","modified_gmt":"2015-04-03T02:13:43","slug":"capitulo-6-herodes-descobre-a-conspiracao-feita-por-antipatro-seu-filho-para-envenena-lo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-6-herodes-descobre-a-conspiracao-feita-por-antipatro-seu-filho-para-envenena-lo\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 6 &#8211; Herodes descobre a conspira\u00e7\u00e3o feita por Ant\u00edpatro, seu filho, para envenen\u00e1-lo."},"content":{"rendered":"<p>Dois tracon\u00edtidas, libertos de Feroras, aos quais muito ele estimava, fo\u00adram depois de sua morte procurar Herodes, para rogar-lhe que n\u00e3o a deixasse impune, mas fizesse uma cuidadosa indaga\u00e7\u00e3o, para descobrir quem lhe era o causador e o culpado. Herodes escutou-os atentamente e mostrou acreditar em suas palavras; eles disseram-lhe que seu amo tinha ceado em casa de sua mulher, no dia em que a doen\u00e7a se manifestou, pois tinha-lhe dado veneno, misturando com certa bebida, que, apenas ele sorveu, sentiu-se mal; esse veneno tinha sido levado por uma mulher \u00e1rabe, que dissera n\u00e3o ter ele outro efeito, que despertar o amor, embora fosse, ao contr\u00e1rio, um poderoso veneno; entre aquelas mulhe\u00adres \u00e1rabes, que s\u00e3o grandes envenenadoras, principalmente a que era acusada, tinha grande familiaridade com a mulher que Silleu mantinha. A m\u00e3e e a irm\u00e3 da mulher de Feroras, tinham ido procurar essa mulher, para comprar-lhe aquele veneno e haviam-no trazido no dia anterior, ao em que fizeram Feroras beber aquele l\u00edquido mortal. Esta comunica\u00e7\u00e3o despertou t\u00e3o grande c\u00f3lera em Herodes, que ele mandou torturar as mulheres, tanto escravas como livres, da m\u00e3e e da irm\u00e3 da mulher de Feroras. Nada elas confessaram; uma delas, por\u00e9m, por fim, vencida pela viol\u00eancia das dores, disse que rogava a Deus que a m\u00e3e de Ant\u00edpatro sofresse os mesmos tormentos, pois ela era causa dos que todas sofriam. Esta confiss\u00e3o fez Herodes empregar indaga\u00e7\u00f5es ainda mais cuidadosas, para desco\u00adbrir a verdade. Tanto fez atormentar aquelas mulheres, que soube delas tudo o que se havia passado: as refei\u00e7\u00f5es, as reuni\u00f5es secretas, e as coisas mesmo que ele havia dito somente a Antipatro e que Antipatro tinha confiado \u00e0quelas mu\u00adlheres. Elas acrescentaram que ele lhes havia dado cem talentos, para n\u00e3o fala\u00adrem a Feroras, das obras que ele tinha recebido do rei, seu pai; que tinha por ele um grande \u00f3dio, que ele se queixava freq\u00fcentemente \u00e0 sua m\u00e3e, por ele viver tanto tempo, pois ele mesmo estava ficando velho, e herdaria t\u00e3o tarde a coroa, que muito mal poderia dela gozar; que seu pai tinha outros filhos e netos, que ele n\u00e3o podia mesmo esperar ter o reino com plena seguran\u00e7a; e se ele viesse a faltar, n\u00e3o seria seu filho, mas um de seus irm\u00e3os, que Herodes teria destinado para suced\u00ea-lo. Essas mulheres disseram tamb\u00e9m que ele falava freq\u00fcentemente da crueldade de Herodes, dizendo que ele n\u00e3o tinha poupado nem mesmo seus pr\u00f3prios filhos, e que aquilo o fizera ir a Roma, e Feroras retirar-se \u00e0 sua tetrarquia. Como todas essas coisas se referiam aos avisos que Herodes tinha recebido de Salom\u00e9, ele n\u00e3o p\u00f4s dificuldade em prestar-lhes inteira f\u00e9. Prendeu Doris, m\u00e3e de Antipatro, como culpada de ter tido parte nessa conjura\u00e7\u00e3o, tirou-lhe todas as j\u00f3ias e pedras preciosas de grand\u00edssimo valor, que lhe havia dado e a expulsou do pal\u00e1cio. Quanto \u00e0s outras mulheres que eram da fam\u00edlia de Herodes, acalmou-se e n\u00e3o as castigou porque confessaram tudo. Nada, por\u00e9m, o irritou tanto contra Antipatro, como o que ele soube de um samaritano, seu intendente, que tamb\u00e9m se chamava Antipatro. Esse homem confessou, entre outras coisas, \u00e0 tortura, que seu amo havia entregado a Feroras um veneno mortal, para d\u00e1-lo de presente ao rei, em sua aus\u00eancia, a fim de que n\u00e3o o pudessem acusar. Que aquele veneno tinha sido trazido do Egito por AntiF\u00edlon, amigo de Antipatro, e que Teudiom, seu tio, irm\u00e3o de Doris, sua m\u00e3e, tinha trazido a Feroras, que o havia confiado \u00e0 sua mulher, para guard\u00e1-lo. Herodes mandou imediatamente interrogar a vi\u00fava de Feroras, sobre estas informa\u00e7\u00f5es. Ela confessou que tinha o veneno e correu, como para ir busc\u00e1-lo. Mas em vez traz\u00ea-lo ela atirou-se de uma janela alta, de uma galeria do pal\u00e1cio; no entanto, n\u00e3o morreu, porque caiu de p\u00e9. Depois de ter voltado a si, o rei prometeu perdo\u00e1-la, e a toda fam\u00edlia, contanto que lhe declarasse a verdade; e amea\u00e7ou-a, ao contr\u00e1rio, faz\u00ea-la sofrer toda sorte de tormentos se se obstinasse em ocultar-lhe o que sabia. Ela protestou com juramento que nada lhe esconderia, e a persuas\u00e3o comum foi que ela procedeu sinceramente: &#8220;AntiF\u00edlon&#8221;, disse ela, &#8220;Majestade, trouxe este veneno do Egito, onde ele foi preparado por seu irm\u00e3o, que \u00e9 m\u00e9dico; Antipatro, filho de vossa majestade, comprou para dele se servir contra vossa majestade e Teudiom levou-oa Feroras, que me deu para guard\u00e1-lo. Meu marido, depois, caiudoente, ficou t\u00e3o comovido com a afei\u00e7\u00e3o que vossa majestade lhe demonstrava, vindo v\u00ea-lo, que me mandou chamar e me disse: Minha esposa, eu me deixei enganar por Ant\u00edpatro, quando ele me confiou seu des\u00edgnio, de envenenar seu pai. Mas agora que eu vejo que o rei nada diminui no afeto fraterno, que sempre me demons\u00adtrou e como se aproxima o fim de minha vida, n\u00e3o quero levar para o outro mundo a alma manchada pelo crime de ter tomado parte numa conspira\u00e7\u00e3o, de fazer morrer o rei, meu irm\u00e3o. Por isso rogo-te que queimes esse veneno, na minha presen\u00e7a. Assim ele me falou e eu fui logo buscar o veneno e o queimei na sua presen\u00e7a, com exce\u00e7\u00e3o de uma pequena parte, que eu guardei pra me servir dele se depois de sua morte vossa majestade me quisesse tratar com o mesmo rigor.&#8221; Dizendo isso mostrou a Herodes o resto do veneno e a caixa na qual estava guardado. O irm\u00e3o de AntiF\u00edlon e sua m\u00e3e confessaram, ante os tormen-tos, a mesma coisa e reconheceram a caixa. Acusaram tamb\u00e9m uma das mulhe\u00adres do rei, filha do sumo sacerdote, de ter tomado parte nesta conspira\u00e7\u00e3o, mas ela nada confessou. Herodes repudiou-a, riscou do seu testamento a Herodes, o filho que dela tivera e que tinha citado como seu sucessor ao trono, no caso de Ant\u00edpatro morrer antes dele, tirou o sumo sacerd\u00f3cio de Sim\u00e3o, seu pai e seu sogro e confiou Matias, filho de Te\u00f3F\u00edlon.<\/p>\n<p>No entanto, Batilo, liberto de Ant\u00edpatro, veio de Roma e o submeteram ao interrogat\u00f3rio com torturas; ele confessou que tinha levado veneno para entreg\u00e1-lo \u00e0 m\u00e3e de Ant\u00edpatro e a Feroras, a fim de que, se o primeiro que se desse ao rei n\u00e3o surtisse efeito, ministrassem-lhe o segundo. Entregaram ao mesmo tempo a Herodes umas cartas que seus amigos, que estavam em Roma, lhe haviam escrito a pedido de Ant\u00edpatro, que os havia ganho por grandes presentes. Essas cartas diziam quer Arquelau e Filipe, seus filhos, acusavam-no freq\u00fcentemente da morte de Alexandre e de Arist\u00f3bulo, seus irm\u00e3os; de que eles mostravam estar sensivelmente tristes e que eles julgavam que n\u00e3o os mandariam voltar de Roma para a Jud\u00e9ia, para trat\u00e1-los como os outros haviam sido tratados. Ant\u00edpatro, por seu lado, escreveu ao rei sobre seu assunto, como para desculp\u00e1-los, dizendo que se devia perdoar \u00e0 sua mocidade e durante sua perman\u00eancia junto de Augusto, ele continuou sempre a trabalhar para ganhar o afeto dos mais ilustres da sua corte, aos quais deu presentes, para mais de duzentos talentos. A esse respeito parece que h\u00e1 motivo de se admirar, de que durante sete meses em que ele ficou em Roma, nada soubesse do que se passava na jud\u00e9ia. Mas al\u00e9m de se guarda\u00adrem cuidadosamente todas as passagens para impedir que ele pudesse saber not\u00edcias, o \u00f3dio que lhe votavam era t\u00e3o grande, que n\u00e3o havia ningu\u00e9m que quisesse se arriscar por amor dele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois tracon\u00edtidas, libertos de Feroras, aos quais muito ele estimava, fo\u00adram depois de sua morte procurar Herodes, para rogar-lhe que n\u00e3o a deixasse impune, mas fizesse uma cuidadosa indaga\u00e7\u00e3o, para descobrir quem lhe era o causador e o culpado. 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