{"id":476,"date":"2015-04-03T02:08:01","date_gmt":"2015-04-03T02:08:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=476"},"modified":"2015-04-03T02:08:01","modified_gmt":"2015-04-03T02:08:01","slug":"capitulo-10-testemunho-do-afeto-que-os-imperadores-romanos-tinham-pelos-judeus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-10-testemunho-do-afeto-que-os-imperadores-romanos-tinham-pelos-judeus\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 10 &#8211; Testemunho do afeto que os imperadores romanos tinham pelos judeus."},"content":{"rendered":"<p>Nesse mesmo tempo, os judeus que moravam na \u00c1sia e na \u00c1frica, aos quais os reis haviam concedido o direito de burguesia, eram maltratados pelos gregos, que desviavam o dinheiro sagrado e lhes eram contr\u00e1rios em todas as coisas. Ent\u00e3o enviaram embaixadores a Augusto, de modo que se pusesse um fim \u00e0quele b\u00e1rbaro tratamento que recebiam. Esse pr\u00edncipe escreveu \u00e0s prov\u00ednci\u00adas, reafirmando a manuten\u00e7\u00e3o daqueles privil\u00e9gios, como se poder\u00e1 ver pela c\u00f3pia da carta que julgo bem reproduzir, a fim de mostrar a afei\u00e7\u00e3o dos impera\u00addores romanos para conosco.<\/p>\n<p>&#8220;C\u00e9sar Augusto, sumo sacerdote e administrador da Rep\u00fablica, ordena o que se segue. Sendo a na\u00e7\u00e3o dos judeus, n\u00e3o somente no tempo presente, mas tam\u00adb\u00e9m no passado, sempre fiel e afei\u00e7oada ao povo romano, particularmente ao imperador C\u00e9sar, meu pai, quando Hircano era o seu sumo sacerdote, ordena\u00admos, com o consentimento do senado, que os judeus vivam segundo as suas leis e costumes, tal como faziam no tempo de Hircano, sumo sacerdote do Deus Alt\u00edssimo; que os seus Templos desfrutem sempre o direito de asilo; que lhes seja permitido enviar a Jerusal\u00e9m o dinheiro consagrado ao servi\u00e7o de Deus; que n\u00e3o sejam obrigados a comparecer a julgamento no dia de s\u00e1bado nem na vig\u00edlia do s\u00e1bado, ap\u00f3s as nove horas; que seja punido como sacr\u00edlego e tenha os seus bens confiscados em proveito do povo romano aquele que roubar os seus livros santos ou o dinheiro destinado ao servi\u00e7o de Deus. E, como desejamos, em todas as ocasi\u00f5es, dar provas de nossa bondade para com todos os homens, \u00e9 nosso desejo que o pedido apresentado por Caio M\u00e1rcio Censorino em nome do ju-deus seja colocado com a presente ordem em um lugar eminente, no Templo de Ancira, o qual toda a \u00c1sia consagrou ao nosso nome. E seja severamente castiga\u00addo aquele que ousar desobedecer a estas ordens&#8221;.<\/p>\n<p>V\u00ea-se tamb\u00e9m o seguinte decreto gravado sobre uma coluna no Templo de Augusto: &#8220;C\u00e9sar, a Norbano Flacco, sauda\u00e7\u00e3o. Seja permitido aos judeus de algumas prov\u00edncias, onde eles moram, enviar dinheiro a Jerusal\u00e9m, como sempre o fizeram, para ser empregado no servi\u00e7o de Deus, sem que isso lhes seja impedido&#8221;.<\/p>\n<p>Agripa escreveu tamb\u00e9m em favor dos judeus, desta maneira: &#8220;Agripa, aos magistrados, ao senado e ao povo de \u00c9feso, sauda\u00e7\u00e3o. Ordenamos que a guarda e o emprego do dinheiro sagrado que os judeus da \u00c1sia enviam a Jerusal\u00e9m, segundo o costume de sua na\u00e7\u00e3o, fique a cargo deles, e se algu\u00e9m, tendo-o roubado, recorrer aos asilos para se salvar, seja de l\u00e1 tirado e entregue aos judeus, para que o fa\u00e7am sofrer a pena que os sacr\u00edlegos merecem&#8221;. O mesmo Agripa escreveu tamb\u00e9m ao governador Silvano, para impedir que se obrigassem os judeus a comparecer a julgamento em dia de s\u00e1bado.<\/p>\n<p>&#8220;Marcos Agripa, aos magistrados e ao senado de Cirene, sauda\u00e7\u00e3o. Os judeus que moram em Cirene fizeram-nos queixas de que, embora Augusto tenha ordenado a Fl\u00e1vio, governador da L\u00edbia, e aos oficiais dessa prov\u00edncia que lhes dessem plena liberdade para enviar o dinheiro sagrado a Jerusal\u00e9m, como sempre fizeram, h\u00e1 pessoas maldosas que o querem impedir, sob pretexto de alguns tributos de que os judeus lhes seriam devedores, quando na verdade n\u00e3o devem. A esse respeito, ordenamos que eles sejam mantidos no usufruto de seus direitos, sem que os tais lhes sejam impedidos ou dificultados, por qualquer meio. E, se em alguma cidade o dinheiro sagrado for desviado, ele dever\u00e1 ser restitu\u00eddo aos judeus por aqueles que forem nomeados para esse fim&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Caio Norbano Flacco, proc\u00f4nsul, aos magistrados de Sardes, sauda\u00e7\u00e3o. C\u00e9sar nos ordenou, por meio de cartas, impedirmos que se perturbe a liberdade que os judeus sempre tiveram de enviar a Jerusal\u00e9m, segundo o costume de sua na\u00e7\u00e3o, o dinheiro que eles destinam para esse fim, o que me obriga a escrever-vos esta carta, a fim de vos informar da vontade do imperador e da nossa&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00falio Ant\u00f4nio, proc\u00f4nsul, escreveu tamb\u00e9m: &#8220;J\u00falio Ant\u00f4nio, proc\u00f4nsul, ao se\u00adnado e ao povo de \u00c9feso, sauda\u00e7\u00e3o. Quando eu administrava a justi\u00e7a no d\u00e9cimo terceiro dia de fevereiro, os judeus que moram na \u00c1sia disseram-me que C\u00e9sar Augusto e Agripa lhes haviam permitido enviar com toda a liberdade a Jerusal\u00e9m, conforme as suas leis e costumes, as prim\u00edcias que cada qual desejasse oferecer livremente a Deus, por um sentimento de piedade. Eles rogaram-me que lhes confirmasse essa gra\u00e7a. Por isso, conforme o desejo de Augusto e de Agripa, fa\u00e7o-vos saber que permito aos judeus que nisso observem os seus costumes, e que ningu\u00e9m ouse impedi-los&#8221;.<\/p>\n<p>Como sei que esta hist\u00f3ria pode cair nas m\u00e3os dos gregos, julguei dever relatar todas essas provas, para mostrar-lhes que n\u00e3o \u00e9 de hoje que os detentores da suprema autoridade nos permitem observar os costumes de nossos antepassados e servir a Deus da maneira como ordena a nossa religi\u00e3o. Julgo que devo repeti-lo muito, a fim de que as na\u00e7\u00f5es estrangeiras percam o \u00f3dio que sem motivo nutrem contra n\u00f3s. O tempo causa mudan\u00e7as nos costumes de todos os povos, e quase n\u00e3o h\u00e1 cidade onde isso n\u00e3o aconte\u00e7a. Mas a justi\u00e7a deve ser igualmente reverenciada por todos os homens. Assim, as nossas leis podem ser muito \u00fateis, n\u00e3o somente aos gregos, mas tamb\u00e9m aos b\u00e1rbaros, o que os obriga a ter afeto por n\u00f3s, pois elas s\u00e3o inteiramente conformes \u00e0 justi\u00e7a, e n\u00f3s as observamos fielmente. Por isso, rogo que nos n\u00e3o odeiem pela nossa maneira diferente de viver, mas que, como n\u00f3s, amem a virtude, pois ela deve ser comum a todos os homens. Precisamos agora retomar a nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesse mesmo tempo, os judeus que moravam na \u00c1sia e na \u00c1frica, aos quais os reis haviam concedido o direito de burguesia, eram maltratados pelos gregos, que desviavam o dinheiro sagrado e lhes eram contr\u00e1rios em todas as coisas. 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