{"id":454,"date":"2015-04-03T01:28:18","date_gmt":"2015-04-03T01:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=454"},"modified":"2015-04-03T01:28:18","modified_gmt":"2015-04-03T01:28:18","slug":"capitulo-13-herodes-manda-construir-uma-soberba-cidade-em-honra-de-augusto-a-qual-da-o-nome-de-cesareia-envia-a-augusto-os-seus-dois-filhos-alexandre-e-aristobulo-que-tivera-de-mariana-augusto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-13-herodes-manda-construir-uma-soberba-cidade-em-honra-de-augusto-a-qual-da-o-nome-de-cesareia-envia-a-augusto-os-seus-dois-filhos-alexandre-e-aristobulo-que-tivera-de-mariana-augusto\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 13 &#8211; Herodes manda construir uma soberba cidade em honra de Augusto, \u00e0 qual d\u00e1 o nome de Cesar\u00e9ia. Envia a Augusto os seus dois filhos, Alexandre e Arist\u00f3bulo, que tivera de Mariana. Augusto concede-lhe ainda novos favores. Causa do bom tratamento que Herodes dispensava aos ess\u00eanios."},"content":{"rendered":"<p>Herodes, tendo notado ao longo do mar a torre de Estrat\u00e3o, cuja situa\u00ad\u00e7\u00e3o era muito vantajosa, edificou ali uma cidade de forma e beleza admir\u00e1veis. N\u00e3o somente os pal\u00e1cios eram magn\u00edficos, constru\u00eddos de m\u00e1rmore branco, como tamb\u00e9m apresentavam bel\u00edssima arquitetura as casas dos particulares. E o porto, com dimens\u00f5es semelhantes \u00e0s do Pireu, onde os navios podiam ancorar em seguran\u00e7a, sobrepujava a tudo o mais. A estrutura era maravilhosa. Havia dentro grandes magazines para receber toda sorte de mercadoria e de objetos. Foi ne\u00adcess\u00e1rio, para levar a cabo t\u00e3o grande obra, um trabalho extraordin\u00e1rio e uma despesa fabulosa, porque era preciso trazer de muito longe todo o material.<\/p>\n<p>Essa cidade est\u00e1 na Fen\u00edcia, situada no lugar onde se embarca para passar ao Egito, entre Jope e Adora, que s\u00e3o duas pequenas cidades mar\u00edtimas. Os portos destas, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o seguros, porque s\u00e3o batidos pelo vento \u00e1frico, cuja impe-tuosidade levanta t\u00e3o grande quantidade de areia contra a praia que os navios carregados de mercadorias a\u00ed n\u00e3o podem estar seguros, e os pilotos s\u00e3o obrigados a lan\u00e7ar as \u00e2ncoras ao mar. Para remediar esse inconveniente, Herodes mandou construir o porto de Cesar\u00e9ia em forma de crescente, capaz de conter um grande n\u00famero de navios. E, como o mar mede ali vinte bra\u00e7as de profundidade, mandou lan\u00e7ar pedras de tamanho enorme, a maior das quais tinha cinq\u00fcenta p\u00e9s de com\u00adprimento, dezoito de largura e nove de altura. E havia ainda maiores.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o do cais era de duzentos p\u00e9s, cuja metade servia para quebrar a viol\u00eancia nas ondas, e construiu-se na outra metade um muro fortificado com torres, sendo que a maior e mais bela recebeu de Herodes o nome de Druso, filho da imperatriz J\u00falia,* mulher de Augusto, que morreu jovem. Havia ainda diversos arcos em forma de p\u00f3rticos, para alojar os marinheiros. Uma descida muito suave e que poderia servir de bel\u00edssimo passeio rodeava todo o porto, cuja entrada estava exposta ao aquil\u00e3o, que \u00e9 o mais forte de todos os ventos. Havia do lado esquerdo, por onde se entrava no porto, uma torre constru\u00edda sobre uma plataforma muito larga, feita para resistir \u00e0 viol\u00eancia das vagas.<\/p>\n<p>Do lado direito, estavam duas colunas de pedra, t\u00e3o grandes que superavam a altura da torre. Via-se ao redor do porto uma fileira de casas cujas pedras eram muito bem talhadas, e construiu-se sobre uma colina que est\u00e1 meio o Templo consagrado a Augusto. Os que navegam podem v\u00ea-lo de bem longe, e h\u00e1 duas est\u00e1tuas, uma de Roma e outra desse pr\u00edncipe, em honra do qual Herodes deu o nome de Cesar\u00e9ia a essa cidade, n\u00e3o menos admir\u00e1vel pela riqueza de suas cons\u00adtru\u00e7\u00f5es que pela magnific\u00eancia de seus ornamentos.<\/p>\n<p>Fizeram-se em terra longos arcos, distantes igualmente uns dos outros, que se dirigiam todos para o mar, e havia um que os atravessava para levar at\u00e9 ele a \u00e1gua da chuva e as imund\u00edcies da cidade e receber ao mesmo tempo as \u00e1guas do mar, quando este se achasse muito agitado, a fim de lavar assim a maior parte das ruas. Herodes mandou tamb\u00e9m construir um circo de pedra e, ao lado do porto que est\u00e1 voltado para o sul, um enorme anfiteatro, de onde se pode ver bem ao longe por sobre o mar. E, como ele n\u00e3o economizava nem trabalho nem dinheiro em t\u00e3o grandes obras, empregou doze anos para faz\u00ea-la chegar \u00e0 sua maior perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________________<\/p>\n<p>* Josefo chama-a J\u00falia, mas na verdade \u00e9 a princesa L\u00edvia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois que construiu essas duas grandes cidades, Sebaste e Cesar\u00e9ia, o magn\u00edfico monarca enviou a Roma Alexandre e Arist\u00f3bulo, filhos que tivera de Mariana, para que se fixassem na corte de Augusto. Poliom, que era seu \u00edntimo amigo, preparou-lhes um belo alojamento, mas sem necessidade, por\u00adque Augusto quis hosped\u00e1-los no pal\u00e1cio real. Esse grande imperador recebeu-os com singular gentileza e demonstra\u00e7\u00f5es de afeto, deixando ao pai deles a liberdade de tomar por sucessor aquele que quisesse escolher para tal. Aumen\u00adtou ainda o reino de Herodes em tr\u00eas prov\u00edncias: Traconites, Batan\u00e9ia e Auranite, pelo fato que vou narrar.<\/p>\n<p>Zenodoro, que se havia apoderado dos bens de Lis\u00e2nias, n\u00e3o se contentando com os rendimentos que deles podia tirar legitimamente, tentou aument\u00e1-los, favorecendo os roubos pelos de Traconites, que costumavam assaltar os arredores de Damasco. Assim, em vez de se opor a eles, Zenodoro tinha parte no produto do roubo. Foram ent\u00e3o queixar-se a Varo, governador da prov\u00edncia, e ele escreveu a Augusto, que lhe ordenou destruir completamente os redutos desses salteadores e que desse o pa\u00eds a Herodes, a fim de que ele impedisse, com os seus cuidados, a continua\u00e7\u00e3o de tal desordem.<\/p>\n<p>Seria muito dif\u00edcil remedi\u00e1-la, pois os que viviam desses roubos n\u00e3o iam nem para as cidades nem para as aldeias, mas para as cavernas, onde viviam como animais. Fazendo provis\u00f5es de v\u00edveres e de \u00e1gua, l\u00e1 se escondiam quando eram atacados ou perseguidos. A entrada dessas cavernas \u00e9 t\u00e3o estreita que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel entrar uma pessoa por vez, por\u00e9m no interior s\u00e3o muito espa\u00e7osas, mais do que se pode imaginar. A terra que as cobre \u00e9 plana, mas t\u00e3o pedregosa e \u00e1spera que dificilmente sexonsegue andar ali. N\u00e3o se pode percorrer sem um guia as estradas que levam a essas cavernas, t\u00e3o tortuosas e emaranhadas elas s\u00e3o. Aqueles homens eram ainda t\u00e3o maus que quando n\u00e3o podiam roubar mais ningu\u00e9m, roubavam uns aos outros.<\/p>\n<p>Logo que Herodes se tornou senhor dessas terras, pela doa\u00e7\u00e3o de Augusto, ele conseguiu, valendo-se de bons guias, chegar at\u00e9 as cavernas e reprimir todos os assaltos, restituindo a calma a todos os pa\u00edses das redondezas. Zenodoro, abatido de dor pela perda de seus bens e pelo \u00f3dio contra Herodes, que os havia tirado, foi a Roma para queixar-se, mas inutilmente.<\/p>\n<p>Por esse mesmo tempo, Augusto enviou Agripa, a quem ele tinha uma estima muito particular, para governar a \u00c1sia. Herodes foi procur\u00e1-lo em Mitilene e voltou depois a Jerusal\u00e9m. Os habitantes de Cadara, querendo fazer queixas dele a Agripa, dirigiram-se para l\u00e1. Agripa, no entanto, n\u00e3o somente n\u00e3o os escutou como ainda os despediu acorrentados.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o os \u00e1rabes, que n\u00e3o toleravam o dom\u00ednio de Herodes, procuravam havia muito oportunidade para se revoltar e julgaram ter encontrado uma ocasi\u00e3o favor\u00e1vel. Zenodoro, de quem acabamos de falar, vendo malparados os seus neg\u00f3cios, vendeu Auranite, que fazia parte do que ele antes possu\u00eda, por cinq\u00fcenta talentos. E, como estava compreendida na doa\u00e7\u00e3o feita por Augusto a Herodes, os \u00e1rabes julgaram que lhes estavam fazendo uma enorme injusti\u00e7a e n\u00e3o iriam toler\u00e1-la. Assim, esfor\u00e7am-se de todos os modos para conservar a prov\u00edncia, tanto afirmando o seu direito perante os juizes quanto pela for\u00e7a, servindo-se de al\u00adguns soldados que se compraziam em tomar parte em agita\u00e7\u00f5es. Herodes, para evitar que sucedesse alguma rebeli\u00e3o, julgou conveniente remediar esse mal mais pela concilia\u00e7\u00e3o que pela viol\u00eancia.<\/p>\n<p>No d\u00e9cimo s\u00e9timo ano de seu reinado, Augusto veio \u00e0 S\u00edria e ouviu ali muitas queixas contra Herodes, da parte dos habitantes de Gadara, que o acusavam de tirania. Zenodoro, principalmente, os levava a isso, prometendo-lhes com juramento jamais descansar at\u00e9 libert\u00e1-los da domina\u00e7\u00e3o de Herodes e traz\u00ea-los de volta \u00e0 de Augusto. Mas o que os tornou ainda mais atrevidos em se rebelar contra Herodes foi o fato de este n\u00e3o castigar os que Agripa lhe mandara acorrentados, pois quanto ele era severo com os seus s\u00faditos tanto era af\u00e1vel com os estrangeiros. E atreveram-se ainda a acus\u00e1-lo de haver feito exa\u00e7\u00f5es. Herodes, sem se comover, preparava-se para se justificar, mas Augusto o recebeu muito bem e demonstrou que de nenhum modo se deixara impressionar para aquelas queixas. Disse-lhe somente alguma coisa no primeiro dia e depois n\u00e3o tocou mais no assunto.<\/p>\n<p>Quando os habitantes viram que os sentimentos de Augusto e dos de sua maior confian\u00e7a eram favor\u00e1veis a Herodes, o temor de serem abandonados \u00e0 vontade dele levou alguns a cometer suic\u00eddio na noite seguinte, outros a se precipitar nos abismos e outros ainda a se afogar. Assim, tendo eles mesmos se condenado, Augusto n\u00e3o encontrou dificuldade em absolver Herodes. Aconteceu tamb\u00e9m a esse rei dos judeus outro fato auspicioso: Zenodoro morreu em Antioquia, por causa de uma disenteria, e Augusto deu-lhe ent\u00e3o todos os outros bens que ele possu\u00eda na Galil\u00e9ia e Traconites, que era muito extensa, porque compreendia Ulata, Paneada e as terras vizinhas. Augusto acrescentou-lhe ainda outro favor: ordenou aos governadores da S\u00edria que nada fizessem sem ordem do rei da Jud\u00e9ia.<\/p>\n<p>Augusto reinava sobre quase toda a terra, e podia-se dizer que Agripa governava depois dele esse poderoso imp\u00e9rio. Nisso era grande a felicidade de Herodes, pois Augusto, depois de Agripa, n\u00e3o estimava ningu\u00e9m como a ele, e Agripa n\u00e3o estimava ningu\u00e9m mais que a Herodes, depois de Augusto. Dois apoios t\u00e3o poderosos davam-lhe motivo de esperar todo poder, ent\u00e3o ele pediu e obteve de Augusto para Feroras, seu irm\u00e3o, a vice-goveman\u00e7a de todo o seu reino e recolheu imediatamente cem talentos de sua renda a fim de que o irm\u00e3o tivesse com que viver depois de sua morte, sem depender dos filhos. Depois acompanhou Augusto at\u00e9 o embarque e construiu em sua honra, nas terras de Zenodoro, perto de Panio, um soberbo Templo de m\u00e1rmore branco. Panio \u00e9 uma enorme caverna sob um monte muito agrad\u00e1vel, onde nascem as \u00e1guas do Jord\u00e3o. Como esse lugar era j\u00e1 muito c\u00e9lebre, Herodes escolheu para l\u00e1 consagrar esse Templo a Augusto.<\/p>\n<p>Nesse mesmo tempo, Herodes dispensou os seus s\u00faditos da ter\u00e7a parte dos tributos, dizendo que o fazia para que se refizessem dos males causados pela carestia. Mas a verdadeira raz\u00e3o era que ele queria acalmar-lhes o esp\u00edrito por aquelas grandes obras, t\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 sua religi\u00e3o e pelas quais eles n\u00e3o dissimulavam o seu descontentamento. Temendo as conseq\u00fc\u00eancias dessa indisposi\u00e7\u00e3o, tudo ele fez para diminu\u00ed-la e mesmo impedi-la. Ordenou que cada qual se ocupasse apenas de seus assuntos particulares e proibiu, sob grandes castigos, as assembl\u00e9ias e os banquetes em Jerusal\u00e9m. Prezava tanto a observ\u00e2ncia desse edito que havia guardas nas cidades e nos grandes caminhos para vigiar e prender os que desobedecessem, os quais eram secreta ou mesmo abertamente levados \u00e0 fortaleza de Hrrc\u00e2nia e ali castigados com rigor. Diz-se que ele pr\u00f3prio se disfar\u00e7ava-eom freq\u00fc\u00eancia e \u00e0 noite misturava-se com o povo para auscultar-lhe os sentimentos com rela\u00e7\u00e3o ao governo. E castigava sem miseric\u00f3rdia os que condenavam o seu proceder, obrigando os outros com juramento a jamais lhe faltar \u00e0 fidelidade.<\/p>\n<p>Assim, a maior parte fazia por medo tudo o que ele ordenava, e n\u00e3o havia meios de que ele n\u00e3o se servisse para condenar os que, n\u00e3o suportando aquele tratamento, tinham a coragem de se queixar. Quis tamb\u00e9m obrigar Poliom Fariseu, Sameas e a maior parte de seus disc\u00edpulos ao mesmo juramento. Por\u00e9m, ainda que eles recusassem faz\u00ea-lo, n\u00e3o os castigou como aos demais, pelo respeito que tinha a Poliom, e dispensou tamb\u00e9m do juramento os que n\u00f3s chamamos ess\u00eanios, cujos sentimentos s\u00e3o semelhantes aos dos fil\u00f3sofos e aos quais os gregos chamam pitag\u00f3ricos, como j\u00e1 dissemos alhures. Sobre isso, creio n\u00e3o me afastar do assunto de minha hist\u00f3ria se disser a raz\u00e3o que levou Herodes a ter deles uma opini\u00e3o t\u00e3o favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Um ess\u00eanio, de nome Mana\u00e9m, que levava uma vida muito virtuosa e era louvado por todos, recebeu de Deus o dom de predizer o futuro. Tendo ele visto Herodes ainda bastante jovem estudar com as crian\u00e7as de sua idade, disse-lhe que ele reinaria sobre os judeus. Herodes julgou que ele n\u00e3o o conhecia ou que estava zombando dele e por isso respondeu-lhe que bem via que ele desconhecia a sua origem e o seu nascimento, que n\u00e3o eram t\u00e3o ilustres que o fizessem esperar tal honra.<\/p>\n<p>Mana\u00e9m retrucou, sorrindo e dando-lhe uma palmadinha nas costas: &#8220;Eu vo-lo disse e vo-lo digo ainda que sereis rei e reinareis venturosamente, porque Deus assim o quer. Lembrai-vos ent\u00e3o desta pancadinha que vos acabo de dar, para indicar as diversas mudan\u00e7as de sorte, e nunca vos esque\u00e7ais de que um rei deve ter continuamente diante dos olhos a piedade que Deus lhe pede, a justi\u00e7a que deve ministrar a todos e o amor que \u00e9 obrigado a ter pelos seus s\u00faditos. Mas sei que n\u00e3o o fareis quando fordes elevado a t\u00e3o alto grau de poder. Pois sereis feliz em tudo o mais e digno de gl\u00f3ria imortal tanto quanto sereis infeliz por vossa impiedade para com Deus e vossa injusti\u00e7a para com os homens. Mas n\u00e3o podereis escapar \u00e0 vista desse Senhor soberano do universo. Ele penetrar\u00e1 os vossos pensamentos mais ocul\u00adtos, e experimentareis no fim de vossa vida os efeitos de sua c\u00f3lera&#8221;.<\/p>\n<p>Herodes n\u00e3o deu ent\u00e3o grande import\u00e2ncia a essas palavras, mas quando se viu elevado ao trono e em t\u00e3o grande prosperidade, mandou buscar Mana\u00e9m e per\u00adguntou-lhe sobre a dura\u00e7\u00e3o de seu reinado, se chegaria a dez anos. Ele respondeu: &#8220;De vinte a trinta&#8221;, sem nada determinar de positivo. Herodes, muito satisfeito com essa resposta, despediu-o corwnuita gentileza e depois disso tratou sempre os ess\u00eanios muito favoravelmente. N\u00e3o duvido de que isso, para muitos, pare\u00e7a inacredit\u00e1vel. No entanto, julguei dever relat\u00e1-lo, porque h\u00e1 v\u00e1rios dessa seita aos quais Deus se digna revelar os seus segredos, por causa da santidade de sua vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Herodes, tendo notado ao longo do mar a torre de Estrat\u00e3o, cuja situa\u00ad\u00e7\u00e3o era muito vantajosa, edificou ali uma cidade de forma e beleza admir\u00e1veis. N\u00e3o somente os pal\u00e1cios eram magn\u00edficos, constru\u00eddos de m\u00e1rmore branco, como tamb\u00e9m apresentavam bel\u00edssima arquitetura as casas dos particulares. 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