{"id":387,"date":"2015-04-03T01:12:27","date_gmt":"2015-04-03T01:12:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=387"},"modified":"2015-04-03T01:12:27","modified_gmt":"2015-04-03T01:12:27","slug":"capitulo-8-pompeu-depois-de-um-cerco-de-tres-meses-toma-o-templo-de-assalto-mas-nao-o-saqueia-diminui-o-poder-dos-judeus-deixa-o-comando-do-exercito-a-escauro-leva-aristobulo-prisioneiro-a-rom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-8-pompeu-depois-de-um-cerco-de-tres-meses-toma-o-templo-de-assalto-mas-nao-o-saqueia-diminui-o-poder-dos-judeus-deixa-o-comando-do-exercito-a-escauro-leva-aristobulo-prisioneiro-a-rom\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 8 &#8211; Pompeu, depois de um cerco de tr\u00eas meses, toma o Templo de assalto, mas n\u00e3o o saqueia. Diminui o poder dos judeus. Deixa o comando do ex\u00e9rcito a Escauro. Leva Arist\u00f3bulo prisioneiro a Roma, com Alexandre e Ant\u00edgono, seus dois filhos, e suas duas filhas. Alexandre escapa da pris\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>A cidade de Jerusal\u00e9m estava dividida. Uns diziam que era preciso abrir as portas a Pompeu. Os do partido de Arist\u00f3bulo afirmavam, ao contr\u00e1rio, que deviam fech\u00e1-las e se preparar para a guerra, pois ele era mantido prisioneiro. E, sem adiar mais, apoderaram-se do Templo, destru\u00edram a ponte que o unia \u00e0 cidade e resolveram defend\u00ea-lo. Os outros receberam o ex\u00e9rcito de Pompeu e entregaram-lhe a cidade e o pal\u00e1cio real. Ele logo mandou Pis\u00e3o, seu lugar-te-nente-general, com as tropas para tomar posse dela. Pompeu, por sua vez, forti\u00adficava tamb\u00e9m as casas e os outros lugares pr\u00f3ximos do Templo. Mas antes de tentar qualquer outro esfor\u00e7o, ofereceu condi\u00e7\u00f5es de paz aos que pretendiam defend\u00ea-lo. Quando viu que eles as recusavam, fortificou com muralhas o que estava em redor. Hircano fornecia com prazer tudo o que era necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Pompeu escolheu atac\u00e1-lo pelo lado norte, porque era o mais fraco, embora fortificado por altas e fortes torres e por um grande fosso, feito com grande dificuldade num vale muito profundo, pois do lado da cidade onde ele havia estabelecido o seu quartel havia somente um precip\u00edcio, por onde, depois que a ponte fora destru\u00edda, n\u00e3o se podia mais passar. Os romanos trabalharam com infatig\u00e1vel ardor para elevar as plataformas e cortaram para isso todas as \u00e1rvores em redor. Depois, atacaram o Templo com m\u00e1quinas que Pompeu fizera vir de Tiro e que lan\u00e7avam grandes pedras \u00e0 maneira de balas.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o teriam podido realizar esse feito com as plataformas se as leis de nossos antepassados, que pro\u00edbem trabalhar no dia de s\u00e1bado, n\u00e3o tivessem impedido os sitiados de se opor a essa atividade naquele dia. Os romanos, saben\u00addo disso, n\u00e3o lan\u00e7avam pedras nem atacavam de qualquer outro modo, mas continuavam a elevar as plataformas e a fazer avan\u00e7ar as m\u00e1quinas, para se servi\u00adrem delas no dia seguinte. Pode-se, pois, imaginar o nosso zelo para com Deus e pela observ\u00e2ncia de nossas leis, pois nem o medo de sermos atacados nos afas\u00adtou da celebra\u00e7\u00e3o de nossos sacrif\u00edcios. Os sacerdotes n\u00e3o deixavam um dia sequer de oferecer sacrif\u00edcios a Deus sobre o altar, pela manh\u00e3 e \u00e0s nove horas. O perigo, por maior que fosse, n\u00e3o conseguia interromp\u00ea-los.<\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas meses de cerco, o Templo foi tomado, num dia de jejum, na Olimp\u00edada cento e setenta e nove, sendo c\u00f4nsules C. Ant\u00f4nio e M. T\u00falio C\u00edcero. Embora os romanos matassem todos os que encontravam, o medo da morte n\u00e3o impediu os que estavam ocupados nas sagradas cerim\u00f4nias de continuar a celebr\u00e1-las, tanto estavam persuadidos de que o maior de todos os males \u00e9 o abandono dos altares e a n\u00e3o-observ\u00e2ncia das santas leis. Para provar que o que digo n\u00e3o s\u00e3o palavras ditas apenas por mera formalidade, para p\u00f4r em evid\u00eancia o esp\u00edrito de piedade de nossa na\u00e7\u00e3o, basta ler o que referem todos os que narram os feitos de Pompeu, como Estrab\u00e3o, Nicolau e particularmente Tito L\u00edvio, que escreveu a Hist\u00f3ria Romana. Mas devemos retomar a nossa narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a maior das torres cedeu \u00e0 pot\u00eancia das m\u00e1quinas e, caindo, fez cair tamb\u00e9m o muro que estava perto, os romanos apressaram-se a entrar pela brecha. O primeiro que subiu foi Corn\u00e9lio Fausto, filho de Sila, seguido por seus coman\u00addados. F\u00fario entrou pelo outro lado com a sua companhia, e Fausto passou entre ambos e entrou com a sua. Todos os lugares ficaram juncados de cad\u00e1veres. Parte dos judeus foi morta pelos romanos, os outros matavam-se entre si ou se precipitavam do alto ou incendiavam as pr\u00f3prias casas. A morte parecia-lhes mais doce que t\u00e3o horr\u00edvel desola\u00e7\u00e3o. Doze mil judeus vieram a perecer, mas poucos romanos. Absal\u00e3o, tio e sogro de Arist\u00f3bulo, foi aprisionado.<\/p>\n<p>A santidade do Templo foi violada de maneira singular. At\u00e9 ent\u00e3o os profanos n\u00e3o somente jamais tinham posto o p\u00e9 no Santu\u00e1rio, como nem mesmo o tinham visto. Pompeu, todavia, entrou nele com o seu s\u00e9quito e viu o que n\u00e3o era permi\u00adtido, sen\u00e3o aos sacerdotes. L\u00e1 encontrou a mesa, os candelabros e as ta\u00e7as de ouro, grande quantidade de perfumes e, no tesouro sagrado, cerca de dois mil talentos. Sua piedade impediu-o de tocar em qualquer coisa, e nada ele fez ent\u00e3o que n\u00e3o fosse digno de sua virtude. No dia seguinte, ordenou aos oficiais do Tem\u00adplo que o purificassem, para oferecer sacrif\u00edcios a Deus, e deu a Hircano o cargo de sumo sacerdote, tanto por causa dos aux\u00edlios que dele recebera quanto porque impedira os judeus de abra\u00e7ar o partido de Arist\u00f3bulo. Mandou em seguida cortar a cabe\u00e7a aos que haviam insuflado a guerra e deu a Fausto e a outros, por terem sido os primeiros a subir \u00e0s muralhas, recompensas dignas de seu valor.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 cidade de Jerusal\u00e9m, ele a tornou tribut\u00e1ria dos romanos. Tirou ao judeus as cidades que haviam conquistado na Baixa S\u00edria, determinou que obedecessem aos governadores e fixou, assim, em seus primeiros limites, o poder de nossa na\u00e7\u00e3o, antes t\u00e3o grande e t\u00e3o extenso. A cidade de Gadara algum tempo antes fora destru\u00edda, mas foi reconstru\u00edda em favor de Dem\u00e9trio, seu liberto, que dela era oriundo. Pompeu restituiu aos seus antigos habitantes as que estavam bem dentro, em terra firme, a saber: Hipona, Cit\u00f3polis, Pela, Diom, Samara, Maressa, Azoto, Jamnia e Aretusa, como tamb\u00e9m as que a guerra destru\u00edra completamente. Quis ele que as cidades mar\u00edtimas ficassem livres e fizessem parte da prov\u00edncia, a saber: Gaza, Jope, Adora e a torre de Estrat\u00e3o, que Herodes depois mandou reconstruir com grande magnific\u00eancia e enri\u00adqueceu com portos e belos Templos, mudando-lhe o nome para Cesar\u00e9ia.<\/p>\n<p>Foi assim que a diverg\u00eancia entre Arist\u00f3bulo e Hircano causou tantos males, fazendo-nos perder a liberdade, sujeitando-nos ao Imp\u00e9rio Romano e nos obri\u00adgando a entregar o que hav\u00edamos conquistado da S\u00edria pelas armas. A isso deve\u00admos acrescentar que esses novos senhores exigiram de n\u00f3s, logo depois, mais de dez mil talentos e transferiram o reino, que antes sempre pertencera \u00e0 casta sacerdotal, a homens cujos nascimentos nada tinham de ilustre. Falaremos mais particularmente, a seu tempo, de todas essas coisas.<\/p>\n<p>Pompeu deixou a Escauro o governo da Baixa S\u00edria at\u00e9 o Eufrates e as fronteiras do Egito, dirigiu-se para a Cil\u00edcia com duas legi\u00f5es e foi para Roma rapidamente, levando consigo Arist\u00f3bulo como prisioneiro, bem como os seus dois filhos e as suas duas filhas. O mais velho chamava-se Alexandre, e o mais novo, Ant\u00edgono. O mais velho, Alexandre, por\u00e9m, conseguiu escapar, e o mais novo, Ant\u00edgono, chegou a Roma com as suas irm\u00e3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Jerusal\u00e9m estava dividida. Uns diziam que era preciso abrir as portas a Pompeu. Os do partido de Arist\u00f3bulo afirmavam, ao contr\u00e1rio, que deviam fech\u00e1-las e se preparar para a guerra, pois ele era mantido prisioneiro. E, sem adiar mais, apoderaram-se do Templo, destru\u00edram a ponte que o unia \u00e0 cidade e resolveram&#8230; <a href=\"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-8-pompeu-depois-de-um-cerco-de-tres-meses-toma-o-templo-de-assalto-mas-nao-o-saqueia-diminui-o-poder-dos-judeus-deixa-o-comando-do-exercito-a-escauro-leva-aristobulo-prisioneiro-a-rom\/\">ler mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,220,283,319,533,610,950,997,1007,1112,1115,1219,1338,1340,1727,1773,1930,2264,2278,2364,2365,2675,2744,2945,3013,3071],"class_list":["post-387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livro-decimo-quarto","tag-alexandre","tag-antigono","tag-aristobulo","tag-assalto","tag-cerco","tag-comando","tag-diminui","tag-dois","tag-duas","tag-escapa","tag-escauro","tag-exercito","tag-filhas","tag-filhos","tag-judeus","tag-leva","tag-meses","tag-poder","tag-pompeu","tag-prisao","tag-prisioneiro","tag-roma","tag-saqueia","tag-templo","tag-toma","tag-tres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}