{"id":340,"date":"2015-04-03T01:02:26","date_gmt":"2015-04-03T01:02:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=340"},"modified":"2015-04-03T01:02:26","modified_gmt":"2015-04-03T01:02:26","slug":"capitulo-9-trifon-tenta-restabelecer-antioco-filho-de-alexandre-balas-no-reino-da-siria-jonatas-cerca-a-fortaleza-de-jerusalem-e-manda-socorro-ao-rei-demetrio-nicanor-que-por-esse-meio-repele-os","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-9-trifon-tenta-restabelecer-antioco-filho-de-alexandre-balas-no-reino-da-siria-jonatas-cerca-a-fortaleza-de-jerusalem-e-manda-socorro-ao-rei-demetrio-nicanor-que-por-esse-meio-repele-os\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 9 &#8211; Tr\u00edfon tenta restabelecer Ant\u00edoco, filho de Alexandre Balas, no reino da S\u00edria.J\u00f4natas cerca a fortaleza de Jerusal\u00e9m e manda socorro ao rei Dem\u00e9trio Nicanor, que por esse meio repele os habitantes de Antioquia, que o haviam sitiado em seu pal\u00e1cio. Sua ingratid\u00e3o para com J\u00f4natas. \u00c9 vencido pelo jovem Ant\u00edoco e foge para a Cil\u00edcia. Grandes honras prestadas por Ant\u00edoco a J\u00f4natas, que o ajuda contra Dem\u00e9trio. Gloriosa vit\u00f3ria obtida por J\u00f4natas sobre o ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio. J\u00f4natas renova a alian\u00e7a com os romanos e os lacedem\u00f4nios. Seitas dos fariseus, saduceus e dos ess\u00eanios. Outro ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio n\u00e3o ousa combater J\u00f4natas. Este tenta fortificar Jerusal\u00e9m. Dem\u00e9trio \u00e9 vencido e aprisionado por \u00c1rsaces, rei dos partos."},"content":{"rendered":"<p>Quando Diodoro, cognominado Tr\u00edfon \u2014 que era de Apam\u00e9ia e fora um dos chefes e comandantes do ex\u00e9rcito de Alexandre Balas \u2014 viu que os soldados de Dem\u00e9trio Nicanor estavam indispostos contra ele, foi procurar um \u00e1rabe de nome Male, que educava Ant\u00edoco, filho de Alexandre. Contou-lhe do descon\u00adtentamento dos soldados de Dem\u00e9trio e rogou que lhe entregasse o jovem pr\u00edn\u00adcipe, pois queria coloc\u00e1-lo no trono de seu pai. O \u00e1rabe, que n\u00e3o podia prestar f\u00e9 a essas palavras, recusou-o de in\u00edcio, mas Tr\u00edfon insistiu tanto que por fim ele se deixou vencer pelos pedidos.<\/p>\n<p>j\u00f4natas, sumo sacerdote, persistia no seu intento de expulsar os maced\u00f4nios da fortaleza de Jerusal\u00e9m, os quais ainda faziam parte da guarni-\u00e7\u00e3o, bem como aqueles judeus \u00edmpios que nela se haviam refugiado. Ele que\u00adria tamb\u00e9m libertar todas as outras fortalezas da Jud\u00e9ia das guarni\u00e7\u00f5es que as ocupavam e ent\u00e3o enviou embaixadores com presentes ao rei Dem\u00e9trio para pedir-lhe permiss\u00e3o. O pr\u00edncipe n\u00e3o somente consentiu como disse que faria ainda mais, t\u00e3o logo se tivesse livrado da guerra que estava empreendendo e que o impedia de executar imediatamente o seu desejo. Enquanto isso, roga\u00adva a J\u00f4natas que lhe mandasse aux\u00edlio, porque os seus soldados o haviam abandonado e passado para o lado dos inimigos. J\u00f4natas enviou tr\u00eas mil sol\u00addados escolhidos.<\/p>\n<p>Quando os antioquenses, que esperavam apenas o momento de matar Dem\u00e9trio pelos grandes males que lhes causara e pelos ultrajes que haviam rece\u00adbido do rei seu pai, viram o aux\u00edlio que ele recebia de J\u00f4natas, o receio de que ele reunisse for\u00e7as ainda maiores, caso n\u00e3o se antecipassem, levou-os a tomar as armas. Eles o sitiaram em seu pal\u00e1cio e apoderaram-se das ruas e avenidas, para impedi-lo de escapar. Dem\u00e9trio tentou fugir com os soldados estrangeiros e com os judeus auxiliares, mas depois de um grande combate foi obrigado, devido ao n\u00famero dos oponentes, a voltar para o pal\u00e1cio. Ent\u00e3o os judeus, servindo-se da vantagem que tinham num lugar assaz elevado, lan\u00e7aram-lhes dardos do alto das ameias, que os obrigaram a abandonar as casas vizinhas e incendi\u00e1-las, o que destruiu imediatamente toda a cidade, pois as casas estavam muito pr\u00f3ximas umas das outras e eram feitas de madeira.<\/p>\n<p>Os habitantes, n\u00e3o podendo resistir \u00e0 viol\u00eancia do fogo, pensaram somente em salvar as suas mulheres e filhos. O rei, enquanto os judeus os perseguiam por um lado, atacou-os pelo outro, por diversos lugares. V\u00e1rios foram mortos, e o resto foi obrigado a deixar as armas e se entregar. Ele perdoou-lhes a revolta, acalmou a sedi\u00e7\u00e3o, deu aos judeus os despojos que haviam apanhado e enviou-os a Jerusal\u00e9m, a J\u00f4natas, com grandes elogios, dizendo que lhe devia a vit\u00f3ria alcan\u00e7ada sobre os seus s\u00faditos. Mas bem depressa mostrou tamb\u00e9m a sua in\u00adgratid\u00e3o, pois, n\u00e3o se contentando em n\u00e3o cumprir o que prometera a J\u00f4natas, ainda amea\u00e7ou fazer-lhe guerra, caso os judeus n\u00e3o lhe pagassem o mesmo tri\u00adbuto que pagavam ao seus predecessores<\/p>\n<p>Essas amea\u00e7as teriam sido seguidas por fatos se Tr\u00edfon n\u00e3o o tivesse obrigado a voltar as armas contra ele. Vindo da Ar\u00e1bia para a S\u00edria com o jovem Ant\u00edoco, filho de Alexandre Balas, que fizera coroar rei, e com os soldados de Demetrio que n\u00e3o haviam mais recebido o seu soldo, os quais agora estavam unidos a ele, deu combate a Demetrio. Venceu-o, tomou-lhe os elefantes, apoderou-se de Antioquia e obrigou-o a fugir para a Cil\u00edcia.<\/p>\n<p>O jovem Antioco enviou depois embaixadores a J\u00f4natas, com cartas pelas quais o chamava de amigo e aliado, confirmando-o no cargo de sumo sacerdote e concedendo-lhe as quatro prov\u00edncias que haviam sido unidas \u00e0 jud\u00e9ia. Mandou-lhe tamb\u00e9m vasos de ouro, uma veste de p\u00farpura, um broche de ouro com a autoriza\u00e7\u00e3o de us\u00e1-lo e afirmou que o considerava um de seus maiores amigos. Al\u00e9m disso, constituiu a Sim\u00e3o, irm\u00e3o de J\u00f4natas, general das tropas que ele mantinha desde Tiro at\u00e9 o Egito. J\u00f4natas, cumulado de tantos favores e honras, enviou, por seu lado, embaixadores ao jovem pr\u00edncipe e a Tr\u00edfon para afirmar que jamais lhes faltaria \u00e0 amizade e \u00e0 fidelidade, e que se unia a eles para combater Demetrio, de quem tinha muitos motivos para se lamentar, pois este lhe pagara com ingratid\u00e3o os aux\u00edlios dele recebidos.<\/p>\n<p>Antioco permitiu-lhe em seguida recrutar soldados na S\u00edria e na Fen\u00edcia, a fim de marchar contra as tropas de Demetrio, e ele foi logo \u00e0s cidades vizinhas. Estas o receberam muito bem, mas n\u00e3o lhe deram soldados. Ele partiu para a Asquelom, cujos habitantes compareceram \u00e0 sua presen\u00e7a com muitos presentes. Ele os exortou, como aos das outras cidades e da Baixa S\u00edria, a abra\u00e7ar, como ele havia feito, o partido de Antioco e abandonar o de Demetrio, para se vingarem das inj\u00farias que dele tinham recebido. As raz\u00f5es de que se serviu foram t\u00e3o podero\u00adsas que eles se deixaram persuadir e prometeram-lhe aux\u00edlio.<\/p>\n<p>Dali ele partiu para Gaza, a fim de ganhar tamb\u00e9m os seus habitantes em favor de Antioco. Estes, por\u00e9m, em vez de fazer o que ele desejava, fecharam-lhe as portas. Para vingar-se, ele devastou os campos, sitiou a cidade e, depois de deixar parte de suas tropas para continuar o ass\u00e9dio, foi com o resto incen\u00addiar as aldeias vizinhas. Os habitantes de Gaza, n\u00e3o podendo numa alternativa t\u00e3o dif\u00edcil esperar socorro de Demetrio, pois, ainda que ele estivesse em condi\u00ad\u00e7\u00f5es de atend\u00ea-los, a dist\u00e2ncia faria com que n\u00e3o o pudesse enviar imediata\u00admente, foram ent\u00e3o obrigados a ceder. Assim, enviaram embaixadores a J\u00f4natas, contra\u00edram alian\u00e7a com ele e obrigaram-se a unir as suas armas naquela guerra. Esse exemplo nos faz ver que a maior parte dos homens n\u00e3o sabe o que lhes \u00e9 \u00fatil, a n\u00e3o ser pela experi\u00eancia dos males que sofrem, quando a prud\u00eancia os deveria levar a preveni-los e a fazer voluntariamente o que n\u00e3o poderiam deixar de fazer, j\u00f4natas, depois de tomar dentre eles alguns ref\u00e9ns, os quais man\u00addou a Jerusal\u00e9m, visitou toda a prov\u00edncia at\u00e9 Damasco.<\/p>\n<p>Nesse entretempo, um grande ex\u00e9rcito reunido por Dem\u00e9trio veio acampar pr\u00f3ximo da cidade de Cedasa,* junto ao territ\u00f3rio de Tiro e da Galil\u00e9ia, a fim de obrigar j\u00f4natas a deixar a S\u00edria para socorrer a Galil\u00e9ia, que era de seu governo. Com efeito, ele avan\u00e7ou imediatamente para aquele lado, mas deixou Sim\u00e3o, seu irm\u00e3o, na Jud\u00e9ia. Este, com as tropas que p\u00f4de reunir, sitiou Bete-Zur, que \u00e9 a pra\u00e7a mais forte da prov\u00edncia e o lugar onde, como dissemos, Dem\u00e9trio conservava uma guar-ni\u00e7\u00e3o. Ele atacou com tanto vigor, fazendo funcionar tantas m\u00e1quinas, que os sitia\u00addos, temendo ser vencidos e perder a vida, capitularam e se retiraram para Dem\u00e9trio, depois de entregar a Sim\u00e3o aquela pra\u00e7a, e ele colocou ali a sua guarni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>____________________<\/p>\n<p>* Ou Quedes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>j\u00f4natas, que estava na Galil\u00e9ia, deixou as margens do lago de Genezar\u00e9 e avan\u00e7ou para Azoto, onde julgava n\u00e3o encontrar os inimigos. Estes, por\u00e9m, que desde o dia precedente tinham not\u00edcia de sua marcha, puseram soldados de emboscada no monte e avan\u00e7aram contra ele na plan\u00edcie. Logo que os viu mar\u00adchando, disp\u00f4s os seus homens em ordem de batalha, para iniciar o combate. Mas quando os judeus viram surgir os que estavam de emboscada, tiveram tanto medo de ser envolvidos ao mesmo tempo pela vanguarda e pela retaguarda que fugiram todos, exceto Matatias, filho de Absal\u00e3o, Judas, filho de Capso, generais de J\u00f4natas, e cinq\u00fcenta outros dos mais valentes, os quais, levados pelo desespe\u00adro, atacaram os inimigos com tanta f\u00faria e t\u00e3o prodigioso valor que os assusta\u00adram. Os inimigos fugiram, e t\u00e3o inesperado \u00eaxito fez voltar do susto os que havi\u00adam abandonado J\u00f4natas. Ele os perseguiu at\u00e9 o seu acampamento, pr\u00f3ximo de Cedasa, e dois mil deles foram mortos.<\/p>\n<p>J\u00f4natas, ap\u00f3s obter, com o aux\u00edlio de Deus, t\u00e3o gloriosa vit\u00f3ria, voltou a Jerusa\u00adl\u00e9m e enviou embaixadores a Roma para renovar a alian\u00e7a com o povo romano, dando-lhes ainda o encargo de passar, no regresso, pela Lacedem\u00f4nia e renovar tamb\u00e9m a alian\u00e7a com eles e a recorda\u00e7\u00e3o de sua consang\u00fcinidade. Esses embai\u00adxadores foram t\u00e3o bem recebidos em Roma que n\u00e3o somente obtiveram tudo o que desejavam, mas tamb\u00e9m cartas dirigidas aos reis da \u00c1sia, da Europa e aos governadores de todas as cidades, a fim de poderem voltar com toda seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Lacedem\u00f4nia, a carta que l\u00e1 apresentaram estava assim escrita:<\/p>\n<p>&#8220;j\u00f4natas, sumo sacerdote, o senado e o povo judeu, aos \u00e9foros, ao senado e ao povo da Lacedem\u00f4nia, nossos irm\u00e3os, sauda\u00e7\u00e3o. H\u00e1 alguns anos, Demoteles en\u00adtregou a Onias, ent\u00e3o sumo sacerdote de nossa na\u00e7\u00e3o, uma carta de Ario, vosso rei, da qual vos mandamos uma c\u00f3pia, pela qual vereis que nela se fazia men\u00e7\u00e3o do parentesco que h\u00e1 entre n\u00f3s. Recebemos com alegria essa carta e a manifesta\u00ad\u00e7\u00e3o a Ario e a Demoteles, embora tal parentesco n\u00e3o nos fosse desconhecido, porque os nossos santos livros o dizem. O que nos impediu de vos falar disso foi que julgamos n\u00e3o dever desejar a vantagem de vos anteceder. E, desde o dia em que renovamos a nossa alian\u00e7a, n\u00e3o deixamos de rogar a Deus, em nossos sacrif\u00ed\u00adcios e nas festas solenes, que vos conserve e vos fa\u00e7a vitoriosos sobre os vossos inimigos. Embora a ambi\u00e7\u00e3o desmesurada de nossos vizinhos nos tenha obrigado a sustentar grandes guerras, n\u00e3o quisemos depender de nossos aliados. E, ap\u00f3s triunfarmos honrosamente em todas elas, enviamos aos romanos dois embaixado\u00adres, Num\u00eanio, filho de Ant\u00edmaco, e Ant\u00edpatro, filho de Jas\u00e3o, ilustres senadores, e lhes ordenamos que vos entregassem esta carta, a fim de renovarmos a amizade e as boas rela\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s. Dar-nos-ei um grande prazer fazendo-nos saber em que vos poderemos ser \u00fateis, n\u00e3o havendo servi\u00e7os que n\u00e3o estejamos prontos a vos prestar&#8221;. Os lacedem\u00f4nios receberam muito bem os embaixadores e deram-lhes uma demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da renova\u00e7\u00e3o de sua amizade e alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Havia ent\u00e3o entre n\u00f3s tr\u00eas seitas, divergentes nas quest\u00f5es relativas \u00e0s a\u00e7\u00f5es humanas. A primeira era a dos fariseus; a segunda, a dos saduceus; a terceira, a dos ess\u00eanios. Os fariseus atribuem certas coisas ao destino, por\u00e9m nem todas, e cr\u00eaem que as outras dependem de nossa liberdade, de sorte que podemos realiz\u00e1-las ou n\u00e3o. Os ess\u00eanios afirmam que tudo geralmente depen\u00adde do destino e que nada nos acontece que ele n\u00e3o determine. Os saduceus, ao contr\u00e1rio, negam absolutamente o poder do destino, dizendo que ele \u00e9 uma quimera e que as nossas a\u00e7\u00f5es dependem t\u00e3o absolutamente de n\u00f3s que somos os \u00fanicos autores de todos os bens e males que nos acontecem, confor\u00adme seguimos um bom ou um mau conselho. Mas tratei particularmente dessa mat\u00e9ria no segundo livro das Guerras dos (udeus.<\/p>\n<p>Os chefes do ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio, querendo reparar a perda que havi\u00adam sofrido, reuniram grandes for\u00e7as, maiores que as anteriores, para marchar contra J\u00f4natas. Logo que ele soube disso, veio contra eles ao campo de Hamate, para impedir que entrassem na Jud\u00e9ia. Acampou a cinq\u00fcenta est\u00e1dios deles e enviou exploradores at\u00e9 o seu acampamento. Depois de saber, pelas informa\u00e7\u00f5es deles e de alguns prisioneiros, que eles os queriam surpreender, tomou provid\u00eancias imediatamente: colocou guardas e sentinelas avan\u00e7adas e conser\u00advou o ex\u00e9rcito em armas durante toda a noite.<\/p>\n<p>Quando os inimigos, que n\u00e3o se julgavam bastante fortes para combat\u00ea-lo em campo raso, viram que o seu intento fora descoberto, levantaram acampa\u00admento e acenderam uma grande quantidade de fogueiras, para cobrir a sua reti\u00adrada. J\u00f4natas partiu ao alvorecer, para atac\u00e1-los em seu acampamento, e, vendo que estava abandonado, perseguiu-os, mas em v\u00e3o: eles j\u00e1 haviam passado o rio de Eleut\u00e9rio e estavam salvos. Voltou ent\u00e3o \u00e0 Ar\u00e1bia, devastou o pa\u00eds dos nabateenses, conquistou grandes despojos e levou uma grande quantidade de prisioneiros, os quais vendeu em Damasco.<\/p>\n<p>Nesse mesmo tempo, Sim\u00e3o, irm\u00e3o de j\u00f4natas, percorreu toda a Jud\u00e9ia e a Palestina at\u00e9 Asquelom e colocou guarni\u00e7\u00f5es em todas as pra\u00e7as-fortes onde julgou conveniente. Depois de assim haver assegurado e fortificado o pa\u00eds, mar\u00adchou para Jope, tomou-a e l\u00e1 deixou uma forte guarni\u00e7\u00e3o, porque soubera que os seus habitantes queriam entregar a cidade a Dem\u00e9trio.<\/p>\n<p>Os dois irm\u00e3os, depois de tantos feitos assinalados, voltaram a Jerusa\u00adl\u00e9m. J\u00f4natas reuniu o povo e aconselhou-o a refazer os muros da cidade, a re\u00adconstruir os do Templo, que o rodeavam, acrescentando-lhes grandes torres, para torn\u00e1-los ainda mais fortes, e tamb\u00e9m a fazer outro, no meio da cidade, a fim de cortar a entrada da guarni\u00e7\u00e3o da fortaleza e impedir-lhe assim o forneci\u00admento de viveres. A isso ele acrescentou que era de opini\u00e3o que se fortificasse e guarnecesse, mais do que j\u00e1 estavam, as pra\u00e7as mais fortes e importantes da prov\u00edncia. Todas essas propostas foram aprovadas. Ele encarregou-se de fortificar a cidade, e Sim\u00e3o, seu irm\u00e3o, de providenciar a fortifica\u00e7\u00e3o das outras.<\/p>\n<p>O rei Dem\u00e9trio, depois de passar o rio, foi para a Mesopot\u00e2mia, para dela se apoderar, e \u00e0 Babil\u00f4nia, para l\u00e1 estabelecer a capital de seu imp\u00e9rio de\u00adpois que as outras prov\u00edncias lhe estivessem tamb\u00e9m sujeitas, pois os gregos e os maced\u00f4nios, que as habitavam, enviavam-lhe continuamente embaixadores para garantir que se submeteriam a ele e o serviriam na guerra que fizesse a Arsaces, rei dos partos. Dem\u00e9trio, iludido com tais esperan\u00e7as, apressou-se em marchar para aquele pa\u00eds, julgando que se vencesse os partos seria f\u00e1cil expulsar Tr\u00edfon da S\u00edria. Os povos dessas prov\u00edncias receberam-no com alegria, e ele, depois de reunir um grande ex\u00e9rcito, fez guerra a \u00c1rsaces, mas este o derrotou completa\u00admente, e Dem\u00e9trio caiu vivo em suas m\u00e3os, como dissemos alhures.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Diodoro, cognominado Tr\u00edfon \u2014 que era de Apam\u00e9ia e fora um dos chefes e comandantes do ex\u00e9rcito de Alexandre Balas \u2014 viu que os soldados de Dem\u00e9trio Nicanor estavam indispostos contra ele, foi procurar um \u00e1rabe de nome Male, que educava Ant\u00edoco, filho de Alexandre. 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