{"id":265,"date":"2015-04-02T23:38:31","date_gmt":"2015-04-02T23:38:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=265"},"modified":"2015-04-02T23:38:31","modified_gmt":"2015-04-02T23:38:31","slug":"capitulo-11-o-exercito-de-nabucodonosor-toma-jerusalem-saqueia-o-templo-e-o-queima-bem-como-ao-palacio-real-destruindo-completamente-a-cidade-nabucodonosor-manda-matar-seraias-sumo-sacerdote-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-o-exercito-de-nabucodonosor-toma-jerusalem-saqueia-o-templo-e-o-queima-bem-como-ao-palacio-real-destruindo-completamente-a-cidade-nabucodonosor-manda-matar-seraias-sumo-sacerdote-e\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 11 &#8211; O ex\u00e9rcito de Nabucodonosor toma Jerusal\u00e9m, saqueia o Templo e o queima, bem como ao pal\u00e1cio real, destruindo completamente a cidade. Nabucodonosor manda matar Sera\u00edas, sumo sacerdote, e v\u00e1rios outros. Faz vazar os olhos de Zedequias e leva-o escravo \u00e0 Babil\u00f4nia, bem como um grande n\u00famero de judeus. Zedequias morre. Nomes dos sumos sacerdotes. Gedalias \u00e9 constitu\u00eddo por Nabucodonosor chefe dos hebreus estabelecidos na Jud\u00e9ia. Ismael mata-o e leva os prisioneiros. Jo\u00e3o e seus amigos perseguem-no e os livram. Retiram-se para o Egito contra o conselho e a opini\u00e3o de Jeremias. Nabucodonosor, ap\u00f3s vencer o rei do Egito, leva os escravos para a Babil\u00f4nia. Faz educar com muito cuidado as crian\u00e7as judias que eram da nobreza. Daniel e tr\u00eas de seus companheiros, todos parentes do rei Zedequias, est\u00e3o entre eles. Daniel, ent\u00e3o chamado Beltessazar, explica a Nabucodonosor um sonho. O rei dignifica Daniel e seus companheiros com os mais altos cargos do imp\u00e9rio. Os tr\u00eas companheiros de Daniel, Sadraque. Mesaque e Abede-Nego, recusam-se a adorar a est\u00e1tua que Nabucodonosor mandou fazer. S\u00e3o atirados a uma fornalha ardente, e Deus os salva. Nabucodonosor, depois de outro sonho, que Daniel tamb\u00e9m Ibe explica, passa sete anos no deserto com os animais. Volta ao seu estado primitivo. Sua morte. Trabalhos soberbos por ele executados em Babil\u00f4nia."},"content":{"rendered":"<p>Nabucodonosor apertava cada vez mais o cerco. Mandou construir altas tor\u00adres, com as quais sobrepassava as muralhas da cidade, e tamb\u00e9m grande quantidade de plataformas t\u00e3o altas quanto os muros. Os habitantes, por sua vez, defendiam-se com todo o empenho e com toda a coragem poss\u00edvel, sem que a fome e a peste pudessem esmorec\u00ea-los. A coragem dava-lhes \u00e2nimo contra todos os males e perigos. E, sem se espantar com as m\u00e1quinas de que seus inimigos se serviam, opunham-lhes outras. Assim, n\u00e3o era somente \u00e0 for\u00e7a aberta, mas tamb\u00e9m com muita arte que a guerra transcorria entre essas duas valentes na\u00e7\u00f5es. Era principalmente por esse \u00faltimo meio que alguns esperavam conquistar a pra\u00e7a, e outros, ao inv\u00e9s, conserv\u00e1-la.<\/p>\n<p>Passaram-se dezoito meses desse modo. Por fim, os sitiados, consumidos pela fome, pela peste e pela quantidade de dardos que os inimigos lhes atiravam do alto das torres, cederam, e a cidade foi tomada pela meia-noite do d\u00e9cimo pri\u00admeiro ano, no nono dia do quarto m\u00eas do reinado de Zedequias, por Nergelear, Aremante, Emegar, Nabazar e Ercarampsar, generais de Nabucodonosor que ent\u00e3o estavam em Ribla. Eles marcharam diretamente para o Templo. O rei Zedequias, sua esposa, seus filhos, seus parentes e as pessoas da nobreza que ele mais esti\u00admava sa\u00edram da cidade para fugir por lugares desconhecidos rumo ao deserto.<\/p>\n<p>Os babil\u00f4nios, por\u00e9m, foram avisados por um dos que eles haviam deixado de lado ao fugir, e ao despontar do dia puseram-se a persegui-los. Alcan\u00e7aram-nos perto de Jerico e quase todos os que acompanhavam Zedequias o abando\u00adnaram. Ele foi aprisionado com sua mulher, seus filhos e os poucos que lhe resta\u00advam, e todos foram levados ao rei. Nabucodonosor chamou-o de \u00edmpio e p\u00e9rfido por faltar \u00e0 promessa de lhe conservar inviolavelmente o reino, pois para isso pusera a coroa na sua cabe\u00e7a. Reprovou-lhe a ingratid\u00e3o, por esquecer-se da obriga\u00e7\u00e3o que lhe devia por t\u00ea-lo preferido a Joaquim, seu sobrinho, ao qual pertencia o reino, e por ter empregado contra o seu benfeitor o poder que este lhe concedera. E terminou com estas palavras: &#8220;Mas o grande Deus, para casti\u00adgar-vos, vos entregou em minhas m\u00e3os&#8221;. Ent\u00e3o, na presen\u00e7a dele e diante dos outros escravos, mandou matar os seus filhos e amigos. Vazou-lhe os olhos e ordenou que o acorrentassem para lev\u00e1-lo escravo \u00e0 Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p>Assim, cumpriram-se ambas as profecias, a de Jeremias e a de Ezequiel, que esse desventurado pr\u00edncipe t\u00e3o erradamente desprezara: a de Jeremias, que afirmava que ele seria feito prisioneiro, seria levado a Nabucodonosor, falaria com ele e o veria face a face; a de Ezequiel, que dizia que ele seria levado \u00e0 Babil\u00f4nia, mas n\u00e3o a poderia ver. Esse exemplo ensina, mesmo aos mais ignorantes, o poder e a sabe\u00addoria infinita de Deus, que sabe fazer realizar por diversos meios e no tempo por Ele marcado tudo o que determina e prediz. Esse mesmo exemplo faz tamb\u00e9m ver a ignor\u00e2ncia e incredulidade dos homens: a primeira os impede de prever o que lhes suceder\u00e1; a segunda faz com que eles caiam, quando menos esperam, na infelicidade e na desgra\u00e7a de que foram amea\u00e7ados e s\u00f3 as conhe\u00e7am quando as sentirem e quando n\u00e3o mais estiver em seu poder evit\u00e1-las.<\/p>\n<p>Esse foi o fim da estirpe de Davi, depois que vinte e um reis seus descendentes sucessivamente ocuparam o trono e empunharam o cetro do reino de Jud\u00e1. E todos os seus governos, juntamente, duraram quinhentos e quatorze anos, seis meses e dez dias.<\/p>\n<p>Nabucodonosor, depois da vit\u00f3ria, enviou Nebuzarad\u00e3, general de seu ex\u00e9rci\u00adto, a Jerusal\u00e9m, com ordem de incendiar o Templo ap\u00f3s retirar de l\u00e1 tudo o que encontrasse e de tamb\u00e9m reduzir a cinzas o pal\u00e1cio real e de destruir a cidade por completo. Deveria trazer depois todos os habitantes como escravos para a Babil\u00f4nia. Assim, no d\u00e9cimo oitavo ano do reinado desse pr\u00edncipe, que era o d\u00e9cimo primei\u00adro do reinado de Zedequias, no primeiro dia do quinto m\u00eas, esse general, para executar tal ordem, despojou o Templo de tudo o que l\u00e1 encontrou: levou todos os vasos de ouro e de prata, o grande vaso de cobre chamado mar, que Salom\u00e3o mandara fazer, as duas colunas de bronze, as mesas e os candelabros de ouro. Em seguida, incendiou o Templo e o pal\u00e1cio real e destruiu completamente a cidade. Isso aconteceu quatrocentos e setenta anos, seis meses e dez dias desde a constru\u00ad\u00e7\u00e3o do Templo, mil seiscentos e dois anos, seis meses e dez dias desde a sa\u00edda do Egito e mil novecentos e cinq\u00fcenta anos, seis meses e dez dias desde o dil\u00favio.<\/p>\n<p>Nebuzarad\u00e3 ordenou ent\u00e3o que se levasse o povo como escravo para a Babil\u00f4nia, at\u00e9 mesmo o rei, que ent\u00e3o estava em Ribla, cidade da S\u00edria, e tamb\u00e9m Sera\u00edas, sumo sacerdote, Cef\u00e3,* que era o segundo dos sacerdotes, os tr\u00eas oficiais a quem estava confiada a guarda do Templo, o primeiro dos eunucos, sete dos que desfrutavam maior favor perante Zedequias, o secret\u00e1rio de Estado e sessen\u00adta outras pessoas de classe, que ele apresentou ao pr\u00edncipe com os despojos do Templo. Nabucodonosor, naquele mesmo lugar, mandou cortar a cabe\u00e7a ao sumo sacerdote e aos mais nobres. Em seguida mandou levar para a Babil\u00f4nia o rei Zedequias, Jeozadaque, filho de Sera\u00edas, e todos os outros escravos.<\/p>\n<p>Depois de haver registrado a s\u00e9rie dos reis que empunharam o cetro do povo de Deus, julgo dever referir tamb\u00e9m a dos sumos sacerdotes que se sucederam desde que Salom\u00e3o construiu o Templo. O primeiro foi Zadoque, cujos descendentes fo\u00adram: Aquimas, Azarias, Jor\u00e3o, His, Acior\u00e3o, Fideas, Sudeas, Jul, Jot\u00e3o, Urias, Nerias, Odeas, Saldum, Elcias, Sera\u00edas e jeozadaque, que foi levado escravo para a Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p>O rei Zedequias morreu na pris\u00e3o, e Nabucodonosor sepultou-o \u00e0 maneira dos reis. Quanto aos despojos do Templo, ele os consagrou aos seus deuses. Enviou os escravos dentre o povo para certos lugares, nos arredores da Babil\u00f4nia, a fim de que l\u00e1 vivessem, e p\u00f4s Jeozadaque, sumo sacerdote, em liberdade.<\/p>\n<p>__________________<\/p>\n<p>* Ou Sofonias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nebuzarad\u00e3, posto por Nabucodonosor como governador da Jud\u00e9ia, deixou l\u00e1 o povo, os pobres e os fugitivos. Deu-lhes Gedalias, filho de Aic\u00e3o, que era de fam\u00edlia nobre e homem de bem, como governador e lhes imp\u00f4s um tribu\u00adto em favor do rei. O mesmo Nebuzarad\u00e3 tirou Jeremias da pris\u00e3o e rogou insis\u00adtentemente ao profeta que o acompanhasse at\u00e9 a Babil\u00f4nia, pois tinha ordem do rei, seu senhor, de ali fornecer-lhe tudo o que precisasse. E, caso n\u00e3o o quisesse seguir, bastava apenas dizer em que lugar gostaria de morar, a fim de comunic\u00e1-lo ao soberano. O profeta disse-lhe que n\u00e3o desejava nem uma coisa nem outra, mas desejava terminar os seus dias no meio das ru\u00ednas de sua p\u00e1tria, para n\u00e3o perder de vista aquelas tristes rel\u00edquias de t\u00e3o deplor\u00e1vel naufr\u00e1gio. Nabuzarad\u00e3 ordenou a Gedalias que tivesse dele um cuidado particular e, depois dar ao santo profeta grandes presentes e de conceder liberdade a Baruque, filho de Nerias, que tamb\u00e9m era de fam\u00edlia nobre e muito instru\u00edda na l\u00edngua de seu pa\u00eds, voltou para a Babil\u00f4nia. Jeremias estabeleceu moradia na cidade de Mispa.<\/p>\n<p>Quando os hebreus que haviam fugido durante o cerco de Jerusal\u00e9m e se retirado a diversos lugares souberam do regresso dos babil\u00f4nios ao seu pa\u00eds, vieram de todos os lados ter com Gedalias em Mispa. Os principais eram Jor\u00e3o, filho de Care\u00e1, Jezanias, Sera\u00edas e alguns outros. Ismael, que era de fam\u00edlia real, por\u00e9m muito mau e fingido junto de Batal,* rei dos amonitas, veio tamb\u00e9m. Gedalias aconselhou-os a trabalharem as suas terras sem nada mais temer da parte dos babil\u00f4nios, que com juramento haviam prometido ajud\u00e1-los, caso al\u00adgu\u00e9m os incomodasse. Eles precisavam t\u00e3o-somente dizer em que cidade queri\u00adam estabelecer-se, e ele daria ordens para as necess\u00e1rias repara\u00e7\u00f5es, a fim de torn\u00e1-las habit\u00e1veis. E n\u00e3o deveriam deixar passar a esta\u00e7\u00e3o sem trabalhar com afinco, para poderem recolher o trigo e fazer vinho e \u00f3leo para se alimentarem durante o inverno. Ele permitiu em seguida que escolhessem os lugares que de\u00adsejavam cultivar.<\/p>\n<p>Espalhou-se logo por v\u00e1rias prov\u00edncias vizinhas da Jud\u00e9ia a not\u00edcia desse fato e da bondade com que Gedalias recebia todos os que se dirigiam a ele, dando-lhes terras para cultivar, com a condi\u00e7\u00e3o de se pagar um tributo ao rei da Babil\u00f4nia. Assim, muitos vieram procur\u00e1-lo de todos os lugares, e cada qual se p\u00f4s ao trabalho com entusiasmo. A grande humanidade de Gedalias granjeou-lhe depressa o afeto de Jo\u00e3o** e de todos os outros, at\u00e9 mesmo das pessoas mais importantes. E eles avisa\u00adram-no de que o rei dos amonitas enviara Ismael com o fim de mat\u00e1-lo \u00e0 trai\u00e7\u00e3o e de se declarar rei de Israel, pois era de fam\u00edlia real. O \u00fanico meio de remediar o proble\u00adma era ele permitir que matassem Ismael, a fim preservar o resto da na\u00e7\u00e3o da ru\u00edna que seria inevit\u00e1vel, caso Ismael cumprisse o seu perverso des\u00edgnio.<\/p>\n<p>Ele respondeu que n\u00e3o havia a menor probabilidade de Ismael, que recebera dele somente benef\u00edcios, atentar contra a sua vida e que, n\u00e3o tendo feito m\u00e1s a\u00e7\u00f5es durante os dias dif\u00edceis que vivera, ousasse cometer agora t\u00e3o grande cri\u00adme contra o seu benfeitor, ao qual deveria ajudar com todas as suas for\u00e7as se algum outro o combatesse. Mesmo que fosse verdade aquilo de que o avisavam, ele preferia correr o risco de ser assassinado a fazer morrer um homem que viera buscar asilo junto dele e que nele havia confiado.<\/p>\n<p>Trinta dias depois, Ismael, acompanhado por dez de seus amigos, veio a Mispa visitar Gedalias \u2014 que os recebeu e tratou muito bem \u2014 e bebeu diversas vezes \u00e0 sa\u00fade dele, para mostrar-lhe o seu afeto. Quando Ismael e os que com ele estavam perceberam que o vinho come\u00e7ava a perturbar Gedalias e que ele ador\u00admecera, mataram-no, bem como a todos os outros convidados, que haviam be\u00adbido bastante. Depois, auxiliados pela escurid\u00e3o da noite, foram degolar os sol\u00addados babil\u00f4nios e os judeus adormecidos na cidade.<\/p>\n<p>No dia seguinte de manh\u00e3, cerca de oitenta pessoas vieram do campo ofere\u00adcer presentes a Gedalias. Ismael disse-lhes que falassem com ele. Depois de en\u00adtrarem na casa, Ismael e seus c\u00famplices mataram-nos e os lan\u00e7aram num po\u00e7o muito profundo, para que ningu\u00e9m percebesse o que se passara, com exce\u00e7\u00e3o de uns poucos que lhe prometeram mostrar no campo o lugar onde haviam escondido m\u00f3veis, vestes e trigo. Ismael aprisionou tamb\u00e9m alguns habitantes de Mispa, mulheres e crian\u00e7as, entre as quais estavam as filhas do rei Zedequias, deixadas por Nebuzarad\u00e3 sob a cust\u00f3dia de Gedalias. Esse p\u00e9ssimo homem, de\u00adpois de cometer tantos crimes, p\u00f4s-se a caminho, para voltar ao rei dos amonitas.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o e outros homens da nobreza, seus amigos, ao saber o que se passara, ficaram muito irritados e reuniram o que puderam de homens armados, perse\u00adguiram Ismael e o alcan\u00e7aram pr\u00f3ximo da fronteira de Hebrom. Os que o acom\u00adpanhavam pensaram que Jo\u00e3o e seus amigos vinham socorr\u00ea-los e passaram para o lado dele, com grandes demonstra\u00e7\u00f5es de alegria. Ismael, seguido apenas por uns oito dos seus, fugiu para o rei dos amonitas. Jo\u00e3o, seus amigos e os que ele havia salvado foram a Mandra, onde passaram todo aquele dia, mas ele teve a id\u00e9ia de se dirigir para o Egito, temendo que os babil\u00f4nios os mandassem matar por causa da morte de Gedalias, que eles lhes haviam dado como comandante. Antes, por\u00e9m, foram se aconselhar com Jeremias. Rogaram-lhe que consultasse a Deus, prometendo com juramento fazer o que Ele ordenasse.<\/p>\n<p>O profeta assim fez, e dez dias depois Deus lhe apareceu e ordenou que dis\u00adsesse a Jo\u00e3o, a seus amigos e a todo o povo que se eles ficassem onde estavam cuidaria deles e impediria que os babil\u00f4nios lhes fizessem mal. Se fossem para o Egito, por\u00e9m, Ele os abandonaria e lhes infligiria, em sua c\u00f3lera, os mesmos cas\u00adtigos que aplicara aos seus outros irm\u00e3os. Jeremias deu-lhes essa resposta da parte de Deus, mas eles n\u00e3o prestaram f\u00e9 \u00e0s suas palavras nem acreditaram que era por ordem de Deus que ele lhes ordenava ficar. Convenceram-se de que ele dava aquele conselho para ser agrad\u00e1vel a Baruque, seu disc\u00edpulo, e para exp\u00f4-los ao furor dos babil\u00f4nios. Desprezaram ent\u00e3o as ordens de Deus e foram para o Egito, levando com eles tamb\u00e9m Jeremias e Baruque. Deus ent\u00e3o falou ao seu profeta e ordenou-lhe que dissesse ao seu povo que o rei da Babil\u00f4nia faria guer\u00adra ao rei do Egito e o venceria. Ent\u00e3o parte deles seria morta, e o resto, levado como escravo para a Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os fatos confirmaram a veracidade dessa profecia, pois cinco anos depois da ru\u00edna de Jerusal\u00e9m, que era o vig\u00e9simo terceiro ano do reinado de Nabucodonosor, esse soberano entrou com um grande ex\u00e9rcito na Baixa S\u00edria e dela se apoderou. Venceu os amonitas e os moabitas e fez depois a guerra ao Egito. Conquistou-o, matou o rei que ent\u00e3o governava e escolheu outro para o seu lugar. Em seguida, levou como escravos para a Babil\u00f4nia todos os judeus que estavam no pa\u00eds.<\/p>\n<p>___________________<\/p>\n<p>* Ou Baalis.<\/p>\n<p>** Ou Joana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A na\u00e7\u00e3o dos hebreus estava ent\u00e3o reduzida a esse estado miser\u00e1vel, e por dois fatos foi duas vezes levada para al\u00e9m do Eufrates. A primeira, quando sob o reinado de Os\u00e9ias, rei de Israel, Salmaneser, rei dos ass\u00edrios, depois de tomar Samaria, levou escravas dez tribos. A segunda quando Nabucodonosor, rei dos caldeus e dos babil\u00f4nios, depois de tomar Jerusal\u00e9m, levou as duas tribos que restavam. Salmaneser, por\u00e9m, mandou para Samaria, da long\u00ednqua P\u00e9rsia e da M\u00e9dia, os chuteenses, para que a habitassem. Nabucodonosor, por sua vez, n\u00e3o mandou col\u00f4nia alguma para as terras das duas tribos que derrotara. De modo que a Jud\u00e9ia, Jerusal\u00e9m e o Templo ficaram desertos durante setenta anos. E assim, passaram-se cento e trinta anos, seis meses e dez dias desde o cativeiro das dez tribos que formavam o reino de Israel e o das duas que formavam o reino de Jud\u00e1.<\/p>\n<p><em>Daniel 1. <\/em>Dentre todos os filhos da na\u00e7\u00e3o judaica, parentes do rei Zedequias e outros de origem mais ilustre, Nabucodonosor escolheu os que eram mais perfeitos e competentes e deu-lhes preceptores e mestres para que os edu\u00adcassem e instru\u00edssem com grande cuidado. A alguns fez eunucos, como costu\u00admava fazer a todas as na\u00e7\u00f5es que derrotava. Ordenou que os alimentassem com as mesmas iguarias de sua mesa e os fez aprender n\u00e3o somente a l\u00edngua dos caldeus e dos babil\u00f4nios, mas tamb\u00e9m todas as ci\u00eancias em que esses povos eram peritos. Dentre os mo\u00e7os que eram parentes de Zedequias, havia quatro perfeitamente honestos e inteligentes: Daniel, Hananias, Misael e Azarias, por\u00e9m Nabucodonosor trocou-lhes os nomes. Deu a Daniel o nome de Beltessazar e a Hananias chamou Sadraque, a Misael, Mesaque e a Azarias, Abede-Nego.<\/p>\n<p>O excelente car\u00e1ter deles, a beleza de sua intelig\u00eancia e a sua grande sabedo\u00adria fez com que o pr\u00edncipe lhes dedicasse um grande afeto. Eram t\u00e3o s\u00f3brios que preferiam comer apenas coisas simples, abstendo-se de seres vivos e das iguarias da mesa real. Assim, rogaram ao eunuco Aspenaz, sob cujos cuidados estavam, que tomasse para si o que era destinado a eles e lhes desse somente legumes, t\u00e2maras e coisas semelhantes, que n\u00e3o tivessem tido vida, porque aqueles man\u00adjares os aborreciam. Ele respondeu que faria de muito boa vontade o que eles desejavam, mas temia que o rei viesse a perceb\u00ea-lo pela mudan\u00e7a do rosto deles, porque a cor e a face t\u00eam sempre rela\u00e7\u00e3o com o alimento que se come, e isso seria ressaltado ainda mais pela diferen\u00e7a entre eles e os outros mo\u00e7os, alimenta\u00addos com melhores iguarias. Tamb\u00e9m n\u00e3o era justo que, para lhes ser agrad\u00e1vel, ele se pusesse em risco de perder a vida.<\/p>\n<p>Quando viram que o eunuco estava disposto a servi-los, continuaram a insistir e conseguiram dele permiss\u00e3o para experimentar pelo menos por uns seis dias essa maneira de se alimentar e depois continu\u00e1-la, se n\u00e3o causasse altera\u00e7\u00e3o na sa\u00fade deles. Caso fosse notada alguma mudan\u00e7a em seus rostos, retomariam \u00e0 antiga nutri\u00e7\u00e3o. Ele consentiu e, depois de constatar que n\u00e3o somente eles n\u00e3o se apresentavam mal, como ainda pareciam mais fortes e robustos que os outros mo\u00e7os de sua idade alimentados com as comidas da mesa do rei, continuou sem temor a tomar para si o que era destinado a eles e a aliment\u00e1-los do modo como desejavam. O corpo deles tornou-se mais belo e mais apropriado para o traba\u00adlho, e a sua intelig\u00eancia, mais pronta e capaz, porque n\u00e3o era enfraquecida pelas del\u00edcias que tornam os homens efeminados. Fizeram grande progresso nas ci\u00ean\u00adcias dos eg\u00edpcios e dos caldeus, particularmente Daniel, que se dedicou tamb\u00e9m \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos, e Deus o favorecia com revela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em>Daniel 2. <\/em>Dois anos depois da vit\u00f3ria obtida por Nabucodonosor sobre os eg\u00edpcios, esse pr\u00edncipe teve um sonho estranho, do qual Deus lhe deu a expli\u00adca\u00e7\u00e3o enquanto ele dormia. Depois que acordou, por\u00e9m, esqueceu o sonho e o seu significado. Por isso mandou chamar os maiores s\u00e1bios dentre os caldeus, os que se dedicavam \u00e0 predi\u00e7\u00e3o do futuro, chamados magos devido \u00e0 sua sabedo\u00adria. Disse-lhes que tivera um sonho, mas o havia esquecido, e ordenou-lhes que lhe dissessem qual era e o que significava. Eles responderam que era imposs\u00edvel aos homens o que ele desejava. Tudo o que podiam fazer era explicar o sonho depois que ele o tivesse narrado. O rei amea\u00e7ou-os de morte se n\u00e3o obedeces\u00adsem, e, como continuassem a dizer a mesma coisa, mandou mat\u00e1-los.<\/p>\n<p>Daniel soube de tudo e, vendo que ele e seus companheiros corriam o mes\u00admo risco, foi ter com Arioque, comandante da guarda real, para saber o motivo. Arioque contou, e ent\u00e3o Daniel suplicou-lhe que rogasse ao rei para suspender a execu\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia seguinte, porque estava confiante de que se pedisse a Deus para revelar o sonho, Ele ouviria a sua ora\u00e7\u00e3o. O oficial foi referir tudo ao rei, e este consentiu em esperar. Daniel e seus companheiros passaram toda a noite em ora\u00e7\u00e3o a fim de obter de Deus o livramento para os magos \u2014 e para eles tamb\u00e9m, pelo perigo em que os colocava a c\u00f3lera do rei \u2014 e a manifesta\u00e7\u00e3o do sonho que o rei havia esquecido. Deus, movido de compaix\u00e3o, revelou a Daniel o sonho e o seu significado, para que fosse diz\u00ea-lo ao rei. A alegria de Daniel foi t\u00e3o grande que ele se levantou no mesmo instante para comunicar aos compa\u00adnheiros a gra\u00e7a recebida de Deus. E, tendo-os encontrado muito tristes, pensando j\u00e1 na morte, animou-os a tomar coragem e alimentar maiores esperan\u00e7as. Deram todos juntos muitas gra\u00e7as a Deus por ter tido piedade de sua juventude. Logo depois que raiou o dia, Daniel foi pedir a Arioque que o levasse \u00e0 presen\u00e7a do rei, a fim de lhe dizer qual fora o sonho.<\/p>\n<p>Apresentando-se diante do soberano, ele disse que, embora fosse lhe mani\u00adfestar o sonho, rogava que o n\u00e3o julgasse mais h\u00e1bil que os magos que n\u00e3o o puderam fazer, pois na realidade n\u00e3o era mais s\u00e1bio que eles: a revela\u00e7\u00e3o que tivera foi motivada pela compaix\u00e3o que Deus sentira pelo perigo em que ele e seus companheiros se encontravam, por isso Ele lhe revelara o sonho e a sua significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E acrescentou: &#8220;Eu, majestade, n\u00e3o estava menos apreensivo pelo risco que corr\u00edamos eu e os meus companheiros que pela tristeza de ver a injusti\u00e7a que vossa majestade cometeu, condenando \u00e0 morte tantos homens de bem por n\u00e3o terem conseguido fazer uma coisa inteiramente imposs\u00edvel aos homens, por mais inteli\u00adgentes que sejam, e que somente Deus pode fazer. E vossa majestade n\u00e3o estava menos apreensivo pelo risco que corria e estava ansioso para saber quem domina\u00adria depois de vossa majestade sobre todo o mundo. Deus, para vos fazer conhecer esses monarcas, fez-vos ver em sonhos uma grande est\u00e1tua, cuja cabe\u00e7a era de ouro, os ombros e os bra\u00e7os de prata, o ventre e as coxas de bronze e as pernas e os p\u00e9s de ferro. Vossa majestade viu depois uma pedra rolar da montanha sobre a est\u00e1tua, quebrando-a em peda\u00e7os e reduzindo-a a um p\u00f3 mais fino que a farinha, o qual o vento levou sem que tivesse ficado o menor vest\u00edgio. Por fim, vossa majes\u00adtade viu essa pedra crescer de tal modo que esmagou com o seu peso toda a terra. Esse foi, majestade, o vosso sonho, e esta \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o: a cabe\u00e7a de ouro repre\u00adsenta os reis da Babil\u00f4nia vossos predecessores. Os ombros e os bra\u00e7os de prata significam que o vosso imp\u00e9rio ser\u00e1 destru\u00eddo por dois reis poderosos. As coxas de bronze dizem que outro rei, vindo do lado do ocidente, destruir\u00e1 esses dois reis. As pernas e os p\u00e9s de ferro mostram que, sendo o ferro mais duro que o ouro, a prata e o cobre, vir\u00e1 um outro conquistador, que subjugar\u00e1 esse&#8221;.<\/p>\n<p>Daniel explicou tamb\u00e9m a Nabucodonosor o que significava a pedra, mas como o meu intento \u00e9 narrar somente coisas passadas, e n\u00e3o as que est\u00e3o por se realizar, nada mais direi. Se algu\u00e9m desejar saber mais alguma coisa em particu\u00adlar, leia nas Sagradas Escrituras o livro de Daniel. Nabucodonosor, com transpor\u00adtes de alegria e de admira\u00e7\u00e3o por Daniel, prostrou-se diante dele para ador\u00e1-lo e ordenou a todos os seus s\u00faditos que lhe oferecessem sacrif\u00edcios, como ao seu Deus. Deu-lhe o nome daquEle que ele reconhecia antes por Deus e honrou-o, bem como aos seus parentes, com os primeiros cargos no seu imp\u00e9rio. Essa r\u00e1pi\u00adda e prodigiosa felicidade suscitou t\u00e3o grande inveja contra essas quatro pessoas que poderia lhes ter custado a vida, como direi a seguir.<\/p>\n<p><em>Daniel <\/em>3. Nabucodonosor mandou fazer uma est\u00e1tua de ouro de sessen\u00adta c\u00f4vados de altura e seis de largura, que foi colocada no grande campo da Babil\u00f4nia. Quando de sua consagra\u00e7\u00e3o, mandou vir de todas as partes de seu territ\u00f3rio as pessoas mais importantes e ordenou que ao primeiro som de trom-betas todos se prostrassem por terra para ador\u00e1-la, sob pena de ser lan\u00e7ado numa fornalha ardente quem n\u00e3o o fizesse. Todos obedeceram \u00e0 ordem, exceto os amigos de Daniel, que disseram n\u00e3o poder faz\u00ea-lo sem violar as leis de seu pa\u00eds. Imediatamente acusaram-nos, e foram lan\u00e7ados na fornalha. Mas Deus os salvou por um efeito de seu infinito poder: o fogo, parecendo reconhecer a sua inoc\u00eancia, respeitava-os, em vez de consumi-los. Eles venceram as chamas, e t\u00e3o grande milagre aumentou ainda mais o respeito e a estima que o rei j\u00e1 lhes devotava, porque os considerava pessoas de virtude extraordin\u00e1ria e muito par\u00adticularmente queridos de Deus.<\/p>\n<p><em>Daniel 4. <\/em>Algum tempo depois, o pr\u00edncipe teve outro sonho, no qual parecia que ele fora privado do reino e passara sete anos no deserto com os animais, sendo em seguida restaurado \u00e0 primitiva dignidade. Mandou chamar os magos, contou-lhes o sonho e perguntou qual o seu significado. Mas nenhum deles soube responder. Daniel foi o \u00fanico a explic\u00e1-lo, com tal perfei\u00e7\u00e3o que tudo o que disse depois se realizou. O pr\u00edncipe tornou a subir ao trono depois de haver passado sete anos no deserto e aplacado a c\u00f3lera de Deus com uma gran\u00adde penit\u00eancia, sem que ningu\u00e9m durante todo esse tempo ousasse apoderar-se do trono. Quanto a isso, n\u00e3o devo ser censurado por narrar o que se pode ler nas Sagradas Escrituras, pois desde o princ\u00edpio desta minha hist\u00f3ria preveni-me des\u00adsa acusa\u00e7\u00e3o, declarando que n\u00e3o pretendia fazer outra coisa sen\u00e3o escrever em grego, em boa f\u00e9, o que encontro nos livros dos hebreus, sem nada aumentar nem diminuir.<\/p>\n<p>Nabucodonosor morreu ap\u00f3s reinar quarenta e tr\u00eas anos. Era um pr\u00edncipe muito inteligente e foi muito mais feliz que os seus predecessores. Berose assim o descreve, no seu terceiro livro da Hist\u00f3ria dos Caldeus: &#8220;Nabopolassar, pai daquele de quem acabamos de falar, tendo sabido que os governadores que ele pusera no Egito, na Baixa S\u00edria e na Fen\u00edcia se haviam revoltado contra ele e n\u00e3o estando mais na idade de suportar as dificuldades de uma guerra contra eles, enviou Nabucodonosor, seu filho, com uma parte de suas for\u00e7as. O jovem pr\u00edncipe venceu os rebeldes, recolocou todas as pro\u00adv\u00edncias sob a obedi\u00eancia do rei seu pai e, tendo sabido que naquele mesmo tempo este morrera na Babil\u00f4nia, ap\u00f3s reinar vinte e um anos, passou a diri\u00adgir os destinos do Egito e das outras prov\u00edncias. Deixou aos oficiais em quem mais confiava o encargo de levar o seu ex\u00e9rcito para a Babil\u00f4nia com os es\u00adcravos judeus, s\u00edrios, fen\u00edcios e eg\u00edpcios. Acompanhado por alguns poucos, passou pelo deserto e marchou rapidamente. Depois de chegar, governou o imp\u00e9rio que fora administrado na sua aus\u00eancia pelos magos caldeus, dos quais o principal e de maior autoridade nada levara tanto a peito para conservar-lhe o trono. E assim, ele sucedeu em todo o reino ao rei seu pai. Uma das primeiras coisas que fez foi distribuir em col\u00f4nias os escravos rec\u00e9m-chega\u00addos. Consagrou no templo de Bel, seu deus, e em outros templos os ricos despojos que havia conquistado. N\u00e3o se contentou em restaurar os antigos edif\u00edcios de Babil\u00f4nia: aumentou tamb\u00e9m a cidade e fortificou o canal. Para impedir que a atacassem e a pudessem tomar depois de atravessar o rio, mandou fazer outro dentro. E fora, ergueu uma tr\u00edplice muralha, muito alta, de tijolos refrat\u00e1rios. Fortificou tamb\u00e9m todas as outras partes da cidade. Fez portas monumentais e construiu um novo pal\u00e1cio perto do que fora do fale\u00adcido rei seu pai, do qual seria in\u00fatil referir a beleza e a magnific\u00eancia. N\u00e3o poderia mesmo eu dizer que esse soberbo edif\u00edcio foi constru\u00eddo em quinze dias. E, como a rainha, sua mulher, que fora educada na M\u00e9dia, desejava ver alguma semelhan\u00e7a com o seu pa\u00eds, mandou fazer, para lhe ser agrad\u00e1vel, arcos por cima desse pal\u00e1cio, com grandes pedras que pareciam montes. Mandou cobrir esses arcos com terra e plantou sobre eles uma tal quantidade de \u00e1rvores de todas as esp\u00e9cies que esse jardim, suspenso no ar, passou a ser uma das maravilhas do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Megastene, no seu quarto livro da Hist\u00f3ria das \u00edndias, faz men\u00e7\u00e3o desse ad\u00admir\u00e1vel jardim e procura provar que esse pr\u00edncipe sobrepujou muito a H\u00e9rcules pela grandeza de seus feitos e conquistou n\u00e3o somente a capital da \u00c1frica, mas tamb\u00e9m a Espanha. Diocles tamb\u00e9m o cita na Hist\u00f3ria da P\u00e9rsia, e Fil\u00f3strato, na da \u00edndia e da Fen\u00edcia, declarando que ele sitiou durante trinta anos a cidade de Tiro, da qual Stobal ent\u00e3o era rei. Eis tudo o que pude encontrar nos v\u00e1rios historiadores com rela\u00e7\u00e3o a esse pr\u00edncipe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nabucodonosor apertava cada vez mais o cerco. Mandou construir altas tor\u00adres, com as quais sobrepassava as muralhas da cidade, e tamb\u00e9m grande quantidade de plataformas t\u00e3o altas quanto os muros. Os habitantes, por sua vez, defendiam-se com todo o empenho e com toda a coragem poss\u00edvel, sem que a fome e a peste pudessem esmorec\u00ea-los&#8230;. <a href=\"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-11-o-exercito-de-nabucodonosor-toma-jerusalem-saqueia-o-templo-e-o-queima-bem-como-ao-palacio-real-destruindo-completamente-a-cidade-nabucodonosor-manda-matar-seraias-sumo-sacerdote-e\/\">ler mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[47,118,199,211,217,276,358,389,420,480,546,553,566,631,635,683,702,764,776,796,884,916,922,948,1015,1021,1124,1125,1169,1170,1173,1175,1212,1219,1232,1288,1296,1378,1446,1476,1510,1537,1563,1665,1690,1693,1701,1725,1727,1728,1773,1783,1804,1849,1861,1899,1901,1929,1964,1971,1998,2031,2037,2044,2106,2110,2151,2156,2167,2222,2356,2366,2439,2473,2520,2546,2627,2701,2702,2709,2724,2744,2796,2813,2854,2881,2914,2915,2945,3013,3043,3071,3114,3126,3192,3205],"class_list":["post-265","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livro-decimo","tag-abedenego","tag-adorar","tag-amigos","tag-animais","tag-anos","tag-ardente","tag-atirados","tag-babilonia","tag-beltessazar","tag-cargos","tag-chamado","tag-chefe","tag-cidade","tag-companheiros","tag-completamente","tag-conselho","tag-constituido","tag-criancas","tag-cuidado","tag-daniel","tag-deserto","tag-destruindo","tag-deus","tag-dignifica","tag-educar","tag-egito","tag-escravo","tag-escravos","tag-estabelecidos","tag-estado","tag-estao","tag-estatua","tag-executados","tag-exercito","tag-explica","tag-faz","tag-fazer","tag-fornalha","tag-gedalias","tag-grande","tag-hebreus","tag-ibe","tag-imperio","tag-ismael","tag-jeremias","tag-jerusalem","tag-joao","tag-judeia","tag-judeus","tag-judias","tag-leva","tag-levao","tag-livram","tag-manda","tag-mandou","tag-matao","tag-matar","tag-mesaque","tag-morre","tag-morte","tag-nabucodonosor","tag-nobreza","tag-nomes","tag-numero","tag-olhos","tag-opiniao","tag-palacio","tag-parentes","tag-passa","tag-perseguemno","tag-primitivo","tag-prisioneiros","tag-queima","tag-real","tag-recusamse","tag-rei","tag-retiramse","tag-sacerdote","tag-sacerdotes","tag-sadraque","tag-salva","tag-saqueia","tag-seraias","tag-sete","tag-soberbos","tag-sonho","tag-sumo","tag-sumos","tag-templo","tag-toma","tag-trabalhos","tag-tres","tag-vazar","tag-vencer","tag-volta","tag-zedequias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=265"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}