{"id":219,"date":"2015-04-02T23:26:35","date_gmt":"2015-04-02T23:26:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=219"},"modified":"2015-04-02T23:26:35","modified_gmt":"2015-04-02T23:26:35","slug":"capitulo-2-jeorao-filho-de-josafa-sucede-o-oleo-multiplicado-milagrosamente-por-eliseu-em-favor-da-viuva-de-obadias-hadade-rei-da-siria-manda-tropas-para-prende-lo-mas-deus-os-fere-com-ceguei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-2-jeorao-filho-de-josafa-sucede-o-oleo-multiplicado-milagrosamente-por-eliseu-em-favor-da-viuva-de-obadias-hadade-rei-da-siria-manda-tropas-para-prende-lo-mas-deus-os-fere-com-ceguei\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 2 &#8211; Jeor\u00e3o, filho de josaf\u00e1, sucede-o. \u00d3leo multiplicado milagrosamente por Eliseu em favor da vi\u00fava de Obadias. Hadade, rei da S\u00edria, manda tropas para prend\u00ea-lo, mas Deus os fere com cegueira, e Eliseu os conduz a Samaria. Hadade sitia for\u00e3o, rei de Israel. Ass\u00e9dio levantado milagrosamente, segundo apredi\u00e7\u00e3o de Eliseu. Hadade \u00e9 estrangulado por Hazael, que usurpa o reino da S\u00edria e de Damasco. Horr\u00edvel impiedade e idolatria de Jeor\u00e3o, rei de jud\u00e1. Estranho castigo com que Deus o amea\u00e7a."},"content":{"rendered":"<p><em> 2 Cr\u00f4nicas 21. <\/em>josaf\u00e1, rei de Jud\u00e1, deixou v\u00e1rios filhos, jeor\u00e3o, que era o mais velho, sucedeu-o no trono, como ele havia ordenado. A mulher de Jeor\u00e3o, como vimos, era irm\u00e3 de Jor\u00e3o, rei de Israel, filho de Acabe, que, ao regressar da guerra contra os moabitas, levara Eliseu com ele para Samaria. Os feitos desse profeta s\u00e3o t\u00e3o memor\u00e1veis que julguei dever relat\u00e1-los aqui, segundo o que est\u00e1 escrito nos Livros Santos.<\/p>\n<p><em>2 Reis 4. <\/em>A vi\u00fava de Obadias, mordomo do rei Acabe, veio dizer ao pro\u00adfeta que, n\u00e3o tendo meios de restituir o dinheiro que seu marido havia empresta\u00addo para alimentar os cem profetas que, como Eliseu devia saber, ele salvara da persegui\u00e7\u00e3o de jezabel, os credores queriam tom\u00e1-la como escrava e tamb\u00e9m aos seus filhos. E, por causa dessa dificuldade em que se encontrava, recorria a ele, para rogar que tivesse piedade dela.<\/p>\n<p>Eliseu perguntou-lhe se ela possu\u00eda alguma coisa. A mulher respondeu que s\u00f3 lhe restava um pouco de \u00f3leo. O profeta ent\u00e3o mandou-lhe que tomasse em\u00adprestado dos vizinhos algumas vasilhas vazias, fechasse a porta do quarto e en\u00adchesse os vasos com \u00f3leo, com a firme confian\u00e7a de que Deus os encheria a todos. Ela fez o que ele ordenou, e a promessa do profeta realizou-se. Ela foi logo contar-lhe o resultado. Ele disse-lhe ent\u00e3o que vendesse o \u00f3leo: uma parte do dinheiro serviria para pagar as d\u00edvidas, e o resto deveria ser guardado para sus\u00adtentar os filhos. Assim, ele satisfez a pobre mulher e livrou-a da persegui\u00e7\u00e3o dos credores.<\/p>\n<p><em>2 Reis 6. <\/em>Eis um outro grande feito do profeta: Hadade, rei da S\u00edria, p\u00f4s homens de emboscada para matar Jor\u00e3o, rei de Israel, quando este fosse \u00e0 ca\u00e7a, mas Eliseu foi avis\u00e1-lo e impediu assim que ele fosse morto. Hadade ficou encolerizado por ver frustrada a sua esperan\u00e7a, tanto que amea\u00e7ou matar todos os que havia encarregado daquela miss\u00e3o, pois, tendo falado somente a eles, algu\u00e9m devia t\u00ea-lo tra\u00eddo e avisado o inimigo. Um deles ent\u00e3o protestou, dizendo que eram todos inocentes daquele crime e que o rei deveria entender-se com Eliseu, a quem nenhum de seus intentos era segredo, os quais o profeta referia a Jor\u00e3o. Hadade aceitou essas raz\u00f5es e ordenou que procurassem saber em que cidade estava o profeta.<\/p>\n<p>Hadade soube que ele estava em Dota e para l\u00e1 enviou um grande n\u00famero de soldados, a fim de prend\u00ea-lo. Penetraram na cidade \u00e0 noite, para que ele n\u00e3o pudesse escapar, por\u00e9m o criado de Eliseu o soube e bem cedo, todo tr\u00eamulo, correu a contar ao profeta. Este, que confiava no socorro do alto, disse-lhe que nada temesse e rogou a Deus que o tranq\u00fcilizasse, fazendo-lhe conhecer a gran\u00addeza de seu poder infinito. Deus o ouviu e permitiu que o servo contemplasse uma grande multid\u00e3o de cavaleiros e carros armados, prontos para defender o profeta. Eliseu rogou a Deus tamb\u00e9m que cegasse de tal modo os s\u00edrios que eles nada pudessem ver. Deus consentiu, e o profeta meteu-se no meio deles, per\u00adguntando a quem procuravam. Responderam que procuravam Eliseu, o profeta. Ele disse-lhes: &#8220;Se quiserdes seguir-me, levar-vos-ei at\u00e9 a cidade onde ele est\u00e1&#8221;. E, como Deus n\u00e3o somente lhes tirara a vista, mas obscurecera-lhes tamb\u00e9m o Esp\u00edrito, eles o seguiram.<\/p>\n<p>Eliseu levou-os a Samaria. O rei Jor\u00e3o, por seu conselho, rodeou-os com todas as suas tropas e fechou as portas da cidade. Ent\u00e3o o profeta rogou a Deus que lhes tirasse a cegueira, e assim se fez. N\u00e3o se pode descrever a surpresa e o terror daqueles homens ao se acharem no meio dos inimigos. Jor\u00e3o perguntou ao ho\u00admem de Deus se queria que os matasse, a flechadas, e ele respondeu que o proibia terminantemente, porque n\u00e3o era justo matar prisioneiros que n\u00e3o havi\u00adam sido vencidos na guerra e que nenhum mal tinham feito ao pa\u00eds, mas que Deus os entregara nas m\u00e3os do rei por um milagre. Ele devia, ao contr\u00e1rio, trat\u00e1-los bem e envi\u00e1-los de volta ao seu rei. Jor\u00e3o seguiu o conselho, e Hadade conce\u00adbeu tal admira\u00e7\u00e3o pelo homem de Deus e pelas gra\u00e7as com que Ele favorecia o seu profeta que enquanto Eliseu viveu n\u00e3o usou mais de ardil algum contra o rei de Israel, determinando combat\u00ea-lo somente em luta aberta.<\/p>\n<p>Dessa forma, entrou em Israel com um grande ex\u00e9rcito. Jor\u00e3o, n\u00e3o se julgando capaz de lhe resistir, encerrou-se em Samaria, confiando em suas fortifica\u00e7\u00f5es. Hadade, julgando que n\u00e3o podia tomar a cidade \u00e0 for\u00e7a, resolveu cortar-lhe os v\u00edveres e assim come\u00e7ou o cerco. A falta de todas as coisas necess\u00e1rias \u00e0 vida foi logo t\u00e3o grande que a cabe\u00e7a de um asno era vendida por oitenta pe\u00e7as de prata, e um sext\u00e1rio de estrume de pomba, de que se serviam em lugar de sal, custava cinco. Tal mis\u00e9ria fez Jor\u00e3o temer que algu\u00e9m, levado pelo desespero, fizesse os inimigos entrar na cidade e por isso inspecionava pessoalmente todos os guardas.<\/p>\n<p>Numa dessas rondas, uma mulher veio lan\u00e7ar-se aos seus p\u00e9s, rogando-lhe que tivesse piedade dela. Ele julgou que ela desejava alguma coisa para comer e rudemente respondeu que ele n\u00e3o tinha nem eira nem lagar de onde lhe pudes\u00adse tirar alimento. A mulher retrucou que n\u00e3o era isso o que estava pedindo, mas apenas que fosse juiz de uma quest\u00e3o entre ela e uma de suas vizinhas. O rei, ent\u00e3o, pediu-lhe que expusesse a sua d\u00favida. A mulher contou que ela e a vizi\u00adnha estavam morrendo de fome e, tendo cada uma um filho, entraram em acor\u00addo para com\u00ea-los, pois n\u00e3o viam outro modo de salvar a pr\u00f3pria vida. Ela matara o seu, e ambas o haviam comido, mas agora a outra mulher, contrariando o ajuste, n\u00e3o queria matar o dela e at\u00e9 o havia escondido.<\/p>\n<p>Essas palavras comoveram tanto o soberano que ele rasgou as pr\u00f3prias vestes e come\u00e7ou a gritar. Cheio de c\u00f3lera contra Eliseu, determinou mat\u00e1-lo, porque, podendo o profeta obter de Deus, com as suas ora\u00e7\u00f5es, o livramento de tantos males, se negava a pedi-lo. Assim, ordenou que fossem imediatamente cortar-lhe a cabe\u00e7a, e os soldados partiram para executar a ordem. O profeta, que estava descansando em sua casa, ciente da ordem por uma revela\u00e7\u00e3o de Deus, disse aos seus disc\u00edpulos: &#8220;O rei, sendo filho de um homicida, mandou os seus homens para me cortar a cabe\u00e7a. Ficai perto da porta, por\u00e9m, para mant\u00ea-la fechada a esses assassinos, quando virdes que se aproximam, pois o rei se arre\u00adpender\u00e1 de ter dado essa ordem e vir\u00e1 aqui ele mesmo, em seguida&#8221;. Fizeram o que ele havia determinado, e Jor\u00e3o, arrependido de ter dado a ordem e com receio de que a executassem, veio apressadamente para impedi-los e lamentou o pouco interesse do profeta pelos seus sofrimentos e pela infelicidade do povo, pois n\u00e3o se dignava pedir a Deus que os livrasse de tantos males.<\/p>\n<p><em>2 Reis 7. <\/em>Ent\u00e3o Eliseu prometeu que, no dia seguinte, \u00e0 mesma hora, ele teria tal abund\u00e2ncia de v\u00edveres em Samaria que a medida de farinha de trigo seria vendida a um sido no mercado, e duas medidas de cevada n\u00e3o custariam mais. Como o pr\u00edncipe n\u00e3o podia duvidar das predi\u00e7\u00f5es do profeta, ap\u00f3s haver consta\u00adtado tantas vezes a sua veracidade, a esperan\u00e7a de um feliz futuro deu-lhe tal alegria que o fez esquecer a infelicidade presente. Os que o acompanhavam n\u00e3o ficaram menos alegres, exceto um dos oficiais, que comandava o ter\u00e7o das tro\u00adpas e em quem o rei tinha plena confian\u00e7a. Ele disse a Eliseu: &#8220;O profeta, o que prometeis ao rei n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, ainda que Deus fa\u00e7a chover do c\u00e9u farinha e cevada&#8221;. Respondeu Eliseu: &#8220;N\u00e3o duvideis, porque o vereis com os vossos pr\u00f3\u00adprios olhos. Mas somente o vereis, n\u00e3o participareis dessa felicidade&#8221;. E aconte\u00adceu como ele predisse.<\/p>\n<p>Havia entre os samaritanos um costume segundo o qual os leprosos n\u00e3o podi\u00adam ficar nas cidades. Por esse motivo, quatro homens de Samaria, v\u00edtimas dessa doen\u00e7a, residiam fora dos muros. Como n\u00e3o tinham absolutamente nada para comer e nada podiam esperar da cidade, por causa da extrema carestia a que estava reduzida, e como sabiam que n\u00e3o deixariam de morrer de fome, quer fossem pedir esmola, quer ficassem em casa, julgaram melhor entregar-se aos inimigos. Porque se estes tivessem compaix\u00e3o deles, lhes salvariam a vida, e se os matassem, seria uma morte muito mais suave que a outra, que lhes era inevit\u00e1\u00advel. Depois de tomar essa resolu\u00e7\u00e3o, partiram para o acampamento dos s\u00edrios.<\/p>\n<p>No entanto Deus tinha feito aquele povo ouvir durante a noite um rumor se\u00admelhante ao de cavalos e de carros, como se um grande ex\u00e9rcito os viesse atacar. Isso causou-lhes tal espanto que eles abandonaram as suas tendas e disseram a Hadade, seu rei, que o rei do Egito e os reis das ilhas tinham vindo em aux\u00edlio de Jor\u00e3o, e j\u00e1 se ouvia o retinir de suas armas. Como Hadade havia tamb\u00e9m escutado o ru\u00eddo, facilmente prestou f\u00e9 \u00e0s palavras deles, sem que ele ou os seus soubessem o que fazer. Ent\u00e3o fugiram, com tanta precipita\u00e7\u00e3o e em tal desordem que nada levaram de seus bens e das riquezas de que o acampamento estava cheio.<\/p>\n<p>Os leprosos entraram no campo inimigo e l\u00e1 encontraram em abund\u00e2ncia toda esp\u00e9cie de bens, sem ouvir o menor ru\u00eddo. Avan\u00e7aram ainda mais e entra\u00adram numa tenda, onde, n\u00e3o encontrando ningu\u00e9m, beberam e comeram o quanto quiseram. Apoderaram-se de vestes, de dinheiro e de grande quantidade de ouro e prata, que enterraram num campo fora do acampamento. Passaram a outra tenda e ainda a duas outras, onde fizeram o mesmo, sem encontrar ningu\u00e9m. Ent\u00e3o n\u00e3o tiveram mais d\u00favidas de que os inimigos haviam fugido e lastimaram n\u00e3o terem levado ainda aquela not\u00edcia ao rei e aos seus concidad\u00e3os. Por isso se apressaram e foram gritar \u00e0s sentinelas que os inimigos se haviam retirado.<\/p>\n<p>As sentinelas avisaram o corpo da guarda mais pr\u00f3ximo da pessoa do rei, que ao tomar ci\u00eancia do fato reuniu em conselho os seus chefes e servidores particu\u00adlares e disse-lhes que aquela retirada dos s\u00edrios era suspeita. Tinha motivo para temer que Hadade, ansioso por tomar a cidade pela fome, tivesse fingido retirar-se, a fim de que os sitiados fossem saquear o acampamento. Assim, ele voltaria de repente, cerc\u00e1-los-ia de todas as partes, matando-os facilmente, e tomaria a cidade sem resist\u00eancia alguma. Seu parecer era de que n\u00e3o se incomodassem com o que acontecera e continuassem como antes.<\/p>\n<p>Um dos presentes a esse conselho, que estava entre os mais sensatos, acrescen\u00adtou, depois de elogiar tal parecer, que julgava muito apropriado enviar dois cava\u00adleiros para observar o que se passava no campo at\u00e9 o Jord\u00e3o. Se fossem apanhados pelos inimigos, os outros saberiam conservar-se prudentemente em guarda, para n\u00e3o cair no mesmo perigo. E, se eles fossem mortos, estariam apenas antecipando um pouco a pr\u00f3pria morte, pois n\u00e3o tinham como conter a carestia.<\/p>\n<p>O rei aprovou a proposta e ordenou imediatamente aos cavaleiros que fos\u00adsem observar o campo inimigo. Eles voltaram dizendo que n\u00e3o haviam encon\u00adtrado uma pessoa sequer no acampamento e tinham visto o caminho inteira\u00admente coberto de armas e de gr\u00e3os, que eles haviam lan\u00e7ado fora para fugir mais depressa. Ent\u00e3o Jor\u00e3o permitiu aos seus que fossem saquear o campo dos s\u00edrios. Recolheram uma enorme riqueza de despojos, pois, al\u00e9m de grande quan\u00adtidade de ouro, prata, cavalos e gado, encontraram tanto trigo e cevada que parecia um sonho. Assim esqueceram logo os males passados, e houve abun\u00add\u00e2ncia, tal como Eliseu havia predito: duas medidas de cevada se vendiam por um sido, e a medida de farinha, pelo mesmo pre\u00e7o. Essa medida continha um m\u00f3dio e meio, da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>O \u00fanico que n\u00e3o teve parte em t\u00e3o feliz mudan\u00e7a foi o oficial que acompa\u00adnhava do rei quando este fora falar com Eliseu. O pr\u00edncipe ordenara-lhe que ficasse \u00e0 porta da cidade, para impedir que as pessoas, na pressa de sair, matas\u00adsem umas \u00e0s outras. E ele foi sufocado, vindo a morrer, como o profeta havia predito.<\/p>\n<p><em>2 Reis 8. <\/em>Hadade retirou-se para Damasco e l\u00e1 soube do terror que inva\u00addira o seu ex\u00e9rcito sem que aparecesse qualquer inimigo, mas sabia tamb\u00e9m que aquele pavor fora enviado por Deus. Sentiu muito desgosto ao constatar que Ele lhe era t\u00e3o contr\u00e1rio, e ficou gravemente enfermo. Avisaram-no ent\u00e3o de que Eliseu vinha a Damasco, e ele ordenou ao mais fiel de seus servos, de nome Hazael, que fosse encontr\u00e1-lo com presentes e perguntasse se ele sararia. Hazael mandou carregar quarenta camelos com os mais saborosos frutos do pa\u00eds e com objetos preciosos e, depois de saudar o profeta, apresentou-lhe as d\u00e1divas do rei, perguntando em seu nome se devia esperar a cura. O profeta respondeu que Hadade morreria, mas proibiu Hazael de dar-lhe a not\u00edcia.<\/p>\n<p>Essas palavras deixaram Hazael muito aflito, e Eliseu, por seu lado, derra\u00admou l\u00e1grimas \u00e0 vista dos males que se seguiriam ao seu povo ap\u00f3s a morte de Hadade. Hazael rogou a Eliseu que lhe dissesse o motivo daquele penar, e o profeta respondeu: &#8220;Choro por causa dos males que fareis sofrer os israelitas. Pois fareis morrer os seus melhores homens, reduzireis a cinzas as suas pra-\u00e7as-fortes, esmagareis os seus filhos com pedras e n\u00e3o poupareis nem mesmo as gr\u00e1vidas&#8221;. Hazael, assustado com essas palavras, perguntou-lhe como aquilo poderia acontecer e que probabilidade havia de ele conquistar t\u00e3o grande poder. Ent\u00e3o o profeta declarou que Deus havia revelado que ele reinaria sobre a S\u00edria.<\/p>\n<p>Hazael contou a Hadade que este devia esperar a sa\u00fade e, no dia seguinte, asfixiou-o com um peda\u00e7o de linho molhado e apoderou-se do reino. Ele tinha, ademais, muitos m\u00e9ritos e conquistou de tal modo o afeto dos s\u00edrios e dos habitantes de Damasco que eles o t\u00eam ainda hoje, tal como a Hadade, no n\u00famero de suas divindades e prestam-lhe cont\u00ednua honra, por causa dos be\u00adnef\u00edcios que receberam de ambos, dos soberbos templos que eles constru\u00ed\u00adram e de tantos embelezamentos de que a cidade de Damasco lhes \u00e9 devedo-ra. Enaltecem tamb\u00e9m a antig\u00fcidade de sua descend\u00eancia, pois ainda vivem, mil e cem anos depois. Jor\u00e3o, rei de Israel, informado da morte de Hadade, julgou que nada mais tinha a temer e que passaria tranq\u00fcilo o resto de seu reinado.<\/p>\n<p><em>2 Reis 11; 2 Cr\u00f4nicas 21. <\/em>Voltemos a Jeor\u00e3o, rei de Jud\u00e1. N\u00e3o havia ele subido ao trono, e seu mau governo logo se revelou, pelo assassinato dos pr\u00f3prios irm\u00e3os e dos homens mais ilustres do reino, aos quais Josaf\u00e1, seu pai, dedicara grand\u00edssima estima. Ele n\u00e3o se contentou em imitar aqueles reis de Israel que pri\u00admeiro violaram as leis de nossos antepassados e mostraram a sua impiedade para com Deus, mas os sobrepujou a todos em muitas esp\u00e9cies de crimes e aprendeu de Atalia, sua mulher, filha de Acabe, a prestar aos deuses estrangeiros sacr\u00edlegas adora\u00e7\u00f5es. Assim, dia a dia, ele cada vez mais irritava a Deus, por causa de sua impiedade e pela profana\u00e7\u00e3o das coisas mais santas de nossa religi\u00e3o. Deus, no entanto, n\u00e3o o quis exterminar, por causa da promessa que fizera a Davi.<\/p>\n<p>Os idumeus, todavia, que antes lhe eram submissos, sacudiram o jugo, come\u00ad\u00e7ando Dor matar o seu pr\u00f3prio rei, que sempre fora fiel a josaf\u00e1, e colocando outro em seu lugar. Jeor\u00e3o, para vingar-se, entrou \u00e0 noite naquele pa\u00eds com muitos carros e soldados de cavalaria e destruiu algumas cidades e aldeias da fronteira, sem ousar contudo ir al\u00e9m. Mas essa expedi\u00e7\u00e3o, em vez de torn\u00e1-lo tem\u00edvel \u00e0queles povos, levou ainda outros a se revoltar contra ele, e os que habitam o pa\u00eds de Libna n\u00e3o o quiseram mais reconhecer como soberano.<\/p>\n<p>A loucura e o furor desse rei chegou a tal excesso que ele obrigou os s\u00faditos a adorar falsos deuses nos lugares mais elevados dos montes. Certo dia, es\u00adtando ele muito agitado, trouxeram-lhe uma carta de Eliseu, na qual o profe\u00adta o amea\u00e7ava com uma terr\u00edvel vingan\u00e7a da parte de Deus, pois, em vez de observar as suas leis, como os seus predecessores, ele preferira imitar os erros abomin\u00e1veis dos reis de Israel, obrigando a tribo de Jud\u00e1 e os habitantes de Jerusal\u00e9m, tal como Acabe fizera aos israelitas, a abandonar o culto ao verda\u00addeiro Deus para adorar \u00eddolos. E, a tudo isso acrescentara ainda o assassinato dos pr\u00f3prios irm\u00e3os e de tantos homens de bem. Por isso receberia o mereci\u00addo castigo: o seu povo cairia sob a espada dos inimigos, e os cru\u00e9is vencedo\u00adres n\u00e3o poupariam nem as esposas nem os filhos dele. Ele veria com os pr\u00f3\u00adprios olhos sa\u00edrem-lhe as entranhas de seus corpos e ent\u00e3o iria se arrepender, por\u00e9m seria tarde demais, e o seu arrependimento n\u00e3o o impediria de morrer em meio a muitas dores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2 Cr\u00f4nicas 21. josaf\u00e1, rei de Jud\u00e1, deixou v\u00e1rios filhos, jeor\u00e3o, que era o mais velho, sucedeu-o no trono, como ele havia ordenado. A mulher de Jeor\u00e3o, como vimos, era irm\u00e3 de Jor\u00e3o, rei de Israel, filho de Acabe, que, ao regressar da guerra contra os moabitas, levara Eliseu com ele para Samaria. 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