{"id":217,"date":"2015-04-02T23:25:28","date_gmt":"2015-04-02T23:25:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=217"},"modified":"2015-04-02T23:25:28","modified_gmt":"2015-04-02T23:25:28","slug":"capitulo-1-o-profeta-jeu-repreende-josafa-rei-de-juda-por-ter-unido-armas-com-o-rei-acabe-de-israel-ele-reconhece-a-sua-falta-e-deus-o-perdoa-seu-admiravel-proceder-vitoria-miraculosa-que-ele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-1-o-profeta-jeu-repreende-josafa-rei-de-juda-por-ter-unido-armas-com-o-rei-acabe-de-israel-ele-reconhece-a-sua-falta-e-deus-o-perdoa-seu-admiravel-proceder-vitoria-miraculosa-que-ele\/","title":{"rendered":"Capitulo 1 &#8211; O profeta Je\u00fa repreende Josaf\u00e1, rei de jud\u00e1, por ter unido armas com o rei Acabe, de Israel. Ele reconhece a sua falta, e Deus o perdoa. Seu admir\u00e1vel proceder. Vit\u00f3ria miraculosa que ele obt\u00e9m sobre os moabitas, os amonitas e os \u00e1rabes. Impiedade e morte de Acazias, rei de Israel, como o profeta Elias havia predito, for\u00e3o, seu irm\u00e3o, sucede-o. Elias desaparece. Jor\u00e3o, auxiliado por Josaf\u00e1 e pelo rei da Idum\u00e9ia, obt\u00e9m uma grande vit\u00f3ria sobre Mesa, rei dos moabitas. Morte de Josaf\u00e1, rei de jud\u00e1."},"content":{"rendered":"<p><em>2 Cr\u00f4nicas 19. <\/em>Quando Josaf\u00e1, rei de Jud\u00e1, ap\u00f3s ter unido as suas tropas com as de Acabe, rei de Israel, contra Hadade, rei da S\u00edria, como vimos, voltou de Samaria a Jerusal\u00e9m, o profeta )e\u00fa veio \u00e0 sua presen\u00e7a e repreendeu-o por ter ajudado um rei t\u00e3o \u00edmpio. Disse-lhe que Deus estava muito irritado e que lhe conservara a vida, tirando-o das m\u00e3os dos inimigos, por causa de sua virtude. O religioso pr\u00edncipe, comovido com grande arrependimento pela sua falta, recor\u00adreu a Deus e aplacou-lhe a c\u00f3lera com ora\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>Percorreu ent\u00e3o todo o reino, para instruir o povo nos mandamentos de Deus e para exort\u00e1-lo a adorar e a servir a Deus de todo o cora\u00e7\u00e3o. Colocou magistra\u00addos em todas as cidades e recomendou-lhes muito expressamente que fizessem justi\u00e7a a todos, sem se deixar corromper, quer pela nobreza, quer pelas riquezas, quer pelo talento de qualquer pessoa, pois deviam lembrar que Deus, que co\u00adnhece todas as coisas, mesmo as mais ocultas, v\u00ea todas as a\u00e7\u00f5es dos homens.<\/p>\n<p>Depois de regressar a Jerusal\u00e9m, constituiu tamb\u00e9m juizes, escolhidos por ele dentre os principais sacerdotes e levitas, e recomendou-lhes, como aos demais, que administrassem com perfeita justi\u00e7a. Ordenou que, quando houvesse em outras cidades assuntos importantes e dif\u00edceis, que merecessem ser examinados com mais cuidado e precis\u00e3o que os comuns, eles os deveriam levar a Jerusal\u00e9m perante os magistrados, porque se deveria crer que a justi\u00e7a n\u00e3o seria em nenhum outro lugar t\u00e3o bem distribu\u00edda quanto na capital do reino, onde estavam o Templo de Deus e o pal\u00e1cio onde os reis habitavam. Nos cargos principais, colocou Amarias, sacerdote, e Zebadias, que era da tribo de Jud\u00e1.<\/p>\n<p><em>2 Cr\u00f4nicas 20. <\/em>Nesse entretempo, os moabitas e os amonitas, unidos aos \u00e1rabes, a quem haviam chamado em seu socorro, entraram com um grande ex\u00e9rcito nas terras de Josaf\u00e1 e acamparam a trezentos est\u00e1dios de Jerusal\u00e9m, perto do lago Asfaltite, no territ\u00f3rio de En-Gedi, muito f\u00e9rtil em b\u00e1lsamos e em palmeiras. Josaf\u00e1, surpreendido que tivessem adentrado tanto o seu rei\u00adno, mandou reunir no Templo todo o povo de Jerusal\u00e9m para rogar a Deus que o ajudasse contra t\u00e3o poderosos inimigos e os castigasse pelo seu atrevi\u00admento. Disse-lhe com humildade que tinha o direito de esperar aux\u00edlio, por\u00adque Ele mesmo dera ao seu povo a posse do pa\u00eds do qual aquelas na\u00e7\u00f5es os queriam expulsar, e, quando os seus antepassados constru\u00edram e consagra\u00adram o Templo em honra a Ele, eles puseram toda a sua confian\u00e7a no aux\u00edlio dEle, sem duvidar que Ele lhes seria sempre favor\u00e1vel. O pr\u00edncipe fez acompa\u00adnhar essa ora\u00e7\u00e3o com l\u00e1grimas, e o povo em geral, tanto os homens quanto as mulheres, fez o mesmo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o profeta Jaaziel adiantou-se e disse em alta voz, dirigindo-se ao rei e \u00e0quela grande multid\u00e3o, que os seus votos haviam sido ouvidos. Deus comba\u00adteria por eles e lhes daria a vit\u00f3ria. Deveriam partir no dia seguinte para enfren\u00adtar o inimigo, at\u00e9 uma colina denominada Ziz (isto \u00e9, &#8220;emin\u00eancia&#8221;, em hebreu), que est\u00e1 entre Jerusal\u00e9m e En-Gedi, pois ali os encontrariam. N\u00e3o teriam neces\u00adsidade de se servir das armas, porque seriam apenas espectadores do combate que Deus travaria, Ele mesmo, em favor deles. Ante as palavras do profeta, o rei e todo o povo prostraram-se com o rosto em terra, deram gra\u00e7as a Deus e o adoraram. Os levitas, com acompanhamento de m\u00fasica, cantaram hinos em seu louvor.<\/p>\n<p>No dia seguinte, ao raiar do dia, o rei Josaf\u00e1 se p\u00f4s em campo e, quan\u00addo chegou ao deserto que est\u00e1 abaixo da cidade de Tecoa, disse \u00e0s tropas que n\u00e3o havia necessidade de combater, como num dia de luta, pois toda a sua forca consistia em sua perfeita confian\u00e7a no aux\u00edlio que Deus prometera por meio de seu profeta. Seria suficiente fazer marchar os sacerdotes com as suas trombetas e os levitas com os seus cantores, para dar gra\u00e7as a Deus pela vit\u00f3ria alcan\u00e7ada e pelo triunfo j\u00e1 obtido sobre os inimigos. Essa ordem t\u00e3o santa, de t\u00e3o piedoso rei, foi recebida com respeito por todo o ex\u00e9rcito e rigorosamente executada.<\/p>\n<p>Deus infundiu ent\u00e3o tal cegueira no Esp\u00edrito dos amonitas e dos povos que a eles se haviam juntado que eles pr\u00f3prios se tomaram por inimigos e, transporta\u00addos de furor, mataram-se uns aos outros, com tanta animosidade e raiva que n\u00e3o restou um s\u00f3 com vida de todo aquele imenso n\u00famero, e o vale onde isso ocor\u00adreu ficou juncado de cad\u00e1veres, josaf\u00e1, transbordando de alegria, deu gra\u00e7as a Deus por aquela vit\u00f3ria t\u00e3o milagrosa, pois quem obteve a gl\u00f3ria de conquist\u00e1-la n\u00e3o havia tomado parte nela nem corrido perigo algum. Ele permitiu depois que os soldados saqueassem o campo dos inimigos e despojassem os mortos. Leva\u00adram tr\u00eas dias inteiros para isso, t\u00e3o grande era o n\u00famero de mortos e tantas as riquezas. No quarto dia, o povo reuniu-se num vale para cantar louvores a Deus e as maravilhas de seu poder, por isso deu-se \u00e0quele lugar o nome de Vale dos Louvores, que conserva ainda hoje.<\/p>\n<p>Esse piedoso e glorioso pr\u00edncipe, ap\u00f3s regressar com o seu ex\u00e9rcito para Jerusal\u00e9m, passou v\u00e1rios dias fazendo sacrif\u00edcios e festas p\u00fablicas, em regozijo e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo favor que ele e todo o seu povo haviam recebido de Deus, tendo Ele mesmo combatido no lugar deles e destru\u00eddo os inimigos com o efeito prodigioso de seu soberano poder. A fama dessa vit\u00f3ria sobrenatural espalhou-se entre as demais na\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o puderam elas duvidar de que esse grande soberano fosse particularmente querido de Deus. Conceberam um t\u00e3o alto conceito de sua justi\u00e7a e honestidade que a conservaram durante todo o resto de seu reinado.<\/p>\n<p>Como ele era amigo de Acazias, rei de Israel, filho de Acabe, equiparam juntos uma grande frota para navegar ao Ponto e \u00e0 Tr\u00e1cia, mas esses navios naufragaram, porque n\u00e3o eram grandes o suficiente para ser dirigidos, e assim eles abandonaram o projeto.<\/p>\n<p><em>2 Reis 1. <\/em>Vamos agora falar de Acazias. Ele sempre morou em Samaria e foi t\u00e3o mau quanto o seu pai e o seu av\u00f4. Foi grande imitador da impiedade de jerobo\u00e3o, que por primeiro levou o povo a se afastar da adora\u00e7\u00e3o ao verdadeiro Deus. No segundo ano do reinado desse rei jovem e mau, os moabitas recusa\u00adram-se a pagar-lhe o tributo que deviam a Acabe, seu pai.<\/p>\n<p>Um dia, ao descer uma galeria do pal\u00e1cio, ele caiu e, tendo-se ferido muito, mandou consultar o or\u00e1culo de Myiode, deus de Ecrom, para saber se ele ficaria curado daquele ferimento. Deus ordenou ao profeta Elias que fosse \u00e0 presen\u00e7a dos enviados do rei perguntar-lhes se o povo de Israel n\u00e3o tinha Deus, pois o rei os estava mandando consultar um deus estrangeiro. Depois que Elias desempenhou a sua incumb\u00eancia, ordenou-lhes que fossem dizer ao seu senhor que ele morreria daquele ferimento, e eles voltaram ao seu pa\u00eds. Acazias, assustado por v\u00ea-los voltar t\u00e3o depressa, perguntou-lhes o motivo, e eles responderam que haviam encontra\u00addo um homem, o qual os impedira de ir al\u00e9m e ordenara que lhe dissessem, da parte de Deus, que aquela doen\u00e7a iria agravar-se gradualmente.<\/p>\n<p>O rei perguntou como era o homem, e eles relataram que era todo coberto de p\u00ealos e trazia as vestes presas por um cinto de couro. Acazias percebeu ent\u00e3o que se tratava de Elias, e enviou um oficial com cinq\u00fcenta soldados para prend\u00ea-lo. O oficial achou-o sentado no alto de um monte e ordenou-lhe que o seguisse, para ir falar com o rei. E, se ele n\u00e3o o fizesse espontaneamente, lev\u00e1-lo-ia \u00e0 for\u00e7a. Elias respondeu que lhe mostraria com fatos que era um verdadeiro profeta. Dizendo essas palavras, rogou a Deus que fizesse descer fogo do c\u00e9u para casti\u00adgar aquele oficial e todos os seus soldados. Imediatamente apareceu no c\u00e9u um turbilh\u00e3o de chamas, que os reduziu a cinzas.<\/p>\n<p>A not\u00edcia foi levada ao rei, e ele enviou outro oficial, com igual n\u00famero de soldados, que amea\u00e7ou do mesmo modo levar \u00e0 for\u00e7a o profeta, se ele n\u00e3o quises\u00adse ir de boa vontade. Elias renovou a sua ora\u00e7\u00e3o, e fogo do c\u00e9u devorou tamb\u00e9m aquele oficial e todos os seus soldados, tal como sucedera aos anteriores.<\/p>\n<p>O rei enviou ent\u00e3o um terceiro oficial e mais cinq\u00fcenta soldados. Como esse era mais sensato, ele aproximou-se do profeta, saudou-o cortesmente e disse-lhe: &#8220;N\u00e3o ignorais sem d\u00favida que \u00e9 contra o meu desejo e somente para obede\u00adcer \u00e0 ordem do rei que vos venho falar, como os precedentes. Por isso rogo-vos que tenhais compaix\u00e3o de n\u00f3s e venhais voluntariamente falar com o rei&#8221;. Elias, comovido pelas maneiras respeitosas do oficial, seguiu-o. Quando chegou junto do rei, Deus inspirou-lhe o que devia dizer, e ele assim falou ao soberano: &#8220;O Senhor diz: Como n\u00e3o me quisestes reconhecer por vosso Deus e n\u00e3o me julgastes capaz de predizer o que vos aconteceria de mal, mas mandastes consultar o deus de Ecrom, declaro-vos que morrereis&#8221;.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, essa profecia realizou-se. Como Acazias n\u00e3o tinha filho, Jor\u00e3o, seu irm\u00e3o, sucedeu-o no trono. Imitou igualmente o seu pai em impiedade e abandonou, como ele, o Deus de seus antepassados, para adorar os deuses estrangeiros. Fora isso, ele era muito h\u00e1bil. Foi sob o seu reinado que Elias desapareceu, sem que jamais se tenha podido saber o que aconteceu a ele. Ele deixou, como j\u00e1 disse, Eliseu, seu disc\u00edpulo. E bem podemos ver nas Sagradas Escrituras que Elias e Enoque, o qual viveu antes do dil\u00favio, desapareceram do meio dos homens, mas nunca se soube que tenham morrido.<\/p>\n<p><em>2 Reis 3. <\/em>Jor\u00e3o, depois de ocupar o trono de Israel, resolveu fazer guerra a Mesa, rei dos moabitas, porque este se recusava a pagar-lhe o tributo de du\u00adzentos mil carneiros com sua l\u00e3, que pagava ao rei Acabe, seu pai. Mandou ent\u00e3o pedir ao rei josaf\u00e1 que o ajudasse, tal como fizera a Acabe, seu pai. josaf\u00e1 respon\u00addeu que n\u00e3o somente o ajudaria, mas levaria com ele o rei da Idum\u00e9ia, que era seu dependente. Jor\u00e3o ficou muito grato por essa resposta e foi a Jerusal\u00e9m agra\u00addecer-lhe. Josaf\u00e1 recebeu com grande magnific\u00eancia esse pr\u00edncipe e o rei da Idum\u00e9ia, e eles resolveram entrar no pa\u00eds inimigo pelos desertos da Idum\u00e9ia, que era o lado pelo qual os moabitas menos esperavam ser atacados.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas reis partiram juntos em seguida e, depois de haver marchado durante sete dias e de ter perdido o rumo, por falta de bons guias, encontraram-se em t\u00e3o grande pen\u00faria e com tanta sede que os cavalos morriam por falta de \u00e1gua. Como Jor\u00e3o era de natureza impaciente, ele perguntava a Deus, murmurando contra Ele, que mal haviam feito para entregar assim tr\u00eas reis nas m\u00e3os dos inimi\u00adgos, sem combate. Josaf\u00e1, que, ao contr\u00e1rio, era um pr\u00edncipe muito religioso, consolava-o, e indagou se n\u00e3o havia no ex\u00e9rcito algum profeta de Deus a quem pudessem consultar a respeito do que fazer em tal conting\u00eancia. Um dos servi\u00addores de Jor\u00e3o declarou ter visto Eliseu, filho de Safate, que era disc\u00edpulo de Elias. Logo os tr\u00eas reis, por conselho de Josaf\u00e1, foram procur\u00e1-lo em sua cabana, que ficava fora do acampamento, e pediram-lhe, particularmente jor\u00e3o, que lhes re\u00advelasse o resultado daquela guerra.<\/p>\n<p>Ele respondeu ao pr\u00edncipe que o deixasse descansar e fosse consultar os pro\u00adfetas de seu pai e de sua m\u00e3e, que tamb\u00e9m eram verdadeiros. Jor\u00e3o insistiu e rogou-lhe que falasse, pois estava em jogo a vida de todos. Eliseu tomou ent\u00e3o a Deus por testemunha e afirmou com juramento que s\u00f3 lhe responderia em con\u00adsidera\u00e7\u00e3o a Josaf\u00e1, que era um pr\u00edncipe justo e temente a Deus. Disse em seguida que fizessem vir um m\u00fasico com instrumentos. Quando ele come\u00e7ou a tocar, o profeta, cheio do Esp\u00edrito de Deus, disse aos tr\u00eas reis que mandassem fazer uns regos na torrente, e eles veriam que, embora o ar permanecesse im\u00f3vel, sem vento algum, e sem que ca\u00edsse do c\u00e9u uma gota de \u00e1gua, os regos ficariam cheios e forneceriam a eles e a todo o ex\u00e9rcito \u00e1gua para matar a sede. Disse mais o profeta: &#8220;E esse n\u00e3o ser\u00e1 o \u00fanico favor que recebereis de Deus, pois com o aux\u00edlio dEle vencereis os vossos inimigos, tomareis as mais belas e as mais fortes de suas cidades e devastareis o seu pa\u00eds: cortareis as suas \u00e1rvores, fareis secar as suas fontes e desviareis o curso de seus regatos&#8221;.<\/p>\n<p>Assim falou-lhes o profeta, e no dia seguinte, antes do nascer do sol, viu-se a torrente completamente cheia de \u00e1gua, proveniente da Idum\u00e9ia, distante tr\u00eas dias de caminho, onde Deus fizera cair chuva, e todo aquele grande ex\u00e9r\u00adcito teve \u00e1gua em abund\u00e2ncia para beber. O rei dos moabitas, ao saber que os tr\u00eas reis marchavam contra ele pelo deserto, reuniu todas as suas for\u00e7as para enfrent\u00e1-los nas fronteiras de seu territ\u00f3rio, a fim de barrar-lhes a entrada. Mas quando ele chegou perto da torrente, o rev\u00e9rbero dos raios de sol na \u00e1gua fizeram-nas parecer vermelhas, e todos as tomaram por sangue, imaginando que o desespero causado pela sede fizera os inimigos matarem-se reciproca\u00admente. Com essa falsa convic\u00e7\u00e3o, os moabitas pediram permiss\u00e3o ao seu rei para saquear o acampamento e, tendo-a obtido, partiram precipitada e desordenadamente, como quem tem certeza de encontrar presa f\u00e1cil. Mas logo se viram rodeados de todos os lados pelos inimigos, que mataram parte deles e puseram o resto em fuga.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas reis entraram no pa\u00eds, tomaram o que quiseram, destru\u00edram v\u00e1rias cidades, espalharam o cascalho da torrente sobre as terras mais f\u00e9rteis, corta\u00adram as melhores \u00e1rvores e entupiram as fontes. Destru\u00edram tudo e sitiaram o pr\u00f3prio rei, que procurava p\u00f4r-se a salvo. (Vendo-se em perigo, o soberano tudo fizera para escapar. Saiu da cidade com setecentos homens escolhidos e tentou atravessar o campo inimigo do lado que ele julgava menos defendido. Mas isso n\u00e3o lhe foi poss\u00edvel, e ele teve de voltar.) O desespero ent\u00e3o levou-o a fazer o que n\u00e3o se pode descrever sem horror. Ele tomou o pr\u00edncipe, seu filho mais velho e sucessor, e sacrificou-o sobre as muralhas da cidade, \u00e0 vista dos sitiantes. T\u00e3o terr\u00edvel espet\u00e1culo comoveu os tr\u00eas reis, enchendo-os de tanta compaix\u00e3o que, levados por um sentimento de humanidade, levantaram o cer\u00adco, e cada qual voltou para o seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>josaf\u00e1 viveu muito pouco depois disso. Morreu em Jerusal\u00e9m, na idade de sessen\u00adta anos, dos quais reinara apenas vinte e cinco. Enterraram-no com a magnific\u00eancia que merecia t\u00e3o not\u00e1vel soberano e t\u00e3o grande imitador das virtudes de Davi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2 Cr\u00f4nicas 19. Quando Josaf\u00e1, rei de Jud\u00e1, ap\u00f3s ter unido as suas tropas com as de Acabe, rei de Israel, contra Hadade, rei da S\u00edria, como vimos, voltou de Samaria a Jerusal\u00e9m, o profeta )e\u00fa veio \u00e0 sua presen\u00e7a e repreendeu-o por ter ajudado um rei t\u00e3o \u00edmpio. 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