{"id":1349,"date":"2015-04-02T18:30:42","date_gmt":"2015-04-02T18:30:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=8"},"modified":"2015-04-02T18:30:42","modified_gmt":"2015-04-02T18:30:42","slug":"a-importancia-da-historia-para-se-compreender-o-plano-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/a-importancia-da-historia-para-se-compreender-o-plano-de-deus\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da Hist\u00f3ria para se Compreender o Plano de Deus"},"content":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio Josefo \u00e9 considerado um dos maiores historiadores de todos os tempos. Acha-se ele, devido \u00e0 sua import\u00e2ncia n\u00e3o so\u00admente aos judeus mas tamb\u00e9m a toda a humanidade, ao lado de Herodoto, Pol\u00edbio e Estrab\u00e3o. Embora n\u00e3o fosse profeta, e apesar de n\u00e3o contar com a inspira\u00e7\u00e3o dos escritores b\u00edblicos, mostra-nos ele claramente como as pro\u00adfecias do Antigo Testamento cumpriram-se na vida dos filhos de Abra\u00e3o.<\/p>\n<p>O que isto vem demonstrar? Que a hist\u00f3ria, qual sol\u00edcita e am\u00e1vel serva dos des\u00edgnios divinos, tem como fun\u00e7\u00e3o real\u00e7ar a interven\u00e7\u00e3o do Todo-Poderoso nos neg\u00f3cios humanos. Vejamos, a seguir, como podemos definir a hist\u00f3ria. No Dicion\u00e1rio Teol\u00f3gico, assim a conceituamos:<\/p>\n<p>&#8220;A palavra <em>hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria <\/em>\u00e9 de origem grega. Vem de <em>histor. <\/em>&#8220;Aquele que sabe, que conhece, conhecedor da lei, juiz.&#8221; Aprofundando-nos um pouco mais em sua etimologia, descobrimos que este voc\u00e1bulo origina-se da raiz de um termo que significa conhecer: &#8220;id&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Cientificamente, a Hist\u00f3ria pode ser definidada como a narra\u00e7\u00e3o met\u00f3di\u00adca dos principais fatos ocorridos na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral.<\/p>\n<p>&#8220;Usada pela primeira vez por Herodoto (484-425 a.C), tinha a palavra <em>hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria <\/em>as seguintes conota\u00e7\u00f5es: informa\u00e7\u00e3o, relat\u00f3rio, exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na mesma obra, discorremos ainda sobre a fun\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>&#8220;David Ben Gurion lia regularmente a Hist\u00f3ria Universal. Por causa deste seu compromisso com o estudo das antigas civiliza\u00e7\u00f5es, conforme disse, certa vez, ao escritor brasileiro, \u00c9rico Ver\u00edssimo, n\u00e3o tinha tempo para outros entrete\u00adnimentos. Se pud\u00e9ssemos perguntar ao fundador do Estado de Israel o por qu\u00ea desta sua prefer\u00eancia, certamente responder-nos-ia com estas palavras de C\u00edcero:<\/p>\n<p>&#8220;Ignorar&#8230; o que aconteceu antes de termos nascido eq\u00fcivale a ser sempre cri\u00adan\u00e7a&#8221;. Como um estadista n\u00e3o se deve portar infantilmente, punha-se Ben Gurion aos p\u00e9s da Hist\u00f3ria para n\u00e3o repisar as asneiras passadas.<\/p>\n<p>&#8220;Desgra\u00e7adamente, bem poucos foram os governantes que se dedicaram ao exame do pret\u00e9rito. Eis porque s\u00e3o t\u00e3o lament\u00e1veis nossas cr\u00f4nicas; e, nossas mem\u00f3rias, t\u00e3o cruentas. Que li\u00e7\u00f5es de Hist\u00f3ria assimilou Napole\u00e3o? Apenas aquelas que contavam as gl\u00f3rias de Alexandre? E, Hitler? Limitou-se a circunscrever-se \u00e0s efemeridades do Imp\u00e9rio Romano? Isto \u00e9 aprender Hist\u00f3ria? N\u00e3o! \u00c9 repetir as idiotices de ontem com o nariz enterrado no dia anterior.<\/p>\n<p>&#8220;Sendo did\u00e1tica a fun\u00e7\u00e3o primordial da Hist\u00f3ria, com ela aprendemos a olhar o mundo de forma retrospectiva e perspectiva. Para que o primeiro olhar seja l\u00edmpido, \u00e9 mister que comecemos a estudar a Hist\u00f3ria Universal pelas Sagra\u00addas Escrituras. Afinal, teremos de responder a algumas perguntas que, embora simples, n\u00e3o deixam de ser complexas e intrincadas \u00e0queles que ignoram os escritos hebreus e crist\u00e3os. Eis as perguntas que tanto nos desafiam: Quem criou o Universo? Quem foram nossos primeiros pais? Proviemos todos de um mesmo tronco gen\u00e9tico? E: Foi realmente Deus quem nos criou?<\/p>\n<p>&#8220;Das respostas a estas indaga\u00e7\u00f5es \u00e9 que se formar\u00e3o nossas filosofias de vida e de governo.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto ao segundo olhar, \u00e9 desnecess\u00e1rio dizer que ele depende essen\u00adcialmente do primeiro. S\u00f3 conseguiremos trafegar com seguran\u00e7a, se os nossos retrovisores n\u00e3o estiverem quebrados. Doutra forma: atropelaremos o futuro por n\u00e3o perceber que o presente \u00e9 uma estrada de m\u00e3o dupla; e, que os sem\u00e1foros desta via t\u00e3o irregular, nem sempre funcionam. Quando funcionam, o verde passa para o vermelho sem nenhuma contempla\u00e7\u00e3o. Mas quem aprende com a Hist\u00f3ria Sagrada; e, da Hist\u00f3ria Universal, faz-se disc\u00edpulo (ambas s\u00e3o regidas pelo Alt\u00edssimo) sabe avan\u00e7ar e parar. Quando necess\u00e1rio, espera. Isto \u00e9 aprender Hist\u00f3ria: estar com os olhos no futuro, com o esp\u00edrito no pret\u00e9rito, e com o cora\u00e7\u00e3o sempre presente&#8221;.<\/p>\n<p>O historicismo, por\u00e9m, desconhece por completo a a\u00e7\u00e3o de Deus na his\u00adt\u00f3ria. Vejamos, em primeiro lugar, o que vem a ser esta filosofia. O historicismo \u00e9 a &#8220;filosofia que ensina estarem todos os acontecimentos e fatos humanos condi\u00adcionados pelas circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas. Desta forma, a religi\u00e3o, a moral e o direito nada mais s\u00e3o do que resultados dos v\u00e1rios processos e movimentos da hist\u00f3\u00adria. Como se v\u00ea, este m\u00e9todo torna as coisas relativamente perigosas, inclusive a religi\u00e3o e a moral, induzindo o ser humano a deixar de lado os valores absolutos, a fim de se apegar \u00e0s circunst\u00e2ncias&#8221;<\/p>\n<p>Quando a hist\u00f3ria \u00e9 fielmente relatada, afigura-se-nos ela como algo al\u00e9m da hist\u00f3ria; poder\u00edamos denomin\u00e1-la, sem cometermos qualquer exagero, como a Hist\u00f3\u00adria da Salva\u00e7\u00e3o. Recorramos, uma vez mais, \u00e0 obra j\u00e1 citada: &#8220;A Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 a\u00e7\u00e3o redentiva de Deus no contexto da Hist\u00f3ria, conduzindo amorosa e providencial-mente os filhos de Ad\u00e3o a usufru\u00edrem do sacrif\u00edcio vic\u00e1rio de Nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p>&#8220;Jesus \u00e9 o personagem central da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, que compreende quatro momentos distintos: o Antigo Testamento, o Novo Testamento, a Hist\u00f3ria da Igreja de Cristo e a consuma\u00e7\u00e3o de todas as coisas.<\/p>\n<p>&#8220;Num sentido mais amplo, a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o compreende toda a His\u00adt\u00f3ria Universal; pois esta, \u00e0 semelhan\u00e7a daquela, tamb\u00e9m \u00e9 comandada por Deus. Num sentido mais estrito, a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 o conjunto dos fatos que comp\u00f5em a vida e o minist\u00e9rio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que culminaram com a sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A obra de Fl\u00e1vio Josefo \u00e9 uma leitura obrigat\u00f3ria aos que desejam conhe\u00adcer a hist\u00f3ria judaica, principalmente o per\u00edodo que marcou a segunda maior trag\u00e9dia dos filhos de Abra\u00e3o &#8211; a destrui\u00e7\u00e3o do Santo Templo no ano 70 de nossa era. Neste relato, observamos, claramente, como a profecia de Cristo, no que tange \u00e0 ru\u00edna de Jerusal\u00e9m, cumpriu-se nos m\u00ednimos detalhes. Embora Josefo n\u00e3o fosse crist\u00e3o, demonstrou de forma indireta estarem os crist\u00e3os mais do que certos em depositar sua confian\u00e7a em Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Josefo n\u00e3o se limitou \u00e0 historiografia; foi um consumado artista da palavra. Num estilo vivido, demonstra qu\u00e3o preciosa \u00e9 a heran\u00e7a espiritual, cultural e emocional dos hebreus. Tantos nas Antig\u00fcidades Judaicas, como na Guerra dos Judeus, vai desvendando as conquistas da alma israelita. \u00c9 claro que, nas Antig\u00fci\u00addades Judaicas, Josefo n\u00e3o agiu propriamente como historiador. Dando asas \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, coletando o exotismo do folclore judaico e aferrando-se \u00e0 hermen\u00eautica dos anci\u00e3os, narrou a seu modo os fatos que comp\u00f5em a hist\u00f3ria do Antigo Testamento. Na Guerra dos Judeus, por\u00e9m, escreveu o que testemu\u00adnhara ele ocularmente, pois atuou como um de seus personagens.<\/p>\n<p>De qualquer forma, temos uma obra indispens\u00e1vel aos que se dedicam \u00e0 hist\u00f3ria judaica. \u00c9 uma leitura obrigat\u00f3ria aos que procuram saber os detalhes da desventura da na\u00e7\u00e3o judaica no ano 70 de nossa era.<\/p>\n<p>Claudionor Corr\u00eaa de Andrade<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio Josefo \u00e9 considerado um dos maiores historiadores de todos os tempos. Acha-se ele, devido \u00e0 sua import\u00e2ncia n\u00e3o so\u00admente aos judeus mas tamb\u00e9m a toda a humanidade, ao lado de Herodoto, Pol\u00edbio e Estrab\u00e3o. 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