{"id":1153,"date":"2015-04-06T01:13:54","date_gmt":"2015-04-06T01:13:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.umsocorpo.com.br\/site\/historia-dos-hebreus\/?p=1153"},"modified":"2015-04-06T01:13:54","modified_gmt":"2015-04-06T01:13:54","slug":"capitulo-8-testemunho-dos-historiadores-gregos-com-relacao-a-nacao-dos-judeus-que-tambem-lhe-demonstraram-a-antiguidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-8-testemunho-dos-historiadores-gregos-com-relacao-a-nacao-dos-judeus-que-tambem-lhe-demonstraram-a-antiguidade\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 8 &#8211; Testemunho dos historiadores gregos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 na\u00e7\u00e3o dos judeus, que tamb\u00e9m lhe demonstraram a antig\u00fcidade."},"content":{"rendered":"<p>A antig\u00fcidade de nossa ra\u00e7a \u00e9, pois, evidente, e o que referi basta para obri\u00adgar \u00e0queles que n\u00e3o t\u00eam esp\u00edrito de contesta\u00e7\u00e3o a estar de acordo conosco. Mas, para convencer mesmo aos que tratam os outros povos de b\u00e1rbaros e querem que n\u00f3s nos atenhamos somente aos gregos, apresentarei testemunhos de seus pr\u00f3prios autores que disso tiveram conhecimento e escreveram sobre coisas que se referem a n\u00f3s. Pit\u00e1goras, de Samos, que viveu h\u00e1 muitos anos e que sobrepu\u00adjou a todos os outros fil\u00f3sofos pela sua admir\u00e1vel sabedoria e sua eminente virtu\u00adde, n\u00e3o somente conheceu nossas leis, mas as seguiu em v\u00e1rias coisas. Pois em\u00adbora nada encontremos escrito por ele, n\u00e3o deixamos de conhecer os seus senti\u00admentos, pelo que v\u00e1rios historiadores disseram, dos quais Hermipo \u00e9 o mais c\u00e9lebre, o qual era excelente e muito exato entre os historiadores. Ele diz no seu primeiro livro, com rela\u00e7\u00e3o a Pit\u00e1goras, que um dos amigos desse grande perso\u00adnagem, de nome Califon, nativo de Crotona, morrera e sua alma n\u00e3o o abando\u00adnava nem de dia nem de noite, e entre outras coisas dizia-lhe que n\u00e3o passasse por um lugar onde um asno tivesse ca\u00eddo; que n\u00e3o bebesse \u00e1gua que n\u00e3o fosse bem limpa e que jamais maldissesse a ningu\u00e9m: e nisso, ele era do mesmo pare\u00adcer dos gregos e dos tr\u00e1cios e o que esse autor diz \u00e9 muito verdade, pois \u00e9 certo que ele havia tirado das leis dos judeus uma parte de sua F\u00edlonsofia.<\/p>\n<p>Nossos costumes foram t\u00e3o apreciados e t\u00e3o conhecidos por v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es, que muitos os abra\u00e7aram, como se v\u00ea, pelo que Teofrasto escreveu em seu livro das leis, onde ele diz que as dos t\u00edrios pro\u00edbem jurar em nome de qualquer deus estran\u00adgeiro, isto \u00e9, de outras na\u00e7\u00f5es, e p\u00f5e no n\u00famero desses juramentos proibidos o de Corban, isto \u00e9, dom de Deus, e deste, sabemos, somente os judeus \u00e9 que usam.<\/p>\n<p>Nossa na\u00e7\u00e3o foi conhecida tamb\u00e9m por Her\u00f3doto, de Halicarnasso, pois dela ele faz men\u00e7\u00e3o, de algum modo, no segundo livro de sua hist\u00f3ria, onde, falando dos de Colcos, diz: &#8220;Somente esse povo e os eg\u00edpcios observam h\u00e1 muito tempo o costume de se circuncidarem. Os fen\u00edcios e os s\u00edrios da Palestina est\u00e3o de acor\u00addo, em que foi dos eg\u00edpcios que eles o receberam. Quanto aos outros s\u00edrios que moram ao longo do rio de Termodom e de Bartema, como tamb\u00e9m os macrons que lhe s\u00e3o vizinhos, eles reconhecem que foi dos de Colcos que eles receberam o costume da circuncis\u00e3o. Esses povos s\u00e3o, portanto, os \u00fanicos que o aceitaram, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o dos eg\u00edpcios. Mas, quanto aos eg\u00edpcios e aos et\u00edopes eu n\u00e3o saberia dizer qual desses dois povos o recebeu do outro&#8221;. Vemos, com essa passagem, que esse autor diz positivamente que os s\u00edrios da Palestina se fazem circuncidar. Ora, de todos os povos da Palestina, somente os judeus se fazem circuncidar e por conseguinte \u00e9 deles que ele fala.<\/p>\n<p><em>Choer\u00edlio, <\/em>um antigo poeta, conta tamb\u00e9m nossa na\u00e7\u00e3o entre as que seguiram a Xerxes, rei da P\u00e9rsia, na guerra que fez aos gregos, pois, como poderemos duvidar de que n\u00e3o \u00e9 de n\u00f3s que esse poeta fala, se ele diz que essa na\u00e7\u00e3o habita nos montes de Solima, isto \u00e9, de Jerusal\u00e9m e ao longo do lago Asfaltite, que \u00e9 o maior de todos os que est\u00e3o na S\u00edria?<\/p>\n<p>N\u00e3o terei tamb\u00e9m dificuldade em provar que os mais c\u00e9lebres dos gregos n\u00e3o somente conheceram nossa na\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a estimaram muito. Clearco, um dos disc\u00edpulos de Arist\u00f3teles e que n\u00e3o era inferior a nenhum outro de todos os fil\u00f3sofos peripat\u00e9ticos, introduz num di\u00e1logo de seu primeiro livro do sono, Arist\u00f3teles, seu mestre, que fala desta maneira, de um judeu que ele havia co\u00adnhecido: &#8220;Eu seria demasiado longo se vos quisesse entreter com o resto; con-tentar-me-ia de vos dizer o que vos far\u00e1 admirar sua sabedoria. V\u00f3s n\u00e3o podereis, disse ent\u00e3o Hiperochide, nos obsequiar mais. Eu come\u00e7arei ent\u00e3o, continuou Arist\u00f3teles, para n\u00e3o faltar aos preceitos da ret\u00f3rica, pelo que se refere \u00e0 sua ra\u00e7a. Ele era judeu de nascimento, oriundo da baixa S\u00edria, da qual aqueles que a habi\u00adtam agora s\u00e3o descendentes desses fil\u00f3sofos e s\u00e1bios das \u00edndias que eram cha\u00admados de chalans e que os s\u00edrios chamam de judeus, porque moram na Jud\u00e9ia, e o nome da sua capital \u00e9 dif\u00edcil de se pronunciar, pois chama-se Jerusal\u00e9m. Esse homem recebia em sua casa com muita bondade os estrangeiros que vinham das prov\u00edncias afastadas do mar, \u00e0s cidades que lhe estavam pr\u00f3ximas. Ele n\u00e3o somente falava muito bem a nossa l\u00edngua, mas estimava muito a nossa na\u00e7\u00e3o. Quando eu viajava na \u00c1sia com alguns dos meus disc\u00edpulos, ele nos veio visitar e nas conversas que por vezes entabulamos, achamos que t\u00ednhamos muito que aprender das suas palavras&#8221;. Eis o que Clearco refere, que Arist\u00f3teles dizia desse judeu. A isso ele acrescenta que sua temperan\u00e7a e seus costumes eram admir\u00e1\u00adveis. Aconselho que consultem esse autor os que quiserem saber mais a esse respeito, porque eu n\u00e3o quero me estender muito.<\/p>\n<p>Hecateu Abderita, que n\u00e3o somente era um grande fil\u00f3sofo, mas muito perito nos neg\u00f3cios de Estado e que tinha vivido junto de Alexandre, o Grande, e de Ptolomeu, rei do Egito, filho de Lago, escreveu um livro inteiro sobre o que se refere \u00e0 nossa na\u00e7\u00e3o. Citarei brevemente alguma coisa, come\u00e7ando por determi\u00adnar-lhe o tempo. Ele fala da batalha entre Ptolomeu e Dem\u00e9trio, perto da cidade de Gaza, onze anos depois da morte de Alexandre, na Olimp\u00edada cento e dezessete, segundo o c\u00f4mputo de Castor, na sua cr\u00f4nica, e diz: &#8220;Nesse mesmo tempo Ptolomeu, filho de Lago, venceu perto de Gaza, a Dem\u00e9trio, filho de Ant\u00edgono, cognominado Poliorchetes, isto \u00e9, destruidor de cidades&#8221;. Ora, todos os historia\u00addores est\u00e3o de acordo em que Alexandre, o Grande, morreu na Olimp\u00edada cento e quatorze e assim n\u00e3o podemos duvidar de que no tempo desse grande pr\u00edncipe nossa na\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse florescente. Hecateu acrescenta que depois dessa batalha Ptolomeu apoderou-se de todas as cidades fortes da S\u00edria e que sua bondade e do\u00e7ura conquistaram de tal modo o cora\u00e7\u00e3o daqueles povos, que v\u00e1rios seguiram-no para o Egito, e particularmente um sacerdote judeu, chamado Ezequias, com a idade de sessenta e seis anos, muito estimado pelos seus compatriotas, muito eloq\u00fcente e t\u00e3o h\u00e1bil, que nenhum outro o sobrepujava no conhecimento dos assuntos mais importantes. Esse mesmo autor diz em seguida que o n\u00famero dos sacerdotes que recebiam as d\u00e9cimas e que governavam em comum era de mil e quinhentos; voltando a falar de Ezequias, ele diz: &#8220;Esse grande personagem, acom\u00adpanhado de alguns dos seus, muitas vezes conversava conosco, e nos explicava as coisas mais importantes sobre a disciplina e o proceder dos seus conacionais, que estavam todas escritas&#8221;. Ele acrescenta que n\u00f3s somos t\u00e3o apegados \u00e0 observ\u00e2ncia de nossas leis, que nada h\u00e1 que n\u00e3o estejamos prontos a sofrer, antes que viol\u00e1-las. Estas s\u00e3o as suas palavras: &#8220;Embora muitos fossem os males que eles haviam sofri\u00addo de sues vizinhos e particularmente dos reis da P\u00e9rsia e de seus lugar-tenentes generais, jamais pudemos faz\u00ea-los mudar de id\u00e9ias. Nem a perda de seus bens, nem os ultrajes, nem as feridas, nem mesmo a morte foram capazes de faz\u00ea-los renunciar \u00e0 religi\u00e3o de seus antepassados. Eles foram destemidos diante de todos estes males e deram provas incr\u00edveis de sua firmeza e const\u00e2ncia na observ\u00e2ncia de suas leis. Um governador de Babil\u00f4nia, chamado Alexandre, querendo restaurar o Templo de Bel que tinha desabado, e obrigando mesmo a todos os soldados a carregar os materiais para isso, a fim de encetar a obra, os judeus, foram os \u00fanicos que se recusaram. Ele os castigou de diversas maneiras sem poder jamais venc\u00ea-los em sua obstina\u00e7\u00e3o e por fim o rei os dispensou daquele trabalho, que eles julga\u00advam n\u00e3o poder fazer, em consci\u00eancia. Depois que regressaram ao seu pa\u00eds eles destru\u00edram todos os Templos e altares que tinham sido constru\u00eddos por deuses e o governador da prov\u00edncia f\u00ea-los pagar, por esse motivo, grandes somas como mul\u00adta&#8221;. Esse historiador acrescenta que n\u00e3o se poderia assaz admirar t\u00e3o grande firme\u00adza e demonstra tamb\u00e9m que nossa na\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o poderosa, em n\u00famero de habi\u00adtantes, que os persas levaram um grande n\u00famero deles para a Babil\u00f4nia e que depois da morte de Alexandre, o Grande, v\u00e1rios foram tamb\u00e9m levados para o Egito e para a Fen\u00edcia, por causa da revolu\u00e7\u00e3o na S\u00edria. Para mostrar a extens\u00e3o, a fertilidade e a beleza do pa\u00eds em que n\u00f3s habitamos, ele diz: &#8220;Cont\u00e9m tr\u00eas milh\u00f5es de arpentes, cuja terra \u00e9 t\u00e3o excelente que n\u00e3o h\u00e1 frutos que ela n\u00e3o produza&#8221;. Falando de Jerusal\u00e9m e do Templo ele diz: &#8220;Os judeus t\u00eam, de diversas aldeias e vilas, muitas pra\u00e7as fortes e dentre outras, a cidade de Jerusal\u00e9m, que tem cinq\u00fcenta est\u00e1dios de per\u00edmetro (cerca de dez mil quil\u00f4metros), e cento e vinte mil habitan\u00adtes. No meio dessa cidade h\u00e1 um muro de pedras de quinhentos p\u00e9s de compri\u00admento (cento e sessenta e cinco metros) e cem de largura com duas grandes portas e dentro desse recinto h\u00e1 um altar de forma quadrangular, feito de pedras unidas sem que se tenha nisso dado um s\u00f3 golpe de martelo. Cada um dos lados desse altar tem vinte c\u00f4vados (treze metros) e tem igualmente dez de altura. Bem perto dele h\u00e1 um edif\u00edcio muito grande no qual h\u00e1 um outro altar, todo de ouro e tamb\u00e9m um candelabro de ouro, que pesa dois talentos, com l\u00e2mpadas, onde arde o fogo continuamente, dia e noite. Mas n\u00e3o h\u00e1 figura nem bosques nos arre\u00addores como se v\u00ea perto dos outros Templos dos bosques sagrados. Os sacerdotes l\u00e1 passam o dia e a noite em perfeita conting\u00eancia e jamais bebem vinho&#8221;.<\/p>\n<p>Esse mesmo autor refere um fato que viu, de um dos judeus, que serviam no ex\u00e9rcito de um dos sucessores de Alexandre. Eis suas mesmas palavras: &#8220;Quando eu me dirigia para o mar Vermelho, havia entre os cavaleiros de nossa escolta um judeu de nome Mausolam, que era tido como um dos mais corajosos e dos mais h\u00e1beis arqueiros entre os gregos e os estrangeiros; v\u00e1rios insistiam com um adi\u00advinho que dissesse por meio do v\u00f4o das aves qual seria o resultado de nossa viagem; este homem mandou que parassem; eles o fizeram e Mausolam pergun\u00adtou-lhe o porqu\u00ea de tal insist\u00eancia. Responderam-lhe que era para observar um p\u00e1ssaro, que ele via, porque, se aquele p\u00e1ssaro n\u00e3o se afastasse, eles n\u00e3o deviam passar al\u00e9m; mas se ele levantasse v\u00f4o diante deles, eles deviam continuar a viagem: mas se dirigisse o v\u00f4o para tr\u00e1s deles eles seriam obrigados a regressar. Mausolam, sem nada dizer, entesou o arco e atirou uma flecha matando o p\u00e1ssa\u00adro no ar. O adivinho e alguns outros ficaram t\u00e3o ofendidos com isso que lhe disseram inj\u00farias; ele, por\u00e9m, lhes respondeu somente isto: Perdeste o ju\u00edzo por lamentar assim esse p\u00e1ssaro infeliz que tendes nas m\u00e3os? Ele ignorava o que lhe seria da vida, como podia ele nos fazer conhecer que nossa viagem seria feliz? E se ele tinha algum conhecimento do futuro teria ele vindo aqui para receber a morte de uma das flechas do judeu Mausolam?&#8221;<\/p>\n<p>Isto \u00e9 suficiente, quanto ao testemunho de Hecateu. Os que quiserem saber mais, leiam seu livro. Acrescentarei, por\u00e9m, uma outra prova, tirada de Abatarcida, o qual, embora n\u00e3o tenha falado com muitos elogios de nossa na\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o fez, sem d\u00favida, por mal. Ele conta de que modo a rainha Estrat\u00f4nica, depois de ter abandonado o rei Dem\u00e9trio, seu marido, veio da Maced\u00f4nia \u00e0 S\u00edria, na esperan\u00ad\u00e7a de desposar o rei Seleuco e disse que essa inten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o lhe tendo sido poss\u00ed\u00advel, incitou em Antioquia uma revolta contra ele, quando estava em Babil\u00f4nia com o ex\u00e9rcito; e ao seu regresso, ele tomou Antioquia; ela quis fugir para a Cil\u00edcia, mas um sonho que teve impediu-lhe de continuar a viagem, sendo ent\u00e3o feita prisioneira e vindo a morrer. A esse respeito Agatarcida, para mostrar quantas supersti\u00e7\u00f5es semelhantes s\u00e3o conden\u00e1veis, cita por exemplo nossa na\u00e7\u00e3o, da qual fala nestes termos: &#8220;Aqueles que s\u00e3o chamados judeus moram numa cidade muito forte chamada Jerusal\u00e9m. Eles comemoraram t\u00e3o festivamente o s\u00e9timo dia, que n\u00e3o somente n\u00e3o usam armas nesse dia e n\u00e3o trabalham na terra, mas n\u00e3o fazem outra coisa qualquer. Passam o dia inteiro orando a Deus no Templo. Assim, quando Ptolomeu Lago veio com um ex\u00e9rcito, em vez de lhe resistir, como teriam podido faz\u00ea-lo, aquela louca supersti\u00e7\u00e3o fez que de medo de violar aquele dia, a que chamam de s\u00e1bado, eles o recebessem como senhor e um senhor mui cruel. Viu-se ent\u00e3o quanto aquela lei estava mal fundada: e tal exem\u00adplo deve ensinar n\u00e3o somente a esse povo, mas tamb\u00e9m a todos os outros que n\u00e3o se pode sem extravag\u00e2ncia aceitar tais imposi\u00e7\u00f5es, quando um perigo grave e urgente obriga a delas nos afastarmos&#8221;. Foi assim que Agatarcida achou nosso proceder digno de riso, mas aqueles que julgarem com mais ju\u00edzo e pondera\u00e7\u00e3o confessar\u00e3o, sem d\u00favida, que dever\u00edamos ser por isso mui elogiados, porque preferimos por um sentimento de religi\u00e3o e de piedade a observ\u00e2ncia de nossas leis e nossos deveres para com Deus, \u00e0 nossa conserva\u00e7\u00e3o e \u00e0 da nossa p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Se outros escritores que viveram no mesmo s\u00e9culo n\u00e3o falaram de n\u00f3s em suas hist\u00f3rias, ser\u00e1 f\u00e1cil conhecermos, pelo exemplo que vou referir, que sua inveja contra n\u00f3s ou alguma outra raz\u00e3o semelhante foi disso a causa, jer\u00f4nimo, que escreveu no mesmo tempo de Hecateu a hist\u00f3ria dos sucessores de Alexandre e que sendo muito amado pelo rei Ant\u00edgono, era governador da S\u00edria, n\u00e3o diz uma palavra sequer de n\u00f3s, embora ele quase tenha sido educado em nosso pa\u00eds e Hecateu tenha disso escrito um livro inteiro. Aqui parece que o sentir dos homens \u00e9 diferente: um porque julga que n\u00f3s merec\u00edamos que se falassem muito detalhadamente de n\u00f3s e o outro, porque n\u00e3o receia, para obscurecer-lhe a mem\u00f3ria, suprimir a verdade. Mas as hist\u00f3\u00adrias dos eg\u00edpcios, dos caldeus e dos fen\u00edcios s\u00e3o suficientes para fazer conhecer a antig\u00fcidade de nossa ra\u00e7a, quando n\u00e3o lhes quis\u00e9ssemos acrescentar a dos gregos, dentre os quais al\u00e9m daqueles de que falei, podemos indicar Te\u00f3F\u00edlon, Te\u00f3doto, Mnazeas, Arist\u00f3fanes, Herm\u00f3genes, Eumero, Conom, Zop\u00edrio e talvez outros, pois eu n\u00e3o li todos os livros que fazem particular men\u00e7\u00e3o de n\u00f3s. A maior parte deles ignoraram a verdade do que se passou nos primeiros s\u00e9culos, porque eles n\u00e3o leram nossos livros santos, mas todos prestam testemunho da antig\u00fcidade de nossa na\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o assunto de que me propus tratar. Falero, Dem\u00e9trio, F\u00edlon, o antigo, e Eupolemo n\u00e3o se afastaram muito da verdade e se faltaram a ela; devem ser perdoados, porque eles n\u00e3o puderam ver todos os nossos livros, o que seria para se desejar, a fim de ficarem bem informados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A antig\u00fcidade de nossa ra\u00e7a \u00e9, pois, evidente, e o que referi basta para obri\u00adgar \u00e0queles que n\u00e3o t\u00eam esp\u00edrito de contesta\u00e7\u00e3o a estar de acordo conosco. Mas, para convencer mesmo aos que tratam os outros povos de b\u00e1rbaros e querem que n\u00f3s nos atenhamos somente aos gregos, apresentarei testemunhos de seus pr\u00f3prios autores que&#8230; <a href=\"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/capitulo-8-testemunho-dos-historiadores-gregos-com-relacao-a-nacao-dos-judeus-que-tambem-lhe-demonstraram-a-antiguidade\/\">ler mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[221,842,1488,1523,1727,1999,2554,2978],"class_list":["post-1153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livro-primeiro-iii-parte-apendice-resposta-de-flavio-josefo-a-apio","tag-antiguidade","tag-demonstraram","tag-gregos","tag-historiadores","tag-judeus","tag-nacao","tag-relacao","tag-testemunho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1153\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umsocorpo.com.br\/historia-dos-hebreus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}