Quem foi Susanna Wesley (1669 – 1742)

Susanna Wesley (1669 – 1742)

Susanna Wesley (1669 – 1742)

Suzana Wesley foi a maior de vinte e cinco irmãos e mãe de dezenove filhos. Foi uma mulher que passou por privações, enfrentou dificuldades sem nunca se desviar da fé e da mesma maneira ensinou a seus filhos. Foi uma mulher que realmente praticava o que ensinava e que soube como educar e fazer a diferença na vida de cada um dos seus filhos. Sua coragem, submissão, autoridade, força, independência, controle de sua mente, fervor devocional de seus sentimentos e orientação prática ministrada à seus filhos cresceu e se repetiu nomeadamente no caráter e comportamento de cada um deles.

Uma mulher, por natureza frágil e ocupada com os muitos cuidados com sua família, separava duas horas por dia para devoção à sós com Deus. E quando questionada como as vinte quatro horas do dia podia incluir todas as atividades normais, que uma mulher frágil de trinta anos foi capaz de realizar, a resposta podia ser encontrada nestas duas horas de retiro diário, quando obtinha de Deus, na quietude de seu quarto, paz, paciência e um valor incansável.

Do ponto de vista material a história de Suzana Wesley foi uma história de miséria, privações e fracasso, mas espiritualmente, foi uma vida de riquezas verdadeiras, glorias e vitórias, pois ela nunca perdeu seus altos ideais numa fé sublime.

Uma escola em casa

Suzana Wesley fez de sua casa uma escola. Em sua casa, seis horas por dia, durante vinte anos, Suzana Wesley ensinou a cada um de seus filhos de forma tão abrangente que se tornaram altamente qualificados. Ela sempre aconselhava os filhos a organizar suas tarefas, seguindo um método estabelecido, em que podiam aprender a maximizar cada momento precioso.

Suzana Wesley ensinava o alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos. “Logo que eles aprendiam as letras liam uma linha, depois um verso e não podiam passar para a próxima lição até lerem com perfeição o que já haviam aprendido”.

Naquele tempo a maioria das mulheres não aprendia a ler. Elas eram ensinadas a cuidar das tarefas domésticas. Mas, Suzana Wesley não concordava com esse costume. Suzana Wesley ajudou a mudar essa realidade. Por isso, ela ensinou suas filhas a ler e escrever antes de ensinar a costurar.
Entre seus filhos, houve um que não apresentou paixão pelo aprendizado, e quando questionada pelo marido porque ela insistia em ensinar a lição ao pobre rapaz pela vigésima vez, ela respondeu calmamente que se ela estivesse que ensinar satisfeita com dezenove vezes, todo seu esforço seria em vão. Suzana Wesley não se deixava abater pelas dificuldades que lhe aparecia ao ensinar seus filhos.

Há relatos de que Susanna tinha uma série de regras bem definidas no quesito criação de filhos.

  1. Não permita que as crianças comam entre as refeições
  2. Coloque todas as crianças na cama por volta das 20h
  3. Faça-as tomar remédio sem reclamar
  4. Reprima a teimosia nas crianças e, desse modo, trabalhe com Deus para salvar a alma delas
  5. Ensine cada uma delas a orar tão logo comecem a falar
  6. Faça que todas fiquem em silêncio durante a adoração familiar
  7. Não lhe dê nada que peçam chorando, apenas ao que pedem de maneira polida
  8. Para evitar mentiras, não puna a falta que é confessada e da qual se arrependem
  9. Nunca permita que um ato pecaminoso fique sem punição
  10. Nunca puna duas vezes a criança por uma simples ofensa
  11. Elogie e recompense o bom comportamento
  12. Toda tentativa de agradar, mesmo que fraca, deve ser elogiada
  13. Preserve o direito de propriedade, mesmo nos menores assuntos
  14. Cumpra com rigor todas as promessas feitas
  15. Não exija que uma criança trabalhe antes que saiba ler
  16. Ensine as crianças a temerem a vara

A origem de Susanna

A mãe de Susanna era filha de um pregador. Esforçada na obra de Deus, casou-se com o eminente ministro, Samuel Annesley. Dos vinte e cinco filhos deste enlace, Susanna era a vigésima quarta. Durante a vida, seguiu o exemplo da sua mãe, passando uma hora de madrugada e outra à noite, orando e meditando sobre as Escrituras. Pelo que ela escreveu certo dia, vê-se como se dedicava à oração: “Que Deus seja louvado por todos os dias em que nos comportamos bem. Mas estou ainda descontente, porque não desfruto muito de Deus; sei que me conservo demasiadamente longe dele; anseio ter a alma mais intimamente ligada a Ele pela fé e amor”.

João era o décimo-quinto filho dos dezenove filhos de Samuel e Susanna Wesley. O que vamos transcrever, escrito pela mãe de João, mostra como ela era fiel em “ordenar a seus filhos e a sua casa depois” dela (Gênesis 18.19): “Para formar a mente da criança, a primeira coisa é vencer-lhe a vontade. A obra de instruir o intelecto leva tempo e deve ser gradual, conforme a capacidade da criança. Mas o subjugar-lhe a vontade deve ser feito de uma vez, e quanto mais cedo tanto melhor… Depois, pode-se governar a criança pela razão e piedade dos pais, até chegar o tempo de a criança poder, também exercer o raciocínio.”

Acerca de Samuel e Susanna Wesley e seus filhos, o célebre comentador da Bíblia, Adão Clark, escreveu: “nunca li nem ouvi falar duma família; não conheço e nem existe outra, desde os dias de Abraão e Sara, de José e Maria de Nazaré, à qual a raça humana deve tanto.”
Susanna Wesley acreditava que “aquele que poupa a vara, aborrece a seu filho” (Provérbios 13.24), e não consentia que seus filhos chorassem em voz alta. Assim, apesar de a casa estar repleta de crianças, nunca havia tempos tristonhos nem balbúrdia no lar do pastor. Um filho jamais ganhou coisa alguma chorando, na casa de Susanna Wesley.

Susanna marcava o quinto aniversário de cada filho como o dia em que deviam aprender o alfabeto; e todos, a não ser dois, cumpriram a tarefa no tempo marcado. No dia seguinte, a criança que completava cinco anos e aprendia o alfabeto, começava o estudo da leitura, iniciando-o com o primeiro versículo da Bíblia.

“Os meninos no lar de Samuel Wesley aprenderam o valor que há em observar fielmente os cultos. Não há em outras histórias fatos tão profundos e atraentes como o que consta acerca dos filhos de Samuel e Susanna Wesley, pois antes de saberem ajoelhar-se ou falar, eram instruídos a dar graças pelo alimento, por meio de acenos apropriados. Logo que aprendiam a falar, repetiam a Oração Dominical de manhã e à noite; e eram ensinados, também, a acrescentar outros pedidos, conforme o seu desejo… Ao chegarem à idade própria, um dia da semana era designado a cada filho, para conversar sobre as ‘dúvidas e dificuldades’. Na lista aparecem os nomes de João, para quarta-feira, e o de Carlos, para o sábado. E para os filhos, o dia de cada um tornou-se precioso e memorável… É comovente ler o que João Wesley, vinte anos depois de sair da casa paterna disse à sua mãe: “Em muitas coisas a senhora tem intercedido por mim e tem prevalecido. Quem sabe se agora também, na intercessão para que eu renuncie inteiramente o mundo, terá bom êxito?… Sem dúvida será tão eficaz para corrigir o meu coração, como era então para formar o meu caráter.”

Depois do espetacular salvamento de João do incêndio, sua mãe, profundamente convencida de que Deus tinha grandes planos para seu filho, resolveu firmemente criá-lo para servir e ser útil na obra de Cristo. Susanna escreveu estas palavras nas suas meditações particulares: “Senhor, esforçar-me-ei mais definitivamente em prol desta criança, a qual salvaste tão misericordiosamente. Procurarei transmitir-lhe fielmente ao coração os princípios da tua religião e virtude. Senhor, dá-me a graça necessária para fazer isso sincera e sabiamente, e abençoa os meus esforços com grande êxito!”

Ela era tão fiel, em cumprir sua resolução, que João foi admitido a participar da Ceia do Senhor, com a idade de oito anos. Nunca se omitia o culto doméstico do programa do dia, no lar de Samuel Wesley. Fosse qual fosse a ocupação dos membros da família, ou dos criados, todos se reuniam para adorar a Deus. Na ausência do marido, Susanna, com o coração aceso pelo fogo dos céus, dirigia os cultos. Conta-se que, certa vez, quando ele prolongou a ausência mais do que de costume, trinta e quarenta pessoas assistiram aos cultos no lar dos Wesley e a fome pela Palavra de Deus aumentou, a ponto de a casa ficar repleta das pessoas da vizinhança que assistiam aos cultos.

Referências a Susanna

O autor inglês Isaac Taylor diz:

Susanna Wesley foi a mãe do metodismo no sentido moral e religioso. Sua coragem, sua submissão à autoridade, a firmeza, a independência e o controle de sua mente, o fervor de seus sentimentos devocionais e a direção prática dada a seus filhos brotaram e se repetiram muito visivelmente no caráter e na conduta de seu filho John. Poucas mulheres na história possuíram a sensibilidade espiritual, o vigor e a sabedoria de Susanna Wesley.

Saiba quem um dos filhos de Susanna. Quem foi João Wesley.

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